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Espécies De Castor: Lista Com Tipos, Nomes E Fotos

São duas as espécies de castores existentes na natureza: o Castor fiber (ou Castor europeu) e o Castor canadensis (ou Castor americano). Estes são animais pertencentes ao gênero Castor, único sobrevivente da família Castoridae, que abriga esses singulares habitantes das florestas temperadas da Europa e América do Norte.

Mas os castores também podem ser encontrados no continente asiático; e em todos esses ecossistemas eles caracterizam-se por serem daqueles mamíferos com igual desenvoltura no ambiente terrestre e aquático; em especial nos lagos e rios gelados do norte da Europa, Canadá e Estados Unidos.

E nessa lista com os dois tipos e espécies de castores, com os seus respectivos nomes científicos, peculiaridades e demais características como essas que podemos observar nas fotos abaixo, falaremos sobre um típico roedor com características semiaquáticas.

Castor Características
Castor Características

São animais espertos e ágeis como só eles conseguem ser; e ainda com uma história de conflitos acirrados e tumultuosos com os seres humanos.

Eles possuem uma pelagem entre o castanho-claro e o cinza, além de densa o suficiente para protegê-los do frio; e esses castores podem facilmente atingir 25 ou 30kg e um comprimento que geralmente oscila entre 0,80 e 1,2 m.

Mas eles chamam a atenção também pela sua capacidade de derrubar árvores medianas, construir verdadeiras barragens com elas, utilizá-las como pontes para atravessar obstáculos, além de permanecerem de 4 a 6 minutos embaixo d’água e nadar por mais de 1km de forma ininterrupta!

A sua alimentação consiste, basicamente, de folhas, cascas e sementes; iguarias que eles buscam avidamente durante todo o dia, como um dos esportes preferidos de uma das espécies símbolo da América do Norte e parte do imaginário popular dos povos canadenses, norte americanos e europeus

O Castor fiber

O Castor fiber é o Castor europeu. Uma espécie endêmica do norte da Europa e da Ásia; bastante comum em países como Inglaterra, Suécia, Dinamarca, Finlândia, Rússia, China, Mongólia, entre outros países terrivelmente gelados.

Esses são roedores exuberantes! Um indivíduo desse gênero é capaz de atingir entre 80cm e 1 m de comprimento; e com um peso não menos exuberante: cerca de 35Kg!

São animais com características interessantíssimas, como o fato de apresentarem hábitos monogâmicos dentro dos seus grupos familiares; e por também ser dado a apenas um casal do grupo o privilégio de procriar; geralmente de 2 a 6 filhotes, após uma gestação que pode durar entre 125 e 129 dias.

Após o parto, o casal irá contar com a ajuda do restante do grupo para a criação dos filhotes, que costumam dar bastante trabalho para a comunidade até por volta dos 15 ou 17 meses.

Castor Fiber
Castor Fiber

Isso porque eles só se afastam do grupo quando completam 2 anos; e somente a partir desse período eles passam a viver uma rotina, aqui e ali, perambulando em outras populações de castores que encontrem durante as suas caminhadas.

Até que, por volta dos 3 anos de idade, eles tornem-se verdadeiramente maduros ou maduras sexualmente; e aptos a criarem as suas próprias colônias e a executarem os seus próprios processos reprodutivos; para uma expectativa de vida que geralmente varia entre 11 e 16 anos (em cativeiro), e entre 7 e 8 anos em ambiente selvagem.

Como dissemos, a história dos castores com os humanos nunca foi fácil. Longe disso!

Na verdade até tornou-se lendária a caça desenfreada desse animal lá pelos idos dos séculos 18 e 19, com o objetivo de extrair a sua pele – que desde épocas remotíssimas era considerada extremamente valiosa –; chegando ao ponto de levar essa espécie à extinção em diversos ecossistemas da América do Norte.

Castor Comportamento
Castor Comportamento

E apesar de, até hoje, habitarem o imaginário popular dos indivíduos de diversas comunidades ao redor do mundo, os castores hoje são animais ameaçados de extinção, muito por causa do avanço da agricultura sobre os seus habitats naturais, assim como também por conta da caça para a extração da sua pele e do castório – uma secreção glandular bastante apreciada como substância aromatizante na farmacologia e perfumaria.

