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Espécies de Rãs Pequenas

As rãs são anfíbios anuros (isto é, que não possuem cauda), a maioria deles pertencentes à família taxonômica Ranidae. Ao todo, há uma grande diversidade de gêneros e espécies de rãs distribuídas pelo mundo inteiro, com exceção do Sul do continente africano e de uma grande parte da Austrália Oriental.

No Brasil, a família Ranidae tem apenas um representante, trata-se da espécie Lithobates palmipes. As demais espécies nacionais estão inclusas na família taxonômica Leptodactylidae.

As rãs possuem como características em comum uma pele muito fina e úmida, assim como dedos longos e patas fortes. São quase sempre animais carnívoros, pois se alimentam de insetos, vermes, caramujos e outros animais pequenos. Da mesma forma com que caçam, são presas fáceis para cobras, aves pernaltas e peixes carnívoros.

Como todos os anfíbios, as rãs se caracterizam por apresentar uma fase de vida larval e outra adulta.  A fase larval costuma ser aquática, na qual há desenvolvimento das patas e especialização da respiração.

Curiosamente, o Brasil é considerado o segundo maior criador de rãs do mundo, ficando atrás apenas de Taiwan. Essa produção é destinada à comercialização da carne, a qual contém menos colesterol e mais proteínas do que as carnes bovina e de frango.

Neste artigo, você conhecerá um pouco mais sobre as espécies de rãs pequenas.

Então venha conosco e boa leitura.

Espécies de Rãs Pequenas: Gênero Brachycephalus

Neste gênero estão distribuídas algumas rãs que podem ser encontradas aqui no Brasil, nas regiões serranas da Mata Atlântica. Essas espécies medem entre 9 e 13 milímetros, e possuem três dedos nas patas dianteiras e dois dedos nas patas traseiras. É um gênero pertencente à família taxonômica  Brachycephalidae e compreende 31 espécies reconhecidas, dentre elas o Brachycephalus ephippium.

O Brachycephalus ephippium é uma espécies endêmica no Brasil, ameaçada por perda de hábitat. Possui pequena extensão corporal, a qual está compreendida entre 1,25 a 1,97 centímetros de comprimento. A coloração pode ser alaranjada ou amarelo-cromo. Essa cor vistosa pode estar associada à presença de uma toxina na pele, responsável pela defesa contra grandes predadores.

O Brachycephalus ephippium detém como hábitat natural as florestas tropicais ou subtropicais úmidas de baixa altitude, assim como áreas que possuem estas características, mas que estão localizadas em alta altitude.

Rãs dessa espécie são abundantes na Mata Atlântica e próximo às cadeias montanhosas na Serra do Mar e da Mantiqueira. Em Campinas (município do estado de São Paulo) ela pode ser encontrada nas áreas florestais existentes nos planaltos, para altitudes superiores a 1.000 metros. Outros locais, nos quais é endêmica, é na faixa de extensão que vai do estado da Bahia ao Paraná.

A reprodução se inicia no período chuvoso, com desova terrestre de poucos ovos despigmentados, posicionados sobe cavidades no solo ou sob folhas secas.

Espécies de Rãs Pequenas: Família Dendrobatidae

Esta é mais uma das famílias taxonômicas conhecidas por sua população de rãs. Indivíduos dessa família possuem toxinas que são secretadas por meio cutâneo. Atualmente, já foram identificadas mais de 100 toxinas. O grande destaque neste quesito fica a cargo das espécies dos gêneros Dendrobates e Phyllobates, e neste último, particularmente, 40 miligramas da neurotoxina tem efeito fatal. Muitas tribos indígenas da América do Sul utilizam essas toxinas durante as caçadas, envolvendo a ponta das setas com a substância.

Rãs dessa família vivem de 5 a 2 anos e estão distribuídas em cerca de 12 gêneros e 170 espécies.

