Fruta com P: 18 Frutas que Começam com a Letra P (2026)

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Procurando uma fruta com P para o trabalho da escola, uma rodada de adedonha ou só por curiosidade? Esta lista reúne 18 frutas que começam com a letra P — do pêssego e da pitanga ao pequi do Cerrado e à pitaia exótica. Cada uma traz foto, nome científico e o que tem de especial, em linguagem direta, para quem quer entender sem complicação. No fim, você sabe quais frutas com a letra P existem no Brasil, quais são exóticas e como diferenciar pitaia de pitanga.

Resposta direta: 18 frutas que começam com a letra P são pera, pêssego, pitanga, pinha, pequi, pupunha, pitaia, pistache, pomelo, physalis, pitomba, pajurá, papaia, pixirica, pitangatuba, puçá, pindaíba e patauá. As primeiras são fáceis de achar em qualquer supermercado; as últimas vão do regional ao quase desconhecido fora de sua área de origem. Cada uma é detalhada abaixo com foto, nome científico e como encontrar no Brasil.

Atualizado em abril de 2026 com revisão de nomes científicos, sazonalidade no Brasil, novas perguntas frequentes e curiosidades verificáveis em fontes oficiais (Embrapa, ICMBio e Slow Food Brasil).

Como esta lista foi montada: partimos de bases botânicas reconhecidas (Embrapa, ICMBio e referências em Sapindaceae, Cactaceae, Solanaceae e Caryocaraceae) para confirmar nome científico, origem e ocorrência no Brasil de cada fruta com a letra P. Espécies que aparecem em outras listas, mas que botanicamente não são frutas, foram deixadas de fora.

Resumo rápido: tabela das 18 frutas com a letra P

Antes de mergulhar nos detalhes, esta tabela resume as frutas que começam com a letra P que você vai conhecer aqui. Use como uma “cola” rápida para identificar cada fruta com letra P e saber se vale procurá-la na feira. Em seguida, cada uma ganha sua própria seção.

Fruta Nome científico Origem Encontra no Brasil?
Pera Pyrus communis Europa/Ásia Sim, fácil
Pêssego Prunus persica Norte da China Sim, fácil
Pitanga Eugenia uniflora Mata Atlântica (Brasil) Sim, fácil
Pinha (fruta-do-conde) Annona squamosa América tropical Sim, fácil
Pequi Caryocar brasiliense Cerrado (Brasil) Sim, no Centro-Oeste
Pupunha Bactris gasipaes Amazônia Sim, na Amazônia
Pitaia (fruta-do-dragão) Hylocereus undatus América Central Sim, sazonal
Pistache Pistacia vera Oriente Médio Importado
Pomelo Citrus maxima Sudeste asiático Sim, em feiras
Physalis Physalis peruviana Andes Sim, sazonal
Pitomba Talisia esculenta Mata Atlântica/Cerrado Sim, no Norte/Nordeste
Pajurá Couepia bracteosa Amazônia Sim, no Norte

Pera: a fruta com a letra P mais consumida do Brasil

A pera (Pyrus communis) é, de longe, a fruta com a letra P mais consumida do Brasil. Apesar de ser cultivada em climas temperados, ela chega às nossas feiras o ano todo porque uma boa parte vem importada de Argentina, Chile e Portugal.

Foto da fruta com a letra P pera (Pyrus communis), formato em gota e casca verde-amarelada
Pera (Pyrus communis): fruta com letra P mais comum do supermercado brasileiro.

O formato lembra uma gota: estreita em cima, larga embaixo. A casca varia de verde a amarela e a polpa é branca, sumarenta e adocicada. É uma fruta de pouca caloria e rica em fibras solúveis, segundo tabelas nutricionais comuns como a TBCA (Tabela Brasileira de Composição de Alimentos).

Existem dezenas de variedades de pera, mas três dominam o mercado brasileiro: a Williams (verde-amarelada), a Packham e a D’Anjou. Para diferenciar na feira, basta apertar de leve: pera madura cede um pouco perto do cabinho.

Pêssego: a fruta com letra P mais doce do verão

O pêssego (Prunus persica) é uma fruta com letra P de origem chinesa, mas que se adaptou tão bem ao sul do Brasil que hoje o Rio Grande do Sul é o maior produtor nacional, com destaque para a região de Pelotas. Os frutos são arredondados, com casca aveludada que pode ser amarela, alaranjada ou avermelhada.