Mas a diminuição das suas iguarias preferidas, as sensíveis alterações climáticas, entre outros fatores, também contribuíram para fazer com que já no início do séc. XX o norte da Europa e a Ásia apresentassem uma sensível e incontestável diminuição das suas populações de castores.

Uma realidade que só foi amenizada com os esforços empreendidos pelos governos e organizações não governamentais no sentido de realizar novas reintroduções desse gênero no continente europeu, na Eurásia e na Ásia; com destaque para a reintrodução exitosa na França, Alemanha, países nórdicos e Rússia – mesmo que em populações esparsas e ainda bastante discretas.

Características

Os Castores europeus, como é comum nesse gênero, são animais semiaquáticos, e que precisam, necessariamente, de um ecossistema com água em abundância, especialmente em florestas temperadas, bosques, florestas arbustivas, entre outras vegetações próximas a córregos, rios, lagos, riachos, lagoas e outras fontes de água semelhantes.

Curiosamente, também é possível encontrar esses animais em brejos, pântanos, matas ciliares e florestas de várzeas.

Mas, de preferência, cercados por espécies de salgueiros, pinheiros, álamos, carvalhos, amieiros, bétulas, entre outras espécies sobre as quais eles fazem uma verdadeira farra; em um vai e vem frenético à caça de alimentos e na prática dos seus indispensáveis processos reprodutivos.

O Castor fiber é um roedor nem um pouco discreto. Um exemplar dessa espécie pode atingir até os impressionantes 35 kg de peso e 1,3 m de comprimento. Mas o normal é que eles oscilem entre 80 cm e 1m, para 15 ou 20 kg de peso.

Castor no Lago com Madeira
Castor no Lago com Madeira

O animal chama a atenção pelo reforço da sua pelagem, que constitui-se por uma primeira camada mais densa e escura, sobre a qual distribui-se uma outra mais abundante, entre o castanho e o avermelhado, e o suficiente para fazê-los resitir a temperaturas que, em alguns dos seus habitats, desce facilmente à casa dos zero graus negativos.

Dentre as suas demais características, chama a atenção o par de glândulas posicionadas próximas aos seus órgãos genitais, com a ajuda das quais eles demarcam os seus territórios, comunicam-se com os seus filhotes e chamam a atenção do sexo oposto.

Enquanto, para nós, os humanos, elas servem para a extração de uma magnífica substância para a produção de loções, perfumes, sabonetes e outros preparados com finalidades medicamentosas.

Os Castores europeus possuem um focinho bastante chamativo, orelhas diminutas e com válvulas que se fecham quando precisam executar mergulhos em rios e lagos; além de olhos membranosos (para o mesmo fim), cauda curiosamente achatada, pés com 5 dedos (com os posteriores achatados) e um crânio bem menor do que o dos Canadensis.

Castor e seus dentes
Castor e seus dentes

E nessa lista com as duas espécies de castores existentes, com os seus nomes científicos, fotos, imagens, entre outras particularidades, os Castores europeus caracterizam-se como os mais robustos dentro desse gênero.

E eles possuem ainda outras habilidades interessantíssimas, como a de realizar mergulhos profundos em lagos, rios e lagoas, onde derrubam árvores a partir das suas raízes e devoram espécies vegetais aquáticas.

Tudo isso com a ajuda de um par de incisivos que funcionam como um verdadeiro instrumento de trabalho, capaz de derrubar algumas espécies de árvores com tamanhos bastante consideráveis.

Nomes, tipos, fotos, reprodução e comportamento dos castores

Sobre os aspectos reprodutivos do Castor fiber, o que se tem por certo é que entre o final e o início de cada ano (entre dezembro e fevereiro), machos e fêmeas iniciam a “farra” do acasalamento. E o curioso é notar como um mamífero pode dar preferência ao ambiente aquático até mesmo para a realização da cópula.

E essa cópula, obviamente, ocorre de um jeito próprio entre os castores: eles (os machos) simplesmente aguardam o crépusculo ou o período noturno, e aí então surgem como que magicamente! E após um período reservado para os rituais de caça e caçador, a cópula é executada em não mais do que 1 ou 2 minutos.

