Frutas com a Letra C: 18 Nomes de Fruta com C [Lista 2026]
Procurando uma fruta com C para o trabalho da escola, uma rodada de adedonha, uma receita ou só por curiosidade botânica? Esta lista reúne 18 frutas que começam com a letra C — do caju e do coco que estão em qualquer feira até raridades da biodiversidade brasileira como cabeludinha, caimito e conde. Cada uma traz foto ou descrição, nome científico e o que tem de especial, em linguagem direta, para quem quer entender sem complicação. No fim, você sabe quais frutas com a letra C são brasileiras, quais são exóticas e como diferenciar uma fruta verdadeira de um pseudofruto.
Resposta direta: 18 frutas começam com a letra C — as mais conhecidas são caju, carambola, cereja, caqui, coco, cupuaçu, cacau, cajá, cagaita, camu-camu, ciriguela e cambucá. As menos conhecidas incluem cambuci, cranberry, cabeludinha, caimito, canistel e conde. Cada uma é detalhada abaixo, com nome científico verificado.
Atualizado em maio de 2026 com expansão da lista de 12 para 18 frutas, nova seção de referência para adedonha e revisão de todos os dados com fontes botânicas verificadas.
Como esta lista foi montada: partimos de bases botânicas reconhecidas (Embrapa, ICMBio e referências em Anacardiaceae, Myrtaceae, Malvaceae, Oxalidaceae e Ebenaceae) para confirmar nome científico, origem e ocorrência no Brasil de cada fruta com a letra C. Espécies citadas em listas populares mas que não são frutas no sentido botânico (como a “castanha-do-pará”, que é semente) foram deixadas de fora.
Resumo rápido: tabela das 12 frutas com a letra C
Antes de mergulhar nos detalhes, esta tabela resume as frutas que começam com a letra C que você vai conhecer aqui. Use como uma “cola” rápida para identificar cada fruta com letra C e saber se vale procurá-la na feira. Em seguida, cada uma ganha sua própria seção.
| Fruta | Nome científico | Origem | Encontra no Brasil? |
|---|---|---|---|
| Caju | Anacardium occidentale | Brasil (Nordeste) | Sim, abundante |
| Carambola | Averrhoa carambola | Sudeste asiático | Sim, fácil |
| Cereja | Prunus avium | Europa e Ásia | Importada, comum |
| Caqui | Diospyros kaki | Ásia (China e Japão) | Sim, fácil |
| Coco | Cocos nucifera | Ásia tropical | Sim, abundante |
| Cupuaçu | Theobroma grandiflorum | Amazônia brasileira | Sim, no Norte |
| Cacau | Theobroma cacao | América do Sul (Amazônia) | Sim, na Bahia e no Pará |
| Cajá | Spondias mombin | América tropical | Sim, no Norte e Nordeste |
| Cagaita | Eugenia dysenterica | Cerrado brasileiro | Sim, no Centro-Oeste |
| Camu-camu | Myrciaria dubia | Amazônia | Sim, no Amazonas e em Rondônia |
| Ciriguela | Spondias purpurea | América Central | Sim, no Nordeste |
| Cambucá | Plinia edulis | Mata Atlântica | Sim, mas raro |
| Cambuci | Campomanesia phaea | Mata Atlântica | Sim, mas raro |
| Cranberry | Vaccinium macrocarpon | América do Norte | Importada, seca/congelada |
| Cabeludinha | Myrciaria glazioviana | Brasil (Sudeste) | Sim, mas rara |
| Caimito | Chrysophyllum cainito | América tropical | Sim, no Norte/Nordeste |
| Canistel | Pouteria campechiana | América Central | Sim, em algumas regiões |
| Conde (fruta-do-conde) | Annona squamosa | América tropical | Sim, no Nordeste |
Fruta com C para adedonha: a lista completa
Se você precisa de uma fruta com C para o stop ou adedonha, aqui estão todas as 18 frutas desta lista divididas por nível de aceitação numa rodada:
- Fáceis de aceitar em qualquer rodada: caju, carambola, cereja, caqui, coco, cupuaçu, cacau, cajá, conde, cranberry
- Menos conhecidas, mas válidas com nome científico: cagaita, camu-camu, ciriguela, cambucá, cambuci, caimito
- Raridades que impressionam: cabeludinha, canistel
Camu-camu, cambuci e cagaita costumam passar sem contestação em rodadas mais disputadas — e ainda ensinam algo sobre a biodiversidade brasileira.
