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O Que São Animais Aquáticos?

Animais Aquáticos: O Que São?

Animais aquáticos são aqueles que possuem a água como habitat natural, seja ela dos mares, lagos, rios, oceanos, lagoas, baías, pântanos, brejos, charcos, ou de outras formações semelhantes.

São exemplos de animais marinhos, os peixes, crustáceos, cetáceos, esponjas, celenterados, phocidae – muitos destes com constituição biológica que os permite adaptar-se, tanto ao ambiente aquático como ao terrestre.

É o caso, por exemplo, das lontras, focas, sapos, além de outras espécies de mamíferos, quadrúpedes e animais com outras características do gênero.

Mas existem também algumas aves que, por mais contraditória que essa afirmação possa parecer, são consideradas aves aquáticas. São os cisnes, patos, marrecos, albatrozes, gaivotas, pelicanos, além de uma imensa comunidade de pássaros que sentem-se extremamente confortáveis no ambiente aquático.

Eles formam um “universo à parte!” Uma comunidade com cerca de 250 mil espécies devidamente descritas e catalogadas, além de mais de 2 milhões que supostamente fariam parte desse universo – porém como espécies ainda totalmente desconhecidas pela ciência; parte de um dos grandes mistérios da civilização.

São animais que se veem às voltas com a caça predatória, poluição marinha, poluição sonora, alterações do clima, entre outros transtornos que, de certa forma, os tornam talvez ainda mais ameaçados do que os animais terrestres.

Outra coisa é que, diferentemente do que muitos imaginam, os animais aquáticos não se resumem aos peixes. Eles formam inúmeros ecossistemas compostos pelos mais diversos tipos de animais vertebrados e invertebrados, além de insetos, moluscos, répteis, mamíferos, bactérias e demais micro-organismos que beneficiam-se de um ambiente extremamente complexo, rico em nutrientes e repleto de possibilidades.

Quando se pergunta o que são animais aquáticos, geralmente o que há por trás de tal questionamento é a dúvida sobre o que os diferencia dos animais terrestres. E o que se pode afirmar é que esta diferença pode ser localizada, basicamente, nos mecanismos de respiração desenvolvidos por cada um deles.

E de forma bastante grosseira, podemos definir esses mecanismos como “pulmonar” (nos terrestres) e “branquial” (nos aquáticos), respectivamente.

Características de um Ecossistema Marinho

Os ecossistemas marinhos possuem complexidades que ainda são consideradas verdadeiros mistério pela ciência.

A começar pelo fato de que a base de uma cadeia alimentar aquática são os singulares fitoplânctons, espécies de micro-organismos autótrofos (que produzem o seu próprio alimento) que, muitas vezes, vivem em condições quase improváveis até mesmo para um organismo vegetal.

Sem dúvida, a forma como se desenvolve uma cadeia alimentar nesse ambiente diz muito sobre o que são os animais aquáticos.

Ela é um verdadeiro espelho, que reflete as principais diferenças entre estes e os animais terrestres, entre as quais, a capacidade que tem os primeiros de desenvolverem-se em um ambiente doce ou salgado, e com características que os tornam totalmente diferentes uns dos outros.

O ambiente salgado, por exemplo, é muito mais concentrado, e por isso algumas espécies de água doce jamais sobreviveriam nele – elas simplesmente morreriam por desidratação, devido à dificuldade que teriam de manter, em condições ideais, a água dos seus corpos.

Mas para comprovar a maravilha que é a constituição e adaptação dos seres vivos às mais diversas condições naturais, existem espécies como as baleias, tartarugas, golfinhos, entre outras variedades, que possuem a surpreendente capacidade de adaptar-se a ambos os ecossistemas.

É como se, mais uma vez, a natureza quisesse demonstrar o quão complexo, maravilhoso e misterioso pode ser esse ambiente mágico e incomparável da nossa biosfera.

Como um Bioma Determina o Que São os Animais Aquáticos

Um bioma é um conjunto de ecossistemas onde convivem diversas comunidades e espécies diferentes, inter-relacionando-se entre si e com o meio ao seu redor.

