Fruta com P: 18 Frutas que Começam com a Letra P (2026)
Procurando uma fruta com P para o trabalho da escola, uma rodada de adedonha ou só por curiosidade? Esta lista reúne 18 frutas que começam com a letra P — do pêssego e da pitanga ao pequi do Cerrado e à pitaia exótica. Cada uma traz foto, nome científico e o que tem de especial, em linguagem direta, para quem quer entender sem complicação. No fim, você sabe quais frutas com a letra P existem no Brasil, quais são exóticas e como diferenciar pitaia de pitanga.
Resposta direta: 18 frutas que começam com a letra P são pera, pêssego, pitanga, pinha, pequi, pupunha, pitaia, pistache, pomelo, physalis, pitomba, pajurá, papaia, pixirica, pitangatuba, puçá, pindaíba e patauá. As primeiras são fáceis de achar em qualquer supermercado; as últimas vão do regional ao quase desconhecido fora de sua área de origem. Cada uma é detalhada abaixo com foto, nome científico e como encontrar no Brasil.
Atualizado em abril de 2026 com revisão de nomes científicos, sazonalidade no Brasil, novas perguntas frequentes e curiosidades verificáveis em fontes oficiais (Embrapa, ICMBio e Slow Food Brasil).
Como esta lista foi montada: partimos de bases botânicas reconhecidas (Embrapa, ICMBio e referências em Sapindaceae, Cactaceae, Solanaceae e Caryocaraceae) para confirmar nome científico, origem e ocorrência no Brasil de cada fruta com a letra P. Espécies que aparecem em outras listas, mas que botanicamente não são frutas, foram deixadas de fora.
Resumo rápido: tabela das 18 frutas com a letra P
Antes de mergulhar nos detalhes, esta tabela resume as frutas que começam com a letra P que você vai conhecer aqui. Use como uma “cola” rápida para identificar cada fruta com letra P e saber se vale procurá-la na feira. Em seguida, cada uma ganha sua própria seção.
| Fruta | Nome científico | Origem | Encontra no Brasil? |
|---|---|---|---|
| Pera | Pyrus communis | Europa/Ásia | Sim, fácil |
| Pêssego | Prunus persica | Norte da China | Sim, fácil |
| Pitanga | Eugenia uniflora | Mata Atlântica (Brasil) | Sim, fácil |
| Pinha (fruta-do-conde) | Annona squamosa | América tropical | Sim, fácil |
| Pequi | Caryocar brasiliense | Cerrado (Brasil) | Sim, no Centro-Oeste |
| Pupunha | Bactris gasipaes | Amazônia | Sim, na Amazônia |
| Pitaia (fruta-do-dragão) | Hylocereus undatus | América Central | Sim, sazonal |
| Pistache | Pistacia vera | Oriente Médio | Importado |
| Pomelo | Citrus maxima | Sudeste asiático | Sim, em feiras |
| Physalis | Physalis peruviana | Andes | Sim, sazonal |
| Pitomba | Talisia esculenta | Mata Atlântica/Cerrado | Sim, no Norte/Nordeste |
| Pajurá | Couepia bracteosa | Amazônia | Sim, no Norte |
Pera: a fruta com a letra P mais consumida do Brasil
A pera (Pyrus communis) é, de longe, a fruta com a letra P mais consumida do Brasil. Apesar de ser cultivada em climas temperados, ela chega às nossas feiras o ano todo porque uma boa parte vem importada de Argentina, Chile e Portugal.

O formato lembra uma gota: estreita em cima, larga embaixo. A casca varia de verde a amarela e a polpa é branca, sumarenta e adocicada. É uma fruta de pouca caloria e rica em fibras solúveis, segundo tabelas nutricionais comuns como a TBCA (Tabela Brasileira de Composição de Alimentos).
Existem dezenas de variedades de pera, mas três dominam o mercado brasileiro: a Williams (verde-amarelada), a Packham e a D’Anjou. Para diferenciar na feira, basta apertar de leve: pera madura cede um pouco perto do cabinho.
