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Qual o Tipo de Pele dos Lagartos? E Qual a Defesa Utilizada por Eles?

O tipo de pele dos lagartos é o típico dessa comunidade dos escamados, ou seja, uma estrutura, para muitos, considerada repugnante, asquerosa e horripilante, mas que, no entanto, atua como uma das ferramentas mais singulares dentro dessa não menos singular e original natureza selvagem.

A pele dos lagartos é composta, basicamente, pela derme, uma estrutura mesodérmica, interna e com diversas funções; e outra externa, a epiderme, uma estrutura ectodérmica e responsável por boa parte de toda essa repugnância causada por esses animais.

Nos lagartos, esse conjunto formado por pele, escamas, garras e outras estruturas, é descrita pela biologia como “tegumento”; e o curioso é a abrangência das funções dessa tegumento, que funciona bem para proteção contra impactos, como órgão dos sentidos, para preservá-los dos riscos de desidratação, como regulador da temperatura corpórea, entre outras funções não menos importantes.

Na verdade o que se diz é que essa estrutura tegumentar foi o que permitiu que alguns animais marinhos (como os ancestrais dos lagartos) fizessem essa transição entre o ambiente aquático e o terrestre – talvez por volta de 400 milhões de anos atrás.

E essa é uma das razões para que o tipo de pele dos lagartos desperte tamanha curiosidade, tanto pelas suas constituições escamosas como pelas suas funções, que a cada dia conseguem surpreender com inúmeras façanhas só mesmo encontradas nessa extravagante e inusitada comunidade dos répteis.

Qual o Tipo de Pele dos Lagartos e Quais as Suas Características?

Uma das principais características do tegumento dos lagartos é a presença de escamas. Porém, elas apresentam-se com as mais diversas características, como no caso das lagartixas, por exemplo, nas quais elas constituem-se como pequenos grânulos lisos, que ajudam a compor uma estrutura bastante delicada, e que torna a pele desse animal um tegumento frágil e transparente.

Essa é uma estrutura que difere sobremaneira da de outros membros dessa comunidade, como os calangos e salamandras, por exemplo, famosos habitantes das regiões mais áridas e agrestes do Brasil, e que apresentam-se com um conjunto de escamas singularmente trabalhadas e constituídas com espécies de quilhas que lhes conferem uma aspereza toda especial.

Já as iguanas, por sua vez, chamam a atenção pelo seu conjunto de cristas distribuídas harmonicamente em seus dorsos, compostas por imensas escamas na forma de agulhas, e que acabam criando uma estrutura semelhante a uma serrilha na parte dorsal dessa variedade de lagartos da família Iguanidae.

Pele dos Lagartos Características

Outra característica interessante nos tipos de peles dos lagartos, é a diferença significativa entre as escamas localizadas no ventre e no dorso desses animais; sendo o primeiro conjunto bem mais frágil e liso, facilitando o deslocamento do animal pelos mais diversos tipos de terrenos, sempre com a mesma agilidade e desenvoltura.

Completam algumas das principais características das peles dos lagartos, as suas escamas encefálicas, na forma de “escudos encefálicos, com estruturas largas, abrangentes, planas e que funcionam bem como uma excelente proteção antichoque para esses animais.

Uma Estrutura Bastante Original

Como pudemos perceber até aqui, o tipo de pele que recobre os lagartos configura-se como uma das suas principais singularidades.

E dentre essas principais singularidades, podemos apontar o fato de que é por meio das características das suas escamas, as suas disposições no tegumento, a quantidade existente, entre outras características, que podemos determinar, inclusive, a qual gênero ou espécie pertence uma determinada variedade de lagarto.

Mas os tipos e constituições das escamas dos lagartos não são, nem de longe, as principais singularidades do seu revestimento epidérmico. Não mesmo!

Isso porque eles têm, nas suas colorações, verdadeiros “cartões de visita”.

Como no caso dos camaleões, por exemplo, cujas células cromatóforas, localizadas na região da derme, reagem de diversas maneiras aos raios luminosos, produzindo um verdadeiro show de cores (e uma capacidade de mudar de cor) dificilmente igualado por outros animais da fauna do planeta.

Completa algumas das principais singularidades acerca do tipo de pele dos lagartos, a importantíssima estratégia desse animal de trocar de pele periodicamente. E essa troca é feita sempre que a região mais superficial da epiderme torna-se mais envelhecida – exageradamente queratinizada.

Um processo bastante comum nessa comunidade Squamata, suficientemente relatado na biologia das cobras e serpentes, e que funciona, entre outras coisas, para permitir o adequado crescimento do animal (dificultado por essa epiderme queratinizada), a renovação das células da epiderme, a garantia da sua correta hidratação, entre outras necessidades biológicas do animal.

Além do Tipo de Pele, o Sistema de Defesa dos Lagartos

Não há o que possamos chamar de “um padrão” de defesa nesse universo dos lagartos.

Eles podem lutar pelas suas sobrevivências de várias maneiras: subindo em árvores, desprendendo uma parte dos seus rabos, partindo para um tête-à-tête quando nada mais puder ser feito, entre outras formas de garantir a manutenção da vida nessa hostil e muitas vezes cruel natureza selvagem.

Mas eles também sabem utilizar bem as suas línguas sempre que uma ameaça se avizinha. E para isso eles podem colocá-las para fora a fim de investigar o ambiente que os cerca e as características do solo, e assim utilizar o órgão, curiosamente, como um poderoso mecanismo de percepção sensorial.

Porém, a novidade dentro dessa comunidade é a descoberta feita por pesquisadores alemães da singularíssima estratégia utilizada pelo original Geckolepis megalepis de, em meio à fuga de um predador, desfazer-se de praticamente toda a sua epiderme com o fim de distraí-los enquanto mantém-se bem longe do perigo.

O animal foi apelidado de “lagarto-escama-de-peixe”, e é um original habitante dos ecossistemas áridos e agrestes do Sudeste da África, de Madagascar e das Ilhas Comores; uma espécie que utiliza um recurso ainda mais inusitado do que soltar o próprio rabo quando o assunto é garantir a vida durante uma ameaça nesse desafiador ambiente da natureza selvagem.

Publicada na revista científica Peerj – periódico de alcance global para assuntos relacionados com as ciências médicas e biológicas –, o estudo esmiúça essa estratégia utilizada pelo G.megalepis, que vai desde a sua capacidade de eliminar todas as suas escamas durante a fuga, passando pelo tamanho exorbitante das mesmas, e ainda por configurar-se como uma verdadeira arma de combate com características ósseas e queratinizadas.

Essa variedade costuma habitar as florestas, cavernas, regiões montanhosas e demais áreas secas do continente africano, como um animal tipicamente noturno, com hábitos ainda pouco relatados, porém com um sistema de defesa que é a própria encarnação de toda a singularidade e extravagância que podem ser observadas no seio dessa nossa rica e exuberante biosfera terrestre.

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