Caju: a fruta com a letra C mais brasileira da lista
O caju (Anacardium occidentale, família Anacardiaceae) é nativo do Nordeste do Brasil e o “xodó” da letra C. A parte amarela ou vermelha que comemos não é o fruto verdadeiro — é o pedúnculo, ou pseudofruto. O fruto mesmo é a castanha presa na ponta. É como se fosse uma fruta com duas peças: a parte suculenta para o suco e a castanha para os doces.
O cajueiro é uma árvore de pequeno a médio porte, resistente ao calor e à seca. Por isso aparece em quase todo o Nordeste, do litoral aos sertões. O Ceará é o maior produtor brasileiro de castanha de caju, segundo dados da Embrapa Agroindústria Tropical. A safra principal vai de julho a janeiro, com picos entre setembro e novembro.

O caju é rico em vitamina C e contém compostos antioxidantes. O suco da polpa é um dos mais consumidos do Brasil, e a castanha torrada virou ingrediente premium em padarias e mercados. Curiosidade: em algumas regiões, a casca do caju ainda é usada artesanalmente para tingir tecidos.
Carambola: a fruta com letra C que vira estrela quando cortada
A carambola (Averrhoa carambola, família Oxalidaceae) é originária do sudeste da Ásia e foi trazida para o Brasil há séculos. Hoje é cultivada em quintais de praticamente todo o país. Quando você corta a fruta na transversal, cada fatia sai em formato de estrela de cinco pontas — daí o apelido em inglês de “star fruit”.

O sabor varia entre o suave-azedo e o levemente doce, dependendo da variedade e da maturação. A casca é fina e comestível. A árvore é pequena, ornamental e produz dezenas de frutos por safra, que vai de fevereiro a junho na maior parte do Brasil.
Atenção importante: a carambola contém caramboxina, uma neurotoxina natural. Pessoas com doença renal crônica devem evitar a fruta — a Sociedade Brasileira de Nefrologia faz esse alerta há anos. Para quem tem a função renal saudável, o consumo normal não traz risco.
Cereja: a fruta com letra C mais cobiçada nas festas de fim de ano
A cereja (Prunus avium, família Rosaceae) é nativa da Europa e da Ásia ocidental. Não é uma cultura adaptada ao clima brasileiro: a cerejeira precisa de inverno frio para florescer, com horas de baixa temperatura (“frio”) que só algumas regiões serranas do Sul oferecem. O resultado é que quase toda cereja vendida no Brasil é importada do Chile, dos Estados Unidos ou da Turquia.

A polpa é macia, o sabor varia do doce ao agridoce e a cor vai do vermelho-claro ao quase preto. No Brasil, a cereja aparece com força entre novembro e janeiro, quando coincide com a safra do hemisfério sul (especialmente do Chile) e os preços de fim de ano. A “cereja” usada em coberturas de bolo e em saladas costuma ser marasquino, processada com calda doce.
Importante não confundir com a acerola (Malpighia emarginata), que é outra planta e começa com a letra A. A acerola é parecida no formato e na cor, mas pertence a outra família botânica.
Caqui: a fruta com a letra C que parece um tomate
O caqui (Diospyros kaki, família Ebenaceae) tem origem na Ásia oriental, especialmente China e Japão, e chegou ao Brasil com imigrantes japoneses no início do século XX. Hoje, São Paulo é o maior produtor nacional, com plantios também em Minas Gerais e no Sul. A safra brasileira concentra-se entre março e julho.

Existem três grandes grupos de caqui no Brasil: o “doce” (que se come duro, como uma maçã), o “taninoso” (que precisa amadurecer e ficar molinho para perder o gosto adstringente, aquele “amarrar” na boca) e o “variável” (intermediário). Variedades comuns nos mercados: Fuyu, Rama Forte e Giombo.
O caqui é rico em betacaroteno (precursor da vitamina A) e em fibras. O índice de açúcar é alto, então quem controla glicemia precisa medir a porção. A polpa funciona bem em saladas, sucos e doces.
Coco: a fruta com letra C que é palmeira e drupa
O coco (Cocos nucifera, família Arecaceae) é o fruto do coqueiro, uma palmeira originária da Ásia tropical que se naturalizou no litoral brasileiro há séculos. Botanicamente, é uma drupa — o mesmo grupo do pêssego e da azeitona — com casca fibrosa por fora e uma semente única dentro da parte mais dura.
