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Qual o Teor de Proteína do Farelo de Soja?

O teor de proteína do farelo de soja é de mais ou menos 46%. Além disso, é possível observar ainda entre 5 e 7% de fibras, 2,6% de gorduras, entre 78 e 82% de proteína solúvel, entre outras substâncias que fazem deste alimento um dos produtos com o maior custo benefício para criadores de bovinos, aves e suínos.

Mas o farelo de soja também pode ser consumido por humanos, no preparo de pães, biscoitos, em saladas, misturado ao leite, entre outra formas de aproveitar um dos principais subprodutos da soja obtido a partir do seu beneficiamento industrial.

O Brasil hoje ocupa a 2ª posição no ranking dos maiores produtores e exportadores desse vegetal no mundo, com uma área plantada de cerca de 34 milhões de hectares, para uma produção (no período 2017/2018) de quase 122 milhões de toneladas.

Esses números colocam o Brasil atrás apenas dos Estados Unidos, que não está assim tão distante, já que a produção na terra do “Tio Sam” geralmente oscila entre 100 e 123 milhões de toneladas.

O Brasil exporta quase 50% de toda a sua produção, inclusive subprodutos como o farelo de soja, graças ao seu alto teor de proteínas, que o tornou um dos principais produtos para a alimentação de ruminantes na pecuária de praticamente todos os países.

Mas ser uma potência nesse tipo de mercado também traz responsabilidades, como a de inovar cada vez mais no uso de processos técnicos que garantam economia de recursos naturais, diminuição do desperdício, melhoramento genético das espécies, entre outras práticas que hoje são consideradas fundamentais para que um país mantenha-se competitivo no mercado.

A Redução dos Teores de Proteína do Farelo de Soja

Mas o aumento da produtividade da soja no Brasil não trouxe apenas benefícios, trouxe também alguns desequilíbrios!

De uma produtividade que mal chegava a 1,3 toneladas por hectares há quatro décadas, chegamos aos dias atuais com bem mais do que 3 toneladas produzidas anualmente.

Tal elevação colocou o país definitivamente como a 2ª maior potência no segmento, mas também fez com que a qualidade do material fosse sensivelmente afetada.

Farelo de Soja Características

Basta saber, por exemplo, que quanto maior é a produtividade menor é a qualidade oferecida, tanto do farelo como do próprio grão.

O teor de proteína do farelo de soja recomendado oficialmente gira em torno de 46 a 48%, e os valores mínimo aceitáveis entre 36 e 40%, com umidade que varie entre 12 e 15%, a fim de que se possa produzir o farelo com qualidade tipo exportação.

No entanto, em diversos estados brasileiros, já se nota a produção de soja com valores bem abaixo disso, o que vem fazendo com que os produtores tenham que fazer verdadeiros malabarismos agronômicos com vistas a tentar oferecer um produto que pelo menos contenha esses valores mínimos de proteínas exigidos por lei.

Os Fatores Envolvidos na Redução do Teor de Proteína do Farelo de Soja

Os fatores envolvidos nessa redução dos teores de proteínas do farelo de soja podem estar ligados ao tipo de manejo, alterações climáticas, manipulações genéticas, uso de fertilizantes, tipos de adubações, métodos de irrigação, entre outros fatores.

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) entrou em ação no ano de 2014 por meio da coleta de quase 900 amostras de soja de vários estados brasileiros; e o resultado revelou que a média dos teores de proteína nesses estados era de 36,22%, com destaque positivo para o estado do Rio Grande do Sul, que conseguiu atingir valores superiores a 37%, enquanto o destaque negativo ficou com São Paulo, onde os teores de proteínas não ultrapassaram 35,47%.

De acordo com os pesquisadores do órgão, o mais provável é que as mais modernas técnicas de melhoramento genético que são utilizadas atualmente, com o objetivo de produzir mais em um menor espaço de tempo, sejam os principais responsáveis pela queda desses teores.

E ao que tudo indica, essas modificações ao nível do DNA das plantas têm produzido alterações sensíveis nas propriedades de diversas espécies vegetais. Isso, além de causar prejuízos para a dieta dos indivíduos, ainda resulta em perdas por devolução de mercadorias e queda nos preços dos produtos exportados.

Outro fator que também deve estar por trás dessa redução dos teores de proteínas do farelo de soja, diz respeito à diminuição dos níveis de nitrogênio disponibilizados aos vegetais durante o seu processo de crescimento.

E um dos fatores diretamente ligados à disponibilização dessa substância é o correto e equilibrado fornecimento de água, que em muitos estados é gravemente prejudicado.

Os resultados dessa situação podem ser observados, por exemplo, na queda da produtividade do setor agropecuário, já que uma soja menos proteica resulta em um farelo de soja menos proteico; e o problema é que esse é um dos produtos mais utilizados como ração para aves, suínos, bovinos, entre outros animais do setor da agropecuária.

Agora temos animais com deficiência de proteínas, que deverão demorar mais para se desenvolver. Teremos, também, um custo maior para a produção do farelo, já que a ele deverá ser acrescentado mais proteína às custas do fabricante. Entre outros transtornos que, curiosamente, podem advir, em boa medida, do avanço tecnológico no segmento da agropecuária.

A Busca por Contornar Essa Situação

A determinação é a de que os teores de proteínas do farelo de soja não sejam, em hipótese alguma, inferiores a 36%; e ainda com nível de umidade que não fique abaixo de 14%.

O problema é que um produto vendido com valores inferiores costuma sofrer depreciações no preço capazes de comprometer, gravemente, a manutenção adequada do setor – principalmente quando se trata de um segmento diretamente ligado a toda a cadeia do agronegócio.

Isso quando não obriga o fabricante de farelo a utilizar de expedientes criativos, como a introdução (por sua conta) de uma quantidade extra de proteínas. Ou então a retirada da casca (que contém pouca proteína) para valorizar o produto.

Só que o problema é que a indústria compra a soja por tonelada (com casca e tudo), o que geralmente resulta em perdas de mais de 3% no volume – e que, no acumulado total, pode resultar em perdas incomensuráveis para o setor.

No momento seguem as pesquisas e estudos elaborados pelos vários órgãos envolvidos na produção de soja no Brasil, como o objetivo de ao menos minimizar esses transtornos.

Pois, como dissemos, trata-se de um setor diretamente ligado ao agronegócio brasileiro. E, como se sabe, este é o setor mais importante para a economia do pais; a alavanca que puxa para cima a economia como um todo.

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