Pêssego: a fruta com letra P mais doce do verão
O pêssego (Prunus persica) é uma fruta com letra P de origem chinesa, mas que se adaptou tão bem ao sul do Brasil que hoje o Rio Grande do Sul é o maior produtor nacional, com destaque para a região de Pelotas. Os frutos são arredondados, com casca aveludada que pode ser amarela, alaranjada ou avermelhada.

A polpa é macia, bem doce e abraça um caroço lenhoso enrugado — um detalhe que o classifica botanicamente como uma drupa (fruta carnuda com semente protegida por um caroço duro, como a manga e a azeitona). A safra brasileira vai de outubro a janeiro, segundo a Embrapa Clima Temperado.
O pêssego em calda é um clássico da cozinha gaúcha, mas a fruta também rende geleias, sucos e o famoso “pêssego em compota” que aparece em mesas de Natal. Existe ainda a nectarina, que é um pêssego de casca lisa, sem a penugem.
Pitanga: a fruta brasileira com letra P que vira suco em todo lugar
A pitanga (Eugenia uniflora) é uma das frutas com a letra P 100% brasileiras. Nativa da Mata Atlântica, ocorre naturalmente da Paraíba ao Rio Grande do Sul. Em quintais do Sudeste e Nordeste, é fácil encontrar uma pitangueira carregada entre novembro e janeiro.

O fruto tem o formato de uma bolinha com gomos bem marcados, lembrando uma mini-abóbora. A cor varia: a mais comum é vermelha, mas existem variedades laranja, amarela e até roxa quase preta. O sabor é levemente ácido, com um aroma característico que sobressai no suco e na geleia.
Curiosidade: o nome “pitanga” vem do tupi pï’tãg, que significa “vermelha”. A folha da pitangueira tem uso popular como chá calmante. A espécie também é polinizada por abelhas nativas, segundo material de divulgação da Embrapa Agroindústria Tropical.
Pinha (fruta-do-conde): a fruta com letra P de polpa cremosa
A pinha, também chamada de fruta-do-conde ou ata (Annona squamosa), é uma fruta com letra P originária da América tropical e cultivada no Brasil há séculos. A árvore é pequena, fácil de manter no quintal, e produz frutos com aparência inconfundível.

Por fora, a pinha parece uma “pinha de pinheiro” arredondada, com escamas verdes encaixadas. Por dentro, a polpa é branca, cremosa e muito doce, recheada de sementes pretas e brilhantes. Em uma colher, lembra um sorvete natural.
Vale destacar: as sementes da pinha contêm acetogeninas tóxicas e não devem ser ingeridas. Cuspir as sementes ao comer é a regra. A polpa, separada das sementes, é segura e bem nutritiva, com boa quantidade de potássio e vitamina C.
Pequi: a fruta com letra P símbolo do Cerrado brasileiro
O pequi (Caryocar brasiliense) é a fruta com a letra P mais identificada com o Cerrado. Ocorre do sul do Pará ao norte do Paraná, e é parte central da culinária de Goiás, Minas Gerais e Tocantins. O nome vem do tupi pyqui: “pele espinhenta”.

O fruto é redondo e verde por fora, mas o segredo está dentro. Ao abrir, aparecem caroços (endocarpos) cobertos por uma polpa amarela bem oleosa — entre 38% e 57% de lipídios, segundo revisões publicadas em periódicos científicos brasileiros, citados no Arca do Gosto do Slow Food Brasil. O sabor é forte, terroso e inconfundível.
Atenção: o caroço do pequi tem espinhos finíssimos por baixo da polpa. Você “rói” a polpa de leve, sem morder o caroço, ou come com colher. O arroz com pequi é o prato mais famoso, e o óleo de pequi é usado na medicina popular goiana.