O Nordeste concentra a maior produção brasileira de coco. Cada coqueiro pode produzir entre 50 e 80 frutos por ano, durante várias décadas. Existem dois tipos principais cultivados: o coqueiro-anão (mais baixo, especializado em coco verde para água) e o coqueiro-gigante (mais alto, que dá o coco maduro usado em receitas).
A “água” e a polpa do coco são ricas em potássio e gorduras de cadeia média. A indústria aproveita praticamente tudo: água envasada, leite de coco, óleo, fibra para vasos, casca para artesanato. É uma das frutas com a letra C mais versáteis do mundo.
Cupuaçu: a fruta com letra C que é a “joia” da Amazônia
O cupuaçu (Theobroma grandiflorum, família Malvaceae) é parente próximo do cacau e nativo da Amazônia brasileira. A casca é dura e marrom, mas a polpa é branca, cremosa e tem um aroma marcante — uma mistura de manga, abacaxi e chocolate, segundo descritores sensoriais usados pela Embrapa Amazônia Oriental.
O Pará é o maior produtor nacional. A safra concentra-se de janeiro a abril. A polpa é congelada e exportada para Sul e Sudeste, onde aparece em sorvetes, mousses, bombons e iogurtes. As sementes lembram as do cacau e dão origem ao “cupulate”, um chocolate de cupuaçu desenvolvido por pesquisadores brasileiros.
É uma das frutas com a letra C mais ricas em fibras e em compostos antioxidantes. Para quem nunca provou, o caminho mais fácil é começar pelo sorvete — o sabor “encorpado e ácido” pode pegar de surpresa quem espera algo mais doce.
Cacau: a fruta com a letra C que vira chocolate
O cacau (Theobroma cacao, família Malvaceae) é nativo da América do Sul, com centro de diversidade na Amazônia. A polpa branca e adocicada que envolve as sementes é, sim, comestível — tem sabor próximo do mangostão. Mas é a semente fermentada e torrada que vira o chocolate.
O Brasil já foi o segundo maior produtor mundial de cacau até os anos 1980, antes da praga “vassoura-de-bruxa” devastar lavouras na Bahia. A produção brasileira está se recuperando, agora com Pará e Bahia na liderança. O fruto cresce direto no tronco e nos galhos grossos da árvore — fenômeno chamado de cauliflora.
Para o consumidor, vale lembrar a diferença: polpa de cacau é o que se come fresco ou em sucos; cacau em pó e nibs vêm das sementes processadas. Os melhores chocolates são feitos com cacau “fino de aroma”, uma classificação reconhecida internacionalmente.
Cajá: a fruta com a letra C amarela do Nordeste
O cajá (Spondias mombin, família Anacardiaceae) é uma fruta amarela, ovalada, do tamanho de uma azeitona grande. Tem polpa fina e suculenta em volta de um caroço. O sabor é ácido e marcante, ideal para sucos e sorvetes — quase nunca se come ao natural por causa da acidez.
A árvore é alta, perde as folhas no inverno e produz frutos entre dezembro e março, na maior parte do Nordeste. Não confunda com o cajá-manga, que é outra espécie do mesmo gênero (Spondias dulcis), maior e menos ácida. Os dois aparecem nas mesmas feiras, mas o cajá-manga começa com C aqui se você considerar o nome composto — preferimos manter o cajá puro nesta lista.
O suco de cajá é um dos sucos regionais mais famosos do Nordeste, frequentemente comparado em popularidade ao do caju. A polpa congelada é vendida em todo o país e é a forma mais fácil de experimentar fora da região produtora.
Cagaita: a fruta com letra C nativa do Cerrado
A cagaita (Eugenia dysenterica, família Myrtaceae) é uma fruta amarelo-clara, do tamanho de uma bola de pingue-pongue, típica do Cerrado brasileiro. Goiás, Tocantins e Minas Gerais são as regiões onde ela mais aparece. A polpa é macia e com bastante água.
O nome científico já dá a dica do principal cuidado: comer cagaita madura demais ou em excesso pode ter efeito laxante (daí “dysenterica”). Em quantidade moderada e bem madura, é doce, refrescante e segura. A época de colheita é curta: setembro a novembro, durante as primeiras chuvas.
Ecologicamente, a cagaiteira é importante: alimenta aves, mamíferos do Cerrado e tem sido alvo de programas do ICMBio e da Embrapa Cerrados para conservação e uso sustentável. Para quem mora no Centro-Oeste, é uma das frutas com letra C que vale conhecer fresca.
