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Como o Lobo Cuida dos Seus Filhotes?

O modo como os lobos cuidam dos seus filhotes já até tornou-se parte daquelas listas com as maiores curiosidades do reino selvagem.

Sabe-se, por exemplo, que algumas espécies fazem como um acordo, em que ambos, macho e fêmea, cuidam dos filhotes em uma certa “igualdade” de condições.

Noutros casos é até possível que vocês encontrem pais que praticamente substituem aquelas funções que chamaríamos de tradicionais das mães, especialmente a do contato direto e do convívio diário, que acabam formando uma espécie de “grupo parental”.

Existem situações em que o melhor mesmo é que, após uma certa idade, as mães sigam solitárias, prontas para nova reprodução; e nesses casos é o macho que conviverá com os filhotes, para formarem essas espécies de grupos em meio aos seus habitats naturais.

Mas também existem os casos em que os machos é que seguem os seus caminhos após os filhotes atingirem uma certa idade, a fim de que possam continuar com o seu doloroso “trabalho” de procriar abundantemente, enquanto as fêmeas formarão bandos ou “grupos parentais”, que muitas vezes convivem juntos por toda a vida.

Quem já não ouviu falar da estratégia de sobrevivência adotada pelos originais lobos-cinzentos?

Lobos em Grupo

Estes, curiosamente, formam verdadeiros bandos compostos por um casal dominante e vários jovens, filhotes e outros machos e fêmeas não-dominantes. E num dos quadros mais característicos da natureza selvagem, cada membro cuida da manutenção dos filhotes do bando, alimentando-os, protegendo-os do perigo e estimulando-lhes as habilidades para a caça.

E o lobo-guará, que desde cedo providencia uma espécie de “iniciação” à caça para os seus filhotes? É curioso notar como logo aos 120 dias de vida eles recebem dos pais algumas presas menores; que deverão perseguir e atacar; em um jogo de destreza, faro e habilidade que são algumas da marcas desse gênero na natureza.

Como os Lobos dão à Luz, Criam e Cuidam dos seus Filhotes?

De um modo geral podemos dizer que a época de reprodução dos lobos ocorre durante o verão, entre os meses de dezembro e fevereiro.

Mas esse não é um dado exato; são inúmeras as variáveis que podem fazer com que essa época surja antes ou depois – variáveis que geralmente têm a ver com a latitude dos seus habitats naturais.

Um outro fator relacionado com a fase reprodutiva dos lobos é a que trata da possibilidade da endogamia, quando membros do mesmo grupo (muitas vezes parentes) tentam acasalar entre si; o que geralmente é repelido pelo casal dominante, muitas vezes em combates ferozes, que podem acabar com um dos membros sendo expulso do bando.

Situação resolvida, surge então o período de estro (o cio ) da fêmea, 1 só vez ao ano, e que estende-se de 5 a 15 dias. Esse período será sinalizado pela fêmea por meio de vestígios de urina e muco para atração dos machos; mas alterações na vulva e de comportamento também são observadas, além de outros sinais que deverão contribuir para que inicie-se o processo de “caça às fêmeas”, do qual somente os mais fortes sairão vencedores.

Após a cópula, a fêmea deverá atravessar uma gravidez que costuma durar 2 meses, do qual resulta a produção de 3 a 5 filhotes, totalmente dependentes, cegos e sem pelos, que deverão permanecer na gruta encontrada pela mãe durante os seus primeiros 60 dias de vida.

E é a partir desse momento que começam, efetivamente, os cuidados dos lobos com os seus filhotes, de acordo com cada espécie em questão.

Como dissemos, os “cuidados parentais” nesse gênero de animais podem variar surpreendentemente, com muitas vezes os machos fazendo as vezes de “mães” dos seus filhotes por até toda uma vida.

Cabe chamar a atenção aqui para o fato de que, durante as primeiras duas semanas, os filhotes são alimentados com leite, basicamente.

Esta é uma substância bem mais proteica e com bem menos gordura do que a dos cães, por exemplo. E que lhes oferece o vigor necessário até que, por volta dos 30 dias, já possam alimentar-se com o produto da regurgitação dos país; e posteriormente, por volta dos 3 meses, comecem a aprender, verdadeiramente, o seu papel na natureza.

As Características do Comportamento Parental dos Lobos

Os cuidados com os quais os lobos envolvem os seus filhotes é algo digno de nota em meio à natureza selvagem. Como dissemos, por volta de 9 semanas eles já estão completamente desmamados, e só precisarão aguardar, inquietos, mais algumas 2 ou 3 semanas, para que enfim possam, efetivamente, seguir com os seus país nessa dura, rigorosa e implacável luta pela sobrevivência.

Será necessário que eles já comecem, aos poucos, a desenvolver as suas habilidades de faro e audição – que se tornarão aguçadíssimos. E deverão aprender, também, a conter uma pequena presa; inicialmente um lagarto, anfíbio ou pequeno roedor; que geralmente lhes são trazidas pelos pais.

O lobo-guará é um desses que cuidam dos seus filhotes como mestres que cuidam dos seus discípulos! É curioso notar como eles os ensinam os primeiros movimentos de caça, ao trazer-lhes pesas para que com elas entretenham-se e já agucem os seus faros e os seus instintos de predadores natos.

O lobo-ibérico (Canis lupus signatus) será cuidado, quando ainda filhotes, pelos demais membros da alcateia – inclusive trazendo-lhes comida até por volta dos 3 meses de vida.

Já o nosso conhecido Lobo-guará ( o Chrysocyon brachyurus) prefere mesmo é que os cuidados parentais fiquem a cargo de ambos os pais, que lhes trazem mantimentos até que, também por volta dos 120 dias de vida, sejam capazes de acompanhar as mães durante as suas investidas em busca de comida.

Mas apesar desses cuidados com os quais os lobos envolvem os seus filhotes, a taxa de mortalidade desses animais é alta.

Eles costumam, enquanto filhotes, ser alvos fáceis de predadores (tigres, ursos, onças, etc), da caça predatória, do ataque de outros lobos e da escassez de alimentos – que muitas vezes configuram-se como um verdadeiro flagelo para esse gênero de animais.

No entanto, os “mais fortes”, caso consigam vencer tais desafios, deverão atingir a maturidade por volta dos 2 anos de idade; e a partir de então poderão viver até os 7, 8 ou 10 anos em ambiente selvagem (e o dobro disso em cativeiro).

E viverão como um dos gêneros mais facilmente identificáveis da natureza. Como um dos milhares de gêneros de animais responsáveis pelo equilíbrio dos ecossistemas onde habitam. E ainda de quebra com características que os tornam exemplares únicos! E com similaridades físicas e biológicas que os tornam como uma verdadeira família.

 

 

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