Pêssego maduro, fruta com letra P de casca aveludada amarelo-avermelhada
Pêssego (Prunus persica): drupa carnuda com casca aveludada e caroço lenhoso.

A polpa é macia, bem doce e abraça um caroço lenhoso enrugado — um detalhe que o classifica botanicamente como uma drupa (fruta carnuda com semente protegida por um caroço duro, como a manga e a azeitona). A safra brasileira vai de outubro a janeiro, segundo a Embrapa Clima Temperado.

O pêssego em calda é um clássico da cozinha gaúcha, mas a fruta também rende geleias, sucos e o famoso “pêssego em compota” que aparece em mesas de Natal. Existe ainda a nectarina, que é um pêssego de casca lisa, sem a penugem.

Pitanga: a fruta brasileira com letra P que vira suco em todo lugar

A pitanga (Eugenia uniflora) é uma das frutas com a letra P 100% brasileiras. Nativa da Mata Atlântica, ocorre naturalmente da Paraíba ao Rio Grande do Sul. Em quintais do Sudeste e Nordeste, é fácil encontrar uma pitangueira carregada entre novembro e janeiro.

Pitanga vermelha com gomos, fruta brasileira com a letra P da Mata Atlântica
Pitanga (Eugenia uniflora): fruta brasileira com a letra P, típica de quintais do Sudeste e Nordeste.

O fruto tem o formato de uma bolinha com gomos bem marcados, lembrando uma mini-abóbora. A cor varia: a mais comum é vermelha, mas existem variedades laranja, amarela e até roxa quase preta. O sabor é levemente ácido, com um aroma característico que sobressai no suco e na geleia.

Curiosidade: o nome “pitanga” vem do tupi pï’tãg, que significa “vermelha”. A folha da pitangueira tem uso popular como chá calmante. A espécie também é polinizada por abelhas nativas, segundo material de divulgação da Embrapa Agroindústria Tropical.

Pinha (fruta-do-conde): a fruta com letra P de polpa cremosa

A pinha, também chamada de fruta-do-conde ou ata (Annona squamosa), é uma fruta com letra P originária da América tropical e cultivada no Brasil há séculos. A árvore é pequena, fácil de manter no quintal, e produz frutos com aparência inconfundível.

Pinha (fruta-do-conde) com casca verde escamosa, polpa branca e sementes pretas
Pinha (Annona squamosa): polpa cremosa que lembra um sorvete natural.

Por fora, a pinha parece uma “pinha de pinheiro” arredondada, com escamas verdes encaixadas. Por dentro, a polpa é branca, cremosa e muito doce, recheada de sementes pretas e brilhantes. Em uma colher, lembra um sorvete natural.

Vale destacar: as sementes da pinha contêm acetogeninas tóxicas e não devem ser ingeridas. Cuspir as sementes ao comer é a regra. A polpa, separada das sementes, é segura e bem nutritiva, com boa quantidade de potássio e vitamina C.

Pequi: a fruta com letra P símbolo do Cerrado brasileiro

O pequi (Caryocar brasiliense) é a fruta com a letra P mais identificada com o Cerrado. Ocorre do sul do Pará ao norte do Paraná, e é parte central da culinária de Goiás, Minas Gerais e Tocantins. O nome vem do tupi pyqui: “pele espinhenta”.

Pequi do Cerrado, fruta com letra P de polpa amarela oleosa e caroço espinhoso
Pequi (Caryocar brasiliense): símbolo do Cerrado e da culinária goiana.

O fruto é redondo e verde por fora, mas o segredo está dentro. Ao abrir, aparecem caroços (endocarpos) cobertos por uma polpa amarela bem oleosa — entre 38% e 57% de lipídios, segundo revisões publicadas em periódicos científicos brasileiros, citados no Arca do Gosto do Slow Food Brasil. O sabor é forte, terroso e inconfundível.

Atenção: o caroço do pequi tem espinhos finíssimos por baixo da polpa. Você “rói” a polpa de leve, sem morder o caroço, ou come com colher. O arroz com pequi é o prato mais famoso, e o óleo de pequi é usado na medicina popular goiana.

