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Lista Com Os Tipos E Espécies De Marmotas Com Nomes E Fotos

Nessa lista com os tipos e espécies mais comuns de marmotas, com os seus respectivos nomes científicos, fotos e imagens, trataremos de uma das variedades mais curiosas e controversas desse não menos curioso e controverso Reino Animal. Isso porque, para alguns, elas são formidáveis, enquanto, para outros, não passam de verdadeiras pragas!

Porém o que se sabe é que esse membro da família Sciuridae e do gênero Marmota é um dos mais espertos e ágeis da natureza; e que sabe utilizar muito bem essa característica, inclusive, para manterem-se bem longe dos seus principais predadores.

As marmotas podem ser caracterizadas como espécies de “esquilos” bem avantajados, afeitas a um convívio em bandos ou em grupos, até mesmo durante a sua curiosa fase de hibernação, que dura entre 4 e 7 meses, e da qual saem com uma apetite de fazer inveja aos mais exuberantes felinos que compartilham com elas dos mesmos habitats.

Elas são animais herbívoros, que se satisfazem bem com uma dieta à base de ervas, brotos, gramíneas, entre outras vegetações típicas do Hemisfério Norte (o seu habitat natural), que elas devoram avidamente, mas sempre à espreita desses seus principais predadores.

E entre eles podemos destacar as águias, os falcões, as raposas, os cães selvagens e os gaviões; espécies que configuram-se como as principais ameaças naturais a essa singular comunidade de animais.

E para manterem-se a uma distância bastante segura e confortável dessas feras as marmotas lançam mão de artifícios curiosíssimos, como a sua singular vocalização, além do hábito de permanecerem sobre as patas traseiras, observando, atentamente, cada investida que considerem suspeita.

Duas Marmotas
Duas Marmotas

Completam algumas da principais características dessas marmotas o fato de serem espécies de roedores, mais facilmente encontradas em regiões montanhosas da América do Norte até a Eurásia, como típicos animais de clima frio, ágeis e espertos como poucos, com pelagem densa, orelhas diminutas, cauda relativamente grande, entre outras características não menos marcantes.

Mas o objetivo desse artigo é fazer uma lista com alguns dos principais tipos e espécies dessa original comunidade conhecida como a das marmotas.

Além, obviamente, dos seus diversos nomes científicos, peculiaridades, algumas fotos, imagens, entre outras singularidades só observadas nesse gênero de animais.

1.Marmota Balbacina

A Marmota balbacina entra nessa lista como uma das maiores espécies desse gênero. Ela é a “marmota cinzenta”, uma variedade típica dos matagais, florestas arbustivas, áreas montanhosas, prados e de outras vegetações semelhantes da Ásia Central.

O animal ajuda a compor a paisagem de alguns dos mais excêntricos ecossistemas da Mongólia, China, Paquistão, Cazaquistão, sul da Sibéria, Irã; geralmente em pequenos grupos familiares, numa convivência em buracos ou tocas escavados para fins de hibernação, reprodução e estocagem de alimentos.

O peso dessa espécie geralmente oscila entre 4 e 6 kg. No entanto, como uma das inúmeras curiosidades acerca dessa animal, sabemos que elas costumam atingir até os impressionantes 8 ou 9 kg de peso antes do período de hibernação (e em altas latitudes).

Marmota Balbacina
Marmota Balbacina

Mas, após atravessarem essa exigente fase, o que se vê são exemplares que dificilmente ultrapassam os 5 ou 6 kg; e ainda com uma fome redobrada – quase assustadora -, sendo capazes de incluir até mesmo pequenos insetos e artrópodes em suas dietas.

Uma Marmota balbacina costuma medir entre 60 e 82 cm (incluindo a cauda), e apresenta uma constituição curiosamente atarracada, com membros curtos e musculosos, 4 dedos nas patas anteriores e 5 nas posteriores – e que ainda são estrategicamente munidos de garras que as tornam cavadoras profissionais como poucas espécies.

A pelagem delas costuma variar entre o cinza e o bege no dorso e um marrom alaranjado no ventre; e ainda com um dimorfismo sexual no qual os machos são ligeiramente maiores que as fêmeas.

2.Marmota Bobac

A marmota bobac é a “marmota das estepes”, uma variedade típica dos prados, bosques, matagais, regiões montanhosas e principalmente das estepes da Rússia, Ucrânia, Mongólia e China.