É necessário lembrar também que, entre os Castores europeus, essa fase reprodutiva ocorre apenas uma vez por ano. E o resultado dela é uma gestação que costuma durar entre 100 e 128 dias, para que a fêmea dê à luz 2 ou 3 filhotes com pesos que podem oscilar entre 225 e 400 gramas, além de outras características bastante particulares dentro desse gênero.

Filhote de castor
Filhote de castor

Mas os cuidados que as mães precisam ter com os seus filhotes deverão estender-se pelos próximos 45 dias. Pois é quando eles são desmamados e passam a ser alimentados com pequenas porções de sementes, galhos, cascas, brotos, entre outras deliciosas iguarias oferecidas pelos membros do grupo.

E essas iguarias são trazidas em abundância, até que o filhote complete 90 dias de vida, e a partir de então possa correr por sua própria conta (mas sempre junto ao grupo) em busca do alimento que garantirá a sua sobrevivência nesse desafiador ambiente da natureza selvagem.

A formação de grupos

Quando completam cerca de 18 meses de vida esses jovens castores deverão procurar outras colônias já compostas por machos, fêmeas e filhotes. E lá eles permanecerão como espécies de “subadultos”, sem qualquer autonomia dentro do grupo.

Eles, assim como os demais membros, deverão seguir as ordens do casal dominante; os únicos responsáveis pela procriação no seio dessa pequena comunidade.

Portanto, deverão aguardar até que completem a idade de 3 anos; que é quando então serão verdadeiramente considerados castores adultos.

E prontos para percorrerem as florestas arbustivas da Noruega, os bosques e matagais da Inglaterra, as vegetações de várzeas e matas ciliares da Finlândia, Polônia, Rússia, entre outros países do norte da Europa e Ásia onde construirão as suas próprias colônias.

Castor em seu habitat
Castor em seu habitat

Colônias construídas em meio aos salgueiros, álamos, carvalhos, pinheiros, amieiros e outras espécies arbóreas desses ecossistemas. Em uma formidável agitação em meio aos ramos e galhos. Vez ou outra num mergulho atento nos rios e lagos da região. Mas sempre à espreita dos seus principais predadores, que estarão sempre ali, também à espreita, só esperando uma oportunidade para fazer desses singelos castores as suas refeições do dia.

E sobre esses predadores, estamos falando dos falcões, gaviões, águias, cães selvagens, raposas, porcos-do-mato, gatos-do-mato, entre outras variedades não menos terríveis, e que são o terror desses animais; bem como de outros roedores; que fazem parte do cardápio de alguns dos mais selvagens predadores da natureza.

Comportamento e ecologia dos Castores europeus

Nessa lista com as espécies da comunidade dos castores trataremos de um gênero de roedores que, certamente, está entre os mais originais da natureza.

Tanto é assim, que eles são famosos por serem alvos da indústria cinematográfica e de entretenimento, que não raro utilizam-se da reputação de esperteza e sagacidade que eles adquiriram legitimamente através dos séculos.

É curioso notar o vai e vem dos indivíduos dessa comunidade separados em pequenos grupos familiares. E esses grupos geralmente contêm um macho e uma fêmea adultos, juntamente com alguns filhotes e castores “subadultos” (nem adultos e nem jovens – na faixa de 1,5 e 2 anos de idade).

E eles costumam viver bastante! Porém também são bastante confusos os dados que tratam da longevidade desses animais.

Castor europeu
Castor europeu

Alguns estudos, por exemplo, indicam uma expectativa de vida de 10 a 15 anos. Outros dão conta de que os castores podem viver até os 17 ou 24 anos em ambiente selvagem.

Existem dados que garantem que eles podem viver até longos e quase intermináveis 35 anos em cativeiro!

Mas o que se sabe mesmo é que eles vivem bastante! E que as suas rotinas consistem em construir tocas ao longo das margens de rios, lagos e lagoas.

Onde costumam coabitar entre 10 e 12 indivíduos, em escavações muitas vezes construídas com troncos de árvores que eles mesmos derrubam em grupo para a construção de diques e barragens, ou mesmo para que possam atravessar determinados obstáculos, como só mesmo esses representantes da família Castoridae conseguem atravessar.