Pupunha: a fruta amazônica com letra P que rende palmito

A pupunha (Bactris gasipaes) é uma palmeira nativa da Amazônia que dá uma das frutas com letra P mais nutritivas do Brasil. O fruto, do tamanho de uma noz, tem casca alaranjada ou amarela e polpa farinhosa, parecida com a da batata-doce cozida.

Frutos de pupunha cozidos, alaranjados, vendidos em feiras da Amazônia
Pupunha (Bactris gasipaes): fruta amazônica que é consumida cozida em água com sal.

É uma fruta que precisa ser cozida antes do consumo. Crua, contém fatores antinutricionais que somem na fervura. Cozida em água com sal, vira lanche tradicional nas feiras de Belém, Manaus e em toda a região Norte. O sabor lembra castanha cozida.

A pupunheira tem ainda um uso paralelo: o broto da palmeira fornece o palmito de pupunha, alternativa sustentável ao palmito-juçara (espécie ameaçada). A Embrapa Amazônia Oriental tem trabalhos sobre cultivo e melhoramento da pupunha desde os anos 1980.

Pitaia (fruta-do-dragão): a fruta com letra P de aparência exótica

A pitaia (Hylocereus undatus), também conhecida como fruta-do-dragão, é uma fruta com letra P originária do México e da América Central. O nome vem do tupi também: “pitaia” significa “fruta escamosa”, em referência às escamas grandes que cobrem a casca rosa-pink.

Pitaia (fruta-do-dragão) com casca rosa escamosa e polpa branca com sementes pretas
Pitaia (Hylocereus undatus): a fruta-do-dragão, originária do México.

A pitaia branca tem casca rosa e polpa branca cheia de sementinhas pretas, parecida com a polpa do kiwi. Já a pitaia vermelha tem polpa rosa-magenta vibrante, e a pitaia amarela tem casca amarela com polpa branca, sendo a mais doce das três.

Aqui no Brasil, o cultivo comercial começou nos anos 1990 e cresceu rápido. São Paulo é o maior produtor, com Minas Gerais em segundo, segundo dados divulgados pela Embrapa. A safra principal vai de janeiro a abril.

Pistache: a fruta com letra P que muita gente acha que é castanha

O pistache (Pistacia vera) é uma das frutas com letra P que mais geram dúvida: castanha, semente ou fruta? Botanicamente, é uma drupa — o mesmo tipo de fruta do pêssego e da azeitona. O que comemos é a semente que fica dentro do caroço lenhoso, e não a polpa.

Pistaches abertos, frutas com letra P do tipo drupa, mostrando o sorriso da casca
Pistache (Pistacia vera): drupa cuja casca dura abre sozinha quando madura.

A árvore é originária do Oriente Médio (Irã, Turquia e Síria são os maiores produtores mundiais). A casca dura abre sozinha quando o fruto amadurece, formando o “sorriso” característico que indica o pistache pronto para colheita.

O pistache tem alto teor de gorduras boas (mono e poli-insaturadas), proteínas e fibras, segundo estudos compilados em revisões da literatura nutricional. No Brasil, o consumo cresceu junto com a popularização de sorvetes e doces árabes, mas a produção interna ainda é pouco expressiva.

Pomelo: a fruta com letra P que parece uma laranja-gigante

O pomelo (Citrus maxima) é a maior das frutas cítricas, e sim, é uma fruta com letra P. Originária do sudeste asiático, é o “ancestral” de várias frutas que conhecemos: o cruzamento entre pomelo e tangerina, por exemplo, deu origem à laranja comum que comemos hoje.

Pomelo, fruta cítrica grande com letra P de casca grossa e gomos rosados
Pomelo (Citrus maxima): a maior das frutas cítricas, ancestral da laranja.

O fruto pode pesar de 1 a 2 quilos, com casca verde-amarelada bem grossa. Por dentro, a polpa vem em gomos, com cor que varia do amarelo-pálido ao rosa, e sabor menos ácido do que o do grapefruit (que é parente próximo).