Camu-camu: a fruta com letra C com a maior dose de vitamina C do mundo
O camu-camu (Myrciaria dubia, família Myrtaceae) é uma fruta pequena, redonda, vermelho-arroxeada, que cresce em árvores baixas nas margens alagáveis dos rios da Amazônia, especialmente em Rondônia, Amazonas e na fronteira com o Peru. É reconhecida como uma das frutas com maior teor de vitamina C do mundo, com concentrações citadas pela Embrapa Amazônia Ocidental que podem ultrapassar as da acerola e da laranja em ordem de grandeza.
O sabor é fortemente ácido — quase ninguém come ao natural. A polpa congelada e o pó liofilizado viraram exportação valiosa, principalmente para o Japão e para o mercado de suplementos alimentares. A safra acompanha as cheias dos rios amazônicos, geralmente entre dezembro e março.
Para o consumidor brasileiro, a forma mais comum é a polpa congelada e os pós para sucos e cápsulas. Vale conferir o rótulo: produtos com “camu-camu puro” diferem dos blends adocicados.
Ciriguela: a fruta com a letra C parente do cajá
A ciriguela (Spondias purpurea, família Anacardiaceae), também escrita “seriguela”, é uma fruta pequena e arredondada, com casca que vai do amarelo ao vermelho-arroxeado conforme amadurece. A polpa é amarela, fibrosa, em volta de um caroço grande e duro. É parente próxima do cajá e do umbu, todas do mesmo gênero Spondias.
É bastante comum em quintais do Nordeste brasileiro, especialmente em Pernambuco, Paraíba, Bahia e no interior de outros estados nordestinos. A safra principal vai de novembro a fevereiro. Diferente do cajá, a ciriguela é doce e pode ser consumida ao natural — basta morder e cuidar do caroço.
Apesar de pouco conhecida no Sul e Sudeste, a ciriguela tem feito sucesso recente em sorvetes artesanais e drinks de coquetelaria que apostam em frutas regionais brasileiras.
Cambucá: a fruta com a letra C rara da Mata Atlântica
O cambucá (Plinia edulis, família Myrtaceae) é uma das frutas com a letra C menos conhecidas do Brasil, mesmo sendo nativa da Mata Atlântica. A árvore é pequena a média, com casca lisa e ornamental. O fruto é amarelo-alaranjado, redondo, do tamanho de um limão, com polpa doce e ligeiramente perfumada.
O cambucá quase desapareceu dos quintais brasileiros nas últimas décadas e hoje aparece em iniciativas de resgate de plantas alimentícias não convencionais (PANC), com apoio de pesquisadores da Embrapa e de universidades. É comum em coleções botânicas do Sudeste e em sítios de bioconservação do Vale do Paraíba e do litoral paulista.
O sabor lembra uma mistura de pêssego com tangerina, com um leve toque resinoso — descrição usada por degustadores de PANC. Para quem mora no Sudeste, é uma das frutas com letra C que vale procurar em feiras de produtores e eventos de slow food.
Cambuci: a fruta com C azeda da Mata Atlântica
O cambuci (Campomanesia phaea, família Myrtaceae) é uma fruta nativa da Mata Atlântica, encontrada principalmente no Vale do Ribeira e no litoral de São Paulo. O fruto é verde-amarelado e achatado, com polpa branca e sabor intensamente ácido — tão ácido que raramente se come ao natural.
Esse azedume extremo é, paradoxalmente, o que tornou o cambuci famoso: sorveterias e restaurantes de cozinha contemporânea no Sudeste usam a fruta em sobremesas, drinques e molhos com sabor inconfundível. A safra concentra-se entre outubro e janeiro. Como o cambucá, o cambuci faz parte de programas de resgate de plantas alimentícias não convencionais (PANC) da Mata Atlântica.
Cranberry: a fruta com C norte-americana famosa pela saúde urinária
A cranberry (Vaccinium macrocarpon, família Ericaceae) — oxicoco no português técnico — é nativa da América do Norte. É uma frutinha vermelho-escura e muito ácida, que raramente aparece fresca nas prateleiras brasileiras. O que se encontra aqui são versões secas, congeladas ou em suco.
A fama da cranberry no Brasil está ligada à saúde urinária. Compostos chamados proantocianidinas (PACs) dificultam a aderência de bactérias na parede da bexiga — mecanismo investigado em estudos clínicos. Atenção: o benefício está na fruta sem adição de açúcar; produtos adoçados têm composição diferente. A safra norte-americana vai de setembro a novembro, e o produto chega ao Brasil importado durante todo o ano.
