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Aranha Armadeira Gigante Existe? Onde? E Quais As Suas Características?

Não existe algo como uma aranha-armadeira gigante. Essas são espécies que caracterizam-se pelo seu alto grau de toxidade; por serem capazes de inocular um veneno altamente comprometedor das funções cardíacas e nervosas; além de poderem habitar nos mais diversos tipos de ecossistemas – inclusive urbanos.

A Phoneutria nigriventer (seu nome científico) é uma espécie típica da região nordeste do Brasil, mais especificamente do estado da Bahia – apesar de também poder ser encontrada em Minas Gerais.

Em ambas as regiões elas podem ser reconhecidas com o nome de “armadeira”, “aranha-de-bananeira”, “aranha-macaco”, entre outras denominações.

Essas denominações elas recebem em função das suas características físicas, biológicas e comportamentais. Nesse último caso, as suas características comportamentais lhes conferem o apelido de “armadeira” justamente por “armar” um bote quando ameaçada, erguendo as suas patas ameaçadoramente – como um verdadeiro “cartão de visitas” para o intruso.

Uma outra curiosidade sobre as armadeiras é justamente a sua capacidade de adaptar-se aos mais diversos tipos de ecossistemas; uma característica que lhes concedeu o seu outro apelido de aranha-de-bananeira.

Nesse caso, devido ao fato de hoje poder ser encontrada em várias partes da América do Sul (e fora dele), após terem sido “exportadas” juntamente com os carregamentos de bananas que saiam do Brasil e de outras partes do continente.

Essa espécie geralmente apresenta uma estrutura com cerca de 4 cm de comprimento (podendo chegar a 20 cm, contando as suas pernas) e com uma coloração entre o negro e o castanho-claro – e ainda com alguns pontinhos brancos por todo o seu corpo.

Mas o que chama a atenção nas aranhas-armadeiras é o seu veneno – uma potente neurotoxina – , capaz de causar danos que, não tratados, podem levar facilmente um indivíduo a óbito, ou pelo menos deixar sequelas para toda a sua vida.

Se Não Existe Aranha-Armadeira Gigante, Quais São, Afinal, as Suas Principais Características?

Sem dúvida, uma das principais características das aranhas-armadeiras é o seu gosto pelo conforto de uma residência.

De forma insidiosa, elas costumam esconder-se em fendas, frestas, dentro de calçados, buracos ou qualquer outra abertura onde possam acomodar-se confortavelmente, enquanto esperam a noite chegar, para aí então saírem à caça das suas principais presas, entre as quais, moscas, pernilongos, grilos, gafanhotos, louva-a-deus, entre outras iguarias semelhantes.

Aqui, outra curiosidade! As armadeiras, diferentemente das demais espécies, não costumam construir teias onde, inadvertidamente, uma infeliz possa cair e servir como a sua refeição do dia. Nada disso!

Aranha Armadeira Comendo um Sapo
Aranha Armadeira Comendo um Sapo

Elas saem à caça! Como típicas predadoras! E ao encontrar a vítima, simplesmente inoculam a sua poderosa neurotoxina, capaz de paralisá-la por completo em questão de minutos, e dessa forma não conseguir opor-lhes a menor resistência.

Apesar de não existirem aranhas armadeiras gigantes, a sua característica de agressividade as transformou em espécies quase lendárias.

E como se isso não bastasse, elas possuem uma estrutura física que contempla uma fileira com três olhos curiosamente dispostos, faixas brancas ao longo do seu abdômen, um conjunto de espinhos estrategicamente fixados nas suas patas, um corpo todo ele na cor escura, entre outras características bastante singulares.

O Veneno Da Aranha Armadeira

Um veneno altamente tóxico, aliado à sua característica de adaptarem-se bem ao ambiente urbano, tornaram essa espécie uma das mais perigosas representantes da classe dos aracnídeos.

A sua peçonha é composta por uma proteína associada à histaminas que, uma vez inoculada, produz uma terrível ação neurotóxica e cardiotóxica, capaz de provocar a paralisia dos músculos, parada respiratória, convulsões e até mesmo uma parada cardíaca.

É uma verdadeira “arma de combate”, que elas geralmente utilizam para imobilizar a presa, mas que nos humanos (quando não neutralizada) produz resultados tão ou mais devastadores.

E para piorar ainda mais a situação, a presença dessas espécies de forma tão ostensiva no ambiente urbano faz com que as armadeiras sejam responsáveis por pelo menos metade das ocorrências graves com aranhas no Brasil.

Quanto à ação da sua neurotoxina, o que se sabe é que, no Sistema Nervoso Central, ela compromete as funções sinápticas relacionadas com o movimento dos membros e com a sensibilidade dos músculos.

Ela também libera determinados neurotransmissores, entre os quais, a epinefrina e a norepinefrina, cujos sintomas podem ser sentidos na forma do aumento dos batimentos cardíacos e da pressão arterial.

Mas esse efeito para as funções cardíacas vai mais além, pois o veneno ainda prejudica os movimentos normais de contração e descontração dos músculos cardíacos, o que pode resultar em lesões seguidas de um quadro dramático de parada cardíaca.

Logo, é de vital importância que o paciente atacado seja o mais prontamente possível atendido por um especialista. As primeiras horas são decisivas para a reversão do quadro – o que geralmente ocorre na maioria absoluta dos casos.

O paciente deverá receber um tratamento à base de analgésicos, anti-inflamatórios e soro antiaracnídeo. E caso não apresente um agravamento do quadro, poderá voltar às suas funções normalmente, só que agora sempre à espreita e vigilante, tomando todos cuidados para manter esses serezinhos bem longe da sua residência.

As Aranhas Armadeiras Não São Gigantes, Mas Pertencem a Uma Comunidade Com Características Das Mais Singulares

Elas pertencem a esse, para muitos, asqueroso e horripilante filo dos Artrópodes – mais especificamente ainda, da famigerada classe dos Aracnídeos.

As aranhas podem ser encontradas em praticamente todos os tipos de ecossistemas, desde pântanos, passando por desertos, florestas densas, áreas agrícolas, cerrados, entre outros inúmeros locais.

Elas adaptam-se com facilidade ao ambiente urbano, configurando-se como um dos principais tormentos na vida do homem da cidade – apesar do fato de que também funcionam bem como espécies de controladoras naturais de pragas.

São cerca de 38.000 espécies, entre as mais agressivas e as mais singelas, capazes de realizar estragos, como fazem as aranhas armadeira, marrom e a singular aranha-de-costas-vermelhas.

Mas também podem comportar-se quase como um membro da família, como as inofensivas Pholcus phalangioides e a aranha-de-prata, que preferem mesmo é uma boa fuga no caso do contato com os humanos.

Você poderá topar, também, com um exemplar da assustadora Tarântula-golias (a Theraphosa blondi), com o seus assustadores 30cm de diâmetro, ou impressionar-se com a minúscula Patu digua, com os seus risíveis 0,36 mm.

Mas uma coisa é certa, independentemente da espécie, o certo é que as aranhas pertencem àquela comunidades de animais que o melhor mesmo é não pagar para ver do que elas são capazes!

E, em caso de dúvida, o recomendado é sempre manter o ambiente limpo e saneado; e sempre que puder, recolher uma espécie encontrada como uma amostra, para que possa ser corretamente identificada pelos órgãos competentes.

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