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Pode Guardar Jaca na Geladeira? Como Conservar a Fruta?

É possível, sim, guardar a jaca na geladeira, ou melhor, conservar a fruta no congelador. E, para tal, basta retirar os gomos das sementes, embalá-los em um saco plástico (tirando todo o ar) e levá-los até o congelador. O resultado dessa operação será a manutenção da fruta com todas as suas características por até 4, 5 ou 6 meses!

Os altos teores de açúcar da jaca ainda contribuirão para que ela mantenha a sua consistência (“firme” ou “mole”), e ainda preservados os seus nutrientes, sabor e maciez tão característicos.

A jaca é uma exorbitância! Na natureza, é possível encontrar exemplares com até 20, 30 ou 40kg! Ela é considerada uma daquelas frutas que deve-se consumir o mais rapidamente possível, pois é das que estragam facilmente; e se por acaso ainda encontrar as condições ideais para isso (calor, alta umidade e ambiente abafado), aí é que em não mais do que 2 ou 3 dias elas estarão totalmente comprometidas!

Após o congelamento, o recomendado é que consuma a fruta não totalmente descongelada – e nem pensar em congelar e descongelar, congelar e descongelar…pois isso torna a fruta um ambiente perfeito para a proliferação de micro-organismos patológicos.

Aqui, mais uma vez, fica a dica de comprar as frutas que pretende consumir no período de no máximo uma semana. Sabemos que esse é, sem dúvida, um dos principais empecilhos para a manutenção de uma dieta à base de frutas (e também de verduras): a conservação!

Mas, no caso específico da nossa tão popular Artocarpus heterophyllus, o congelamento das bagas maduras, descaroçadas e acondicionadas em um saco plástico – hermeticamente fechado – , pode facilmente resolver esse transtorno; e ainda com um bônus de evitar o desperdício, proteger o bolso e garantir uma dieta à base de frutas o ano todo.

Como Aproveitar a Jaca que foi Guardada (ou Conservada) na Geladeira?

Algo que poderíamos dizer que faz parte do arsenal de características dessa espécie é o desperdício! Isso porque até mesmo no pé é comum ver os exemplares já passados, ou então uma verdadeiro “chão de jacas” estragadas que passaram do tempo de colheita.

Degradar-se rapidamente é uma característica biológica do fruto – uma das suas inúmeras singularidades – , e por isso mesmo o ideal é não perder nenhuma parte; as sementes e as cascas, por exemplo, podem, sim, ser aproveitadas, e com a vantagem de possuir até 40 ou 50 vezes mais nutrientes que a polpa.

Ainda é possível utilizar a jaca verde, na forma da curiosíssima “carne de jaca” – uma iguaria que saiu das cozinhas nordestinas e do sudeste do país para invadir a mesa dos adeptos de uma alimentação saudável, em particular a dos veganos, que não se sabe bem como, descobriram que a polpa da fruta ainda verde pode ser cozida e desfiada, semelhantemente ao que se faz com um frango.

A partir daí, o céu é o limite! Quibes, coxinhas, pasteis…não há salgado que não caia bem, na opinião dos veganos, com um belo recheio de “carne de jaca” desfiada, com todos os condimentos necessários, e ainda com o toque original das receitas tipicamente veganas!

E como se não bastasse o fato de ser uma solução barata para quem se vê sem os recursos necessários para manter uma boa dieta à base de carne, saiba que a jaca ainda contribui com inúmeros nutrientes: ela é rica em fósforo, ferro, potássio, cálcio, ácidos graxos, além de manganês, cobre, selênio, entre outros inúmeros sais minerais e vitaminas.

Para quem vive no campo, ter um pé de jaca por perto é a garantia da manutenção de uma dieta à base de proteína vegetal. Para quem mora distante, a possibilidade de comprar exemplares por R$6, R$7, e no máximo R$ 10,00, também faz toda a diferença no bolso – e certamente na manutenção da saúde.

Uma Fruta e as suas Peculiaridades

Como dissemos, a jaca, como a maioria das espécies frutíferas, pode ser consumida quase na sua integralidade. As sementes (ou caroços) podem ser tostadas, processadas e transformadas em uma “farinha de jaca”, altamente nutritiva, e uma verdadeira fonte de fibras.

Você poderá juntar essa farinha a sorvetes, bolos, pudins, pães, entre outras formas de conferir um sabor que lembra bem ao da castanha, e ainda com as mesmas quantidades de gorduras saudáveis, além de proteínas e carboidratos.

Essa farinha pode ser acrescentada a molhos, refogados, cozidos; ela pode ser misturada ao leite, iogurtes e sucos. Mas pode ser que você prefira mesmo saborear os grãos tostados inteiros, como um saborosíssimo petisco, temperado com azeite de oliva, ervas, sal e molho shoyu.

A Fruta Jaca

Verdadeiramente o céu é o limite para quem tem um pouco de criatividade e aprecia uma alimentação saudável! Caroço, polpa e sementes podem render curiosas receitas, e a casca pode ser aproveitada como fonte de proteínas para criações de porcos, répteis, além de outros animais.

Mas, acreditem, até mesmo a indústria de cosméticos rendeu-se às formidáveis qualidades da jaca e dos seus nutrientes!

Por meio da extração dos seus óleos essenciais, é possível obter hidratação somada a quantidades exorbitantes de proteína vegetal, que vai bem na composição de loções, shampoos, sabonetes, hidratantes, entre outros produtos

“Afundado o Pé na Jaca”

Mas como se não bastasse tais predicados, a fruta ainda tem lá os seus mitos, lendas e crendices, como aquela relacionada à popular expressão “enfiar o pé na jaca”.

O que se diz é que essa expressão está diretamente relacionada ao consumo excessivo de álcool! Reza a lenda que os antigos tropeiros – homens que cruzavam territórios levando e trazendo mercadorias, lá por meados do séc XVII – realizavam as suas viagens com o auxílio de mulas, devidamente aparatadas com cestos e demais compartimentos, onde iam diversos produtos, entre eles, obviamente, jacas! Muitas jacas! Jacas em abundância!

Afundado o Pé na Jaca

O resultado disso vocês já podem mais ou menos imaginar! Após uma ou outra sessão de bebedeira, o quão difícil devia ser subir nas tais mulas, sem que, involuntariamente, não “enfiassem os pés na jaca”; e nesse caso, literalmente, e atabalhoadamente, provocando, certamente, os risos desbragados de quem quer que tivesse o prazer de apreciar a cena.

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