Pupunha: a fruta amazônica com letra P que rende palmito
A pupunha (Bactris gasipaes) é uma palmeira nativa da Amazônia que dá uma das frutas com letra P mais nutritivas do Brasil. O fruto, do tamanho de uma noz, tem casca alaranjada ou amarela e polpa farinhosa, parecida com a da batata-doce cozida.

É uma fruta que precisa ser cozida antes do consumo. Crua, contém fatores antinutricionais que somem na fervura. Cozida em água com sal, vira lanche tradicional nas feiras de Belém, Manaus e em toda a região Norte. O sabor lembra castanha cozida.
A pupunheira tem ainda um uso paralelo: o broto da palmeira fornece o palmito de pupunha, alternativa sustentável ao palmito-juçara (espécie ameaçada). A Embrapa Amazônia Oriental tem trabalhos sobre cultivo e melhoramento da pupunha desde os anos 1980.
Pitaia (fruta-do-dragão): a fruta com letra P de aparência exótica
A pitaia (Hylocereus undatus), também conhecida como fruta-do-dragão, é uma fruta com letra P originária do México e da América Central. O nome vem do tupi também: “pitaia” significa “fruta escamosa”, em referência às escamas grandes que cobrem a casca rosa-pink.

A pitaia branca tem casca rosa e polpa branca cheia de sementinhas pretas, parecida com a polpa do kiwi. Já a pitaia vermelha tem polpa rosa-magenta vibrante, e a pitaia amarela tem casca amarela com polpa branca, sendo a mais doce das três.
Aqui no Brasil, o cultivo comercial começou nos anos 1990 e cresceu rápido. São Paulo é o maior produtor, com Minas Gerais em segundo, segundo dados divulgados pela Embrapa. A safra principal vai de janeiro a abril.
Pistache: a fruta com letra P que muita gente acha que é castanha
O pistache (Pistacia vera) é uma das frutas com letra P que mais geram dúvida: castanha, semente ou fruta? Botanicamente, é uma drupa — o mesmo tipo de fruta do pêssego e da azeitona. O que comemos é a semente que fica dentro do caroço lenhoso, e não a polpa.

A árvore é originária do Oriente Médio (Irã, Turquia e Síria são os maiores produtores mundiais). A casca dura abre sozinha quando o fruto amadurece, formando o “sorriso” característico que indica o pistache pronto para colheita.
O pistache tem alto teor de gorduras boas (mono e poli-insaturadas), proteínas e fibras, segundo estudos compilados em revisões da literatura nutricional. No Brasil, o consumo cresceu junto com a popularização de sorvetes e doces árabes, mas a produção interna ainda é pouco expressiva.
Pomelo: a fruta com letra P que parece uma laranja-gigante
O pomelo (Citrus maxima) é a maior das frutas cítricas, e sim, é uma fruta com letra P. Originária do sudeste asiático, é o “ancestral” de várias frutas que conhecemos: o cruzamento entre pomelo e tangerina, por exemplo, deu origem à laranja comum que comemos hoje.

O fruto pode pesar de 1 a 2 quilos, com casca verde-amarelada bem grossa. Por dentro, a polpa vem em gomos, com cor que varia do amarelo-pálido ao rosa, e sabor menos ácido do que o do grapefruit (que é parente próximo).
Não confunda pomelo com toranja (grapefruit, Citrus × paradisi): toranja é menor, mais ácida, e nasceu de um cruzamento entre pomelo e laranja-doce. No Brasil, o pomelo aparece em feiras orgânicas e em quitandas asiáticas, especialmente em São Paulo.
Physalis: a fruta com letra P embrulhada em “papel”
A physalis (Physalis peruviana) é uma fruta com letra P pequena, redonda e amarela, originária dos Andes. O detalhe que a torna inconfundível é o invólucro: cada fruto fica protegido por uma capinha de folhas secas que parece papel-pardo, fechada como uma lanterninha.

A polpa é translúcida, com sabor agridoce que lembra o tomate-cereja misturado com abacaxi. Tem boa quantidade de vitamina C e A, segundo tabelas nutricionais, e é frequentemente vendida em mercados gourmet por causa da aparência elegante em sobremesas.
