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Cacto do Peru: Características, Como Cultivar e Fotos

Pode até não parecer, mas nem todo cacto é igual. Na verdade, existem inúmeras espécies dessa planta, em vários lugares ao redor do mundo. Uma delas é o cacto do peru, tema do nosso próximo texto.

Também conhecido pelos nomes populares de cacto-monstruoso e mandacaru-do-peru, trata-se, como os próprios nomes sugerem, de uma planta originária da América do Sul. Entre suas características mais proeminentes está o fato de ser uma planta semi-herbácea, sendo um cacto típico de regiões do semi-árido, possuindo todas as peculiaridades desse tipo de planta que encontramos comumente nos locais mais secos do Brasil, por exemplo.

Características Básicas

Contudo, esse cacto (cujo nome científico Cereus repandus) é um pouco diferente dos que compõem a região Nordeste do Brasil, podendo ser cultivados com relativa facilidade em residências, e ainda tendo a possibilidade de se encontrar miniaturas dessa planta, quase como se fosse um bonsai dela, sendo exclusivas para ambientes internos e sem muito espaço.

Na natureza, pode ultrapassar os 9 m de altura e os 20 cm de diâmetro, mas, existem “versões” menores que não são de grande porte. Estas podem chegar a, no máximo, 4 m de altura, o que facilita bastante desse cacto ser plantado dentro de casas, especialmente em vasos. O caule é bem cilíndrico e segmentado, cuja coloração é sempre verde, puxada para um tom mais acinzentado. Já os seus espinhos possuem uma coloração mais parda, e acumulam-se entre as auréolas dos cristais das hastes que compõem esse cacto.

Cacto do Peru Características

Já suas flores surgem sempre na época do verão, sendo grandes e solitárias, com uma coloração mais puxada para o branco e o rosa. Só desabrocham uma por vez, e apenas no período da noite. Os seus frutos, por sua vez, são comestíveis, tendo até mesmo algumas receitas muito boas feitas a partir dele. Esses frutos podem ter a casca vermelha ou amarela, enquanto que a sua polpa é branca e bem doce. Inclusive, esses frutos têm importância culinária local onde essas plantas são nativas, sendo um dos cactos do gênero Cereus mais amplamente cultivado.

Efeito Decorativo e Formas de Cultivo

Interessante notar que esse tipo de planta pode ser caracterizada tanto como um cacto, quanto como uma suculenta. E, mesmo sendo uma planta com caraterísticas bem silvestres, ela é bastante utilizada de forma ornamental, muito por conta da forma como ela cresce.

A “versão”, digamos assim, dessa espécie que mais encontramos em ambientes decorativos é da espécie Monstruosus, que apesar do nome é um tipo menor, tendo um crescimento diferenciado para que possa caber em ambientes mais confinados.

O cultivo em si pode ser feito tanto em grupos, como de maneira isolada, e por possuir uma quantidade significativa de espinhos, é preferível que não esteja em contanto com crianças e animais domésticos. Pode ser plantado em regiões de climas equatorial, semiárido, subtropical ou tropical, que são bem característicos da região de origem dele.

O local de cultivo precisa ser em sol pleno, cujo solo tem que ser leve e bem drenável, de preferência, arenosa. As regas, inclusive, precisam ser feitas em intervalos grandes de tempo, e o local de plantio precisa ser frequentemente enriquecido com material orgânico.

Uma dica? As regas podem ser feitas de 20 em 20 dias, sem problema algum. Caso seja época de chuvas, não precisa nem se preocupar com essa questão, pois apenas meio litro de água é suficiente para hidratar esse cacto por um mês.

Caso o cultivo seja em vasos, certifique-se que a planta esteja devidamente coberta com substrato, além de algumas pedrinhas para que, dessa forma, ela se adapte melhor ao ambiente. Já a multiplicação pode ser feita por estacas ou por sementes.

Como Decorar Ambientes com Cacto do Peru?

Que tal usar o cacto do peru para compôr alguma decoração específica, principalmente, unido a outras plantas do tipo?

Bem, como estamos falando aqui de um cacto que, mesmo não atingindo a altura máxima que alcança na natureza, ainda assim, essa espécie pode ficar um tanto quanto grande. Então, uma alternativa interessante seria colocá-lo em um vaso mais ou menos robusto para enfeitar a entrada de sua casa. Como se tratam de plantas bastante resistentes, podem ficar do lado de fora, levando diretamente a luz solar, sem problema.

Mas, se esse tipo de decoração não puder ser feito na entrada do lado de fora de sua casa, esse cacto ainda pode ornar, por exemplo, o hall de entrada de sua casa na parte interna, o que dará um toque bem natural pra quem imediatamente entrar em sua residência. Pelo fato do cacto do peru ser um exemplar de um porte considerável, ele ficará muito bem nessa parte do imóvel.

Nessa mesma prerrogativa, decorar a sua sala de estar com esse cacto é outra alternativa bem interessante. Já a decoração em si do local tanto pode seguir uma tonalidade neutra, quanto seguir as cores da planta em questão.

Algumas Curiosidades

As flores dessa espécie de cacto são noturnas, podendo atingir cerca de 15 cm de comprimento. A peculiaridade aqui é que essas flores só ficam abertas por uma noite apenas, fechando-se no dia seguinte. Ou seja, se perder esse momento, terá que esperar mais um pouco até que aconteça de novo.

As frutas desse tipo de planta são conhecidas em suas regiões nativas como Pitaya ou simplesmente maçã peruana. Interessante notar que esses frutos não possuem espinhos, e sua coloração é composta por tons de vermelho-violeta e amarelo, e podem medir até 5 cm de diâmetro. Ah, e de onde esse cacto é nativo? De Granada, das Antilhas Holandesas e da Venezuela.

Cereus Uruguayanus

Mesmo que a abertura das flores desse cacto seja durante à noite, algumas abelhas que ficar ativas durante o dia ainda conseguem fazer a sua polinização, aproveitando os últimos momentos do período noturno, enquanto essas flores ainda estão abertas.

O gênero Cereus, que é o do cacto do peru, compreende cerca de 50 outras espécies somente aqui no continente americano. Entre as mais comuns, podemos citar o Cereus peruvianus (ou Cereus uruguayanus), o Cereus haageanus, o Cereus albicaulis, o Cereus jamacaru, o Cereus lanosus, e o Cereus hidmannianus.

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