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Como as Ostras Respiram: Sistema Respiratório do Animal

A forma como as ostras respiram, e o sistema respiratório desse animal, teriam que ser, obviamente, tão ou mais singulares quanto a própria comunidade em questão, já que ela é composta por um grupo de espécies entre as mais singulares dentro desse filo dos moluscos.

Com relação à respiração desses animais, o que se sabe é que as ostras possuem 1 par de conchas compostas por brânquias, que por sua vez são compostas por cílios que movem-se na região do manto, o que acaba produzindo uma movimentação de água sempre em renovação.

Essas brânquias são órgãos filamentosos, que também contribuem para que o alimento das ostras sejam filtrados.

Sabe-se, também, que esse manto é constituído por inúmeros vasos sanguíneos, minúsculos e com paredes delgadas, que são capazes de retirar oxigênio do ambiente aquático onde estão inseridos; enquanto isso, um pequeno coração trata de empurrar todo esse oxigênio para as demais partes do corpo.

Uma operação realizada com a ajuda de um tipo de “sangue” que ainda deverá ser filtrado pelos rins; como um dos processos mais curiosos que podem ser observados na natureza selvagem.

O que ocorre, nesse caso, é que os restos vegetais, fitoplânctons, microalgas, entre outras iguarias que elas tanto apreciam, acabam sendo agarrados por esses filamentos, indo parar na região dos palpos labiais, para só depois chegar à boca o alimento verdadeiramente apreciado e que pode ser digerido por elas.

Um Animal Bastante Singular

As ostras são membros da ordem Ostreoidea, e da família Ostreidae, e são descritas como moluscos habitantes de ambientes marinhos (lagos, lagoas, rios, mares, oceanos, etc.), em espécies de conchas que lhes fornecem tudo de que elas precisam para desenvolverem-se adequadamente.

As conchas onde essas ostras desenvolvem-se são estruturas calcificadas, seladas por uma espécie de músculo adutor capaz de proteger adequadamente uma estrutura mole e bastante frágil, composta por boca, coração, estômago, intestino, órgãos sexuais, rins, brânquias, ânus e manto, basicamente.

Com relação ao comportamento desses animais, o que se sabe é que elas não toleram ambientes muito poluídos, ou águas com temperaturas muito baixas; e caso encontrem o ambiente que tanto apreciam, irão desenvolver-se inicialmente na praia e na costa, até que, já crescidas, possam fixar-se nas rochas no fundo do mar – um dos ambientes que mais apreciam.

Ostras

Dentre os principais predadores das ostras, podemos destacar o homem. Mas esses animais também terão que se ver às voltas com toda a sorte de caranguejos, lagostas, peixes, estrelas-do-mar, entre outras espécies que são o terror na vida dessas espécies no ambiente marinho.

Já com relação aos hábitos alimentares das ostras, à parte a forma como respiram e o sistema respiratório desse animal, o que se descobriu é que elas são vorazes devoradoras de plânctons, fitoplânctons, restos vegetais, algas e microalgas.

Essas são iguarias que elas absorvem juntamente com a água, que deverá passar por uma espécie de filtragem para que somente seja aproveitado o alimento preferido.

Além da Respiração das Ostras, Algumas das suas Principais Singularidades

A capacidade das ostras de produzir pérolas é, sem dúvida, a sua principal singularidade.

Sabemos que elas não são as únicas com essa habilidade. Elas competem com os mexilhões, por exemplo, no trato com essa arte. Mas não há dúvidas de que foram elas que eternizaram-se por essa capacidade incomum e raramente observada na natureza.

O processo de produção dessas pérolas ocorre de forma singularíssima! E o que ocorre é que sempre que algum corpo estranho penetra no interior da sua concha, logo é recoberto por uma substância chamada “madrepérola”. E dessa interação entre o organismo aprisionado e a madrepérola (agora endurecida) é que surgem as pérolas; como um dos fenômenos mais intrigantes que podem ser observados no seio da natureza animal.

Mas o curioso nessa comunidade é que, apesar da aparência um tanto quanto repugnante, as ostras ajudam a compor uma comunidade de frutos do mar entre os mais apreciados em todos os tempos e em todas as partes do mundo.

São milhões de toneladas comercializadas todos os anos, em um dos negócios mais lucrativos dentre todos esses que têm o mar como principal fonte de exploração.

A Cultura das Ostras

À parte esse sistema de respiração das ostras (ou a forma como elas respiram), devemos também chamar a atenção aqui sobre como se dá a cultura dessas espécies no Brasil e no mundo.

E essa cultura de ostras começa com a utilização de coletores posicionados de forma estratégica por ostreicultores. E esses coletores são utilizados para a captura de larvas (as sementes de ostras) que serão mantidas em reservatórios com todas as condições necessárias para o seu pleno desenvolvimento.

Já com alguns milímetros de comprimento, as ostras são retiradas desses coletores e podem ser criadas por processos utilizados em aquicultura, em que as larvas permanecem em instalações em pleno mar, até que desenvolvam-se o suficiente para serem comercializadas.

Mas tudo isso começa durante a primavera, quando então as ostras liberam na água os seus gametas masculinos e femininos, para serem fecundados em meio ao ambiente aquático, até que formem-se as larvas que deverão transformar-se em novas ostras, ou então capturadas e mantidas em tanques à base de algas, microalgas e restos vegetais.

E esse processo de criação de ostras atinge o seu ponto mais complexo quando elas começam a procurar um local para fixar-se.

E é aí então que entra em ação toda a engenhosidade necessária para a administração dessa cultura, pois os produtores deverão fixar um suporte artificial no tanque a fim de que essas ostras agarrem-se e desenvolvam-se da forma que é mais natural para essa comunidade Ostreidae.

Dentre as principais técnicas para a criação de ostras, podemos destacar a de “sobreelevação”, na qual as ostras são acondicionadas em sacos plásticos durante o período de baixa-mar. A “cultura sobre o solo”, que consiste na acomodação das ostras diretamente no solo também durante a baixa-mar.

Outra técnica importante é a “cultura em suspensão”, na qual algumas cordas são utilizadas para esse fim. Além da “cultura em águas profundas”, na qual as ostras são acomodadas em instalações com até 10 m de profundidade.

Produção e Comércio de Ostras

Somente aos poucos o comércio de ostras vai se recuperando, no Brasil e no mundo, desse período de isolamento ao qual quase nenhuma atividade humana foi poupada.

Dentre os principais produtores desse exótico fruto do mar, a China destaca-se significativamente, com cerca de 80% de toda a produção mundial, seguida da Coreia do Sul, Japão, EUA e União Europeia.

Mas o curioso é que na União Europeia a produção de ostras é considerada autossuficiente; e por isso a comercialização costuma ser feita em maior escala entre os países europeus, com destaque para a França, o 1º colocado no continente e o 4º no mundo.

E tudo isso é o que faz dessa comunidade uma das mais apreciadas nos quatro cantos do planeta.

Não só pelos seus aspectos físicos e biológicos como também pelos comerciais.

Aspectos de uma comunidade que é a própria expressão da exoticidade da fauna marinha do planeta. Uma fauna que possui representantes com características tão inusitadas como a desses membros ilustres da família Ostreidae.

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