Um gênero bastante original

É curioso, também, notar como esse animal de hábitos noturnos ( às vezes diurno) entrega-se a uma rotina alucinante de construções de tocas durante boa parte dos meses de setembro e outubro.

E eles agem assim para que, a partir de dezembro (o inverno na América do Norte e Europa), possam ter um razoável estoque de alimentos para os períodos nos quais o gelo é o seu principal inimigo.

Esse suprimento geralmente consiste em abundância de cascas, sementes, galhos, folhagem, e o que quer que possa garantir energia suficiente durante esse período. – e é por essas e outras que os castores são considerados animais com um nicho ecológico dos mais originais da natureza.

Eles são capazes de construir verdadeiras barragens com a finalidade de obterem um curso d’água menos vigoroso.

Onde possam construir as suas tocas, executar os seus processos reprodutivos, colher as suas refeições favoritas, protegerem-se dos seus principais predadores, entre outras funções que são estudadas com curiosidade por inúmeras comunidades científicas ao redor do mundo.

Castor roendo madeira
Castor roendo madeira

A área de distribuição desses castores também irá variar de acordo com o período do ano, abundância de espécies vegetais, estação (inverno ou verão), o número de animais na população de determinado ecossistema, entre outros fatores que podem fazer com que a sua área de habitação varie entre 1 e 6 km2.

E por fim, sabe-se que o modo de comunicação desses castores consiste, basicamente, na eliminação de secreções como forma de demarcar um território, avisar ao sexo oposto sobre a sua presença, guiar os filhotes, entre outras necessidades.

Mas eles também possuem lá as sua vocalizações. E não é menos curioso observá-los bater com a cauda no solo como forma de indicar que não estão para brincadeira.

Ou então dar assobios e entoar cânticos melodiosos como forma de atrair a atenção dos filhotes ou do sexo oposto; em uma das características mais extravagantes de uma espécie que já é suficientemente extravagante no seio da natureza selvagem.

Os hábitos alimentares dessa espécie de castor

Como pudemos perceber até aqui, à parte as características do seu nome científico, singularidades biológicas, entre outras particularidades que infelizmente não podemos perceber por essas fotos, estamos falando de uma das espécies símbolo da fauna dos ecossistemas de clima temperado.

É somente sob essas condições que eles podem ser inclusive criados em cativeiro; e de preferência mantidos com as variedades que eles tanto apreciam como fontes de alimentação.

E estamos falando de uma boa reserva de galhos, ramos, cascas e sementes de espécies de salgueiros, bétulas, carvalhos, choupos, pinheiros, entre outras variedades das quais eles retiram os seus sustentos.

Mas sem esquecer de armazená-los, estrategicamente, no fundo dos diques e das represas que constroem também de forma bastante estratégica.

Castor Comendo na Beira do Lago
Castor Comendo na Beira do Lago

E em que consiste essa estratégia? Garantir que a partir do início do inverno eles tenham uma boa fonte de suprimentos para as suas sobrevivências sob um inverno gelado de um floresta temperada da Escandinávia, um bosque nas distantes paragens da Escócia, ou mesmo em uma floresta alagada dos Estados Unidos.

E quando chega a primavera, por volta do mês de março, aí então eles finalmente podem sair livres para as suas rotinas frenéticas em um sobe e desce sobre imensas árvores em busca de ervas, brotos, cascas e sementes.

E até mesmo o produto das lavouras e dos pastos (em períodos de escassez) pode servir como fontes de alimentos; o que faz dessa relação entre humanos e castores um tema para inúmeras lendas e “causos” que atravessam os séculos absolutamente intactos.

Os seus principais predadores

Por mais incrível que possa parecer (ou nem tanto) os homens são os principais predadores desse gênero. Nós superamos, de longe, as diversas espécies de aves de rapina, felinos, canídeos, cobras, serpentes, entre outras espécies que, perto de nós, os humanos, são amigas inseparáveis desses castores.

Até tornou-se lendária a conflituosa relação entre os homens e esses animais; com aqueles a atravessarem séculos numa caça desenfreada com o objetivo de extrair a sua pele – um artefato valiosíssimo séculos atrás, mas que quase contribuiu para o completo extermínio desses Castores europeus.

