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Banho de Assento com Barbatimão na Gravidez

O barbatimão é uma das plantas medicinais mais utilizadas no país. Sua história e propriedades medicinais são conhecidas há muito tempo e a parte do barbatimão utilizada para banho de assento é conhecida também como Casca-da-Virgindade.

É também chamada de Casca-da-Mocidade ou Ubatima.

Esta planta tem o nome científico Stryphnodendron barbatimam Mart.

A casca-da-virgindade  é o nome popular da planta da família das fabáceas, nativa do cerrado brasileiro. É uma árvore pequena, de tronco tortuoso, cujo fruto em forma de vagem grossa, carnuda, com muitas sementes. Contém tanino sendo usada para curtir o couro e,  portanto tóxica para animais.

Para Que Serve

A casca-da-virgindade tem ação adstringente e ação antisséptica. Ela é muito utilizada na saúde da mulher, para inflamações no útero e no ovário, combater hemorragias, gonorreia, além de corrimento vaginal.

Existe também a pomada de barbatimão, que é uma promessa de tratamento de HPV, uma vez que apresentou bons resultados em estudos, podendo ser uma cura para esse tipo de infecção.

Como Usar

Devido às suas propriedades, o chá da casca-da-virgindade ou da árvore de barbatimão, é um excelente remédio caseiro para corrimento vaginal.

A lavagem da região íntima com o chá-da-casca-virgindade (o chamado banho de assento) auxilia no tratamento do corrimento vaginal devido às propriedades antissépticas, adstringentes e cicatrizantes.

Ingredientes

  • 2 xícaras de chá de casca-da-virgindade (ou casca da árvore de barbatimão);
  • 2 litros de água;
  • 1 colher de sopa de suco de limão ou vinagre

Modo de Preparo

Ferver a água com a casca-da-virgindade por 15 minutos, depois deixar esfriar e coe. Acrescenta a colher de suco de limão (ou vinagre) e lave a região íntima de 3 a 4 vezes por dia.

Tratamento Para Corrimento Vaginal

Ilustração de uma Mulher Com Corrimento Vaginal
Ilustração de uma Mulher Com Corrimento Vaginal

O corrimento vaginal é a presença de um muco amarelado, de odor característico, podendo ser acompanhado por coceira, na região íntima da mulher. Está ligado a diversos problemas de saúde, ligados a presença de fungos e desequilibro da microbiota vaginal.

O tratamento geralmente inclui antifúngicos e antibióticos e envolve também o tratamento do parceiro.

Cuidados para Tratar o Corrimento Vaginal

Embora comum, o corrimento vaginal deve ser tratado o quanto antes, mas alguns cuidados podem evitar o surgimento do problema.

Além do banho de assento com chá-da-casca-da-virgindade, outros cuidados podem ser realizados para prevenção do problema:

  • Usar roupas frescas, de algodão e não apertadas;
  • Evitar lavar a região íntima constantemente com ducha higiênica, pois isso remove a proteção natural da região;
  • Lavar bem as mãos, sempre após ir ao banheiro;
  • Evitar usar absorventes internos;
  • Usar calcinhas de algodão;
  • Após contato íntimo, lavar a região com sabonetes específicos para higiene íntima;
  • Consultar um médico assim que aparecerem os sintomas.

https://www.youtube.com/watch?v=BgAe05KO4qA

Durante a Gravidez É Diferente

O barbatimão não deve ser utilizado para banho de assento durante a gravidez, pois não há estudos que indicam ser seguro durante a gestação.

De acordo com a Dra. Gisele Damian Antônio, no manual “Plantas medicinais para uso na gravidez, parto e durante a amamentação”, que é divulgado pelo Ministério da Saúde existem riscos no uso de plantas medicinais durante a gestação.

Quais os Riscos?

  • Pelo desenvolvimento embriológico;
  • Imaturidade do feto;
  • Estabilidade o útero.
    Foto de uma Mulher Grávida
    Foto de uma Mulher Grávida

 Que Deve Ser Levado Em Consideração?

  • A gestação é um período onde o bebê está em formação, estão frágeis a quaisquer agressões, e precisa um nível maior de segurança para evitar danos irreversíveis.
  • O lactente também exige cuidados especiais, e deve ser evitado todo produto excretado no leite materno.
  • É necessário a aplicação do princípio da precaução. Por isso, o uso de plantas medicinais e fitoterápicos, na gestação, exige cuidados especiais.

Os efeitos mais preocupantes do uso indiscriminado de plantas medicinais são teratogênico, embriotóxico e abortivo, uma vez que os constituintes da planta podem atravessar a placenta, chegar ao feto e gerar um desses efeitos.

No estudo de Rodrigues et al. (2011), o Barbatimão (Stryphnodendron polyphyllum) apresenta atividade antioxidante e antimicrobiana. As sementes do barbatimão (Stryphnodendron polyphyllum) foram testadas em ratas grávidas na qual encontrou-se diminuição do peso dos ovários e do peso e medidas dos corpos lúteos gravídicos das ratas. A partir de então, acredita-se que o efeito do barbatimão ocorra através de alterações da zona basal da placenta, acarretando a morte embrionária e atrofia do corpo lúteo.

Portanto, considerou-se o barbatimão embriotóxico e seu uso não deve ser recomendado durante a gestação.

A utilização de espécies vegetais normalmente é com objetivo terapêuticos conhecidos a partir de ditos populares e que em alguns casos há comprovação científica. O que pouco se sabe é que essas mesmas plantas utilizadas para fins terapêuticos podem apresentar efeitos que são desconhecidos e que podem gerar transtornos para gestantes.

O uso dessas plantas pelas gestantes, deve seguir rigorosamente os mesmos cuidados dos medicamentos alopáticos, ou seja, sempre com o conhecimento médico prévio, já que, pôde-se observar em achados literários o fator embriotóxico, teratogênico e abortivo de muitas espécies.

A utilização de plantas medicinais no período de gestação deve ser sempre cautelosa e sempre consultar o médico obstetra antes de consumir ou utilizar qualquer produto.

De acordo com Rodrigues eta al. (2011), o estudo verificou que para a maioria das plantas medicinais não há dados a respeito da segurança de seu uso durante a gravidez. Os dados existentes são escassos e muitas vezes contraditórios.

Mulher Grávida Tomando Chá Medicinal
Mulher Grávida Tomando Chá Medicinal

Dessa forma, a principal orientação para as mulheres grávidas é não utilizar qualquer medicamento, seja ele de origem vegetal ou não, sem o conhecimento prévio do seu médico, já que, pôde-se observar em achados literários o fator embriotóxico, abortivo e teratogênico em algumas espécies.

Outro dado que se comprova é que algumas plantas que apresentam efeito abortivo podem apresentar efeito embriotóxico ou teratogênico, isto é, se alguma planta vier a ser utilizada com finalidade de interrupção da gestação e esse fato não se consumar, a criança pode vir a nascer com problemas como malformação tanto de membros quanto de órgão e ou problemas relacionados à saúde.

Fonte: Rodrigues et al (2011) Acesso em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-05722011000300016

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