Podemos, então, localizar um bioma aquático em um rio, lago, lagoa, pântano, poça d’água, entre outras comunidades de água doce. Mas também nos mares e oceanos, que são os biomas onde vivem as espécies de água salgada.

Nesses biomas, sabemos que são animais aquáticos, por exemplo, os plânctons, que são espécies microscópicas da região mais superficial dos oceanos e mares.

Aqui destacam-se os fitoplânctons, que são algas microscópicas que produzem o próprio alimento, e ainda produzem boa parte do oxigênio que sai do mar em direção à atmosfera.

Existem também os zooplânctons. Estes são pequenos animais com estruturas simples, que sobrevivem graças à matéria orgânica produzida por outros seres mais evoluídos.

Os chamados “bentos” também ajudam a compor um bioma aquático. São as variedades de caranguejos, corais, ostras, vermes, moluscos, entre outras espécies que vivem graças aos substratos marinhos, aos quais eles permanecem unidos, muitas vezes formando verdadeiras colônias.

Bioma Aquático
Bioma Aquático

Temos também os “néctons”, que constituem uma comunidade bem mais evoluída no ambiente aquático. São os peixes, esponjas, celenterados, mamíferos marinhos, crustáceos, além de inúmeros outros seres que transitam entre o fundo e a superfície dos mares e oceanos; e que, de um modo geral, possuem uma constituição física composta por escamas, barbatanas, ossos ou cartilagens, etc.

Biomas de Água Salgada

Os oceanos são os biomas de água salgada por excelência! Eles representam nada mais nada menos do que 97% de todos os recursos hídricos do planeta; e é onde estão as grandes espécies marinhas – os mais temidos – , além de terem sido a morada de espécies pré-históricas com constituições físicas quase impossíveis de serem descritas.

Os oceanos podem ser classificados por zonas – zonas Fóticas e Afóticas – , e tal classificação tem a ver com a incidência de luz que recebem.

As zonas fóticas, por exemplo, estendem-se a uma profundidade entre 170 e 180m. Elas recebem uma boa incidência diária de luz solar, e por isso mesmo é onde estão os seres já devidamente descritos e catalogados; todos eles com características físicas e biológicas bastante complexas.

Já as zonas afóticas, por dedução, são as regiões sombrias das profundezas dos mares e oceanos! São ambientes quase impenetráveis e desconhecidos, onde geralmente desenvolvem-se os seres com estruturas menos complexas, tais como: bactérias, peixes exóticos, vermes, crustáceos, entre outros milhões de seres ainda não descritos pela ciência.

Biomas de Água Doce

Já os biomas de água doce são os rios, lagos, lagoas, riachos, brejos, pântanos, etc. O conhecimento desse tipo de ambiente também ajuda a entender melhor o que são os animais aquáticos, já que eles caracterizam-se por receberem uma maior incidência de luz solar e oxigenação, em comparação com a água salgada – o que lhes confere características únicas.

Lá convivem espécies como as tartarugas, lontras, jacarés, ariranhas, enguias, golfinhos, tilápias, entre outras variedades com características osmóticas que os impedem (com algumas exceções) de sobreviver em ambiente salgado.

Uma característica interessante dessas espécies é que elas permanecem em constante processo de absorção da água do ambiente, devido às características que têm os seus líquidos internos e células de apresentarem-se em diferentes concentrações no seu interior.

Como absorvem muita água, alguns desses animais também caracterizam-se por eliminá-la em grande quantidade através da urina, o que os faz perder sais minerais importantíssimos para a execução de determinadas funções metabólicas.

Muito por causa disso, os animais de água doce costumam ser espécies bem menores do que aqueles que vivem nas profundezas das águas salgadas dos mares e oceanos.

Mas há uma realidade – na verdade uma dramática realidade – que une ambos os tipos de biomas (salgado e doce): os riscos de extinção aos quais boa parte das espécies que os habitam correm diariamente.

São os riscos provenientes das atuais alterações climáticas, poluição marinha, extinção de algumas presas importantes, entre outros fenômenos que fizeram com que em 50 anos o número de espécies marinhas fosse reduzido pela metade em todo o planeta.

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