Flor com a Letra E: 12 Flores que Começam com E (2026)
Flores que começam com a letra E não são tantas quanto as que iniciam com A ou C, mas reservam algumas das espécies mais bonitas e curiosas do mundo das plantas. Reunimos 12 delas, com nome científico, descrição visual, dicas de cultivo no Brasil e aviso de segurança para as variedades tóxicas.
Resposta rápida: entre as flores cujo nome começa com a letra E estão a edelvais, a estrelícia (ave-do-paraíso), o eustoma (lisianto), a equinácea, a esporinha, a espirradeira, a ervilha-de-cheiro, a echeveria, o erysimum, a estatice, o lírio-do-amazonas (eucharis) e a papoula-da-Califórnia (eschscholzia).
Atualizado em abril de 2026 com nomes científicos e famílias botânicas conferidos na Flora do Brasil 2020 (Jardim Botânico do Rio de Janeiro).
Resumo: as 12 flores com a letra E em uma tabela
A tabela abaixo serve como referência rápida. Antes de descer pela lista, dá para bater o olho e ver qual nome chama mais atenção — depois é só rolar até a seção dela.
| Nome popular | Nome científico | Família |
|---|---|---|
| Edelvais (edelweiss) | Leontopodium nivale | Asteraceae |
| Estrelícia (ave-do-paraíso) | Strelitzia reginae | Strelitziaceae |
| Eustoma (lisianto) | Eustoma grandiflorum | Gentianaceae |
| Equinácea | Echinacea purpurea | Asteraceae |
| Esporinha | Consolida ajacis | Ranunculaceae |
| Espirradeira (oleandro) | Nerium oleander | Apocynaceae |
| Ervilha-de-cheiro | Lathyrus odoratus | Fabaceae |
| Echeveria | Echeveria spp. | Crassulaceae |
| Erysimum (cravo-amarelo) | Erysimum cheiri | Brassicaceae |
| Estatice (sempre-viva) | Limonium sinuatum | Plumbaginaceae |
| Lírio-do-amazonas (eucharis) | Eucharis grandiflora | Amaryllidaceae |
| Papoula-da-Califórnia (eschscholzia) | Eschscholzia californica | Papaveraceae |
1. Edelvais (Edelweiss)

Nome científico: Leontopodium nivale. Família Asteraceae — a mesma do girassol e da margarida. A edelvais é a estrela das montanhas alpinas e símbolo nacional da Áustria e da Suíça. Cresce em altitudes entre 1.700 e 3.400 metros, geralmente em rochas calcárias.
O que parece ser uma flor branca grande é, na verdade, um conjunto de pequenas flores amarelas no centro, rodeadas por brácteas (folhas modificadas) cobertas de pelinhos brancos. Essa “lã” funciona como protetor solar natural — ajuda a planta a refletir o excesso de raios ultravioleta nas alturas.
No Brasil, é difícil de cultivar fora de regiões serranas frias. Tem fama de “flor da pureza” e aparece em moedas de ouro austríacas, no exército suíço (substitui as estrelas dos generais) e até no clássico “A Noviça Rebelde”. Tamanho adulto: até 20 centímetros.
2. Estrelícia (Ave-do-Paraíso)
Nome científico: Strelitzia reginae. Família Strelitziaceae. Originária da África do Sul, ganhou esse apelido porque a flor lembra a cabeça de um pássaro tropical: pétalas laranja viradas para cima como uma crista, e azul-violeta apontando para frente como um bico.
É uma das flores ornamentais mais populares do Brasil, presente em jardins, hotéis e arranjos de luxo. Ama clima quente, sol direto e solo bem drenado — combinação que o litoral brasileiro oferece de sobra. Floresce o ano inteiro em regiões tropicais, com pico no fim do inverno.
Cresce em touceiras de até 1,5 metro de altura. Para quem quer plantar em casa, vale conferir nosso guia sobre como plantar e cuidar da flor ave do paraíso, com instruções de muda, adubação e poda.
