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Alamanda Roxa: Ela é Tóxica? Cuidados Com a Flor e Fotos

A Alamanda Roxa é uma planta belíssima, porém tóxica, e que exige certos cuidados para que mantenha as características que podemos ver nessas fotos.

Ela é a Allamanda blanchetti, também conhecida popularmente como Alamanda-cheirosa, Alamanda-rosa, Rosa-do-campo, Orelia, “viúva-alegre”, entre outras denominações curiosíssimas.

Dentre as principais características da planta podemos destacar os seus longos ramos entre o roxo e o ferrugem, de onde pendem uma folhagem ovoide, com um verde reluzente, forma coriácea, e ainda com belas flores enormes e bastante chamativas.

Mas além de enormes e chamativas elas são também extremamente exóticas, com uma coloração rústica, nas cores amarelo, roxo e creme. E a abundância dessa floração pode ser apontada no período primavera/verão – apesar de florescer nos 12 meses do ano.

Como dissemos, a Alamanda-roxa é uma espécie floral tóxica; por isso mesmo o recomendado é mantê-la a uma distância segura de crianças e animais domésticos.

Sua ingestão pode causar diarreia grave – por isso mesmo ela é considerada um purgante natural; daquelas que são capazes de “matar cavalos”, como bem chamam a atenção os diversos tipos de lendas e histórias acerca dessa flor.

Alamanda Roxa Características

Mas caso esses cuidados sejam corretamente observados, o que vocês terão é uma vigorosa trepadeira, capaz de compor maciços, renques, muros, fachadas, treliças e caramanchões de forma magnífica.

Oferecendo toda a segurança que uma espécie como essa pode oferecer; e ainda, de quebra, ajudar a construir um belíssimo cenário em canteiros, jardineiras, fachadas, portais, entre outros locais onde ela adapta-se com facilidade.

Alamanda-Roxa: Fotos, Características e Cuidados com uma Planta Tóxica e Essencialmente Ornamental

A Alamanda-roxa não é daquelas espécies exigentes quanto a cuidados. O que ela gosta mesmo é de permanecer sob uma boa jornada de sol pleno, em um terreno não muito rígido, rico em materiais orgânicos, e ainda submetida a regas moderadas.

Caso tenha que conviver com verões curtos, frio intenso, chuvas exageradas e regas muito frequentes, o que ocorrerá é a completa degradação das suas partes aéreas – flores, folhas e ramos irão simplesmente perder o vigor e a exuberância que a caracterizam.

As suas belas inflorescências carnudas, ramos longos e folhagem verde-brilhante só irá desenvolver-se adequadamente em regiões onde ela possa encontrar verões bastante quentes, umidade relativa do ar entre 70 e 80%, entre outras características.

Características que elas costumam encontrar no Brasil (onde é endêmica), mais especificamente no sertão nordestino, no ambiente rústico e desolado da Caatinga, em regiões de tabuleiro, no Cerrado Mineiro, entre outras regiões dos estados do Rio Grande do Norte, Ceará, Paraíba e Bahia.

Portanto, vê-se que estamos falando aqui de uma espécie típica dos climas tropicais e subtropicais do país. E mesmo com a característica de ser uma planta tóxica, a Alamanda-roxa, como podemos observar nessas fotos, é uma das mais apreciadas por paisagistas, especialmente pelo fato de exigir poucos cuidados para se desenvolver adequadamente.

Como Cuidar e Cultivar uma Planta Tóxica Como a Alamanda-Roxa?

A Alamanda-roxa pertence à família das Apocynaceae. Essa comunidade abriga outras excentricidades, como as apreciadíssimas aloendro, jarnaúba, rosa-do-deserto, entre outras espécies que fazem dessa família uma das que possuem a maior quantidade de variedades.

Mas dentro desse mesmo gênero você poderá deparar-se com diversas outras espécies, como a Allamanda cathártica, a Allamanda mandevilla, Allamanda puberula, entre diversas outras mais facilmente encontradas nas regiões Norte e Nordeste do Brasil

Mas o curioso é que mesmo sendo uma espécie típica de climas tropicais, ela comporta-se muito bem em um clima subtropical, e até mesmo no Mediterrâneo, podendo ser encontrada, inclusive, em alguns países desse trecho do continente europeu.

Planta Tóxica Alamanda Roxa

Para os cuidados com uma espécie tóxica e belíssima, como é o caso da Alamanda-roxa, como podemos observar nessas fotos, recomenda-se o cultivo em locais de difícil acesso a crianças e animais de estimação. E é importante também que a região receba uma boa incidência diária de sol.

Além disso, o ideal é que o solo utilizado seja rico em minerais como cálcio, magnésio, potássio, ferro, entre outros nutrientes que garantam o vigor de uma espécie perene, que exige poucos cuidados com relação à rega, e mesmo assim consegue exibir toda a sua exuberância durante o inverno.

As Características e o Potencial Tóxico da Alamanda-Roxa

A Allamanda-blanchetti (o nome científico da Alamanda-roxa) é uma espécie de trepadeira, capaz de desenvolver-se até os 3 ou 4 metros de altura, com ramagem exuberante, folhas de um verde intenso, flores de médio a grande porte, e com uma textura sedosa e aspecto fosco.

Mas não se engane! Por trás de tamanha delicadeza e suavidade (como essas fotos nos mostram) existe um potencial de toxicidade da Alamanda-roxa que merece bastante atenção de quem quer que pretanda cultivá-la.

Isso porque essa é uma daquelas espécies de “purgantes naturais”, muito utilizada para esse fim pela população nativa.

Quando consumida de forma irresponsável, ela espécie pode causar transtornos gastrointestinais seríssimos, além de cólicas, vômitos, náuseas, diarreia, entre outras complicações nesse sistema.

Foram necessários diversos estudos com amostras da folha seca da Alamanda, para que se pudesse extrair alguns dos seus mais importantes princípios ativos, em especial os triterpenos, saponinas, esteroides, alcaloides, além de outras substâncias que podem estar por trás desse efeito purgante da planta.

Essas substâncias, em conjunto, são capazes de estimular os movimentos peristálticos do intestino, ou mesmo a contração das suas paredes, o que acaba provocando o singular efeito “purgante” de espécies como essa – que caracterizam-se pela peculiaridade dos seus constituintes biológicos.

E como principal medida terapêutica no caso de ingestão acidental e excessiva da planta, o recomendado é lançar mão o mais rapidamente possível de uma lavagem gástrica. Que deverá ser secundada pela reposição dos sais perdidos durante as ocorrências (cálcio, potássio, sódio, entre outros). Além de outras medidas prescritas por um bom profissional.

Não sendo demais lembrar que nada supera a beleza e o prazer de possuir alguns belíssimos exemplares de uma Alamanda-roxa em um canteiro ou jardim. Nada supera a beleza e a originalidade da ornamentação de uma fachada por meio do seu desenvolvimento como trepadeira.

São características que em muito superam os seus riscos! – que, aliás, só ocorrem mesmo quando há uma ingestão acidental e excessiva da planta.

Caso queira, deixe a sua opinião sobre esse artigo e aguarde as nossas próximas publicações.

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