Mas, para o bem da biosfera terrestre, essa prática vem se tornando cada vez mais estranha e incomum na natureza. Não que eles tenham deixado, definitivamente, de figurar na lista com as principais presas do homem. Longe disso!

Basta saber, por exemplo, que, a cada ano, centenas de espécies são mortas por atropelamento, presas em armadilhas, exterminadas por doenças provocadas pelo contato com animais domésticos, entre outros fatores que ainda são como perturbações para a existência desse gênero nas melhores condições possíveis.

Aves de Rapina Animais
Aves de Rapina Animais

Mas, felizmente, uma série de ferramentas, estratégias e legislações vieram em socorro desses castores, em especial a partir dos anos 90.

Como a Rewilding Europe, a Lei de Espécies Ameaçadas, a Zoological Society de Londres, entre outras ações que foram capazes de multiplicar diversas vezes as populações de inúmeras espécies de mamíferos europeus nas últimas 5 décadas no continente.

O Nicho ecológico dos Castores europeus

Se ainda há alguma dúvida sobre a importância desses animais para o equilíbrio da biosfera terrestre, basta lembrarmos que o singular hábito desse gênero de construir diques, represas e barragens para fins de moradia faz com que eles sejam responsáveis por um impacto gigantesco nos ecossistemas onde vivem.

Esse hábito modifica o sistema de águas de uma região, ajuda a tornar ainda mais férteis centenas de hectares, contribui para a diminuição do nitrogênio, equilibra o pH do solo, produz neles uma abundância de carbono, entre outros resultados desse, digamos, hábito originalíssimo de construir represas.

E o resultado disso é que eles acabam, involuntariamente, produzindo novos ecossistemas nessas novas fontes de águas paradas; o que permite o desenvolvimento de outras espécies vegetais e garante a permanência de um importante lençol freático à disposição dos seres humanos.

Castor comendo
Castor comendo

Na verdade a ação desses Castores europeus é capaz até mesmo de substituir ecossistemas inteiros ao produzir um sistema de águas abertas no lugar de um ecossistema de floresta – e eles conseguem isso de uma forma inacreditável!

Eles simplesmente começam empilhando madeira aqui, um pouco de galhos e pedaços de paus ali; e quando nos damos conta eles já produziram um pequeno riacho, que brevemente converter-se-á em um pequeno dique, e que a depender da disposição desses animais irá transformar-se em uma verdadeira barragem.

E o que teremos, a partir daí, é a inundação de uma imensa área de floresta temperada, que poderá resultar na formação de um lago que eles transformarão em suas moradas, para neles executarem os seus processos reprodutivos, armazenar alimentos – e, quando não puderem mais ser aproveitados, deixá-los para trás em busca da formação de novos projetos como esses.

Os castores e os seres humanos

E, ao final, é possível que esse lago formado transforme-se num brejo, pântano ou numa pradaria; muitas vezes com essa formação por anos; até que, devolvidas as condições ideais – especialmente no que diz respeito ao aumento da acidez e do nitrogênio; além da redução do carbono – , a floresta volte a ser o que era antes.

Em um dos fenômenos mais instigantes da natureza selvagem; como o resultado da ação de uma comunidade aparentemente frágil e singela; mas que é capaz de produzir uma verdadeira revolução, graças à paciência, perseverança e, obviamente, a um par de presas afiadíssimas, que são capazes de fazer imensos estragos.

Mas não encerram-se aí as singularidades que podem ser apontadas nesses animais. São vários os aspectos inusitados dessa comunidade! E a sua relação com os seres humanos forma um capítulo à parte dentro dessa extravagante família Castoridae.

Uma relação conturbada, é verdade; e que talvez remonte aos distantes sécs. 18 e 19, quando esses animais eram caçados implacavelmente para a extração das suas peles, que até chegaram a ser utilizadas como moeda de troca – e com um valor altíssimo!

O que se diz era que um chapéu, uma roupa, ou um artefato qualquer feito com peles de castores poderiam conferir ao usuário um prestígio e uma posição de destaque que somente uns poucos eleitos eram capazes de obter nas sociedades norte-americanas e europeias daqueles períodos.

Castor bravo
Castor bravo

O castório (secreção glandular dos castores) e a carne também eram bastante apreciados.