3. Eustoma (Lisianto)
Nome científico: Eustoma grandiflorum. Família Gentianaceae. Conhecido no Brasil como lisianto ou lisianthus, o eustoma é nativo das pradarias da América do Norte (Texas, Nebraska, Colorado). As flores parecem rosas pequenas, com pétalas onduladas em camadas.
Vai bem do branco puro ao roxo escuro, passando por rosa, lilás, salmão e bicolores. É uma das queridinhas dos buquês de noiva por durar muito depois de cortada — entre dez e quatorze dias na água, se trocada com frequência.
Para cultivar, prefere meia-sombra na hora mais quente do dia e solo levemente alcalino. Não tolera encharcamento — regue só quando a terra estiver seca ao toque. Atinge entre 60 e 90 centímetros de altura quando bem nutrido.
4. Equinácea
Nome científico: Echinacea purpurea. Família Asteraceae. A equinácea é uma flor parecida com uma margarida grande, com pétalas rosa-arroxeadas voltadas para baixo e um cone central laranja escuro espinhento — daí o nome (do grego echinos, “ouriço”).
Nativa da América do Norte, virou uma das plantas medicinais mais estudadas do mundo. Estudos sugerem efeito modulador no sistema imunológico, embora a Anvisa só autorize o uso da raiz e da parte aérea em produtos fitoterápicos com indicação específica. Não substitui consulta médica.
No jardim, é resistente, tolera seca e floresce do verão ao começo do outono. Atrai abelhas, borboletas e outros polinizadores — virou peça-chave em projetos de jardim para fauna nativa.
5. Esporinha
Nome científico: Consolida ajacis. Família Ranunculaceae. A esporinha tem inflorescências altas, em formato de espiga, com flores azuis, rosa ou brancas. O nome vem de uma estrutura na parte de trás da flor que parece uma esporinha de cavaleiro.
É uma das flores tradicionais de “jardim de vovó” — daquelas que apareciam nas casas do interior do Brasil até meados do século XX. Caiu em desuso, mas vem sendo redescoberta por jardineiros que querem o estilo cottage inglês.
Atenção: todas as partes da planta contêm alcaloides tóxicos. Não plante onde crianças pequenas ou animais possam mastigar as folhas. Em adultos, o contato com a seiva pode irritar a pele de pessoas sensíveis.
6. Espirradeira (Oleandro)

Nome científico: Nerium oleander. Família Apocynaceae. Conhecida também como oleandro, loendro ou flor-de-são-josé. É um arbusto que pode chegar a 5 metros de altura, com flores rosa, brancas ou vermelhas em cachos no fim dos ramos.
É linda — e perigosa. Toda a planta é altamente tóxica, com glicosídeos cardíacos que afetam o coração. Bastam algumas folhas para envenenar um adulto, segundo registros do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox/Fiocruz). Confira mais espécies no nosso guia sobre flores perigosas no mundo.
Apesar do risco, é muito usada em paisagismo de praças e canteiros centrais de avenidas — adapta-se ao calor, à seca e ao sal do litoral. Se for plantar, escolha lugar fora do alcance de crianças e pets, e use luvas ao podar.
7. Ervilha-de-Cheiro
Nome científico: Lathyrus odoratus. Família Fabaceae — parente da ervilha de comer e do feijão. As flores parecem borboletas pequenas, em tons de rosa, branco, vermelho, roxo e bicolor, com perfume marcante e adocicado.
Pode ser cultivada como trepadeira (chega a 2,5 metros se tiver suporte) ou como planta de canteiro (fica em torno de 70 centímetros). A semente lembra a ervilha comum, mas não pode ser comida — é tóxica e causa intoxicação séria em humanos e animais.
Originária da Sicília, vai melhor em climas amenos. No Brasil, dá-se bem no inverno do Sul e Sudeste. Ama sol pleno e solo rico em matéria orgânica. Floresce em cerca de três meses depois do plantio.