Essa espécie já foi abundante em comunidades vigorosas nas estepes e prados de algumas áreas montanhosas de Hindu Kush, Urais, no Tibete, no Himalaia, no leste da Sibéria e em áreas próximas da Manchúria.

No entanto, os constantes avanços do progresso sobre os seus habitats naturais, além da caça ilegal de animais silvestres, fizeram com que elas fossem reduzidas a alguns trechos de reservas e áreas protegidas, onde, por sorte, é possível preservar essa comunidade para a apreciação das gerações futuras.

Uma marmota bobac costuma medir entre 50 e 60 cm de comprimento (incluindo a cauda), com uma pelagem rente, uma coloração entre o marrom e o avermelhado, além de um aspecto bem mais harmonioso do que o de outras espécies.

Elas também dão preferência a uma convivência em pequenos grupos familiares, em um “entra e sai” frenético de imensos túneis (com mais de 100m), onde conseguem proteger-se do assédio dos seus principais predadores, além de atravessar esse seu tão importante período de hibernação.

Aliás, sobre esses túneis escavados pelas marmotas-das-estepes, o que se sabe é que eles costumam ser utilizados por várias gerações do mesmo grupo, que encontram nessas imensas galerias, com mais de 100 metros de comprimento e até 4,5 m de profundidade, uma abrigo extremamente útil.

Marmota Bobac
Marmota Bobac

É ali que elas executam os seus respectivos processos reprodutivos e escapam dos seus principais predadores (por meio de subdivisões e galerias por onde só mesmo elas conseguem passar).

Mas ali essas marmotas também aproveitam os seus longos e saborosos 120 dias de hibernação, geralmente durante o verão, quando juntam-se em grupos de 13 ou 14 indivíduos, convenientemente aquecidos e munidos de um suficiente estoque de alimentos.

Isso sem contar o seu importante estoque de gordura no próprio corpo, que permite que elas ultrapassem de forma adequada esse curioso e singular processo; um processo que, para algumas espécies, está totalmente ligado às suas próprias sobrevivências e perpetuações.

3.Marmota Browei

Nessa lista com os principais tipos e espécies de marmotas, com os seus respectivos nomes científicos, características, fotos e imagens, devemos guardar um lugar todo especial para essa originalíssima espécie típica do Alasca.

A marmota browei também pode ser encontrada como a “marmota de brower”, a “marmota Brooks Range”, ou simplesmente a “marmota do Alasca”; apelidos que ela recebeu em função de uma maior facilidade de ser encontrada justamente nesses ecossistemas do Monte Brooks, no Alasca.

Esse é um tipo com características físicas mais modestas em relação às apresentadas até aqui; elas dificilmente ultrapassam um peso entre 2,6 e 4 kg, além de um comprimento entre 53 e 64 cm.

E nesse ambiente frio e desolado do território do Alasca, as marmotas browei sobrevivem às custas de ervas, gramíneas, brotos, musgos, entre outras variedades que elas conseguem encontrar e que sejam suficientes para a estocagem por alguns meses durante o seu curioso processo de hibernação.

Marmota Browei
Marmota Browei

Devido ao seu aspecto exuberante e pelagem sedosa, as marmotas do alasca costumam ser caçadas avidamente por nativos, que encontram na sua carne uma saborosa e riquíssima fonte de proteínas, como um dos eventos mais curiosos desse trecho do planeta.

Curiosamente, a marmota do alasca não figura em nenhuma lista como uma espécie ameaçada de extinção. Na verdade até mesmo a IUCN (União Internacional Para a Conservação da Natureza) a considera uma espécie “Pouco Preocupante”; talvez até pelo fato de ser um tipo difícil de ser encontrado até mesmo em seu habitat natural.

Isso, por um lado, torna difícil o recolhimento de informações acerca do status dessa espécie, mas, por outro, garante que a marmota de brower mantenha-se firme como um dos membros ilustres dessa original fauna do território do Alasca; mesmo tendo em vista as atuais alterações climáticas que configuram-se como uma das principais ameaças a todo e qualquer ser vivente do planeta.

A Marmota Do Alasca: Características

Dentre as principais características das marmotas de brower, podemos destacar o seu pescoço curiosamente atarracado, crânio pequeno e largo, cauda volumosa, orelhas diminutas, além de pernas e patas bastante robustas.