Não confunda pomelo com toranja (grapefruit, Citrus × paradisi): toranja é menor, mais ácida, e nasceu de um cruzamento entre pomelo e laranja-doce. No Brasil, o pomelo aparece em feiras orgânicas e em quitandas asiáticas, especialmente em São Paulo.

Physalis: a fruta com letra P embrulhada em “papel”

A physalis (Physalis peruviana) é uma fruta com letra P pequena, redonda e amarela, originária dos Andes. O detalhe que a torna inconfundível é o invólucro: cada fruto fica protegido por uma capinha de folhas secas que parece papel-pardo, fechada como uma lanterninha.

Physalis dentro do invólucro de folhas secas em forma de lanterna, fruta com letra P
Physalis (Physalis peruviana): cada fruto vem protegido por uma capinha de papel.

A polpa é translúcida, com sabor agridoce que lembra o tomate-cereja misturado com abacaxi. Tem boa quantidade de vitamina C e A, segundo tabelas nutricionais, e é frequentemente vendida em mercados gourmet por causa da aparência elegante em sobremesas.

No Brasil, o cultivo se concentra em pequenas propriedades de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná. A Embrapa Clima Temperado já desenvolveu material técnico para o plantio em pomar familiar, mostrando que a physalis é mais acessível do que parece.

Pitomba: a fruta brasileira com letra P prima da lichia

A pitomba (Talisia esculenta) é uma fruta com letra P nativa do Brasil, comum no Norte, Nordeste e em parte do Sudeste. Pertence à mesma família botânica da lichia e do guaraná (Sapindaceae) — o que explica a polpa translúcida e adocicada, com sabor agridoce parecido com o da lichia.

Pitomba madura com casca alaranjada, fruta brasileira com letra P da família da lichia
Pitomba (Talisia esculenta): prima da lichia e do guaraná, típica do Norte/Nordeste.

Os frutos são pequenos, redondos, com casca fina alaranjada que se descasca com facilidade. Cada pitomba tem uma ou duas sementes grandes no meio, e a polpa fina envolve essas sementes. A safra é curta: de fevereiro a abril, principalmente.

A pitomba é uma das frutas que sustentam fauna e gente em quintais nordestinos. Aparece em feiras livres de cidades como Salvador, Recife e Belém, mas raramente em supermercados das capitais do Sul e Sudeste.

Pajurá: a fruta com letra P quase desconhecida fora da Amazônia

O pajurá (Couepia bracteosa) é uma das frutas com a letra P mais raras em listas comuns, mas é parte importante do dia a dia em Manaus, Belém e cidades amazônicas menores. A árvore é alta, ocorre em mata de terra firme, e dá frutos do tamanho de um ovo grande.

Pajurá amazônico, fruta brasileira com letra P de polpa amarela perfumada
Pajurá (Couepia bracteosa): fruta amazônica usada em sorvete e mousse na região Norte.

A casca é marrom-amarelada, e a polpa é amarela, fibrosa e bem perfumada. O consumo tradicional é in natura, mas a polpa também rende sorvete artesanal, vitamina e mousse — um dos sabores típicos das sorveterias regionais do Norte.

O pajurá é considerado uma fruta nativa de interesse para a Embrapa Amazônia Ocidental, que estuda espécies amazônicas pouco aproveitadas. Como ainda não tem cultivo comercial em larga escala, a oferta depende da coleta extrativista.

Papaia: a fruta com letra P mais comum nas mesas brasileiras

O papaia (Carica papaya), popularmente chamado de mamão-papaia, é uma das frutas com a letra P mais consumidas no Brasil — e também uma das mais produzidas. O Brasil figura entre os maiores produtores mundiais, com a Bahia liderando a produção nacional, segundo dados do IBGE e do Ministério da Agricultura.

O fruto tem casca fina, verde quando imaturo e amarela quando maduro. Por dentro, a polpa varia do amarelo-pálido ao vermelho-alaranjado vivo, conforme a variedade. No centro, fica uma cavidade cheia de sementes pretas arredondadas, levemente picantes e comestíveis — embora a maioria das pessoas as descarte.

Além de vitamina C e betacaroteno, o papaia contém papaína, uma enzima que facilita a digestão de proteínas. Por isso, é frequentemente recomendado em cardápios de dietas digestivas e pós-cirúrgicos. Disponível o ano todo nos supermercados, está entre as frutas com P mais fáceis de encontrar no Brasil.