E aliás, sobre esse castório ou castoreum, o que se sabe é que não há nada que se lhe compare quando o assunto é realçar o aroma de balas, doces, biscoitos, sorvetes, ou no que quer que você queira produzir um delicioso aroma de baunilha.

E esse aroma também pode servir para valorizar, ainda mais, diversos produtos cosméticos, tais como, perfumes, shampoos, loções, sabonetes, cremes, entre diversos outros produtos industrializados que há mais de 8 décadas são incrementados com essa secreção curiosamente recolhida de um saco genital localizado próximo aos órgãos sexuais dos castores.

Felizmente, uma série de leis federais, que atuam para a proteção de animais silvestres, fez com que essas e outras práticas fossem quase que integralmente abolidas.

Na verdade atualmente é raríssimo o uso dessa substância aromática dos castores na indústria – e até mesmo da sua carne – ; apesar de que, na Europa, a carne de castor ainda continua sendo uma das iguarias quase obrigatórias durante os tradicionais períodos de jejuns católicos.

Conservação

E nessa lista com as principais espécies de castores, com os seus respectivos nomes científicos, fotos, imagens, curiosidades, características biológicas, entre outras peculiaridades, devemos abrir um espaço para tratar, rapidamente, do estado de conservação desses castores ao redor do mundo.

Tavez pelo seu controverso hábito de derrubar árvores, construir diques, produzir áreas alagadas, entre outras práticas semelhantes, os castores sempre tiveram uma relação meio conflituosa com os humanos.

Isso sem falar dos períodos em que a garantia das suas sobrevivências são as lavouras dos mais diversos tipos de cultivares, sobre as quais eles avançam em bandos, destruindo-as, e tornando-se ainda mais detestáveis para as comunidades de agricultores do norte da Europa e da América do Norte.

Porém, as mais recentes iniciativas com vistas a garantir uma convivência mais saudável entre humanos e castores têm contribuído sobremaneira para que esses animais sejam preservados da extinção, especialmente nesses continentes.

Castor no Lago
Castor no Lago

E atualmente eles já são suficientemente protegidos e mantidos a uma distância segura dos humanos; tanto é assim, que já é possível notar um aumento considerável desse gênero nos ecossistemas que lhes servem de habitats naturais.

Calcula-se que na Europa essa população de castores tenha aumentado em até 30 vezes, graças a iniciativas de organizações como a Zoological Society of London, cujo último relatório dá conta da recuperação dessas comunidades na maior parte do norte da Europa, mais especificamente nas florestas, bosques e matagais do Reino Unido.

Por isso mesmo os castores hoje são listados como “Pouco Preocupante”, segundo a Lista Vermelha da IUCN; apesar de ainda estarem sob alguma ameaça no continente asiático, em especial na China, Mongólia e Rússia, onde são listados como “Ameaçados”.

E a causa disso ainda pode ser atribuída, entre outras coisas, à caça ilegal de animais silvestres, que tem nesses animais uma das suas espécies favoritas, tal a exoticidade que eles apresentam como uma das principais representantes dos climas temperados de boa parte do planeta.

O Castor canadenses

Essa é a outra espécie dessa família Castoridae. Uma exuberância! Que atinge facilmente os 30 kg de peso e 1,2 m de comprimento!

São animais típicos das florestas alagadas, bosques, florestas temperadas, vegetações arbustivas, entre outros ecossistemas semelhantes da América do Norte e parte do México, mais especificamente dos Estados Unidos e Canadá.

Na verdade os castores são quase como espécies símbolos do território norte-americano; eternizados no cinema, no universo dos desenhos animados, nas revistas em quadrinhos, e onde quer que se queira retratar a esperteza, agilidade e sagacidade da fauna do planeta.

Castor canadensis
Castor canadensis

Esses Castores americanos não são ameaçados de extinção. Porém a trajetória da sua relação com os seres humanos não é menos traumática do que a dos europeus.

Basta saber que, assim como estes, os americanos foram, durante muito tempo, apreciados pela qualidade da sua pele, pelo sabor da sua carne, pela preciosidade da sua secreção glandular, entre outros predicados que quase os levaram à completa extinção no início do séc. XX.

E as suas demais características em muito se assemelham às do Castor fiber.