Esse animal também possui uma pelagem vasta e vigorosa (como não poderia ser diferente em se tratando de um habitante dessas paragens), com uma coloração mais para o acinzentado, e geralmente mais escura no topo da cabeça e na região em volta das narinas.

As marmotas do alasca também chamam a atenção por possuírem garras poderosíssimas nas suas patas anteriores. Já enquanto ao seu tamanho, o que se sabe é que um macho pode medir entre 57 e 63 cm de comprimento e pesar entre 3 e 4 kg, enquanto as fêmeas dificilmente ultrapassam um comprimento médio de 57 cm e um peso em torno de 3,3 kg.

Como dissemos, nessa lista com os tipos e espécies mais originais dentre as marmotas conhecidas, a do alasca pode ser caracterizada como uma daquelas apreciadoras de regiões montanhosas.

É no cenário quase cinematográfico das montanhas ao norte do rio Porcupine, na Ray Mountains, ao longo da Kokrines Hills, no norte de Yukon, e em outras regiões próximas, que as marmotas do alasca sentem-se verdadeiramente em casa.

Marmota Do Alasca
Marmota Do Alasca

E é nessas regiões, também, que elas vivem em pequenas formações de grupos familiares, em uma rotina de busca incessante por sua alimentação favorita, que resume-se a brotos, ervas, gramíneas, legumes, sementes, grãos, ou até mesmo algumas variedades de insetos e artrópodes quando há escassez da sua dieta preferida.

É quando então elas não terão a menor dificuldade em assumir as características de típicos animais onívoros, capazes de introduzir às suas dietas diversas espécies de frutas, verduras, insetos, anelídeos, artrópodes, folhas, grãos, sementes, entre diversas outras variedades não menos deliciosas e suculentas.

4.Marmota Alpina

Dentro dessa família Sciuridae, no gênero Marmota, existe uma espécie considerada uma das mais difíceis de serem encontradas no continente europeu, além de ser uma das maiores dentro dessa comunidade.

É a Marmota albina, ou “Marmota marmota”, um tipo mais facilmente encontrado na região dos Pireneus (cordilheira entre a Espanha e a França), geralmente entre 820 m e 3.100 m de altitude, e ainda dividida em cerca de 14 subespécies que habitam as regiões montanhosas do Hemisfério Norte.

Como podemos observar nessas fotos e imagens, dentre as principais caraterísticas dessa variedade, podemos destacar um comprimento entre 51 e 59 cm, entre 6 e 8 kg de peso, uma cabeça robusta, corpo avantajado, pernas curiosamente curtas, orelhas diminutas e todas as demais características de uma excelente escavadora.

A pelagem da Marmota alpina é quase toda ela entre o marrom e o cinza no dorso, com um ventre mais para o amarelado e cauda em um tom mais escuro.

Marmota Alpina
Marmota Alpina

E o que também chama a atenção nessa espécie é a sua facilidade de adaptar-se a um certo convívio com outros animais dessa imensa comunidade dos roedores.

Esquilos, castores, e até mesmo algumas espécies de texugos, compartilham com as marmotas alpinas uma significativa faixa de terra, onde desenvolvem-se como típicos animais diurnos e em grupos de roedores que podem conter até 200 ou 300 indivíduos de outras famílias!

Uma outra curiosidade acerca dessas marmotas diz respeito ao seu longo e elaborado processo de hibernação, que começa pela escolha criteriosa de imensas galerias repletas de outros pequenos túneis onde elas passam todo o período de inverno em um completo estado de isolamento.

Nesse período, as Marmotas alpinas permanecem totalmente protegidas do frio intenso, e ainda fazem com que a temperatura dos seus corpos caia para impressionantes 4,5 ou 7,5 graus centígrados!

E mais: a sua pulsação deverá cair para não mais do que 10 ou 15 batidas por minuto e o ritmo da sua respiração a 3 ou 4 sessões de expiração e inspiração também por minuto.

Isso sem contar o fato de que elas deverão ingerir quantidades exorbitantes de ervas, brotos, gramíneas e frutos nos períodos que antecedem essa hibernação, a fim de que possam produzir grandes quantidades de gorduras que se acumulem na forma de um tecido adiposo subcutâneo.