No Brasil, o cultivo se concentra em pequenas propriedades de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná. A Embrapa Clima Temperado já desenvolveu material técnico para o plantio em pomar familiar, mostrando que a physalis é mais acessível do que parece.
Pitomba: a fruta brasileira com letra P prima da lichia
A pitomba (Talisia esculenta) é uma fruta com letra P nativa do Brasil, comum no Norte, Nordeste e em parte do Sudeste. Pertence à mesma família botânica da lichia e do guaraná (Sapindaceae) — o que explica a polpa translúcida e adocicada, com sabor agridoce parecido com o da lichia.

Os frutos são pequenos, redondos, com casca fina alaranjada que se descasca com facilidade. Cada pitomba tem uma ou duas sementes grandes no meio, e a polpa fina envolve essas sementes. A safra é curta: de fevereiro a abril, principalmente.
A pitomba é uma das frutas que sustentam fauna e gente em quintais nordestinos. Aparece em feiras livres de cidades como Salvador, Recife e Belém, mas raramente em supermercados das capitais do Sul e Sudeste.
Pajurá: a fruta com letra P quase desconhecida fora da Amazônia
O pajurá (Couepia bracteosa) é uma das frutas com a letra P mais raras em listas comuns, mas é parte importante do dia a dia em Manaus, Belém e cidades amazônicas menores. A árvore é alta, ocorre em mata de terra firme, e dá frutos do tamanho de um ovo grande.

A casca é marrom-amarelada, e a polpa é amarela, fibrosa e bem perfumada. O consumo tradicional é in natura, mas a polpa também rende sorvete artesanal, vitamina e mousse — um dos sabores típicos das sorveterias regionais do Norte.
O pajurá é considerado uma fruta nativa de interesse para a Embrapa Amazônia Ocidental, que estuda espécies amazônicas pouco aproveitadas. Como ainda não tem cultivo comercial em larga escala, a oferta depende da coleta extrativista.
Papaia: a fruta com letra P mais comum nas mesas brasileiras
O papaia (Carica papaya), popularmente chamado de mamão-papaia, é uma das frutas com a letra P mais consumidas no Brasil — e também uma das mais produzidas. O Brasil figura entre os maiores produtores mundiais, com a Bahia liderando a produção nacional, segundo dados do IBGE e do Ministério da Agricultura.
O fruto tem casca fina, verde quando imaturo e amarela quando maduro. Por dentro, a polpa varia do amarelo-pálido ao vermelho-alaranjado vivo, conforme a variedade. No centro, fica uma cavidade cheia de sementes pretas arredondadas, levemente picantes e comestíveis — embora a maioria das pessoas as descarte.
Além de vitamina C e betacaroteno, o papaia contém papaína, uma enzima que facilita a digestão de proteínas. Por isso, é frequentemente recomendado em cardápios de dietas digestivas e pós-cirúrgicos. Disponível o ano todo nos supermercados, está entre as frutas com P mais fáceis de encontrar no Brasil.
Pixirica: a fruta com letra P da Mata Atlântica rica em antocianinas
A pixirica, também chamada de cabeludinha (Myrciaria floribunda), é uma fruta com letra P nativa da Mata Atlântica e do Cerrado, encontrada principalmente no Norte e Nordeste do Brasil. Pertence à mesma família do jabuticabal (Myrtaceae), o que explica a semelhança visual: frutos pequenos, arredondados, de cor roxa-escura, crescendo diretamente no tronco.
A polpa é branca ou rosada, de sabor agridoce, com textura macia. A casca é fina e pode ser consumida junto com a polpa. As pixiricas são ricas em antocianinas, pigmentos naturais associados a propriedades antioxidantes em estudos da área de fitoquímica.
Por ser uma espécie ainda pouco cultivada em escala comercial, a pixirica é encontrada principalmente em feiras regionais do Norte e Nordeste e em quintais nativos. É considerada uma fruta subutilizada com potencial para agroflorestas.
