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Por que os Equinodermos Tem Esse Nome?

O filo Echinodermata teria surgido no período pré-histórico Cambriano ou Câmbrico (o qual, na escala geológica, equivale a 542 milhões a 488 milhões de anos atrás). Atualmente, este filo conta com um quantitativo de 7.000 espécies e 13.000 espécies extintas.

Os equinodermos são classificados como animais deuterostomios (grupamento que possui uma série de aspectos embrionários peculiares, tais como presença da cavidade embrionária celoma).

Grande parte dos equinodermos possui a incrível capacidade de regeneração. Neste cenário, a estrela-do-mar chama bastante atenção, pois, caso seja cortada radialmente, é possível que dentro de alguns meses se regenere a ponto  de originar um novo indivíduo.

Neste artigo, você conhecerá algumas características a respeito dos membros deste filo, dentre elas o significado de sua nomenclatura.

Então venha conosco e boa leitura.

Equinodermos: Classificação Taxonômica

A classificação científica para os equinodermos obedece à seguinte estruturação:

Domínio: Eukaryota;

Reino: Animalia;

Sub-Reino: Eumetazoa;

Superfilo: Deuterostomia;

Filo: Echinodermata.

Pelmatozoa
Pelmatozoa

No filo Echinodermata, ainda estão agrupados 2 subfilos: o Eleutherozoa e o Pelmatozoa.

No subfilo Pelmatozoa, está presente a classe taxonômica Crinoidea.

No caso do subfilo Eleutherozoa, este contém 1 classe taxonômica extinta (Ophiocistioide) e   5 classes viventes. As classes viventes são a Echinoidea, Holothuroidea, Somasteroidea, Ophiuroidea e Asteroidea.

Equinodermos: Classes Taxonômicas

As estrelas-do-mar estão agrupadas dentro da classe Asteroidea. Ao todo, já foram descritas cerca de 1.500 espécies. As características físicas incluem forma estrelar, com 5 ou mais braços (também chamados de raios) que partem de um disco central. Também possuem ânus na superfície aboral, assim como boca voltada para o substrato.  São animais rastejadores e de vida livre.

Na classe Ophiuroidea, estão presentes as espécies conhecidas como estrelas-serpentes. Esses animais também possuem 5 braços, no entanto, estas estruturas são extremamente longas e não partem exatamente de um disco central. Este grupamento é o maior dentre os equinodermos, uma vez que contém cerca de 2.000 espécies já descritas.

Os ouriços do mar, bolachas do mar e corações do mar estão agrupados na classe Echinoidea, a qual contém cerca de 950 espécies viventes e 13.000 espécies extintas. O corpo possui uma forma circular ou oval, e presença de espinhos articulados. Geralmente, possuem diâmetro compreendido entre 3 a 10 centímetros. Este corpo é revestido por um tegumento coriáceo.

Classes Equinodermos
Classes Equinodermos

Na classe Holothuroidea, estão presentes os pepinos-do-mar. A principal característica do grupamento é um corpo alongado no eixo oral-laboral. Tal formato físico pratica condiciona estes equinodermos para que repousem no substrato de um lado do corpo. Já foram descritas 1500 espécies, as quais estão distribuídas em 6 famílias. Além do corpo alongado, estes indivíduos possuem esqueleto formado por ossículos microscópicos, bem como um círculo de tentáculos ao redor da boca.

Os lírios-do-mar correspondem a aproximadamente 625 espécies viventes pertencentes à classe Crinoidea. Estes animais apresentam corpo em formato de copo ou cálice, sendo a superfície oral voltada para cima. Alguns indivíduos possuem vida livre, ao passo que outros são sedentários (e, neste caso, ficam aderidos a um substrato). Podem ser encontrados em todas as profundidades até 6.000 metros.

Existe uma classe de equinodermos em particular cuja categorização é bastante polêmica, uma vez que certas literaturas não a consideram como classe. Este é o caso do grupamento Concentricycloidea. Nesta categoria, estão inclusas as margaridas do mar. Estes animais possuem corpo discoidal e menos de 1 centímetro de diâmetro. Apresentam anéis de espinhos marginais, os quais são revestidos por ossículos que se assemelham a placas.

Por que os Equinodermos Tem Esse Nome?

Chegando ao ponto alto do artigo, o significado do nome do filo Echinodermata na verdade é uma junção de terminologias gregas

Echinos significa “espinho”; “derma” remete à pele; e ata é um sufixo que transmite a idéia de plural.

Equinodermos: Sistemas Corporais

O sistema ambulacral ou hidrovascular é o mais representativo para o equinodermos. O mesmo é formado a partir de um compartimento do celoma que se projeta através de várias estruturas semelhantes a tentáculos (como é o caso dos pés ambulacrais e dos pódias). Os pés são os responsáveis pelo movimento, nas extremidades dessas estruturas, há ventosas que permitem a fixação ao substrato.

O sistema digestivo é completo para a maioria dos casos, com exceção dos ofiuroides que não apresentam ânus. Tal sistema também pode ser axial ou enrolado. Curiosamente, nos asteroides, boa parte da digestão é realizada de forma extracelular, sendo que os produtos desta digestão vão até o interior do ceco pilórico, de modo a finalizar o processo com a absorção.

O sistema nervoso é do tipo radial simples, logo é formado por uma rede nervosa na qual há neurônios conectados entre si, porém não há um órgão central. Além desses neurônios, também há anéis nervosos ao longo da boca, tais anéis são formados por nervos radiais com extensão ao longo de cada braço. Os movimentos dos equinodermos são coordenados pelos ramos desses nervos.

Reprodução de Equinodermos
Reprodução de Equinodermos

Em relação à reprodução, equinodermos possuem sexos separados, logo são classificados como dioicos. A fecundação ocorre externamente, uma vez que há tanto liberação de gametas quanto união destes na água. A partir da fecundação, surge o ovo, o qual dá origem à larva.  Geralmente, essas larvas se direcionam até a superfície dos mares, voltando ao fundo quando estão na fase adulta. O processo de desenvolvimento é classificado como indireto, uma vez que as larvas se transformam em adultos praticamente por conta própria.

As estrelas do mar também são capazes de reproduzirem-se de modo assexuado. Tal processo ocorre por meio de clivagem do disco central.

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REFERÊNCIAS

GABALDO, K. A. Infoescola. Equinodermos. Disponível em: < https://www.infoescola.com/biologia/equinodermos/>;

MAGALHÃES, L. Toda Matéria. Equinodermos. Disponível em: < https://www.todamateria.com.br/equinodermos/>;

Wikipédia. Echinodermata. Disponível em: < https://pt.wikipedia.org/wiki/Echinodermata#>;

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