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Habitat da Estrela do Mar: Onde Elas Vivem

O habitat das estrelas-do-mar (onde elas vivem) são as profundezas dos oceanos do planeta; desde os distantes e insondáveis oceanos Ártico e Antártico, passando pelo nosso conhecido oceano Atlântico, até os singulares Índico e Pacífico – geralmente em grandes profundidades, que podem chegar a 5.000 ou 6.000 m.

Em tais ecossistemas, esse Equinodermo, da família Asteroidea, vive em uma comunidade que pode atingir facilmente as 1.500 ou 2.000 espécies; parentes próximas do ouriço-do-mar e do pepino-do-mar; e assim como estes, uma das espécies mais exóticas e misteriosas da hidrosfera terrestre.

As estrelas-do-mar são animais invertebrados, e é justamente a sua constituição física que lhe confere esse apelido, já que apresentam cinco apêndices sobre um revestimento tegumentoso, geralmente constituído por espinhos, pequenos grãos ou liso, e que ainda abriga um disco central e demais órgãos internos.

Uma curiosidade sobre as estrelas-do-mar é que elas não possuem um sistema cerebral da forma como conhecemos. A natureza preferiu dotá-las com uma espécie de “malha” ou “teia”, que faz as vezes de uma rede neural sob a pele, suficientemente capaz de enviar todas as informações para o restante do corpo.

Como já foi dito, o habitat das estrelas-do-mar (onde elas vivem) são as profundezas dos oceanos – e somente neles! Elas não conseguem, em hipótese alguma, sobreviver fora d’água, e nem mesmo em um ambiente que não seja o de água salgada.

Além Do Habitat E Regiões Onde Vivem, Outras Características Das Estrelas-Do-Mar

As estrelas-do-mar são espécies extravagantes! Nas profundezas dos oceanos, elas distribuem-se em um verdadeiro espetáculo multicolorido. É possível encontrá-las nas tonalidades vermelha, amarela, azul, castanho e cinza – basicamente.

O seu sistema de locomoção é constituído por espécies de túbulos terminados em ventosas, movidos por um sistema aquífero, o que lhe garante uma movimentação meio insinuante e bastante original em meio às rochas, recifes de corais, fendas, frestas, e demais estruturas de que se constituem as chamadas fossas abissais.

Na verdade esse sistema faz com que as estrelas-do-mar, em seu habitat natural (onde elas vivem), caminhem sobre os seus apêndices, rodando de forma curiosíssima, sendo ainda orientada por órgãos que fazem as vezes de olhos, e que ficam posicionados nas extremidades de cada um dos seus braços.

As profundezas dos oceanos Índico e Pacífico são os seus habitats favoritos! Neles, elas percorrem as distâncias geralmente em zonas tropicais e com águas mais quentes.

É bem menor o registro de espécies afeitas ao ambiente frio (ou gelado) das zonas mais temperadas – o que indica que o que elas preferem mesmo é o ambiente morno e agradável das zonas tropicais.

A ciência descobriu que as estrelas-do-mar estão entre nós há pelo menos 440 milhões de anos! Elas eram algumas das incontáveis espécies que habitavam as profundezas abissais em pleno Ordovícico, quando lutavam pela sobrevivência com os seus parentes Equinodermos, em disputa por espaço com o não menos antigo filo dos Artrópodes – simplesmente as comunidades mais antigas de seres vivos.

Algumas Das Principais Características Do Habitat Onde Vivem as Estrelas-Do-Mar

Como dissemos, os oceanos são os principais habitats dessa espécie. Esse é o nosso maior patrimônio! Uma imensidão, que ocupa cerca de 70% da superfície terrestre e fornece nada mais nada menos do que 91% de toda a água do planeta.

Toda essa imensidão possui quase toda ela profundidades entre 2.500 e 3.000 m, com temperaturas que geralmente oscilam entre 16 e 18°C; e é justamente a partir dessas profundidades (e nesse ambiente) que as estrelas-do-mar podem ser encontradas com maior facilidade.

Elas distribuem-se por zonas que podem atingir facilmente os 6.000 m de profundidade, alimentando-se de vermes, larvas, restos vegetais, microalgas, diatomáceas, plantas aquáticas, entre outras espécies bentônicas, habitantes de regiões conhecidas como batibentônicas, hadobentônicas e abissobentônicas.

Estrela do Mar Comendo
Estrela do Mar Comendo

São típicas espécie predadoras, com um sistema digestório que pode ser do tipo filtrador, e que contempla um mecanismos conhecido como o de “eversão” dos seus estômagos.

Uma das especialidade das estrelas-do-mar é a sua capacidade, bastante oportuna, de auto-regeneração. Por meio dessa técnica, elas podem simplesmente recuperar um dos seus braços perdidos em combate (ou por qualquer outro motivo), e ainda com a possibilidade de desprender-se de um deles, lançando-os como um curioso – apesar de dramático – recurso de defesa contra o ataque dos seus principais predadores.

São predadores como as gaivotas, caranguejos, diversos tipos de peixes, polvos, lontras, entre outras espécies que muitas vezes aproveitam-se da presença abundante desse animal na praia, seja por motivos de reprodução ou por qualquer outro tipo de fenômeno que as torne presas fáceis para diversos tipos de predadores marinhos.

Reprodução e Conservação Das Estrelas-Do-Mar

Filhote de Estrela do Mar Recém Nascida
Filhote de Estrela do Mar Recém Nascida

Também no que tange os seus processos reprodutivos as estrelas-do-mar nos oferecem novos exemplos de originalidade. Isso porque ela apresenta os dois métodos típicos de reprodução: o assexuado e o sexuado.

Nesse último caso, a fecundação se dá externamente. Durante a fase reprodutiva, ovos e espermas (que ambos possuem) são lançados na correnteza e se “procuram” na superfície das rochas, fendas, recifes de corais, ou em outra superfície qualquer, com temperaturas adequadas (entre 16 e 18°C, preferencialmente) à sobrevivência dos embriões.

Durante esse processo de desenvolvimento, os futuros filhotes – as novas estrelas-do-mar – serão vigiadas atentamente pelo casal, que não medirá esforços para protegê-los, lançando mão de todos os recursos possíveis para evitar (o que é bastante comum) que durante essa fase elas tornem-se alvos fáceis dos seus principais predadores.

Já na reprodução assexuada, outro fenômeno ocorre! Elas simplesmente desprendem-se de uma parte do seu corpo (geralmente os seus apêndices), e dessa parte logo surge uma nova espécie – uma nova estrelas-do-mar –, que irá desenvolver-se com todas as características que lhe são próprias.

Como não poderia ser diferente, as estrelas-do-mar também fazem parte da lista que contempla milhares de espécies com algum tipo de risco de extinção no futuro, e isso ocorre em função das atuais alterações climáticas e da poluição das águas dos principais oceanos.

À parte uma terrível “extinção” em massa ocorrida em meados de 2013, provocada por um vírus que configurou-se como um verdadeiro flagelo – especialmente na Costa do Pacífico, desde o Alaska até o México – , os danos que vêm sendo causados ao meio ambiente representam um desafio para essas espécies. Além disso, a pesca predatória pode ser um outro fator comprometedor da sua existência para as gerações futuras.

E apesar de serem fatores discretos, a maioria dos especialistas são quase unânimes ao afirmar que o aumento da temperatura da água dos oceanos, a caça indiscriminada, associados à poluição do meio ambiente, caso não sejam contornados, poderão configurar-se como uma ameça real à sobrevivência desses singulares, exoticos e originais representantes da comunidade dos Equinodermos.

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