8. Echeveria
Nome científico: gênero Echeveria, com mais de 150 espécies. Família Crassulaceae. As echeverias são suculentas em formato de roseta — folhas carnudas dispostas em espiral, lembrando uma flor de pedra. Quando florescem, soltam uma haste lateral com pequenas flores em forma de sino, geralmente alaranjadas ou rosadas.
O nome veio do botânico mexicano Atanasio Echeverría y Godoy. Todas as espécies são originárias do México, da América Central e do norte da América do Sul. No Brasil, viraram febre nos jardins e apartamentos por exigirem pouquíssima manutenção.
Querem sol direto pelo menos três horas por dia, vaso com furo no fundo e rega só quando o substrato estiver completamente seco — em geral, uma vez a cada 10 a 15 dias. Em excesso de água, apodrecem rápido pela base.
9. Erysimum (Cravo-Amarelo)
Nome científico: Erysimum cheiri (também encontrado como Cheiranthus cheiri). Família Brassicaceae — a mesma do brócolis e da couve. O gênero tem mais de 200 espécies aceitas. As flores são pequenas, com quatro pétalas em cruz, em tons fortes de amarelo, laranja, vermelho ou roxo.
É uma das poucas flores com perfume noturno marcante, parecido com violeta. Originária do sul da Europa e da Ásia, virou clássica nos jardins ingleses. As cores vivas atraem abelhas e mariposas, fazendo dela uma boa escolha para jardins voltados a polinizadores.
No Brasil, vai bem em regiões de clima ameno. Prefere sol pleno, solo bem drenado e tolera bem a seca. Não gosta de calor abafado nem de excesso de umidade nas folhas.
10. Estatice (Sempre-Viva)
Nome científico: Limonium sinuatum. Família Plumbaginaceae. A estatice tem inflorescências planas formadas por dezenas de flores miúdas em cachos, nas cores azul, rosa, amarela, branca ou roxa. O caule é alado — tem “abas” longitudinais que parecem asas pequenas.
Ganhou o apelido “sempre-viva” porque mantém forma e cor por anos depois de seca, sendo a base de quase todo arranjo de flores secas comercial. Para colher para secagem, corte quando 80% das flores do cacho estiverem abertas e pendure de cabeça para baixo em local arejado e escuro.
Tolera muito bem solo arenoso, salinidade e ventos — herdou essa rusticidade de seus parentes nativos do litoral mediterrâneo. No Brasil, dá-se bem em jardins de praia e cerrado.
11. Lírio-do-Amazonas (Eucharis)
Nome científico: Eucharis grandiflora (sinônimo: Eucharis amazonica). Família Amaryllidaceae — parente do amarílis e do lírio-da-paz. Apesar do nome, é nativa da Colômbia e do Peru, mas se adaptou tão bem à região amazônica que recebeu o apelido brasileiro.
As flores são brancas, grandes, em formato de estrela, com seis pétalas e um copinho central que lembra o de um narciso. O perfume é doce e forte, especialmente à noite. Cada haste sustenta de três a seis flores, abertas em sequência ao longo de uma semana.
Adora sombra parcial e umidade alta — daí seu sucesso na Amazônia e em vasos dentro de casa, em locais bem iluminados sem sol direto. Floresce duas a três vezes por ano se bem cuidada.
12. Papoula-da-Califórnia (Eschscholzia)
Nome científico: Eschscholzia californica. Família Papaveraceae — parente da papoula-do-oriente. É a flor-símbolo do estado norte-americano da Califórnia, onde forma campos alaranjados que viram atração turística entre março e maio.
Pétalas em formato de taça, geralmente em laranja vivo, mas há variedades amarelas, brancas, rosa e creme. As flores se fecham à noite e em dias nublados, abrindo apenas com sol forte — uma estratégia para proteger o pólen da umidade.
É uma das flores mais fáceis de cultivar a partir de semente: basta jogar no solo, regar e esperar. Tolera seca extrema e solos pobres, mas detesta transplante — semeie direto no local definitivo. Floresce do fim do inverno ao começo do verão.