Cabeludinha: a fruta com C mais rara desta lista
A cabeludinha (Myrciaria glazioviana, família Myrtaceae) é uma PANC (planta alimentícia não convencional) nativa do Brasil, encontrada principalmente no Sudeste. O nome vem dos pequenos pelos que cobrem a casca do fruto maduro — o mesmo “cabelo” que dá identidade à fruta. A polpa é amarela, macia e levemente perfumada.
Quase não aparece em feiras ou mercados convencionais: você a encontra em sítios, chácaras e eventos de agroecologia do interior paulista e fluminense. Para quem se interessa por biodiversidade, a cabeludinha é uma das frutas com letra C que reúnem raridade e sabor acima da média. Pesquisadores de universidades brasileiras e da Embrapa a estudam como candidata a cadeia produtiva de PANC no Sudeste.
Caimito: a fruta com C que tem estrela por dentro
O caimito (Chrysophyllum cainito, família Sapotaceae) é uma fruta tropical originária das Américas Central e do Sul. Por fora, a casca é roxa ou verde, dependendo da variedade. Por dentro, a polpa branca ou roxeada forma um padrão em estrela quando cortada ao meio — efeito parecido com o da carambola, mas no corte interno da semente, e não nas bordas da fruta.
No Brasil, o caimito aparece principalmente no Norte e Nordeste, onde o clima quente e úmido favorece a árvore. O sabor é doce e levemente lácteo, com textura macia. Em feiras do Pará e do Maranhão aparece entre outubro e fevereiro.
Canistel: a fruta com C que parece gema de ovo
O canistel (Pouteria campechiana, família Sapotaceae) é originário da América Central e cultivado em algumas regiões tropicais do Brasil. A polpa é amarela-alaranjada, densa e levemente seca — a textura lembra tanto a gema de ovo cozido que o apelido internacional é “egg fruit” (fruta-ovo).
O sabor é adocicado, com notas de batata-doce, abóbora e um toque de baunilha. É incomum para o público brasileiro, mas começa a aparecer em sítios ecológicos e feiras de slow food no Sudeste. Come-se ao natural com uma pitada de limão para equilibrar a doçura, ou em cremes e sorvetes. A árvore produz durante boa parte do ano em climas muito quentes.
Conde: a fruta com C cremosa do Nordeste
O conde — nome completo fruta-do-conde (Annona squamosa, família Annonaceae) — é uma das frutas com C mais fáceis de encontrar em mercados e feiras nordestinos. Em São Paulo e parte do Sudeste, a mesma fruta é chamada de pinha. A casca com aspecto de escamas verdes lembra as de uma pinha de pinheiro — daí os dois nomes.
Por dentro, a polpa é branca, cremosa e muito doce, com sementes pretas espalhadas. A árvore se adapta bem ao calor e à seca, o que explica a presença no semiárido nordestino. Bahia e Pernambuco lideram a produção brasileira. A safra concentra-se entre novembro e fevereiro. Além do consumo in natura, aparece em sucos, sorvetes e vitaminas.
Qual fruta com a letra C é a mais comum no Brasil?
O caju e o coco disputam o posto. O caju lidera entre as frutas com letra C nativas, com produção concentrada no Nordeste e disponibilidade nacional como suco e polpa. O coco aparece em todas as regiões e ainda gera água, polpa e óleo em escala industrial. Em terceiro lugar, o caqui é a fruta com a letra C mais comum em quitandas e supermercados do Sudeste, com São Paulo na liderança da produção.
Sazonalidade: quando cada fruta com a letra C aparece no Brasil
- Caju: julho a janeiro (pico em setembro-novembro, no Nordeste).
- Carambola: fevereiro a junho.
- Cereja: novembro a janeiro (importada, hemisfério sul).
- Caqui: março a julho.
- Coco: o ano todo.
- Cupuaçu: janeiro a abril (Norte).
- Cacau: outubro a março (Bahia e Pará).
- Cajá: dezembro a março (Nordeste).
- Cagaita: setembro a novembro (Cerrado).
- Camu-camu: dezembro a março (Amazônia).
- Ciriguela: novembro a fevereiro (Nordeste).
- Cambucá: janeiro a março (raro, Sudeste).
- Cambuci: outubro a janeiro (Mata Atlântica, SP).
- Cranberry: setembro a novembro (importada da América do Norte).
- Cabeludinha: março a junho (Sudeste, muito rara).
- Caimito: outubro a fevereiro (Norte e Nordeste).
- Canistel: o ano todo (climas tropicais quentes).