Pixirica: a fruta com letra P da Mata Atlântica rica em antocianinas

A pixirica, também chamada de cabeludinha (Myrciaria floribunda), é uma fruta com letra P nativa da Mata Atlântica e do Cerrado, encontrada principalmente no Norte e Nordeste do Brasil. Pertence à mesma família do jabuticabal (Myrtaceae), o que explica a semelhança visual: frutos pequenos, arredondados, de cor roxa-escura, crescendo diretamente no tronco.

A polpa é branca ou rosada, de sabor agridoce, com textura macia. A casca é fina e pode ser consumida junto com a polpa. As pixiricas são ricas em antocianinas, pigmentos naturais associados a propriedades antioxidantes em estudos da área de fitoquímica.

Por ser uma espécie ainda pouco cultivada em escala comercial, a pixirica é encontrada principalmente em feiras regionais do Norte e Nordeste e em quintais nativos. É considerada uma fruta subutilizada com potencial para agroflorestas.

Pitangatuba: a prima amarela da pitanga

A pitangatuba (Eugenia neonitida) é uma fruta com letra P nativa da Mata Atlântica do litoral sul do Brasil, especialmente em Santa Catarina e Paraná. O nome já revela a parentela: é uma parente próxima da pitanga (Eugenia uniflora), mas com diferenças visíveis.

Enquanto a pitanga comum é vermelha ou roxa, a pitangatuba tem frutos amarelo-alaranjados, com o mesmo formato de mini-abóbora em gomos. A polpa é translúcida, de sabor mais suave e menos ácido do que a pitanga. O aroma é igualmente característico, típico do gênero Eugenia.

Por ser menos conhecida fora do Sul do Brasil, a pitangatuba raramente aparece em supermercados convencionais. Está mais presente em mercados de espécies nativas, projetos de restauração da Mata Atlântica e coleções de plantas frutíferas em sítios e chácaras.

Puçá: a fruta amazônica com letra P parecida com jabuticaba

O puçá (Mouriri guianensis e espécies afins) é uma fruta com letra P da Amazônia com aparência que lembra a jabuticaba: frutos pequenos, arredondados, de casca roxa quase preta, crescendo nos galhos da árvore. A semelhança, porém, é apenas visual — botanicamente são famílias diferentes.

A polpa é branca ou amarelada, suculenta e de sabor doce com leve acidez. Em Belém do Pará, o puçá aparece em barracas de suco nos mercados do Ver-o-Peso e do Guamá como uma das bebidas regionais típicas. Também é usado em licores artesanais e compotas caseiras.

Por depender de coleta extrativista em mata nativa, o puçá ainda não tem cultivo comercial consolidado. É uma das espécies frutíferas da Amazônia com potencial de valorização por cadeias de produtos florestais não-madeireiros.

Pindaíba: a fruta com letra P do Cerrado com aroma de cravo

A pindaíba (Xylopia aromatica) é uma fruta com letra P típica do Cerrado brasileiro, com presença em Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso e Tocantins. O nome científico já entrega o detalhe mais marcante: aromatica. A casca, as folhas e os frutos têm aroma forte que lembra cravo-da-índia.

Os frutos são pequenos e agrupados em cachos pendentes. A polpa vermelha, exposta quando o fruto abre, envolve sementes com arilo (uma cobertura carnuda) de sabor adocicado. A árvore é usada na medicina popular do Cerrado em forma de chá da casca e das sementes.

A pindaíba é considerada uma espécie de grande valor ecológico: produz frutos que alimentam pássaros como arapongas e tucanos, sendo importante para a dispersão de sementes em áreas de Cerrado em recuperação.

Patauá: a fruta com letra P da palmeira amazônica que faz “vinho”

O patauá (Oenocarpus bataua) é uma palmeira nativa da Amazônia que produz uma das frutas com letra P mais desconhecidas fora da região Norte. Os frutos são pequenos, ovais, de cor azul-escura quase preta quando maduros — visualmente muito parecidos com o açaí, com quem divide a mesma família (Arecaceae).

