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Pé de Carambola Pequeno Em Vaso

Um pé de carambola pequeno (ou Averrhoa carambola) pode ser plantado em um vaso, desde que a planta encontre as condições exigidas por qualquer espécie de clima tropical.

A carambola também é um daqueles típicos casos em que uma simples espécie acaba provocando um verdadeiro tumulto no meio científico.

Nesse caso, devido às controvérsias que dizem respeito a uma possível ação neurotóxica da fruta – mais especificamente ainda, sobre as consequências do seu consumo por indivíduos portadores de algum transtorno renal.

Substâncias como o oxalato e a caramboxina estariam por trás desse efeito, que alguns estudos garantem que podem ser percebidos até mesmo por indivíduos sem qualquer transtorno nos rins, muito em função da dificuldade de eliminar essas neurotoxinas por meio da urina.

Porém, controvérsias à parte, o que se pode dizer sobre a carambola é que, quando o assunto é o cultivo de variedades ornamentais – que componham bem o ambiente de sítios, chácaras, fazendas, ou mesmo de um quintal, a Averrhoa carambola comporta-se de forma magnífica!, principalmente pelo fato ser uma espécie com pequeno porte.

Diretamente das florestas tropicais da Índia, a carambola desembarcou no Brasil nos idos dos anos de 1817, inicialmente para fins comerciais, mas logo como uma típica espécie ornamental, que poderia aliar-se, perfeitamente, às nossas conhecidas mangueiras, cajueiros, mamoeiros, pitangueiras, aceroleiras, entre outras variedades tropicais.

Na verdade a caramboleira adquiriu a condição de uma típica espécie ornamental para jardins e quintais, graças ao seu pequeno porte, belas e agradáveis inflorescências e por adaptar-se muito bem ao ambiente restrito de um vaso.

E é justamente sobre isso que trataremos nesse artigo: sobre como ter um pé de carambola pequeno plantado em vasos, de forma a que ele mantenha as mesmas características que são tão apreciadas quando cultivados livres, em sítios, quintais, fazendas, chácaras, entre outras propriedades semelhantes.

Pé de Carambola Pequeno em Vaso

A primeira coisa a saber quando se pensa em uma empreitada como essa – a de possuir um pé de carambola pequeno em um vaso –, é que essa espécie irá exigir as condições que exigem toda e qualquer espécie de clima tropical.

A saber: uma temperatura que oscile entre os 25 e 30°C, bastante umidade (pelo menos 80%) e solo consideravelmente fértil.

Além disso, as chuvas da região deverão ser ao menos razoáveis, pois é justamente o que ela precisa: chuvas em abundância!, que garantam a umidade necessária para o seu pleno desenvolvimento.

Na dificuldade de atender a essa sua exigência (por chuvas abundantes, entre 800 e 1000 mm/anuais), as regas deverão ser rigorosas! – ao menos 3 vezes por semana.

Sem essas preocupações, dificilmente uma caramboleira conseguirá desenvolver-se a contento; e ainda nos presentear com as suas enigmáticas inflorescências escuras, violetas ou com uma extravagante e singular cor púrpura.

Como Plantar um Pé de Carambola Pequeno em Vaso?

A caramboleira, talvez por ter como origem as singulares, místicas e enigmáticas florestas tropicais da Índia – que ocupam nada mais nada menos do que 21% do território do país – , são bastante exigentes com relação ao solo para plantio.

O que elas gostam mesmo é de um terreno com boa profundidade, entre o arenoso e o argiloso, com ótma drenagem e fértil! Bastante fértil! Fértil o suficiente para que elas possam absorver grandes quantidades de água e nutrientes – uma das suas principais características.

No caso do plantio em vasos, escolha um com boas dimensões, mantenha o pH entre 6 e 7, misture no vaso uma terra vegetal de qualidade com composto orgânico bem curtido e areia grossa (em partes iguais).

O método ideal para o cultivo de um pé de carambola pequeno em vaso é aquele feito por meio das suas sementes. Estas devem ser retiradas de frutas fortes, viçosas e vigorosas. Logo após, deverão ser secadas e levadas até uma sementeira – que geralmente é um recipiente de barro, com bastante esterco curtido, que pode ser de carneiro, bovino, galinha, entre outros.

Faça buracos com espaços entre 10 e 12 cm, coloque até 2 sementes por vaso, cubra com uma lona (se quiser evitar a evaporação da água) e complete a operação cobrindo-as, levemente, com a terra – sem pressionar demais.

Quando as pequenas mudas começarem a “dar o ar de suas graças” (geralmente por volta de 6 ou 8 dias), faça uma espécie de poda, a fim de retirar as mudas mais frágeis (que não irão desenvolver-se a contento, e ainda competir com as outras por nutrientes) e deixe apenas as mais fortes. E quando elas atingirem os 20 ou 25cm, aí sim, você poderá transportá-las para os vasos!

Outros Detalhes Sobre o Plantio de Pés de Carambola Pequena em Vasos

Para esse tipo de plantio, dê preferência por utilizar um vaso com dimensões 50 x 50 x 50, e que seja de barro, cerâmica ou outros materiais que facilitem a drenagem da água, ventilação das mudas, entre outras necessidades que uma espécie, plantada nessas condições (não tão naturais ), irá requerer.

No vaso, acrescente uma mistura de terra vegetal, composto orgânico, calcário (para a correção do pH) e esterco curtido. Misture bem e acrescente, por cima, uma terra grossa.

Atente para o fato de que essa operação deverá ser feita 30 dias antes de transportar a muda para esse vaso – a introdução de mudas em adubagem nova costuma inibir ou danificar as raízes.

Plantando Carambola no Vaso
Plantando Carambola no Vaso

Ao final de 1 mês, essa mistura feita no vaso estará pronta para receber as mudas, que irão desenvolver-se magnificamente – aliás, como é típico das espécies ornamentais!

Elas irão buscar, com suas folhagens pendentes, o néctar precioso do orvalho, as gotas de chuva que caem (e que lhes garantem a vida) e um pouco dos fluidos energizantes do sol, que também lhes renovem as forças.

Não custa lembrar que elas são típicas espécies tropicais; e que por isso só se desenvolverão a contento se você puder reproduzir essas características de tropicalidade em sua residência ou quintal.

Pelos menos 80% de umidade, temperatura entre 25 e 30°C, solo rico em matéria orgânica, chuvas (ou irrigação) abundantes, entre outras necessidades.

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