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Leopardo-do-Sinai: Características, Fotos e Reprodução

Características do Leopardo-do-Sinai e Fotos

O Leopardo-do-Sinai (Panthera pardus jarvisi) era uma subespécie de leopardo bastante misteriosa devido ao fato de não haver muitos registros científicos e históricos sobre este animal especificamente. É bastante peculiar também em sua raiz genealógica, sendo que até os dias de hoje não se sabe ao certo se o Leopardo-do-Sinai é uma subespécie do Leopardo Persa ou se pertencia a uma espécie diferente. Mas em geral, o classificam como uma subespécie.

O Leopardo-do-Sinai era um dos poucos exemplares da espécie Panthera pardus que habitavam as regiões desérticas e montanhosas da Península do Sinai. Lá, habitou durante milhares de anos e, por serem conterrâneos daquela região, há, inclusive, registros considerados sagrados por algumas culturas nos quais o leopardo aparece próximo ao Monte Sinai. No entanto, infelizmente, é preciso deixar claro que o Leopardo-do-Sinai foi mais um mamífero considerado extinto na década de 90, em decorrência da ação predatória do homem.

Na época, apesar das reservas naturais, Leis Ambientais do Egito e das regiões onde este animal ainda habitava, caçadores conseguiam se ocultar da fiscalização e matar os poucos exemplares da espécie para guarda-los como troféus particulares ou simplesmente usar a pele para fazer roupa. O ciclo de natalidade nesta subespécie já era decadente devido a fecundação ocorrer apenas uma vez ao ano, gerando apenas 3 filhotes dos quais apenas 1 chegava à fase adulta. Somando tudo isso com a caça predatória, o avanço urbano e a escassez de alimento na região desértica, o Leopardo-do-Sinai foi considerado oficialmente extinto em 1990.

Em contrapartida, há admiradores, estudiosos e até mesmo a população local que acreditam que o Leopardo-do-Sinai está apenas se escondendo e se reproduzindo longe de qualquer possível contato com seres humanos.

Habitat do Leopardo-do-Sinai

Como o próprio nome já diz, o Leopardo-do-Sinai era encontrado em toda costa leste da Península do Sinai, descendo até o Monte Sinai, mais ao Sul da península. O local é uma ponte geográfica que conecta o continente africano ao continente asiático, e toda esta região pertence ao governo do Egito. Como se pode imaginar, é uma região que possui um clima predominantemente desértico e faz a separação também do Mar Mediterrâneo (ao Norte) e do Mar Negro (ao Sul). Apesar de ser uma região de difícil cultivo e sobrevivência por possuir grandes desertos, na Península do Sinai há uma grande variedade em sua fauna, flora, muitos campos de petróleo e minas de ouro.

No passado, a Península do Sinai foi palco de muitas disputas políticas, religiosas e ideológicas ao longo de sua história, fazendo com que o contato com o ser humano fatidicamente acontecesse e algumas vezes acabasse em tragédia.

Anatomia

Panthera Pardus no Meio do Mato
Panthera Pardus no Meio do Mato

Assim como a maioria das subespécies Panthera pardus, o Leopardo-do-Sinai possuía uma pelagem muito características destes felinos, claro, com suas próprias peculiaridades. Seu pelo era amarelo claro com manchas bem escuras, chamadas também de “rosetas”. Há inclusive, registros de Leopardos-do-Sinai negros, exemplares muito semelhantes às panteras negras. Um diferencial era que apesar da pelagem negra por possuírem um genótipo recessivo, ainda assim era possível avistar as rosetas em sua pelagem escura. O Leopardo-do-Sinai assemelha-se muito à onça-pintada brasileira, variando somente em algumas características devido as mudanças que sofreram ao longo de suas respectivas adaptações em seus respectivos habitats.

O Leopardo-do-Sinai possuía uma anatomia mais esbelta, pescoço forte e suas patas tinham garras poderosas capazes de ajudá-los a subir em árvores altas, carregando presas até 5x mais pesadas que o seu próprio peso somente com suas mandíbulas extremamente fortes. Por viver em uma região aberta onde a agilidade e a velocidade eram fatores importantes, o Leopardo-do-Sinai possuía uma calda mais longa que o ajudava no equilíbrio enquanto caçavam e também quando subiam em árvores.

 Reprodução do Leopardo-do-Sinai

A reprodução do Leopardo-do-Sinai era lenta e não diferenciava muito quando comparada à outras subespécies de leopardo, já que, apesar de viver em regiões diferentes, estes mamíferos possuem muitas características em comum.

O Leopardo-do-Sinai acasalava somente uma vez ao ano e não em uma época específica, fato que ajudava também na sua redução populacional. Os leopardos machos apenas fecundavam as fêmeas e, a partir disto, a fêmea era quem necessitava caçar e proteger os filhotes que nasciam de possíveis predadores. Inclusive dentro de sua própria espécie já que um costume dos leopardos é o de que, se nasce um filhote macho, este só poderá ser morto por rivais. Mas se permanecer no território do seu do leopardo Alfa, terá somente tempo de completar a maioridade e reivindicar ao trono ou conquistar novos territórios.

Porém, muitos filhotes nem conseguiam chegar a maturidade porque eram mortos por machos rivais. Em média, uma fêmea gerava 3 filhotes por cria, dos quais, apenas 1 chegava a maturidade, tornando a espécie ainda mais vulnerável.

Legado do Leopardo-do-Sinai

Leopardo-do-Sinai Com Filhote
Leopardo-do-Sinai Com Filhote

Por ser um animal que habitava uma região considerada sagrada por muitas religiões, o Leopardo-do-Sinai muitas vezes deparava-se com os humanos em suas andanças nas montanhas ou desertos. Era encontrado com maior frequência na região do Monte Sinai e posteriormente, nas montanhas próximas a Eilat, uma cidade pequena no extremo Sul de Israel. Há marcos históricos, templos e estátuas que representam este animal na região. O lugar é, segundo diversas correntes religiosas, o local onde passagens importantes ocorreram.

A partir de lendas e contos que foram passados de geração em geração dentro dessas culturas, os leopardos acabaram se tornando sagrados e denominados guardiões da região. Infelizmente, essas representações de nada o ajudaram e não foram o suficiente para salvar este grande predador felino da região da península.

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