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Hortaliças Que Gostam de Sol

Um Pouco Sobre a Terra Primitiva

Se hoje, em nossos dias, temos plena abundância de oxigênio disponível na atmosfera, tanto que somos dependentes dele para os nossos processos metabólicos (conforme a respiração aeróbica que ocorre nos organismos que possuem as poderosas mitocôndrias dentro de suas células), pode parecer apocalíptico pensarmos na atmosfera do nosso planeta Terra sem esse componente tão importante para o desenvolvimento da vida.

O elemento é abundante na nossa atmosfera atual, mas se pegarmos uma (hipotética) máquina do tempo e voltarmos alguns bilhões de anos atrás na Terra primitiva, certamente ele não estaria disponível para o nosso consumo e, ao menos que se consigamos substituí-lo por algum outro componente presente naquela atmosfera (como o hidrogênio, o metano, a amônia e o onipresente vapor de água), morreríamos sufocados, agonizando como se estivéssemos em uma câmara à vácuo (claro, antes de sermos tostados pelos raios solares, já que a camada de ozônio ainda não existia.

Essa transição da configuração da atmosfera que ocorreu através de eras planetária explicam as dinâmicas dos seres orgânicos, e vice-versa: desde que o planeta nasceu, a emergência e estabelecimento do oxigênio, por exemplo, nos faz resgatar o papel dos organismos fotossintetizadores na configuração desse então novo componente na atmosfera da Terra.

Aprendemos desde o nosso tempo de escola básica que existe esse processo bioquímico fundamental para a manutenção da vida no planeta, o qual pega do ambiente o gás carbono disponível (e água) e, através da energia solar, transforma isso em oxigênio e em matéria orgânica (açúcares e demais macromoléculas).

Muito Antes da Fotossíntese

Os cientistas e pesquisadores calculam que o planeta possui aproximadamente 4,5 bilhões de anos, já o surgimento da vida foi 1 bilhão de anos depois (3,5 bilhões).

O que explica o que ocorreu nesse período do surgimento do planeta até a emergência dos primeiros seres vivos é a famosa teoria de Oparin-Miller, estabelecida nas primeiras décadas do século XX, a qual, ao conjecturaram os processos envolvidos no surgimento da vida, estabeleceram as condições climatológica da Terra primitiva, os principais elementos químicos presentes então (os já citados amônia, metano, nitrogênio e vapor de água) e, devido a ausência da camada de ozônio, as incidências dos raios ultravioletas eram de muito maior intensidade, além das rajadas de choques e tempestades de raios, fazendo assim a temperatura da Terra nesses primeiro bilhão de ano muito maior do que daquela que nós vivemos atualmente.

Todo esse sistema foi primeiramente teorizado pelo bioquímico soviético Oparin, e posteriormente investigado pelo bioquímico norte-americano Miller, o qual, ao construir (a partir de vidrarias e ferramentas laboratoriais) um experimento que emulava as condições da Terra primitiva, conseguiu verificar o surgimento de matéria orgânica a partir da matéria inorgânica: os elementos amônia, metano e vapor de água – a partir das descargas elétricas e sob elevada temperatura – tinham se tornado aminoácidos, a macromolécula que em longas cadeias configura a proteína (essas que são a base para a o desenho de outras macromoléculas, como gorduras, açúcares).

Aleksandr Oparin
Aleksandr Oparin

Esse experimento foi tão importante não apenas para quebrar alguns dogmas fundamentalistas (como a teoria da abiogênese, também conhecida como geração espontânea), mas também deu luz a explicação darwiniana de como ela se desenvolveria a partir deste momento.

Da Fermentação à Fotossíntese

Com evidências sólidas de como os primeiros seres vivos surgiram, os cientistas e especialistas começaram a construir o grande quebra cabeça de 4,5 bilhões de anos (considerando que pelo menos nos primeiro bilhão já se tinha alguma ideia do que havia ocorrido).