Um grande destaque em relação ao potencial tóxico, fica a cargo da espécie Phyllobates terribillis, com cerca de 5,5 centímetros de comprimento. Uma curiosidade é que a espécie Dendrobates auratus foi inserida na ilha havaiana de Oahu, de modo a controlar a população de pernilongos.

Espécies de Rãs Pequenas: Gênero Phaedophryne

Em Papua Nova Guiné, foram descritas algumas espécies de rãs que os pesquisadores acreditam serem as menores rãs do mundo. Não são de nenhuma das famílias citadas acima, mas da família taxonômica e gênero Phaedophryne.

O tamanho dessas espécies atinge uma média de 0,8 milímetros e usualmente não ultrapassa 1 centímetro de comprimento. Todas as espécies da família Phaedophryne são pequenas, mas o grande destaque fica por conta da Phaedophryne verrucosa e Phaedophryne dekot. Essas espécies são endêmicas das ilhas localizadas à Sudoeste da Papua Nova Guiné, e se alimentam essencialmente de musgos e pequenas folhas.

Uma outra espécie foi a Phaedophryne amauensis, com apenas 7,7 milímetros de comprimento, que ocupou a posição de menor vertebrado do mundo, substituindo o cargo do peixe Paedocypris progenetica, encontrado na Indonésia.

Não são consideradas rãs venenosas, visto que elas possuem membros de dimensões muito ínfimas, os quais impossibilitam a tarefa de jogar substâncias. Essas rãs pequeninas liberam apenas dois ovos de cada vez.

Espécies de Rãs Pequenas: Espécie Sooglossus Gardineri

A rã Garniner (nome científico Sooglossus gardineri) é considerada uma das menores rãs o mundo. É pertencente à família Sooglossidae e gênero Sooglossus, o qual contém quatro espécies.

Anatomicamente, a rã Gardiner não possui ouvido médio e nem tímpano, mas mesmo assim pode coaxar e detectar os sons de outras rãs da mesma espécie. Descobertas científicas concluíram que esta espécie utiliza a cavidade oral, os ossos e tecidos moles para transmitir o som até o ouvido interno. Essas rãs possuem pele de espessura fina, e menos camadas de tecido localizadas entre a boca e o ouvido interno.

A partir de simulações numéricas e análise de imagens de Raio-x, foi possível descobrir que a boca dessas rãs atua amplificando as frequências sonoras.

Essas rãs podem ser encontradas nas ilhas de Seychelles no Oceano Índico e medem somente 1 centímetro de comprimento.

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Agora que você conhece algumas espécies de rãs pequenas, continue conosco e visite também outros artigos do site.

Até as próximas leituras.

REFERÊNCIAS

Casa da Ciência. Pequena espécie de rã usa a cavidade bucal para ouvir. Disponível em: < http://ead.hemocentro.fmrp.usp.br/joomla/index.php/noticias/ultimasnoticias/522-pequena-especie-de-ra-usa-a-cavidade-bucal-para-ouvir>;

CRUZ, C. O. Infoescola. . Disponível em: < https://www.infoescola.com/anfibios/ra-animal/>;

Cultura Mix. As menores rãs do mundo. Disponível em: < http://animais.culturamix.com/informacoes/anfibios/as-menores-ras-do-mundo>;

Fiocruz. Anfíbios. Disponível em: <http://www.fiocruz.br/biosseguranca/Bis/infantil/anfibio.htm>;

PRESSE, F. G1 Natureza. Rãs minúsculas da ilha de Seychelles ‘ouvem’ pela boca, revela estudo. Disponível em: < http://g1.globo.com/natureza/noticia/2013/09/ras-minusculas-das-ilhas-seychelles-ouvem-pela-boca-revela-estudo.html>;

Wikipédia. Brachycephalus ephippium. Disponível em: < https://pt.wikipedia.org/wiki/Brachycephalus_ephippium>;

Wikipédia. Dendrobatidae. Disponível em: < https://pt.wikipedia.org/wiki/Dendrobatidae>.

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