E esse tecido é o que será, para elas, a garantia do aquecimento necessário para que atravessem adequadamente esse singular período de até vários meses sem qualquer tipo de alimentação.

Outra curiosidade acerca da “Marmota marmota” diz respeito ao fato de elas já terem sido abundantes entre a Inglaterra e a Rússia, bastante apreciadas pelo homem pré-histórico, que tinha na sua carne uma iguaria apreciadíssima.

Mas problema mesmo essas marmotas tiveram foi quando espalhou-se (até o final do séc. XIX) a notícia das formidáveis propriedades medicinais da sua gordura; um fato que quase levou essa espécie à completa extinção nesse período.

Por sorte, já em meados do séc. XX, uma intensa campanha de combate à caça dessas Marmotas alpinas foi levada a cabo com vistas a garantir a preservação dessa espécie para as gerações futuras – o que, aliás, vem acontecendo com bastante êxito.

E hoje elas até já aparecem com certa abundância nas regiões dos Pireneus franceses (e também espanhóis), como uma comunidade típica das regiões montanhosas da França, repleta de singularidades e com um importante papel ecológico nesse formidável bioma europeu.

5.Marmota Monax

Marmota Monax
Marmota Monax

Ela é a “marmota-canadense”, mas também conhecida como a grande estrela do “Dia da Marmota”. Sim, estamos falando de uma celebridade, a protagonista de um evento que ocorre nos Estados Unidos e no Canadá em comemoração à chegada da primavera.

Mas uma curiosidade acerca dessa espécie é o fato de ela não estar adaptada a uma vida em regiões montanhosas (como é comum entre as marmotas).

Nada disso! O que ela gosta mesmo é de uma rotina em planícies, prados e campos abertos; e dificilmente você a verá em matagais, áreas montanhosas, charcos, pântanos, regiões desérticas, entre outros ecossistemas tão apreciados por algumas espécies dessa família de roedores.

Uma marmota canadense costuma medir entre 40 e 64 cm de comprimento e pesar entre 3 e 4 kg; e possui uma singular preferência por uma dieta à base de alfafa, que devora avidamente, chegando ao ponto de podermos encontrar exemplares dessa espécie com bem mais de 8 kg de peso em época de abundância.

O que se sabe é que o evento da chegada dos colonizadores europeus à América do Norte foi um momento chave para a distribuição das marmotas monax pelo continente.

Isso porque, com o desmatamento, ampliaram-se consideravelmente a quantidade de áreas de planícies com ervas rasteiras – o ambiente preferido por elas e ideal para que essa variedade desenvolva-se abundantemente.

As Características Da Marmota Canadense

Marmota Canadense
Marmota Canadense

Dentre os principais predadores das marmotas monax estão as raposas, os cães selvagens, gambás, alguns tipos de cobras, entre outras espécies não menos aterrorizantes para essa espécie.

Contra esses intrusos elas utilizam-se das suas excelentes habilidades como construtoras de túneis e galerias com mais de 100 m de comprimento e até 4 m de profundidade; e ainda com entradas e saídas estratégicas, que lhes permitem uma fuga quase imediata em caso de emergência.

Mas que nenhum predador pense que irá invadir o lar dessas doces e singelas marmotas sem antes ter que enfrentar uma anfitriã bem disposta!

Na verdade elas irão resistir e atacar ferozmente, utilizando-se de todo o potencial do seu conjunto de garras afiadíssimas, e que não raro conseguem fazer invasores bem maiores do que elas desistir da ideia de fazer delas as suas refeições do dia.

Com relação aos processos reprodutivos dessa espécie, o que se tem de registro é que por volta de 1 ano de idade as marmotas canadenses já podem entrar em seus respectivos processos reprodutivos, que geralmente ocorrem entre os meses de fevereiro e abril, sempre no fim do período de hibernação.

Após um período de gestação que geralmente dura 1 mês, a fêmea dará à luz entre 2 e 5 filhotes, que nascem totalmente cegos e sem pelos; e somente após 45 dias poderão fazer algumas incursões por conta própria, para que, aos 2 meses de vida, já se tornem completamente independentes das suas mães.

6.Marmota Sibirica

Nessa lista com os mais singulares tipos e espécies de marmotas, com os seus respectivos nomes científicos, processos reprodutivos, fotos, imagens, entre outras peculiaridades, chamamos a atenção para essa outra representante da família Sciuridae, do gênero Marmota.