Dicas gerais para cultivar flores no Brasil
Cada espécie tem suas manias, mas há regras gerais que valem para a maior parte das flores ornamentais cultivadas no clima brasileiro.
- Conheça o clima da sua região. Flores de clima ameno (edelvais, esporinha, ervilha-de-cheiro) sofrem no calor do Norte e Nordeste. Flores tropicais (estrelícia, eucharis) não toleram geadas no Sul.
- Sol é mais importante que adubo. A maioria das flores precisa de pelo menos 4 horas de luz solar direta por dia para florescer bem. Sem sol, dá folha bonita, mas poucas flores.
- Drenagem antes de tudo. Vasos sem furo ou solos compactados matam mais flores que pragas. Para vasos, misture areia grossa ou perlita ao substrato.
- Atraia polinizadores. Boa parte das flores depende de abelhas e borboletas para se reproduzir. Plantar variedades nativas junto às ornamentais ajuda a manter os polinizadores nativos da sua região.
- Cuidado com flores tóxicas. Espirradeira, esporinha e ervilha-de-cheiro são lindas, mas perigosas. Identifique e mantenha longe de crianças e pets.
Perguntas frequentes sobre flores com a letra E
Qual é o nome de uma flor que começa com a letra E?
Uma das mais conhecidas é a edelvais (Leontopodium nivale), símbolo dos Alpes. No Brasil, a estrelícia (ave-do-paraíso) e a echeveria são as flores com E mais cultivadas em jardins e apartamentos.
Quantas flores existem com a letra E?
Há mais de 50 espécies populares de flores ornamentais cujo nome em português começa com E. Reunimos as 12 mais cultivadas no Brasil neste guia, mas a Flora do Brasil 2020 do Jardim Botânico do Rio de Janeiro lista centenas de plantas do gênero Echeveria, Eustoma, Erysimum e outros.
Qual a flor com E mais bonita para presentear?
O eustoma (lisianto) costuma ser a primeira escolha para buquês porque dura entre dez e quatorze dias depois de cortado, vem em várias cores e tem aparência de rosa em miniatura. A estrelícia é a opção tropical mais marcante.
Quais flores com E são tóxicas?
A espirradeira (oleandro) é a mais perigosa — toda a planta é altamente tóxica, segundo o Sinitox/Fiocruz. A esporinha e as sementes da ervilha-de-cheiro também contêm compostos tóxicos. Evite plantá-las em ambientes com crianças pequenas ou animais domésticos.
Há flores com a letra E nativas do Brasil?
Sim, várias. O lírio-do-amazonas se naturalizou tão bem na floresta amazônica que ganhou nome regional, embora seja originário do noroeste sul-americano. Há ainda gêneros como Eugenia (parente das pitangueiras) com flores brancas pequenas em árvores nativas da Mata Atlântica.
Posso plantar flores com a letra E em vasos?
Sim — a maior parte vai bem em vaso. Echeveria, eustoma, erysimum e papoula-da-Califórnia são os destaques para varanda de apartamento. Estrelícia precisa de vaso bem grande (50 litros ou mais). Espirradeira é só para canteiros, não para ambientes pequenos pelo risco tóxico.
Conclusão: 12 flores com a letra E para conhecer e cultivar
A letra E não tem o volume das letras mais comuns, mas concentra algumas das flores mais marcantes do mundo — da edelvais, símbolo dos Alpes, até a estrelícia tropical, passando pela echeveria suculenta e pelo eustoma de buquê. Tem opção para todo perfil de jardim, do canteiro de praça à varanda de apartamento.
Se quiser continuar pelo alfabeto, dê uma olhada nas flores que começam com a letra O — são em número maior e incluem clássicas como a orquídea e o oleandro do outro lado da família.
Fontes consultadas: Flora do Brasil 2020 do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (portal oficial de taxonomia); informações de toxicidade do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox/Fiocruz).