A polpa oleosa do patauá é processada de forma parecida com o açaí: macerada em água morna, produz uma bebida cremosa chamada de “vinho de patauá”, com sabor que mistura notas de oliva com umami suave. O teor de gorduras mono-insaturadas é similar ao do azeite de oliva, segundo estudos sobre palmeiras oleaginosas da Amazônia publicados em periódicos como a Industrial Crops and Products.

A Embrapa Amazônia Oriental incluiu o patauá entre as espécies de interesse para sistemas agroflorestais e para a bioeconomia amazônica. Hoje o patauá ainda é colhido de forma extrativista, mas pesquisas de melhoramento e cultivo já estão em andamento.

Frutas com P para o Stop e Adedonha: dicas de jogo

Se você chegou até aqui procurando uma fruta com P para o Stop ou Adedonha, este resumo é para você. A lista completa já está na tabela do início, mas aqui vão as estratégias para cada situação de jogo:

Respostas fáceis de lembrar e aceitas por todos: pera, pêssego, pitanga, pinha, pitaia. São conhecidas, fáceis de soletrar e quase ninguém vai contestar.

Respostas intermediárias (boa para desempatar): physalis, pomelo, pistache, pupunha. São frutas reconhecíveis, têm foto nos supermercados e aparecem em listas oficiais.

Respostas avançadas (para ganhar pontos extras): pajurá, pitomba, pixirica, pitangatuba, puçá, patauá, pindaíba. São frutas reais, com nome científico verificável — perfeitas para contestar se o adversário questionar.

A resposta-surpresa: papaia. Muita gente chama de “mamão”, mas o nome técnico é papaia, e começa com P. Em rodadas onde o adversário está preso, papaia é a resposta que poucos esperam.

Dica extra: em rodadas cronometradas, pera e pitanga são as apostas mais rápidas de escrever. Em rodadas onde você tem tempo, pajurá ou patauá podem ser respostas que o adversário não vai conseguir copiar.

Frutas com P brasileiras x exóticas: como diferenciar

Das 18 frutas com a letra P desta lista, dez são consideradas brasileiras ou plenamente naturalizadas: pitanga, pequi, pupunha, pitomba, pajurá, pinha cultivada, pitangatuba, pixirica, puçá, patauá e pindaíba. As demais (pera, pêssego, pistache, pomelo, physalis, papaia) são originárias de outros continentes, mas algumas — como o papaia — são hoje amplamente cultivadas no Brasil.

Para identificar a origem rápido na feira, vale o atalho: se o sabor é forte, terroso e a fruta tem polpa amarelada oleosa, provavelmente é uma fruta de bioma brasileiro (pequi, pajurá). Se a polpa é translúcida com sementes pretas, pode ser pitomba ou pitaia. Se vem com “casquinha de papel”, é physalis.

Qual fruta com a letra P é a mais comum no Brasil?

A pera, o pêssego e a pitanga ocupam o pódio das frutas com a letra P mais comuns no Brasil. Pera e pêssego dominam em supermercados de todas as regiões; pitanga aparece principalmente em quintais e feiras de bairro. As três aparecem em qualquer central de abastecimento (Ceasa).

Em volume produzido nacionalmente, o pêssego lidera entre as frutas com P, segundo dados consolidados pela Embrapa e divulgados em painéis de fruticultura do Ministério da Agricultura. A pera é majoritariamente importada.

Sazonalidade: quando cada fruta com a letra P aparece no Brasil

Saber a época de cada fruta com a letra P ajuda a comprar mais barato e mais saboroso. A regra geral: fruta na safra é mais doce e mais barata. Esta tabela junta a sazonalidade aproximada para o Brasil, com base em material de divulgação da Embrapa e do Ministério da Agricultura.

Fruta Pico de safra Onde encontrar
Pera Ano todo (importada) Supermercado
Pêssego Out–Jan Sul e Sudeste
Pitanga Nov–Jan Quintais, feiras
Pinha Fev–Jun Nordeste e Sudeste
Pequi Nov–Fev Goiás, MG, TO
Pupunha Mar–Set Norte (cozida na feira)
Pitaia Jan–Abr Hortifrutis no SE
Pistache Ano todo (importado) Empório, atacado
Pomelo Jun–Set Feiras orgânicas, SP
Physalis Out–Mar Mercados gourmet
Pitomba Fev–Abr Norte e Nordeste
Pajurá Dez–Abr Amazônia (coleta)
Papaia Ano todo Supermercado

Perguntas frequentes sobre frutas que começam com P

Quantas frutas começam com a letra P?