Essa é outra espécie típica da Ásia Central, mais especificamente dos territórios da China, Afeganistão, Rússia e Mongólia.

Atualmente esse animal é um dos que estão ameaçados de extinção no planeta, muito por causa do avanço do progresso sobre o seu habitat natural, mas também devido à famigerada caça de animais silvestres, que promove verdadeiros extermínios das espécies exóticas do planeta.

Sobre essa caça predatória cabe chamar a atenção aqui para o curioso apreço dos nativos da Mongólia pelo consumo da carne da marmota sibirica, que é cozida há séculos de forma singularíssima.

A carne é simplesmente cozida por meio da introdução de pedras incandescentes no interior do animal morto e pendurado sobre uma armação de madeira.

Marmota Sibirica
Marmota Sibirica

E é justamente no período próximo à hibernação desses animais (já no mês do outono) que a caça torna-se ainda mais desenfreada, pois é quando essas marmotas conseguem atingir facilmente o dobro do seu peso normal, para o deleite da população que acaba fazendo uma verdadeira matança desses animais.

7.Marmota Caligata

A marmota caligata também pode ser encontrada como a “marmota cinza”. E essa é uma espécie típica da América do Norte, ainda mais abundante no Canadá e facilmente encontrada em áreas montanhosas, próximas a trechos rochosos, encostas, escarpas, entre outros locais onde elas possam encontrar ervas rasteiras e algumas variedades de insetos.

Dentre as suas principais características, chamam a atenção o seu corpo robusto, pernas curtas, cabeça grande, um comprimento entre 61 e 83 cm e um peso entre 3,8 e até 7,2 kg.

Nesse último caso, indivíduos são encontrados com esse peso quando capturados durante o período do outono, às vésperas da hibernação, quando alimentam-se de forma ainda mais intensa para atravessar todo esse período de inverno – por isso mesmo podem atingir o impressionante peso de até 12 ou 13 kg; o que as coloca entre as maiores espécies dentro dessa família Sciuridae.

O seu apelido, “marmota cinza”, ela recebeu em razão da original coloração da pelagem que recobre o seu dorso e ombros, em um cinza prateado, e que, em combinação com o marrom avermelhado do restante do corpo, forma um todo bastante original.

Marmota Caligata
Marmota Caligata

A marmota caligata ainda possui o topo da cabeça em uma pelagem negra, pelos brancos no queixo, pernas pretas; e uma curiosidade acerca dessa espécie é o aspecto grisalho da maior parte visível da sua pelagem, enquanto uma parte mais escura forma a sua base – e que lhe protege adequadamente do frio.

Nas patas da marmota cinza podemos ainda perceber longas e curvas garras bastante afiadas, que lhe confere a habilidade de excelentes escavadoras. E ainda podemos perceber, também, as suas providenciais almofadas na base dos pés, que lhe oferecem a aderência necessária para uma boa desenvoltura em seu habitat natural.

A cauda da marmota caligata é consideravelmente grande, com pelagem robusta e um pouco mais delgada do que a de outras espécies. E enquanto ao seu dimorfismo sexual, percebe-se uma sensível diferença entre ambos os gêneros, sendo os machos um pouco maiores que as fêmeas.

As Características Dessa Espécie

A marmota caligata, ou “marmota-de-cabelos-grisalhos”, tem preferência por habitar regiões montanhosas e alpinas, a altitudes que podem chegar a 2.500 m.

Mas também podem ser encontradas (em menor número) em regiões costeiras, especialmente nos territórios do Alasca e da British Colúmbia (Canadá).

Elas também podem ser encontradas nos estados de Idaho, no sul de Washington e Montana, quase sempre acima do limite das árvores, bem acima do nível do mar, em planaltos rochosos ou em estepes e prados onde possam encontrar ervas e gramíneas em abundância.

Regiões insulares do Alasca também costumam ser ambientes apreciados pelas marmotas caligatas; e o que se sabe é que já no Plistoceno essas áreas eram habitadas com certa abundância por elas, que disputavam com a marmota-do-alasca a sobrevivência nesse hostil e desolado ambiente abaixo de zero.