Por volta dos 3 anos (fêmea) e 4 anos (macho) eles entram nas suas respectivas fases reprodutivas. E todo o início do ano, entre janeiro e fevereiro, eles copulam; e o resultado é um período de gravidez de mais ou menos 3 meses e meio, para dar origem a cerca de meia dúzia de filhotes.

Castor canadensis Comportamento
Castor canadensis Comportamento

E quando nascem esses filhotes são completamente cegos, pelados, indefesos; mas o curioso é que em não mais do que 48 horas eles já estão aptos a encarar os desafios da vida, pois você poderá acompanhá-los em suas investidas meio atabalhoadas no leito dos rios em companhia das suas mães.

Ao completarem 2 anos, eles já podem ser considerados subadultos. E os seus destinos serão o de aproximarem-se de uma colônia já formada por outros castores. Onde viverão durante mais 1 ano como espécies de agregados, sob as ordens de um casal dominante.

Até completarem 3 anos, e, assim como os Castores europeus, tornarem-se aptos a formar as sua próprias colônias e assumir (ou não) a condição de machos e fêmeas dominantes, em uma das versões mais originais dessa incrível e cada vez mais fascinante natureza selvagem.

Características

Essa é uma espécie de castor que é também um símbolo da fauna dos Estados Unidos e Canadá; porém com quase nenhuma inserção nas regiões mais quentes dos Estados Unidos (como a região sudoeste) e México; assim como também nas regiões mais hostis do norte do Canadá.

Esses Castores americanos costumam habitar as margens de lagos e lagoas do continente, em espécies de câmaras com duas entradas e construídas em regiões mais superficiais com a ajuda de galhos, lamas, paus, pedaços de troncos, entre outros materiais que eles abatem habilidosamente.

Por meio de uma rotina de acúmulo de galhos, ervas, musgos, ramos, lama, entre outros produtos do seu trabalho, eles conseguem construir espaços que podem atingir até 1 m de altura por 2,5 m de largura; o suficiente para suportar o vai e vem de um grupo familiar que pode conter até 10, 11 ou 12 indivíduos; entre adultos, subadultos e filhotes.

Assim como os europeus, os americanos são animais semiaquáticos; uma característica potencializada pelas suas particularidades anatômicas, como os seus corpos que mais assemelham-se a torpedos bastante robustos e vigorosos, porém extremamente hábeis, tanto em terra como na água.

Castor canadensis Características
Castor canadensis Características

Contribui também para isso uma pelagem reluzente, entre o marrom e o avermelhado; e que é também impermeável e constantemente lustrada por eles com a ajuda dessa secreção de que falamos a pouco (o castório); que possui consistência gordurosa o suficiente para torná-los verdadeiros torpedos submarinos.

Os Castores canadensis possuem orelhas discretas e arredondadas, patas posteriores mais compridas e em forma de pás, crânio robusto e dentes curiosamente grandes e saltados – especialmente os incisivos superiores, que possuem cerca de meio centímetro de largura cada e 2 cm de comprimento.

São duas verdadeiras “máquinas de combate”, com uma coloração singularmente alaranjada, e com a ajuda das quais eles não tomam o menor conhecimento da dureza dos pinheiros, carvalhos, bordos, amieiros, ou de qualquer outra espécie que ouse cruzar os seus caminhos.

Um animal originalíssimo!

E sobre esse par de glândulas das quais é secretada essa substância odorífera, que faz as vezes de ferramenta de comunicação entre esses castores, sabemos que ele fica posicionado na região anal desses animais.

Elas possuem cerca de 7×3 cm, localizadas próximas dos órgãos sexuais de machos e de fêmeas; e é com a ajuda dessa substância que eles avisam aos intrusos que determinado território já tem dono.

Mas não é só isso!

Com a ajuda dela machos e fêmeas anunciam que estão prontos para o acasalamento; enquanto os filhotes mantêm-se sempre próximos dos seus pais; e os pesquisadores e estudiosos, por sua vez, garantem um material que serve para análise do estado de um determinado ecossistema.

Castor canadensis no Lago
Castor canadensis no Lago

Enquanto a indústria de cosméticos recolhe um dos aromatizantes naturais mais apreciados pelo segmento de produtos de higiene pessoal; o que configura-se como uma das inúmeras singularidades que só mesmo no universo dessa comunidade Castoridae podemos observar.

