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História do Mel: Qual Sua Origem?

O mel é uma substância viscosa e açucarada produzida pelas abelhas após a recolhida do néctar das flores e processamento deste pelas enzimas digestivas das abelhas.

O mel vem apresentando importância econômica crescente, razão pela qual é comercializado também nas apresentações de geléia real, cera de abelha e pólen agrícola. Muitos o utilizam como alternativa para adoçamento de bebidas, no entanto o maior destaque fica a cargo do alto valor energético, aliado à concentração de vitaminas e sais minerais.

Ao longo da história, o mel produzido pelas abelhas já era apreciado e hoje, com as técnicas apropriadas de apicultura é possível controlar o manejo e extrai-lo sem danificar a colmeia, ou causar maiores consequências para a sociedade altamente organizada das abelhas.

Neste artigo você conhecerá algumas informações importantes sobre a origem do mel na natureza e qual a sua história.

Então venha conosco e boa leitura.

Benefícios do Mel Para a Saúde

O mel é um forte aliado para aumentar a imunidade, além de auxiliar nos casos de gripe, resfriado, bronquite e asma, ao atuar como expectorante.

É excelente para melhorar a digestão, assim como para aliviar quadros de prisão de ventre. Também atua como antisséptico, antioxidante, antirreumático e calmante.

Possui poder cicatrização, razão pela qual pode ser empregado em queimaduras e feridas. Embora não cienficamene comprovado em humanos, estudos científicos indicam que a aplicação tópica do mel em feridas caninas detém ação antimicrobiana, neutraliza o odor da ferida, reduz a formação de exsudato (líquido rico em leucócitos e proteínas, produzido por tecidos lesionados), estimula o crescimento tecidual e minimiza a formação de cicatriz. As propriedades antimicrobianas estão relacionadas à presença do peróxido de hidrogênio, e a redução da cicatriz é resultante da diminuição de prostaglandinas (sinais químicos ligados a hormônios), assim como ao aumento dos produtos resultantes da reação química do óxido nítrico.

Uma de suas propriedades medicinais mais surpreendentes está relacionada ao equilíbrio da pressão arterial, em razão da sua concentração do mineral Potássio.

Como fonte de energia, o mel é frequentemente consumido por atletas durante competições. Uma das vantagens do mel sobre o açúcar convencional é a sua facilidade de dissolução na corrente sanguínea; aliado a isso, o mel também fortifica os músculos.

Entre os minerais contidos no mel estão o Cálcio, o Cobre, o Ferro, o Magnésio, o Fósforo, o Potássio, entre outros; assim como aminoácidos com características antioxidantes.

Em relação às propriedades de cicatrização para queimaduras e feridas, não é recomendado aplicar o mel (de forma caseira) comum para esses fins. O mel mais indicado nesses casos possui alto grau de esterilidade obtido através de radiações gama, e as duas marcas, até então conhecidas, são encontradas apenas na Austrália e Nova Zelândia. Também convém lembrar que o uso em humanos ainda carece de mais respaldo científico.

Composição Química do Mel

Em comparação ao néctar (substância ‘bruta’ produzida pelas flores), o mel contém uma concentração muito pequena de água. Enquanto a concentração hídrica do néctar é de 80%, a do mel é de 18%.

Cerca de 75% do mel é composto por hidratos de carbono, ou seja açúcares simples, tal como a glicose e a frutose. Além dos minerais e aminoácidos citados acima, são encontrados ácidos orgânicos tais como o ácido acético e ácido cítrico, e as vitaminas E, C, D e Complexo B.

De acordo com as recomendações do Ministério da Saúde, o mel comercializado não pode ultrapassar os 20 % em teor de água. Em relação aos teores de açúcar, estes devem ser de no mínimo 65g/100 g de açúcares totais e no máximo de 6g/100g de sacarose.

História do Mel: Qual Sua Origem?

A sociedade formada pelas abelhas pode ser considerada bastante complexa e estruturada, visto que todas as funções são divididas. Enquanto algumas abelhas permanecem na colmeia para zelar por ela e cuidar de abelhas mais novas; outras saem em busca do néctar e são facilmente atraídas pelo néctar das flores, para esse último grupamento o nome atribuído é de abelhas campeiras.

O néctar é sugado das flores através de uma estrutura presente nas abelhas que é muito semelhante a um canudo longo e oco, e que recebe o nome de probóscide. Após a sucção, o néctar é armazenado em uma bolsa posicionada na garganta. Para encher essa bolsa é estimada a quantidade de até 100 flores. Finalizado esse processo, as abelhas retornam à colmeia e entregam o néctar às abelhas engenheiras, as quais tem por finalidade convertê-lo em néctar.

Essas abelhas engenheiras sugam esse néctar e o manipulam com a própria bocam, adicionando a ele enzimas responsáveis pela conversão da sacarose em frutose e glicose. Outra ação das enzimas inclui tornar o mel mais ácido, evitando que estrague. Após essas etapas, a substância obtida é depositada nos favos individualmente, as abelhas também tem como hábito abanar as suas asas sobre os favos de modo que a água evapore e a mistura se torne mais concentrada.

Variedades de Mel Existentes

Variedades de Mel Existentes
Variedades de Mel Existentes

O mel flor do eucalipto é uma variedade mais escura e com sabor mais forte. É muito empregado para alívio de doenças respiratórias.

O mel flor de laranjeira é o tipo mais claro e perfumado, é muito eficaz contra insônia e alívio para o sistema digestivo.

Já o mel flor do campo, também chamado de mel silvestre, possui coloração intermediária entre os dois tipos acima.

O Mel ao Longo da História da Humanidade

Algumas pinturas rupestres evidenciam que o homem procura pelo mel das abelhas desde o período paleolítico. Durante a revolução neolítica, acredita-se que o homem começou a ‘domesticar’ abelhas por conta própria, expressando os primeiros traços do que seria a apicultura moderna.

Arqueólogos também já encontraram placas de cera de abelhas com inscrições cuneiformes (realizadas com o auxílio de um objeto com formato de prisma agudo), remetendo à antiga civilização da Mesopotâmia.

No Antigo Egito, o mel já era empregado como alimento e cosmético.

No entanto, acredita-se que a apicultura possa ter iniciado oficialmente no auge da civilização grega, na qual o mel era frequentemente inserido em alimentos para as crianças.

Prosseguindo para o período romano, o mel foi introduzido na confecção de bolos, assim como para a confecção de cosméticos para as mulheres. Já na Idade Média, as finalidades do mel se diversificaram ainda mais.

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Agora que você já conhece um pouco mais sobre a história do mel e a sua origem, continue conosco e visite também outros artigos do site.

Até as próximas leituras.

REFERÊNCIAS

ARISTIZABAL, A. S.; HAYASHI, A. M.; MATERA, J. M. Uso do mel orgânico tópico no tratamento de queimadura de terceiro grau em cão: relato de caso. Revista de Educação Continuada em Medicina Veterinária e Zootecnia do CRMV-SP. São Paulo: Conselho Regional de Medicina Veterinária, v. 14, n. 1, p. 12-17, 2016;

Beesweet. A história do mel. Disponível em: <https://beesweet.pt/historia-do-mel>;

Portal São Francisco. Mel de Abelha. Disponível em: <https://www.portalsaofrancisco.com.br/biologia/mel-de-abelha>.

 

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