Outra curiosidade acerca dessa espécie diz respeito ao fato de ela também ser encontrada em outras subespécies. E são elas: a Marmota caligata okanagana, Marmota caligata caligata e Marmota caligata canadensis.

E todas elas são personagens típicas dos ecossistemas da British Colúmbia (no Canadá), de regiões próxima ao rio Yukon, dos estados de Washington e Idaho (Estados Unidos), das Montanhas Rochosas, entre outras regiões não menos singulares da América do Norte.

Completa algumas das principais peculiaridades dessa espécie, o fato de serem as marmotas caligatas animais diurnos, essencialmente herbívoros, que apreciam uma boa dieta à base de folhas, brotos, flores, gramíneas, juncos e sementes.

E que têm como principais ameaças os temidos falcões, as ameaçadoras águias douradas, além dos ursos, cães selvagens, raposas, coiotes, linces, pumas, lobos, entre outras espécies que são o pesadelo das pequenas e indefesas marmotas-de-pelos-grisalhos.

Importante também é chamar a atenção para o fato de elas apreciarem uma convivência em grupos familiares com até 35 indivíduos, em uma área demarcada de até 15 hectares, onde um macho dominante dá as cartas em meio ao grupo.

Grupo esse ainda formado por duas ou três fêmeas adultas, talvez um macho subordinado e uma reunião de várias marmotas jovens ou ainda na fase de filhotes.

8.Marmota Flaviventris

Nesse original ambiente acima dos 2.000 ou 2.500 metros, em regiões montanhosas da América do Norte, também podemos encontrar essa outra variedade da família Sciuridae e do gênero Marmota.

Também conhecida como a “marmota-de-barriga-amarela”, esse animal pode ser mais facilmente encontrado em territórios do oeste dos Estados Unidos, como Idaho, Montana, Washington, Utah; assim como também a sudoeste do Canadá, mais especificamente nas províncias de Alberta, British Colúmbia e Saskatchewan.

A marmota flaviventris também pode ser encontrada em trechos montanhosos do Novo México, desde que cercada pelo ambiente que mais aprecia: uma vegetação escassa, rasteira, com campos herbáceos e singularmente emoldurada pelos paredões de grandes montanhas.

Já com relação às características físicas dessa espécie, podemos destacar a sua densa pelagem marrom-acinzentada, em composição com um ventre com uma coloração amarelada (daí o seu apelido), um comprimento entre 44 e 71cm e peso variando entre 3 e 6kg.

Marmota Flaviventris
Marmota Flaviventris

Mas esse peso pode dobrar às vésperas do inverno, quando elas dobram também a alimentação para acumular uma reserva ideal de gordura sobre a pele, que lhes garanta energia suficiente para atravessar o seu longo e quase interminável período de hibernação.

A marmota flaviventris também é uma daquelas espécies bastante sociais dentro desse gênero. O comum é que elas convivam em grandes grupos familiares (com 15 ou 20 indivíduos), inclusive em singulares reuniões dentro das suas tocas.

Na verdade essas tocas são imensos túneis e galerias subterrâneos com saídas para um grande monte rochoso, como forma de dificultar ao máximo o assédio dos seus principais predadores.

São predadores como os coiotes, lobos, raposas vermelhas, cães selvagens, águias, falcões, entre outros animais que elas observam atentamente a aproximação, com bastante cuidado e geralmente sobre as duas patas posteriores.

E sempre que os observam utilizam-se do recurso de uma vocalização bastante original, que será o sinal de que deverão fazer desses túneis a garantia das suas sobrevivências.

Uma Espécie E as Suas Singularidades

Nessa lista com as espécies mais curiosas e os tipos mais originais de marmotas, cujo nome científico, fotos e imagens revelam espécies bastante similares entre si, a marmota-de-barriga-amarela entra aqui como uma variedade tipicamente rústica e capaz de resistir a longos períodos de escassez de alimentos.

Por volta dos 2 anos de idade esses animais entram nos seus períodos reprodutivos (com algumas fêmeas sendo capazes de atingi-los com 1 ano de idade).

E durante esse período machos e fêmeas se revezam na construção de novos túneis e escavações, para que, após a cópula, a fêmea possa atravessar da melhor maneira possível cerca de 30 dias de gestação.

Dessa gestação geralmente surgem entre 3 e 5 filhotes, que também deverão ser criados com igual participação de machos e fêmeas, até que atinjam entre 40 e 50 dias, e aí então estejam aptos a lutarem cada um pelas suas próprias sobrevivências.

