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Quantos Caroços Tem a Pitanga? Ele Faz Mal?

Sabia que existe banana cheia de sementes? E melancia sem sementes, já viu? Pois é, sementes de frutas sempre causaram certo incômodo na hora de comer e muitos ainda lidam com a dúvida: será que faz mal?

Quantos Caroços Tem a Pitanga? Ele faz mal?

A melhor resposta para a pergunta se faz mal ou não faz é: há controvérsias! Nem todo mundo está disposto a arriscar comendo sementes, seja de pitanga ou de qualquer outra fruta. Há quem radicalize e condene até sementes em geral.

Mas a melhor ponderação está mesmo no equilíbrio. A pitanga pertence a um gênero (eugenia) que não consta necessariamente em nenhuma lista de restrições que adverte ao consumo de suas sementes.

A pitanga tem um único caroço globoso dentro de cada fruta e existem estudos científicos que visam utilizar dessa semente um extrato para a fabricação de remédios antioxidantes e uma vacina contra o mosquito que transmite a leishmaniose.

Mas, será que diante desse possível benefício da semente, podemos nos arriscar a comê-la? Bom, primeiro que esses estudos científicos ainda estão em fase inicial de análise. Ainda assim, mesmo que seja comprovado sua eficácia, a intenção é o uso farmacológico, através de vacinas e pílulas, e não recomendado para o consumo in natura.

Segundo uma das pesquisadoras afirmou, uma substância pode agir com êxito em um micro-organismo, mas ao mesmo tempo pode ser tóxica para a gente também. Por isso, os estudos sobre a semente da pitanga ainda envolverá muitos testes antes de confirmarem com segurança que é próprio para o consumo industrializado do extrato.

É bom que sempre tenhamos certas precauções quando se fala em consumir sementes de frutas. Para ajudá-lo a melhor considerar essa questão, apresentaremos abaixo algumas opiniões de autoridades no assunto.

O Que Dizem Sobre Consumo de Sementes

Dr. Kevin Stock afirma radicalmente: “De todas as várias partes da planta , as sementes são frequentemente as mais propensas a prejudicar a saúde humana. Na maioria das circunstâncias, não recomendo.”

“Embora eu pense que comer frutas que dão sementes possa ser a melhor opção para os humanos, por causa da manipulação moderna, eu teria cautela mesmo com eles. Escolher as frutas orgânicas locais, na época, é a melhor opção.”

“Tais sementes são os embriões da planta. Manter esses bebês vivos e bem saudáveis é de grande importância para a planta. Diferente do que comumente se pensa, a nutrição em sementes é direcionada a essa planta de desenvolvimento do embrião, não para a saúde humana e nutrição. E a tentativa de usurpar essa nutrição para nós mesmos, muitas vezes tem consequências trágicas.”

Um estudo publicado no Asian Pacific Journal of Tropical Biomedicine relatou casos envolvendo pacientes com apendicite aguda possivelmente pela ingestão de sementes de frutas não comestíveis. Entre outras coisas, o artigo publicou:

“Entre os casos submetidos à apendicectomia, os casos de apendicite com sementes de frutos e resíduos de plantas não digeridos em sua etiologia foram examinados retrospectivamente. Sementes de frutas foram encontradas em um caso (0,05%) com presença de pus no lúmen do apêndice, resíduos não digeridos da planta em 7 casos (0,35%).”

“Foi determinado que havia inflamação do apêndice em 2 dos casos de resíduos de plantas, enquanto havia obstrução e hiperplasia linfoide no lúmen do apêndice de 5 casos. Nenhuma mortalidade foi observada. A apendicite aguda observada em quase 7% da população é uma doença aguda do apêndice vermiforme. É a doença mais comum que requer cirurgia emergente.”

“A proporção de apendicite aguda causada por plantas é mínima entre todos os pacientes apendicodependentes, mas a prevenção do consumo de sementes de frutas não digeridas e da mastigação pode ajudar a prevenir a apendicite.”

Podemos Comer as Sementes ou é Melhor Evitar?

A ingestão, acidental ou não, das sementes ou grumos de algumas frutas e vegetais, não representa uma ameaça para a saúde, muito menos é possível que essa semente ou caroço se desenvolva em nosso corpo. Muito pelo contrário, dizem os especialistas, alguns caroços e sementes oferecem tantos ou mais nutrientes quanto a própria polpa. O importante é que não os ingerimos em grandes quantidades.

Porém, esta sugestão é somente em casos de sementes comestíveis, ou seja, que não permanecerão intactas no trato estomacal. Sementes, diferentes dos frutos, invariavelmente não serão solúveis, não se desmancharão ao comer e, em muitos casos, se provarão bem resistentes mesmo a mordedura. Por isso, o consumo de sementes envolve algumas recomendações que não a mastigação pura e simples.

Por exemplo, o núcleo de abacate contém até 70% mais antioxidantes, que ajudam a combater o envelhecimento, do que a própria fruta. As sementes de melancia são ricas em vitaminas e minerais que ajudam a manter nossos cabelos, unhas e pele saudáveis. Neste caso, estas sementes devem ser bem mastigadas ou batidas no liquidificador juntamente com a polpa de melancia, para que seus nutrientes sejam absorvidos adequadamente.

Então, podemos comer sementes e caroços sem preocupação? De fato, enquanto eles não são prejudiciais à nossa saúde, quando ingeridos com moderação, certos caroços e sementes carregam nutrientes com certos elementos “antinutricionais” que podem ser ligeiramente tóxicos. Portanto, sua ingestão deve ser como em todos os casos de alimentação saudável e equilibrada, feita de forma moderada e quando recomendada.

Existem Sementes Venenosas?

No caso das sementes de maçã, há um composto chamado amigdalina, que em contato com as enzimas do corpo humano libera pequenas doses de cianeto (que produz um gás venenoso). Engolindo uma ou duas sementes não vai doer, é claro.

Segundo um estudo realizado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, levaria cerca de 200 sementes de maçã, em média, para sentir os efeitos deste gás, alguns sintomas foram falta de ar e convulsões.

Esta mesma substância, o cianeto, também está presente nas sementes de cereja, damasco, pêssego e pêra. Então, nesses casos, e sem benefícios para a saúde, o ideal é não consumi-los.

As castanhas de caju cruas também são prejudiciais ao organismo. Esta castanha produz uma toxina chamada urushiol, que pode gerar dermatites ou inflamações na pele, neste último caso pode até matar. Esta então deve sempre ser consumida após ser torrada, por exemplo.

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