Outras características dos castores que devem ser elencadas aqui nessa lista com os principais tipos e espécies – e ainda com os seus respectivos nomes científicos, fotos, imagens, entre outras especificidades – dizem respeito à reprodução e comportamento desse gênero.

Com relação à reprodução, por exemplo, sabe-se que os Castores canadensis são animais monogâmicos, que reúnem-se por toda a vida em pares que serão responsáveis pela procriação no seio de um determinado grupo familiar.

E tal relação só se desfaz com a morte de um dos pares; pois é quando então o solitário ou solitária deverá procurar um novo par; para que dessa nova união a perpetuação dessa família Castoridae seja garantida; e continue pelas próximas gerações; em um dos aspectos mais curiosos acerca desses animais em ambiente selvagem.

Reprodução e comportamento

Após o nascimento de um filhote é curioso observar como machos e fêmeas tratam, em igual participação, de garantir o sustento dos pequenos ao trazer-lhes toda espécie de ervas, ramos e brotos com os quais eles possam garantir as suas sobrevivências.

E caso consigam sobreviver aos principais desafios dessa fase, eles se distribuirão na forma de pequenos grupos familiares, que demarcarão os seus territórios da mesma forma que os animais solitários, tendo sempre os outros grupos familiares como intrusos dos quais deverão defender-se.

Os castores americanos são animais noturnos. Dificilmente você os avistará em horários que não sejam o entardecer e a noite. E sempre em um vai e vem frenético à caça de alimentos e para a construção das suas tocas – uma verdadeira obra de engenharia que envolve até mesmo a derrubada de árvores, construção de diques e formação de represas.

Por meio desses diques e barragens eles conseguem conter o fluxo vigoroso de algumas fontes de água, e, dessa forma, garantem a manutenção de tocas permanentes, que não sejam constantemente levadas pela turbulência, e que lhes permitam armazenar comida e outros materiais.

Castor canadensis nadando
Castor canadensis nadando

Quanto aos seus hábitos alimentares, eles não diferem muito dos do Castor europeu. São as cascas de árvores que mais os atraem, especialmente as do salgueiro, amieiro, carvalhos, bordos, álamos, bétulas, entre outras espécie capazes de lhes fornecer todos os nutrientes de que precisam.

E uma curiosidade sobre essa alimentação dos castores é que eles precisam consumir grandes quantidades de celulose por dia; mesmo não possuindo um sistema semelhante ao dos principais devoradores dessa substância na natureza.

Na verdade só o que eles possuem é um grupo de “bactérias do bem” que ajudam o seu aparelho digestivo a digerir com facilidade toda essa celulose; e ainda garantem espaço para variedades de vegetais, legumes, raízes, tubérculos, entre outras iguarias semelhantes com as quais eles costumam ser mantidos quando criados em cativeiro.

Castor canadensis roendo madeira
Castor canadensis roendo madeira

Não esquecendo que essas suas rotinas devem ser acompanhadas por uma constante atenção a alguns dos seus principais inimigos. Entre eles, o temível Lynx canadensis, o não meno assustador urso-preto, além das raposas-vermelhas, dos cães selvagens, das Lontras canadensis e, obviamente, dos homens!

Esses, sim, as principais ameaças à sobrevivência dessa espécie na natureza – apesar dos esforços que vêm sendo postos em prática para a garantia de uma relação mais saudável entre ambos.

Uma relação que possa garantir que as próximas gerações apreciem uma das espécies mais curiosas desses ecossistemas de clima temperado do planeta. E, sem dúvida, uma das comunidades com o nicho ecológico mais original e inusitado da biosfera terrestre.

Fontes:

https://www.infoescola.com/animais/castor/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Castor

https://www.portaldosanimais.com.br/curiosidades/especies-de-castores-brasileiro-e-americano/

https://www.cidadeecultura.com/castores-castor-em-ushuaia/

https://www.megacurioso.com.br/animais/39340-voce-sabia-que-um-extrato-genital-de-castor-tem-aroma-de-baunilha-.htm

https://www.vivernatural.com.br/xamanismo/animal-espiritual-castor/

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