Pitangatuba: a prima amarela da pitanga
A pitangatuba (Eugenia neonitida) é uma fruta com letra P nativa da Mata Atlântica do litoral sul do Brasil, especialmente em Santa Catarina e Paraná. O nome já revela a parentela: é uma parente próxima da pitanga (Eugenia uniflora), mas com diferenças visíveis.
Enquanto a pitanga comum é vermelha ou roxa, a pitangatuba tem frutos amarelo-alaranjados, com o mesmo formato de mini-abóbora em gomos. A polpa é translúcida, de sabor mais suave e menos ácido do que a pitanga. O aroma é igualmente característico, típico do gênero Eugenia.
Por ser menos conhecida fora do Sul do Brasil, a pitangatuba raramente aparece em supermercados convencionais. Está mais presente em mercados de espécies nativas, projetos de restauração da Mata Atlântica e coleções de plantas frutíferas em sítios e chácaras.
Puçá: a fruta amazônica com letra P parecida com jabuticaba
O puçá (Mouriri guianensis e espécies afins) é uma fruta com letra P da Amazônia com aparência que lembra a jabuticaba: frutos pequenos, arredondados, de casca roxa quase preta, crescendo nos galhos da árvore. A semelhança, porém, é apenas visual — botanicamente são famílias diferentes.
A polpa é branca ou amarelada, suculenta e de sabor doce com leve acidez. Em Belém do Pará, o puçá aparece em barracas de suco nos mercados do Ver-o-Peso e do Guamá como uma das bebidas regionais típicas. Também é usado em licores artesanais e compotas caseiras.
Por depender de coleta extrativista em mata nativa, o puçá ainda não tem cultivo comercial consolidado. É uma das espécies frutíferas da Amazônia com potencial de valorização por cadeias de produtos florestais não-madeireiros.
Pindaíba: a fruta com letra P do Cerrado com aroma de cravo
A pindaíba (Xylopia aromatica) é uma fruta com letra P típica do Cerrado brasileiro, com presença em Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso e Tocantins. O nome científico já entrega o detalhe mais marcante: aromatica. A casca, as folhas e os frutos têm aroma forte que lembra cravo-da-índia.
Os frutos são pequenos e agrupados em cachos pendentes. A polpa vermelha, exposta quando o fruto abre, envolve sementes com arilo (uma cobertura carnuda) de sabor adocicado. A árvore é usada na medicina popular do Cerrado em forma de chá da casca e das sementes.
A pindaíba é considerada uma espécie de grande valor ecológico: produz frutos que alimentam pássaros como arapongas e tucanos, sendo importante para a dispersão de sementes em áreas de Cerrado em recuperação.
Patauá: a fruta com letra P da palmeira amazônica que faz “vinho”
O patauá (Oenocarpus bataua) é uma palmeira nativa da Amazônia que produz uma das frutas com letra P mais desconhecidas fora da região Norte. Os frutos são pequenos, ovais, de cor azul-escura quase preta quando maduros — visualmente muito parecidos com o açaí, com quem divide a mesma família (Arecaceae).
A polpa oleosa do patauá é processada de forma parecida com o açaí: macerada em água morna, produz uma bebida cremosa chamada de “vinho de patauá”, com sabor que mistura notas de oliva com umami suave. O teor de gorduras mono-insaturadas é similar ao do azeite de oliva, segundo estudos sobre palmeiras oleaginosas da Amazônia publicados em periódicos como a Industrial Crops and Products.
A Embrapa Amazônia Oriental incluiu o patauá entre as espécies de interesse para sistemas agroflorestais e para a bioeconomia amazônica. Hoje o patauá ainda é colhido de forma extrativista, mas pesquisas de melhoramento e cultivo já estão em andamento.