- Conde (fruta-do-conde): novembro a fevereiro (Nordeste).
Conhecer a sazonalidade ajuda a comprar mais barato, mais fresco e com menor impacto ambiental — um princípio básico de consumo consciente.
Perguntas frequentes sobre frutas que começam com C
Quantas frutas começam com a letra C?
Considerando frutas no sentido botânico estrito, é possível listar entre 18 e 30 frutas que começam com a letra C, dependendo de incluir variantes regionais, nomes compostos e espécies exóticas. Esta lista traz 18 frutas com letra C relevantes para o público brasileiro, com nome científico verificado em fontes botânicas.
Cacau é fruta?
Sim. Botanicamente, o cacau é o fruto do cacaueiro (Theobroma cacao). A polpa branca em volta das sementes é comestível e doce. O chocolate vem das sementes fermentadas e torradas — não da polpa.
Caju é fruta?
O caju é um caso curioso. A parte amarela ou vermelha que comemos é um pseudofruto (pedúnculo intumescido). O fruto verdadeiro do cajueiro é a castanha presa na ponta. Na linguagem do dia a dia e até em rótulos de suco, o pseudofruto é tratado como fruta — mas na botânica formal, a “fruta” é a castanha.
Coco é uma fruta ou uma semente?
O coco é uma fruta — mais especificamente, uma drupa, o mesmo grupo botânico do pêssego e da azeitona. A casca dura interna envolve a semente; o que chamamos de “polpa” e “água” do coco está dentro dessa estrutura.
Quais frutas com C são típicas do Brasil?
Entre as nativas brasileiras estão caju, cupuaçu, cacau, cajá, cagaita, camu-camu e cambucá. Todas têm origem em biomas brasileiros (Caatinga, Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica) e são protagonistas de cadeias produtivas regionais.
Quais frutas com C são exóticas (vieram de fora)?
Carambola, cereja, caqui e coco têm origem fora do Brasil (Ásia, Europa e Ásia tropical, respectivamente), mas há séculos foram naturalizadas e hoje são cultivadas em larga escala no país.
Frutas com C brasileiras x exóticas: como diferenciar
Uma forma simples de organizar a lista é separar pelo bioma de origem. Entre as nativas brasileiras, temos caju (Caatinga e Cerrado), cupuaçu, cacau e camu-camu (Amazônia), cajá (América tropical com forte presença no Nordeste), cagaita (Cerrado) e cambucá (Mata Atlântica). Entre as exóticas naturalizadas, estão carambola e coco (Ásia tropical), cereja (Europa e Ásia ocidental) e caqui (China e Japão). A ciriguela é da América Central, mas se naturalizou tão bem no Nordeste que muita gente jura que é nativa.
Saber a origem ajuda em três coisas: escolher fruta da estação, valorizar a produção local e reduzir a pegada de transporte. Frutas nativas costumam exigir menos insumos e estão mais adaptadas ao clima — vantagem ecológica que casa com a missão do Mundo Ecologia.
Veredito final sobre as frutas com a letra C
A letra C é uma das mais ricas do alfabeto em variedade de frutas brasileiras. Em 12 nomes, conseguimos passear por cinco biomas (Caatinga, Cerrado, Amazônia, Mata Atlântica e zonas costeiras), por raridades como o cambucá e por gigantes do agronegócio como caju, coco e cacau. Para uso prático: se você está procurando uma fruta com C para uma rodada de adedonha, comece por caju, coco e caqui. Se quer impressionar, vá de cupuaçu, camu-camu ou cambucá — são histórias prontas sobre biodiversidade brasileira.
Continue explorando frutas por letra
Esta lista faz parte da série “Frutas que começam com…” do Mundo Ecologia. Se quiser continuar a sua jornada pelo alfabeto botânico, dá uma olhada nas frutas que começam com a letra A, nas frutas que começam com a letra B, na lista da letra D e na lista das frutas com a letra L. Quem ficou curioso sobre o limite entre fruta e legume pode ler também “milho é fruta ou legume?” — uma das respostas mais procuradas no nosso site.
Fontes e referências
- Embrapa — fichas técnicas de cultivos tropicais (Anacardium occidentale, Theobroma grandiflorum, Eugenia dysenterica, Myrciaria dubia, Diospyros kaki).
- ICMBio — programas de conservação de PANC e espécies do Cerrado e da Mata Atlântica.
- Sociedade Brasileira de Nefrologia — alertas sobre carambola e doença renal crônica.