Considerando frutas com reconhecimento botânico e popular, é possível listar pelo menos 18 frutas que começam com a letra P: pera, pêssego, pitanga, pinha, pequi, pupunha, pitaia, pistache, pomelo, physalis, pitomba, pajurá, papaia, pixirica, pitangatuba, puçá, pindaíba e patauá. Em listas amplíssimas, outras espécies como pulasan (fruta asiática, Nephelium ramboutan-ake) e picanço-de-beira podem ser incluídas, mas são raras no Brasil.

Qual é a fruta com P mais rara no Brasil?

O pajurá e a pitomba são as mais raras fora das suas regiões de origem. Entre as exóticas, a physalis e o pomelo só aparecem em mercados especializados. O pequi, embora abundante no Cerrado, é difícil de achar fresco no Sul e em parte do Sudeste, sendo mais fácil comprar em conserva.

Qual a diferença entre pitaia e pitanga?

São frutas completamente diferentes. A pitanga é uma fruta brasileira pequena, vermelha, com gomos. A pitaia (ou fruta-do-dragão) é uma fruta de cacto, originária do México, com casca rosa escamosa e polpa branca ou rosa cheia de sementinhas pretas. As duas começam com “pit” e geram bastante confusão em provas de escola.

Pequi é fruta?

Sim. O pequi é, sim, uma fruta — botanicamente é classificado como uma drupa, da família Caryocaraceae. O que confunde é a aparência: a “polpa” comestível é amarela e oleosa, agarrada ao caroço cheio de espinhos finos. Comer pequi requer técnica para não morder o caroço.

Pistache é fruta ou semente?

O pistache é tecnicamente o fruto seco de uma drupa: a árvore produz uma fruta com casca, e o que comemos é a semente que fica dentro do caroço. Por isso ele entra em listas de “frutas com P” do mesmo jeito que a azeitona e a amêndoa entram em listas de frutas, mesmo sendo conhecidos como castanhas.

Pitaia faz bem para emagrecer?

A pitaia é uma fruta de baixa caloria (cerca de 60 kcal a cada 100 g, segundo tabelas nutricionais comuns) e rica em fibras e antioxidantes. Pode entrar em uma dieta voltada para emagrecimento, mas não emagrece sozinha. O efeito vem do contexto alimentar geral, e não da fruta isolada.

Continue explorando frutas por letra

Esta é a página dedicada às frutas que começam com a letra P. Se você está montando uma lista por letra para a escola ou para uma rodada de stop, vale conferir também as frutas que começam com a letra L e as frutas que começam com a letra C.

Para quem se interessou pelas frutas brasileiras desta lista (pitanga, pequi, pitomba, pajurá), também recomendamos os textos sobre cultivo da pitangueira e curiosidades sobre o pêssego, que aprofundam o que ficou de fora aqui.

Veredito final sobre as frutas com a letra P

Existem mais de 18 frutas com a letra P, mas as 18 desta lista cobrem desde o feijão-com-arroz da fruteira (pera, pêssego, pinha) até as joias do Cerrado e da Amazônia (pequi, pupunha, pajurá), passando por exóticas que ficam cada vez mais comuns nos hortifrutis brasileiros (pitaia, physalis, pomelo) e chegando às raridades locais da Mata Atlântica e Amazônia (pixirica, pitangatuba, puçá, pindaíba e patauá). Para um trabalho de escola, o ideal é citar uma mistura: três comuns, três regionais brasileiras e uma ou duas exóticas. Para uma rodada de adedonha, a pera resolve em 2 segundos.

Fontes e referências

Para verificar dados de produção brasileira de frutas e informações de cultivo, consulte a página oficial da Embrapa, especialmente as unidades Mandioca e Fruticultura, Clima Temperado e Amazônia Oriental. Os dados de safra de pêssego e pera também aparecem nos painéis de fruticultura do Ministério da Agricultura. Para informações sobre o pequi como patrimônio alimentar do Cerrado, vale visitar a página oficial do Slow Food Brasil — Arca do Gosto.