Frutas com P para o Stop e Adedonha: dicas de jogo
Se você chegou até aqui procurando uma fruta com P para o Stop ou Adedonha, este resumo é para você. A lista completa já está na tabela do início, mas aqui vão as estratégias para cada situação de jogo:
Respostas fáceis de lembrar e aceitas por todos: pera, pêssego, pitanga, pinha, pitaia. São conhecidas, fáceis de soletrar e quase ninguém vai contestar.
Respostas intermediárias (boa para desempatar): physalis, pomelo, pistache, pupunha. São frutas reconhecíveis, têm foto nos supermercados e aparecem em listas oficiais.
Respostas avançadas (para ganhar pontos extras): pajurá, pitomba, pixirica, pitangatuba, puçá, patauá, pindaíba. São frutas reais, com nome científico verificável — perfeitas para contestar se o adversário questionar.
A resposta-surpresa: papaia. Muita gente chama de “mamão”, mas o nome técnico é papaia, e começa com P. Em rodadas onde o adversário está preso, papaia é a resposta que poucos esperam.
Dica extra: em rodadas cronometradas, pera e pitanga são as apostas mais rápidas de escrever. Em rodadas onde você tem tempo, pajurá ou patauá podem ser respostas que o adversário não vai conseguir copiar.
Frutas com P brasileiras x exóticas: como diferenciar
Das 18 frutas com a letra P desta lista, dez são consideradas brasileiras ou plenamente naturalizadas: pitanga, pequi, pupunha, pitomba, pajurá, pinha cultivada, pitangatuba, pixirica, puçá, patauá e pindaíba. As demais (pera, pêssego, pistache, pomelo, physalis, papaia) são originárias de outros continentes, mas algumas — como o papaia — são hoje amplamente cultivadas no Brasil.
Para identificar a origem rápido na feira, vale o atalho: se o sabor é forte, terroso e a fruta tem polpa amarelada oleosa, provavelmente é uma fruta de bioma brasileiro (pequi, pajurá). Se a polpa é translúcida com sementes pretas, pode ser pitomba ou pitaia. Se vem com “casquinha de papel”, é physalis.
Qual fruta com a letra P é a mais comum no Brasil?
A pera, o pêssego e a pitanga ocupam o pódio das frutas com a letra P mais comuns no Brasil. Pera e pêssego dominam em supermercados de todas as regiões; pitanga aparece principalmente em quintais e feiras de bairro. As três aparecem em qualquer central de abastecimento (Ceasa).
Em volume produzido nacionalmente, o pêssego lidera entre as frutas com P, segundo dados consolidados pela Embrapa e divulgados em painéis de fruticultura do Ministério da Agricultura. A pera é majoritariamente importada.
Sazonalidade: quando cada fruta com a letra P aparece no Brasil
Saber a época de cada fruta com a letra P ajuda a comprar mais barato e mais saboroso. A regra geral: fruta na safra é mais doce e mais barata. Esta tabela junta a sazonalidade aproximada para o Brasil, com base em material de divulgação da Embrapa e do Ministério da Agricultura.
| Fruta | Pico de safra | Onde encontrar |
|---|---|---|
| Pera | Ano todo (importada) | Supermercado |
| Pêssego | Out–Jan | Sul e Sudeste |
| Pitanga | Nov–Jan | Quintais, feiras |
| Pinha | Fev–Jun | Nordeste e Sudeste |
| Pequi | Nov–Fev | Goiás, MG, TO |
| Pupunha | Mar–Set | Norte (cozida na feira) |
| Pitaia | Jan–Abr | Hortifrutis no SE |
| Pistache | Ano todo (importado) | Empório, atacado |
| Pomelo | Jun–Set | Feiras orgânicas, SP |
| Physalis | Out–Mar | Mercados gourmet |
| Pitomba | Fev–Abr | Norte e Nordeste |
| Pajurá | Dez–Abr | Amazônia (coleta) |
| Papaia | Ano todo | Supermercado |
Perguntas frequentes sobre frutas que começam com P
Quantas frutas começam com a letra P?