Outra característica marcante da marmota flaviventris diz respeito ao fato de ela ser uma espécie com hábitos diurnos – esse é o período do dia que elas escolhem para alimentarem-se com avidez, geralmente com gramíneas, brotos e folhas.

Mas elas também podem incorporar às suas dietas pequenos gafanhotos, besouros, louva-a-deus, ovos de pássaros, entre outras espécies semelhantes que podem muito bem satisfazer a marmota flaviventris durante os terríveis períodos de escassez das suas iguarias mais apreciadas.

9.Marmota Olímpica

Marmota Olímpica
Marmota Olímpica

A Marmota olímpica é uma espécie endêmica do estado de Washington, nos Estados Unidos. Na verdade o que consta é que ela só pode ser encontrada nesse território, mais especificamente na Península Olympic, a oeste do estado, próximo ao estuário de Puget, no início na cidade de Seattle.

Também consta que a marmota olímpica é uma parente próxima da Marmota de vancouver e da Marmota caligata. E quanto às suas principais características físicas, o que se sabe é que esse é um roedor bastante robusto, sendo capaz de atingir até 8 kg às vésperas do seu período de hibernação.

A Marmota olímpica possui ainda uma cabeça consideravelmente larga, orelhas diminutas, olhos pequenos, pernas atarracadas, cauda longa e volumosa, garras afiadas e uma pelagem essencialmente marrom em quase toda a sua extensão.

Isso sem contar o seu dimorfismo sexual – uma das suas principais singularidades –, em que se percebe uma diferença de tamanho de até 25% a mais para os machos em relação às fêmeas, como uma das características que logo as diferenciam de outras espécies.

Apesar das constantes ameaças, a Marmota olímpica é considerada uma espécie “pouco preocupante”, de acordo com a Lista Vermelha da IUCN (União Internacional Para a Conservação da Natureza).

IUCN
IUCN

E ao que parece as principais ameaças a essa espécie são os coiotes, lobos, águias, falcões, cães selvagens, entre outros animais que aproveitam-se dos momentos de distrações dessas marmotas – principalmente quando estão distraídas na busca pela sua refeição do dia.

Refeições que geralmente consistem de ervas, brotos, gramíneas, sementes, entre outras iguarias não menos saborosas, e que elas estocam – como animais previdentes que são – nos túneis e galerias que fazem as vezes de suas moradias.

Aliás, sobre esse habitat das Marmotas olímpicas, cabe chamar a atenção aqui para o fato de que ele costuma funcionar como um eficiente abrigo para uma verdadeira colônia desses animais, muitas vezes com até 30 ou 35 indivíduos bastante sociáveis e que chamam a atenção pela empolgação com que se comunicam.

Já com relação aos processos reprodutivos dessa espécie, o que se tem de registro é que por volta dos 2 anos de idade as fêmeas atingem as suas respectivas fases reprodutivas. E da cópula geralmente resulta um período de gravidez de até 1 mês, para que elas deem à luz entre 2 e 6 filhotes.

Marmota Olímpica: Características E Distribuição

Para muitos, elas são “esquilos” bem desenvolvidos. Mas nem pense em confundi-las! Pois elas são dignas representantes desse gênero Marmota, apesar de compartilhar com aqueles a mesma família Sciuridae.

Fisicamente, essas marmotas podem ser encontradas com um peso que pode variar entre 10 kg (antes da hibernação) e 3,2kg (logo após a hibernação). E o comprimento dessas marmotas geralmente oscila entre 66 e 76 cm, sendo que os machos são capazes de medir até 30% a mais que as fêmeas.

O animal é uma singularidade! Uma verdadeira bola de pelos amarronzada, com um crânio curiosamente desproporcional ao corpo, olhos e orelhas diminutos, pernas atarracadas, cauda longa e achatada, além de garras poderosíssimas.

E essas características as colocam entre as maiores representantes desse gênero Marmota na natureza; sendo capazes, inclusive, de competir em pé de igualdade com a Marmota de vancouver e com a Marmota caligata no que diz respeito à constituição física.

