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Espécies e Tipos de Abelhas Pretas com e sem Ferrão

Os diversos tipos de abelhas, com a sua inconfundível coloração preta e amarela, são daquelas espécies que não se sabe bem se ama ou odeia.

De forma exuberante, a recolherem o néctar e o pólen das flores, elas até parecem seres saídos de algum conto de fada ou de uma historinha infantil. No entanto, ao serem importunadas, poucas espécies na natureza se lhe comparam em agressividade e persistência no ataque.

Esses animais costumam ser reconhecidos pelas suas principais variedades: a Abelha-europeia, abelha-africanizada (ambas com ferrão) e as variedades conhecidas como “abelhas sem ferrão” – essa últimas, endêmicas das Américas (e da Oceania), e famosas pela fácil domesticação, abundância na produção de mel, e, obviamente, por não serem venenosas.

Mas o objetivo desse artigo é fazer uma lista com algumas das principais abelhas conhecidas por possuírem a singular coloração preta. Espécies que, em sua maioria, possuem uma agressividade bastante famosa nas regiões onde elas vivem.

1. A Trigona Spinipes (abelha irapuã)

A Trigona spinipes, ou abelha-irapuã, é uma variedade “sem ferrão”, endêmica do Brasil, facilmente domesticada, grande produtora de mel e com uma agressividade que costuma dar inveja até mesmo às famigeradas abelhas-africanizadas.

Nas diversas regiões do país, elas também podem ser conhecidas como abelha-cachorro, enrola-cabelo, arapuã, mel-de-cachorro, entre outras inúmeras denominações que elas geralmente recebem devido à característica que possuem de grudar nos cabelos da vítima enquanto a atacam.

Uma das principais peculiaridades das abelhas-irapuãs, é invadir outras colmeias em busca de alimento, néctar, pólen, restos vegetais, detritos, entre outros materiais com os quais elas possam construir os seus ninhos sem o incômodo de ter que sair à sua procura.

De forma implacável, a Trigona spinipes ataca as plantações, jardins e canteiros em busca de fibras vegetais e resinas, que extraem das plantas para construir as suas colmeias, causando uma verdadeira devastação por onde quer que elas sobrevoem.

2.Abelha Lambe-Olhos (Leurotrigona muelleri)

Abelha Lambe-Olhos
Abelha Lambe-Olhos

Um outro tipo bastante comum de abelha preta, é a “Lambe-olhos”. Com não mais do que 1,5mm, ela é considerada a menor abelha já registrada.

A Lambe-olhos é nativa do Brasil, e é famosa por adaptar-se, sem qualquer problema, aos mais diversos tipos de climas; já que sol, chuva, ventos fortes, geadas, entre outros excessos da natureza, são praticamente inofensivos contra elas.

Ela recebeu esse apelido de Lambe-olhos devido à sua singular estratégia de ataque. Por não possuir ferrão (ou o possuir atrofiado), ela direciona o seu ataque aos olhos da vítima, mas, curiosamente, apenas para lamber-lhes a secreção – o suficiente para que o intruso desista do assédio.

Apesar da facilidade com a qual se desenvolve, utilizando-se de qualquer estrutura, como um poste de iluminação, fendas de muros, frestas, tocos, entre outros locais para a construção das suas colmeias, a Leurotrigona muelleri está ameaçada de extinção, muito por causa do avanço do progresso sobre os seus habitats de origem.

Elas não são consideradas grandes produtoras de mel, e muito menos de resinas, ceras, geoprópolis, entre outros produtos importantes para o segmento da apicultura.

3.Abelhas sem Ferrão Iraí – Nannotrigona Testaceicornes

A abelha Iraí é um tipo de abelha preta e bastante original. Essa espécie constrói colmeias capazes de reunir, facilmente, cerca de 2.000 indivíduos – entre operárias, zangões e uma rainha.

Ela é a “Rio de Mel”: de Ira (mel de abelha) + Y (rio), em uma clara alusão à abundância com que elas produzem esse valioso produto.

Com não mais do que 4mm de comprimento, elas espalham-se por praticamente todo o continente americano; e assim como a nossa conhecida abelhas sanharó, pertencem à tribo das Trigonini, famosas pela maior agressividade, mas também por uma exuberante produção de mel, cera, resina, própolis, geoprópolis – sem contar a possibilidade de serem domesticadas após, obviamente, uma boa dose de paciência.

Por sorte, a abelha iraí não está entre as mais agressivas dessa tribo, e ainda possui a característica de construir colmeias com facilidade, onde quer que elas encontrem uma cavidade, como em postes de iluminação, caixas de papelão vazias, fendas de muros, entre outros locais semelhantes.

4.Abelhas sem Ferrão – Tubuna (Scaptotrigona Bipunctata)

Esse é um outro tipo de abelha preta, apreciadora de um ataque bastante agressivo, em que a vítima recebe um verdadeiro enxame, vindo de todas as partes, a enrolarem-se nos seus cabelos, enquanto a mordem com as suas razoavelmente poderosas mandíbulas.

Elas têm preferência pelas horas mais frescas do dia para a procura de materiais de construção para os seus ninhos. E não medem esforços para encontrar um local adequado, sendo capazes de percorrer até 2km à procura de troncos, caixas de madeira, ocos de árvores, entre outros locais com as características que elas apreciam.

A Tubuna também é um dos tipos de abelhas pretas endêmicas do Brasil; bastante comum nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Com a sua coloração negra e reluzente – e com inconfundíveis asas da cor fumê – , elas fazem parte de uma comunidade com cerca de 50.000 indivíduos, capazes de produzir cerca de 3 litros de mel por ano, além de própolis, geoprópolis, resina e cera em quantidades bem maiores do que as de muitas espécies.

5.Abelhas sem Ferrão “Boca-de-Sapo” ou Partamona Helleri

Quem por acaso tenha ficado curioso sobre o porquê desse tão singular apelido de “Boca-de-sapo”, explicamos que ele se deve ao seu não menos singular hábito de construir colmeias com uma entrada com esse formato – o de uma boca de sapo.

Essa é outra espécie de abelhas com a qual ninguém desejaria “bater de frente”, tal a sua agressividade, que geralmente manifesta-se com mordidas vigorosas, enquanto enrola-se no cabelo das vítimas, de modo a poder melhor desferir os seus golpes bastante dolorosos.

Ela está entre as que mais contribuem para a polinização de espécies vegetais, devido à imensa quantidade de pólen que pode trazer das suas viagens, além de grandes quantidades de néctar, resina, restos vegetais, entre outros materiais semelhantes.

A Partamona helleri é uma espécie mais afeita ao clima quente e seco de regiões da Bahia, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais e São Paulo.

Abelhas-Boca-de-Sapo
Abelhas-Boca-de-Sapo

E ainda possuem algumas características que chamam bastante a atenção, como uma coloração negra e reluzente, asas bem maiores do que o seu tronco, além de um porte bastante vigoroso.

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