Esses seres vivos primordiais – pensaram os estudiosos – não podiam gerar energia a partir da respiração, já que a atmosfera da Terra naquela época não possuía os elementos necessários ao processo biológico, assim que deduziram que o principal processo de obtenção de energia seria a fermentação.

A fermentação existe até hoje, muito mais simples que a respiração aeróbica, produzindo menor energia (moléculas de ATP), porém pode ser realizada em ambientes que não possuem oxigênio disponível, sendo que esse processo bioquímico está presente desde os seres procariotos até na musculatura dos mamíferos, sendo selecionada quando ou o ambiente não possui oxigênio (como uma lagoa poluída, no caso das bactérias) ou quando o indivíduo (no caso dos mamíferos) faz um esforço além do que a capacidade motora aguenta, aliado a ausência do elemento no respectivo tecido.

Assim, considerando a fórmula da fermentação é a quebra da matéria orgânica (algum açúcar) em gás carbono e álcool, e considerando que o planeta estava repleto de seres vivos fermentadores, a conclusão que os cientistas chegaram é que a próxima etapa da nossa atmosfera foi bombardeada pelo elemento gás carbono, mudando assim a composição do ar.

Lembrando que a fotossíntese (que é exatamente a mesma fórmula da respiração aeróbica, só que o inverso) faz uso do gás carbono para o seu processo bioquímico, temos assim mais uma etapa que explica o surgimento dos seres fotossíntetizadores: a partir da seleção natural (sempre ela) os novos organismos que conseguiram utilizar o gás carbônico para gerar matéria orgânica (a partir da luz solar) conseguiram melhor se adaptar ao novo cenário, fazendo assim uma nova mudança na composição da atmosfera terrestre: bombardeamento de oxigênio para a nossa atmosfera, e também configurando a camada de ozônio a qual diminuiu as intensidades de raio solares, amenizando o clima na Terra.

A Fotossíntese e as Plantas

A fotossíntese é realizada pelos organismos que apresentam ou clorofila (o pigmento intracelular onde ocorre o processo nos procariotos) ou no cloroplasto (a organela celular, que agrega um conjunto de clorofila e outras estruturas moleculares mais complexas, presentes nos eucariotos).

Ou seja: apenas bactérias com clorofila em suas células e as plantas realizam esse processo.

Sabemos que toda a quantidade de oxigênio disponível vem pesadamente das cianobactérias presentes nos nossos mares, entretanto as plantas têm um papel importantíssimo na cadeia alimentar do planeta: elas são os ditos produtores, assim elas produzem o seu próprio alimento e acumula em seus tecidos, os quais serão consumidos por herbívoros (estes que são consumidos por carnívoros) e por onívoros (este último que também se alimenta dos herbívoros).

Por isso que é bem complicado pensarmos em um mundo sem os vegetais, como conseguiríamos nos alimentar sem esses representantes do Reino Plantae?

Hortaliças Que Gostam de Sol

Apesar de a luz solar ser essencial para o processo de fotossíntese, algumas plantas foram selecionadas à não receber o sol diretamente nas suas folhas, não suportando a incidência direta e assim não sobrevivendo quando expostas diretamente ao Sol (como muitas espécies da Amazônia que, quando se cortam as grandes arvores que as protegem dos raios solares, acabam não resistindo à nova condição).

Por isso, caso você pense em produzir alguma hortaliça no seu jardim, lembre-se que a escolha da espécie irá determinar a produção e qualidade dessas suas plantas, caso seu canteiro esteja exposto diretamente à luz deste astro responsável pela a vida aqui na Terra.

Assim, segue uma lista de plantas que podem ser postas diretamente a luz solar, que a partir da fotossíntese produzirão o máximo de matéria orgânica, ou seja, serão bem nutritivas: podemos citar a alface, o agrião e a rúcula com as clássicas folhas verdes; a cenoura, uma raiz; pimenteiras em gerais e o limoeiro siciliano, que produz frutos.

Sempre lembrando que o solo deve ser bem nutrido (com a matéria inorgânica que será transformada em matéria orgânica), assim como deve-se mantê-las hidratas conforme a intensidade do sol, e respectiva época do ano.

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