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Alergia a Mamão e Intolerância

Muitas pessoas por aí têm alergia a diversos tipos de alimentos, inclusive a frutas. A quem seja alérgico, por exemplo, ao mamão; Mas, você sabe por que isso ocorre? Como tratar isso?

Vamos saber agora.

A Síndrome da “Alergia Oral”

Na realidade, pra quem tem alergia ao mamão é porque desenvolveu o que chamamos de síndrome da alergia oral. Esse problema ocorre quando acontece o cruzamento entre proteínas vegetais e o pólen de determinadas frutas e vegetais. Disso resulta que as proteínas dessas frutas e vegetais fiquem parecidas com a proteína original da planta.

A partir do momento em que o sistema imunológico tem uma reação alérgica a uma determinada proteína vegetal, pode ser também uma reação a frutas e vegetais com proteínas parecidas. Por exemplo: pessoas alérgicas ao látex podem ter uma alergia cruzada ao mamão. Inclusive, esse látex geralmente é obtido em mamões não maduros.

Quais os Sintomas da Alergia ao Mamão?

Em geral, a alergia ao mamão se manifesta dentro do nosso organismo alguns minutos após a sua ingestão, no entanto, podem levar horas e horas para aparecerem de fato. Estudos recentes demonstram que a síndrome da alergia oral é mais direcionada aos lábios, à boca e à garganta.

Os sintomas que mais podem se manifestar nesses casos são coceira, irritação na boca ou na garganta e um inchaço considerável ao redor dos lábios. Em casos mais graves, contudo, pode ocorrer também um inchaço na garganta, o que pode ocasionar dificuldades respiratórias. Ou seja, sentir inchaço na garganta pode ser o sintoma de algo grave, e o mais recomendado é procurar um serviço de emergência imediatamente.

Alergia ao Mamão
Alergia ao Mamão

De acordo com o Sydney Childrens Hospital na Austrália (uma das referências no assunto), aproximadamente 40% dos pacientes com alergia ao látex, inevitavelmente, vão apresentar alergia alimentar ao mamão e a outras frutas. Essas outras incluem abacate, banana, maracujá, melão, manga, kiwi, pêssego e abacaxi. Inclusive, outro centro de referência sobre o tema (o Departamento de Saúde do Estado de Nova York) também lista cenouras, aipo, batatas cruas, castanhas e avelãs como potenciais estimulantes dessa alergia.

Qual o Diagnóstico da Alergia ao Mamão?

Em caso de suspeita de alergia ao mamão, o mais recomendado é procurar um médico para que seja feito um diagnóstico oficial da situação. É preciso fornecer um histórico dos sintomas, mais um diário de hábitos alimentares em geral. É provável que o médico faça um teste cutâneo no paciente, inclusive.

Esse teste, por sinal, é bem simples. O médico pica a pele do paciente com uma agulha especial, e permite com que uma pequena amostra da substância suspeita se infiltre embaixo da pele. É então que ele vê como a pele vai reagir a isso. Além do teste cutâneo, pode haver também um teste de sangue com o intuito de ver se há a presença de anticorpos do tipo alergia (os anticorpos da imunoglobulina). São eles, inclusive, que são enviados pelo sistema imunológico para a corrente sanguínea toda vez que acontece uma reação alérgica.

Afinal, Qual o Tratamento e a Prevenção Para a Alergia do Mamão?

Tratamento de Alergia a Mamão
Tratamento de Alergia a Mamão

Logo de cara, dá pra dizer: o melhor tratamento para esse tipo de alergia é realmente a prevenção. Infelizmente, para quem tem esse problema, o ideal é ficar o mais longe possível do mamão. Em muitas ocasiões, por sinal, cozinhar o mamão altera quimicamente as proteínas agressivas, fazendo com que os sintomas da alergia possam ser evitados, em especial, naqueles indivíduos que tenham uma alergia leve ou moderada. Mas, é sempre bom consultar um médico antes.

Se ao comer um mamão, alguém sentir sintomas leves da alergia, um anti-histamínico que pode ser vendido sem receita pode reduzir um pouco o desconforto. Porém, se a reação alérgica for grave, vai ser preciso uma injeção de epinefrina para impedir que os sintomas piorem ainda mais.

Quais os Outros Problemas Que o Mamão Pode Causar?

Mamão no Prato
Mamão no Prato

Não são muitos os efeitos negativos que essa fruta causa além da alergia, mas, é importante ficar atento. Por exemplo, estudos comprovam que comer mamão em excesso pode causar pedras nos rins, devido à grande quantidade de vitamina C presente nele.

Outro problema é que as sementes de mamão podem ser bem tóxicas. Ingeridas em pouca quantidade, são benéficas tanto para o fígado, quanto para os rins. No entanto, elas têm um composto chamado isotiocianato de benzilo, que pode ser prejudicial se consumido em altas doses.

E, isso sem contar que o mamão é ruim para crianças que possuem fibrose cística. Pesquisas recentes indicam que elas podem desenvolver colonopatia fibrosante (uma condição que danifica o intestino grosso), se tomarem enzimas digestivas, como a papaína. Coincidentemente, a papaína um dos componentes do mamão.

Além do Mamão, Quais Outros Alimentos São Mais Propícios a Provocarem Alergia?

Fora o mamão, outros tantos alimentos podem causar reações alérgicas dos mais diversos tipos, onde os sintomas mais frequentes são: urticária, inchaço nas pálpebras e lábios, coceira nos olhos, dores de estômago, diarreia, vômitos, tosse e dificuldade de respirar. Alguns dos alimentos mais comuns que provocam esse tipo de problema são a soja, o trigo, o ovo, o peixe, alguns cereais e o leite bovino.

Existem ainda graus de alergia entre os alimentos, que podem ser classificados da seguinte maneira: muito alergênicos, frequentemente alergênicos, raramente alergênicos e não alergênicos. Algumas frutas, por exemplo, estão na classe dos alimentos muito alergênicos, enquanto que carambola, damasco, jaca, maracujá, pitanga, romã, tamarindo, abobrinha, alcaparra, almeirão, brócolis, entre outros, podem ser classificados como não alergênicos.

Para descobrir se um determinado alimento lhe dá ou não alergia, é preciso muita paciência. De início, a nossa observação pode identificar esse problema. Muitos nutricionistas, inclusive, utilizam um método que é elaborar um plano alimentar que não inclui alimentos considerados alérgicos, onde essa dieta será feita por, no máximo, 5 dias. Caso os sintomas alérgicos desaparecerem, esse plano é mantido, geralmente, com a inclusão de alguns outros alimentos com potencial alérgico em mais um intervalo de 2 ou 3 dias.

Na maior parte dos casos, os alimentos que apresentam sintomas de alergia precisam ser completamente evitados. Ainda assim, e mesmo com todas as precauções, a alergia a alimentos ainda é algo crescente no mundo, até por conta da rotulagem dos alimentos ainda não ser a adequada, onde muitas vezes eles contêm ingredientes altamente alérgicos sem que o consumidor saiba.

A melhor forma de prevenção continua sendo observar se há a existência de algum sintoma, e procurar médicos especializados para diagnosticar o problema, até para se evitar comer alimentos que provoquem qualquer tipo de alergia.

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Um comentário

  1. Excelente. Muito esclarecedor, gostei muito.
    Obrigado.

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