Considerando frutas com reconhecimento botânico e popular, é possível listar pelo menos 18 frutas que começam com a letra P: pera, pêssego, pitanga, pinha, pequi, pupunha, pitaia, pistache, pomelo, physalis, pitomba, pajurá, papaia, pixirica, pitangatuba, puçá, pindaíba e patauá. Em listas amplíssimas, outras espécies como pulasan (fruta asiática, Nephelium ramboutan-ake) e picanço-de-beira podem ser incluídas, mas são raras no Brasil.
Qual é a fruta com P mais rara no Brasil?
O pajurá e a pitomba são as mais raras fora das suas regiões de origem. Entre as exóticas, a physalis e o pomelo só aparecem em mercados especializados. O pequi, embora abundante no Cerrado, é difícil de achar fresco no Sul e em parte do Sudeste, sendo mais fácil comprar em conserva.
Qual a diferença entre pitaia e pitanga?
São frutas completamente diferentes. A pitanga é uma fruta brasileira pequena, vermelha, com gomos. A pitaia (ou fruta-do-dragão) é uma fruta de cacto, originária do México, com casca rosa escamosa e polpa branca ou rosa cheia de sementinhas pretas. As duas começam com “pit” e geram bastante confusão em provas de escola.
Pequi é fruta?
Sim. O pequi é, sim, uma fruta — botanicamente é classificado como uma drupa, da família Caryocaraceae. O que confunde é a aparência: a “polpa” comestível é amarela e oleosa, agarrada ao caroço cheio de espinhos finos. Comer pequi requer técnica para não morder o caroço.
Pistache é fruta ou semente?
O pistache é tecnicamente o fruto seco de uma drupa: a árvore produz uma fruta com casca, e o que comemos é a semente que fica dentro do caroço. Por isso ele entra em listas de “frutas com P” do mesmo jeito que a azeitona e a amêndoa entram em listas de frutas, mesmo sendo conhecidos como castanhas.
Pitaia faz bem para emagrecer?
A pitaia é uma fruta de baixa caloria (cerca de 60 kcal a cada 100 g, segundo tabelas nutricionais comuns) e rica em fibras e antioxidantes. Pode entrar em uma dieta voltada para emagrecimento, mas não emagrece sozinha. O efeito vem do contexto alimentar geral, e não da fruta isolada.
Continue explorando frutas por letra
Esta é a página dedicada às frutas que começam com a letra P. Se você está montando uma lista por letra para a escola ou para uma rodada de stop, vale conferir também as frutas que começam com a letra L e as frutas que começam com a letra C.
Para quem se interessou pelas frutas brasileiras desta lista (pitanga, pequi, pitomba, pajurá), também recomendamos os textos sobre cultivo da pitangueira e curiosidades sobre o pêssego, que aprofundam o que ficou de fora aqui.
Veredito final sobre as frutas com a letra P
Existem mais de 18 frutas com a letra P, mas as 18 desta lista cobrem desde o feijão-com-arroz da fruteira (pera, pêssego, pinha) até as joias do Cerrado e da Amazônia (pequi, pupunha, pajurá), passando por exóticas que ficam cada vez mais comuns nos hortifrutis brasileiros (pitaia, physalis, pomelo) e chegando às raridades locais da Mata Atlântica e Amazônia (pixirica, pitangatuba, puçá, pindaíba e patauá). Para um trabalho de escola, o ideal é citar uma mistura: três comuns, três regionais brasileiras e uma ou duas exóticas. Para uma rodada de adedonha, a pera resolve em 2 segundos.
Fontes e referências
Para verificar dados de produção brasileira de frutas e informações de cultivo, consulte a página oficial da Embrapa, especialmente as unidades Mandioca e Fruticultura, Clima Temperado e Amazônia Oriental. Os dados de safra de pêssego e pera também aparecem nos painéis de fruticultura do Ministério da Agricultura. Para informações sobre o pequi como patrimônio alimentar do Cerrado, vale visitar a página oficial do Slow Food Brasil — Arca do Gosto.
