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Caju: Origem e História da Fruta

O caju é uma das frutas tropicais mais consumidas do Brasil, e não é pra menos. Afinal, além de bastante saboroso, ele ainda é muito nutritivo, fazendo um enorme bem para a saúde. Então, que tal saber um pouco mais a respeito dessa fruta tão consumida por aí?

Pode acreditar: ele tem história pra ser contada.

Características do Caju e um Pouco de sua História

A princípio, vamos elucidar uma dúvida frequente que muita gente tem quando o assunto é esse fruto. O termo caju, muitas vezes, é empregado como sendo o fruto da árvore do cajueiro, mas, na verdade, o caju mesmo se refere ao pseudofruto da planta. Ou seja, trata-se de uma espécie de “fruto acessório”, sendo, portanto, um tecido vegetal adjacente, que não é propriamente o fruto em si.

Inclusive, o que conhecemos por caju é constituído de duas partes bem distintas: o “fruto”, que nada mais é da que a sua castanha, e o pedúnculo floral, que é o seu pseudofruto. Este possui corpo piriforme, podendo ter três cores diferentes (amarelo, rosado e vermelho). Curioso que na língua tupi o caju é chamado de acaiu, que significa “noz que se produz”.

Sendo nativo do Brasil, o caju foi levado pelos portugueses para os continentes asiático e africano. Por sinal, a mais antiga descrição do fruto que se tem registro data de 1558, feita pelo frade franciscano francês André Trevet. No texto, o frade compara o caju e a ovo de pata. Anos depois, Maurício de Nassau protegeria os cajueiros aqui existentes por decreto, fazendo com que o seu doce fosse espalhado pela Europa, e considerado uma iguaria fina.

Você sabia, por sinal, que tivemos por aqui muitas batalhas que ficaram conhecidas com “guerras do caju”? Elas nada mais eram do que lutas pelo domínio temporário dos cajuais, e eram travadas por tribos indígenas que desciam do interior, justamente na época da frutificação da árvore. Supõe-se que foi dessa forma que o caju se espalhou por diversas áreas do território brasileiro, sendo levado por tribos do litoral pára o interior.

Pé de Caju Carreado

Hoje em dia, os maiores exportadores do mundo da amêndoa de castanha de caju são o Brasil, a Índia e o Vietnã. O Brasil, inclusive, é um grande produtor e exportador do fruto, mesmo que ele tenha perdido espaço, por muito tempo no passado, para as plantações de cana-de-açúcar no século 18, por exemplo.

Como é Feita a Produção do Caju?

Atualmente, a castanha de caju é considerada um produto de base comum justamente nas regiões onde o clima é quente e úmido. São cerca de 31 países que produzem esse fruto, numa quantidade que, anualmente, supera 1 milhão de toneladas. Esses dados são confirmados pela FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação).

Para o plantio do cajueiro, não são necessários grandes e complicados cuidados. O terreno que será usado para cultivo, por exemplo, deve ser ligeiramente inclinado, com o intuito de evitar erosão. Esse mesmo solo precisa ser profundo, com cerca de 2 metros de profundidade, além de precisar sem bem drenado para evitar que a árvore fique encharcada.

Esse mesmo solo também precisa ser fértil e de textura média, ou seja, barrenta. Preferencialmente, ele deve ficar próximo a uma fonte de água potável. Já na hora de escolher as melhores sementes para o plantio (de clones de cajueiro que sejam de boa procedência e que sejam altamente produtivos), deve-se colocá-las numa bacia com água, descartando as que boiarem, pois estas não servirão para darem bons frutos.

O poder germinativo das sementes é de, pelo menos, 12 meses caso sejam armazenadas em sacos de pano ou de papel. O plantio, em si, deve ser realizado durante as estações chuvosas do ano. Antes de replantar a muda para o seu local definitivo, recomenda-se também verificar se ela possui, pelo menos, 6 folhas devidamente maduras.

Realizando um plantio correto, um cajueiro pode alcançar até 10 metros de altura, e terá uma copa bem larga, com galhos que irão pender para o solo. O tronco de um cajueiro saudável precisa ser tortuoso e ramificado. A planta, quando bem cuidada, pode viver até 35 anos.

A época de frutificação acontece, geralmente, entre os meses de setembro e novembro. Quando se torna uma árvore adulta, a partir do seu 8º ano de vida, mais ou menos, o cajueiro pode produzir uma safra de aproximadamente 10 mil frutos.

Mais Algumas Curiosidades a Respeito do Caju

Você sabia que o maior cajueiro do mundo fica aqui no Brasil? Pois é. Mais precisamente em Pirangi do Norte, em Natal, no Rio Grande do Norte. Pra ser ter uma ideia, a árvore possui nada menos do que 8.500 metros quadrados de copa, de galhos e cipós. Esse registro de maior cajueiro do mundo, por sinal, está devidamente inserido no Guiness Book, e, pelo menos, por bom tempo, será difícil superar o recorde dessa verdadeira árvore gigante.

O uso do caju não se restringe apenas ao fato do fruto servir como alimento. A sua casca, por exemplo, possui uma substância que serve para tingir roupas, cuja coloração é vermelho-escura. Fora isso, o cajueiro pode ser usado para propriedades medicinais. O seu tronco possui uma substância que serve como base para a fabricação de expectorantes.

E, falando em propriedades medicinais, o próprio caju (a que chamamos de fruto) é bastante rico substâncias que fazem um bem enorme para a nossa saúde. Só pra citar algumas: vitamina C, ferro, magnésio e fibras. Bem antes da chegada dos colonizadores pra cá, o caju já era usado como alimento básico por diversas tribos indígenas.

De suas fibras (que chamamos também de bagaço da fruta), quando misturadas a certos temperos, faz-se a “carne de caju”. O seu suco pode ser destilado (já que ele fermenta muito rapidamente) para que se fabrique uma aguardente que recebe o nome de cauim. Desse suco, também são fabricadas bebidas não alcoólicas, como é o caso da cajuína.

Bem, e agora que você já sabe um pouco mais da história desse fruto tão interessante, é saboreá-lo com gosto, seja in natura, através de sucos, doces, etc.

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