Marmota Olímpica No Mato
Marmota Olímpica No Mato

A Marmota olímpica é hoje uma animal quase totalmente restrito ao ambiente do Parque Nacional Olímpico; uma reserva localizada no estado norte-americano de Washington, e que hoje possui o status de um verdadeiro refúgio para esses e outros animais ameaçados.

Nesse ambiente, as marmotas habitam imensos campos alpinos, prados e áreas montanhosas; em um cenário que contém tudo de que elas precisam para desenvolverem-se adequadamente: amplos espaços abertos, grande quantidade de ervas, brotos e gramíneas.

Além da ausência sempre ameaçadora do homem – o terror das espécies silvestres de todo o planeta – , que ainda encontram nessas variedades uma excelente fonte de renda, principalmente a partir da compra e venda clandestina de animais silvestres.

10.Marmota de Vancouver

Nessa lista com alguns dos principais tipos e espécies de marmotas, com fotos, imagens, nomes científicos e demais particularidades, devemos reservar um espaço todo especial para a Marmota de vancouver, ou simplesmente Marmota vancouverensis.

Essa é uma espécie que, pelo nome, fica fácil perceber que é um membro ilustre da fauna da cidade de Vancouver (Canadá) e encontrada nas terras altas da ilha.

A Marmota de vancouver pode ser facilmente identificada pela sua aparência – de um rato com grandes dimensões –, com uma densa pelagem marrom e alguns frisos brancos, e que hoje pode ser considerada uma espécie rara dentro desse gênero, pois dificilmente ultrapassa os 110 indivíduos na região.

Na verdade o que se diz é que a sobrevivência desse animal é quase um milagre, já que até o início dos anos 2000 não havia mais do que 2 ou 3 dezenas deles; a partir dos quais – ajudado por um eficiente programa de reprodução em cativeiro – essa comunidade vem sendo recuperada.

As marmotas de vancouver convivem em grupos familiares e, todos os anos, a partir do início do inverno, entram em um longo processo de hibernação que só termina no início da primavera – que é quando elas saem geralmente famintas e prontas para o acasalamento.

E sobre esse acasalamento, as suas características não fogem muito ao que é comum nesse gênero. A fêmea atinge a maturidade sexual por volta dos 2 anos de idade e, após a cópula, deverá atravessar um período de gestação de cerca de 1 mês para dar à luz entre 3 e 5 filhotes.

Marmota de Vancouver
Marmota de Vancouver

Filhotes que se desenvolverão até adquirir as características típicas de um animal herbívoro, como um habitante das belas e exóticas encostas da ilha de Vancouver, já bastante afastadas da faixa árborea que constitui a base dessas montanhas.

Já a sua alimentação consiste, basicamente, de frutas, flores, folhas, brotos, ervas e sementes.

Mas, enquanto alimentam-se, procuram manter-se sempre a uma distância confortável dos seus principais predadores, como os temidos falcões, gaviões, ursos, raposas, coiotes, pumas, entre outras espécies que só não são mais ameaçadoras do que o avanço do progresso sobre os seus habitats naturais.

Descrição

Essa é uma típica espécie alpina, com uma densa pelagem marrom escura, alguns frisos em contraste, e que chama a atenção pelo fato de só poder ser encontrada nessa região – provavelmente em uma evolução que já comemora cerca de 12.000 anos.

Com relação às características físicas da Marmota de vancouver, chama a atenção o seu comprimento, cerca de 55 cm, mas com espécies capazes de atingir os impressionantes 70 cm – o que a torna uma das maiores espécies desse gênero.

Com relação ao seu peso, o que se sabe é que antes da hibernação machos e fêmeas podem atingir entre 4 e 5kg, e às vésperas da mesma até 8 ou 9kg.

Mas sabe-se, também, que, durante esse período de hibernação, elas perdem cerca de 30% do seu estoque de gorduras acumuladas para essa fase; o que configura-se como uma das principais curiosidades acerca dessa espécie.

Uma espécie que a cada dia vem sendo expulsa do seu habitat natural em razão da escassez do seu ecossistema favorito: amplos prados abertos e montanhosos.

E como uma curiosidade que só mesmo na natureza selvagem podemos encontrar, tudo indica que o reflorestamento e a introdução maciça de variedades arbóreas sejam, por mais incrível que possa parecer, uma das ameças à sob sobrevivência desse animal, tão conhecido por não adaptar-se bem ao ambiente denso e fechado das florestas e matagais.

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