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Espécies de Abelhas Brasileiras

As espécies de abelhas brasileiras são aquilo que podemos chamar de “riquezas naturais”, já que sempre foram abundantes no país, ao contrário das estrangeiras, que sempre foram uma grande novidade.

Estima-se que haja entre 250 e 300 espécies nativas a espalharem-se por imensos trechos de Mata Atlântica, Floresta Amazônica, ou mesmo pelo Cerrado Brasileiro, onde produzem seus ninhos em buracos escavados em árvores, enquanto aproveitam-se do pólen retirado das flores.

Elas são as abelhas “melíponas”, em uma alusão à sua capacidade impressionante de fabricar mel (e à ausência de ferrão).

Essas espécies vêm sendo ameaçadas de extinção, devido ao fato de que dificilmente conseguem adaptar-se a outros ambientes – quando instalam-se em uma árvore, por exemplo, passam a depender dela para sobreviver e se reproduzir.

Mas a ocupação de um território vem se configurando como um verdadeiro desafio para elas, pois, assim como ocorre com boa parte das espécies brasileiras, o desmatamento dos seus principais habitats naturais corre em um ritmo impossível de ser acompanhado.

Apenas alguns estados como Pernambuco, Bahia, Rio Grande do Norte, Maranhão, entre outros – especialmente do Nordeste Brasileiro -, ainda gabam-se de serem alguns dos principais refúgios para essas espécies de abelhas brasileiras e a esperança de que possam ser preservadas para as gerações futuras.

Abaixo, segue alguns exemplos das mais conhecidas espécies de abelhas no Brasil.

1. Mandaçaia (Melipona quadrifasciata)

Mandaçaia
Mandaçaia

Uma espécie valente e disposta a “montar guarda” ferozmente na entrada da sua colmeia, só podia mesmo era receber dos índios o sugestivo apelido de “Mandaçaia” ou a “bela vigia” – uma espécie abundante no norte e nordeste do país e bastante conhecida pela sua grande capacidade de espalhar (por meio da polinização) diversas culturas típicas dessa região.

A abelha Mandaçaia é uma digna representante das mais vigorosas espécies produtoras de mel. Elas dificilmente ultrapassam os 12 mm, e ainda possuem um corpo onde destaca-se a cor preta, com traços em amarelo e asas em um tom meio vermelho-fosco.

Elas são belíssimas! E o que se diz é que quando o assunto é a polinização de espécies vegetais, as Mandaçaias são praticamente imbatíveis – já que uma boa parte da vegetação da Caatinga tem nelas grandes parceiras.

2.Iraí (Nannotrigona testaceicornis)

Iraí
Iraí

Outra espécie de abelhas 100% brasileiras é a Nannotrigona testaceicornis ou simplesmente “Irá”. Elas possuem a agradável característica de serem umas das espécies mais dóceis dessa imensa comunidade das Anthophilas.

O que se diz é que essas abelhas produzem um mel com qualidade invejável, e que é produzido a partir dos ninhos que elas constroem em ocos de árvores, fendas, buracos de rochas, entre outros locais semelhantes.

Diretamente das zonas tropicais de Goiás, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, São Paulo, entre outros estados de praticamente todas as regiões brasileiras, as Nannotrigonas surgem como uma das mais sociáveis na natureza, e também das mais afeitas ao convívio diário com os seres humanos.

O seu manejo também é simples. Elas apenas requerem um ambiente não muito ensolarado, com temperatura agradável, entre outros cuidados que, observados adequadamente, as ajudam a produzir entre 1,8 e 2,2 litros de mel por ano – e com a qualidade de uma das mais produtivas espécies desse trecho da região nordeste do Brasil.

3.Frieseomelitta doederleini (Abelha Moça Branca)

Abelha Moça Branca
Abelha Moça Branca

A Moça Branca é uma espécie endêmica da região nordeste do Brasil. Dentro do bioma da Caatinga, ela configura-se como uma das suas principais representantes – uma espécie que ajuda, não só a compor a paisagem mais original do país como também a espalhar (por meio da polinização) diversas espécies de umbuzeiros, cajueiros, juazeiros, licurizeiros, entre outras variedades típicas do semiárido brasileiro.

No estados do Maranhão, Bahia, Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba, ela é famosa por ser produtora de um mel leve, suave e de odor bastante agradável – sem contar a sua grande valorização no mercado.

Sua produção anual (por colônia) gira em torno de 1,5 a 2 litros, a partir do néctar que ela absorve de espécies típicas da Caatinga, que, assim como ela, são quase indiferentes à seca que caracteriza a região.

4.Abelha Jataí (Tetragonisca angustula)

Abelha Jataí
Abelha Jataí

A jataí é uma outra espécie de abelha tipicamente brasileira. Ela também pode ser conhecida como abelha-ouro, mosquito-amarelo, abelha-mirim, três-portas, sete-portas, jataí-amarela, jataí-pequeno, mosquitinha-verdadeira, entre inúmeras outras denominações.

A maioria desses apelidos ela recebe em países da América Central e do Sul – em especial na Colômbia, Venezuela, Bolívia, Peru, México, Costa Rica, Guatemala, Equador, entre vários outros.

Ela também é uma das mais adaptáveis ao convívio humano, e por isso mesmo é considerada uma das que menos exigem cuidados durante a criação, adaptando-se bem a condições simples de manejo; porém não deixando de produzir um mel forte, levemente ácido e encorpado, que, de acordo com a crença popular, é uma dos melhores remédios naturais para a visão.

5.Guaraipó (Melipona bicolor)

Guaraipó
Guaraipó

A Melipona bicolor também pode ser conhecida como Pé-de-pau, Fura-terra, Garapu, entre outras denominações dessa espécie que apresenta uma coloração entre o amarelo e o preto, tamanho entre 10 e 12mm, preferência por construir seus ninhos em escavações embaixo de arvores, além da curiosa característica de poder abrigar até duas rainhas por colmeia.

Das espécies de abelhas brasileiras ela é uma das que encontra-se em maior risco de extinção. Apesar de habitar praticamente todas as regiões do país, acredita-se que já esteja extinta em Minas Gerais e em grave risco no sul do Brasil.

Ela já foi uma espécie facilmente encontrada em praticamente todo esse bioma da Mata Atlântica, onde era reconhecida pelos indígenas como uma variedade extremamente sociável, dócil, exótica e de uma beleza sem-par.

A Guaraipó é outra cujo manejo é um dos mais simples, pois uma caixa em um lugar com pouca incidência de sol, juntamente com a sua refeição favorita (açúcar e água em boa quantidade), é tudo de que ela precisa para produzir abundantemente.

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