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Pimenta: Malefícios e Benefícios

Conheça uma breve história sobre a pimenta!

A pimenta é uma das especiarias mais utilizados do mundo, ficando ao lado do sal, e sua história remonta milênios, onde indícios arqueológicos datam o uso da pimenta-preta (ou pimenta-do-reino – Piper nigrum) há cerca de, aproximadamente, 2 mil anos a.C. na Índia.

Estudos apontam, também, que as primeiras negociações envolvendo a pimenta aconteceu entre a Índia e o Egito, pois esse raro item, na época, foi encontrado no sarcófago de Ramsés II, o Grande Faraó, que imperou de 1303 até 1213 a.C.

Após esse período, indícios apontam que a pimenta passou a ser enormemente comercializada com os comércios romanos promovidos por Alexandre O Grande, onde muitas receitas com pimentas passaram a ser preparadas, que deleitavam as populações, que cada vez mais utilizavam esse tempero.

A pimenta era um bem tão precioso, que a mesma começou a servir como moeda de negociação entre reinados e povos saqueadores, como aconteceu após a queda do império Romano, onde a Arábia passou a ser a maior comerciante de pimenta no mundo inteiro.

Já no século X, o rei inglês Etereldo II, o Despreparado, exigiu 5 kg de pimenta dos comerciantes alemães, para que os mesmos pudessem estabelecer comércio na Inglaterra (em Londres, especificamente).

A pimenta tem um fator importante em relação a descoberta do Brasil, pois foi em incursões europeias promovidas por Portugal, a comando de Vasco da Gama, que por volta do ano de 1497, navegou em direção a Índia para encontrar cristãos e especiarias. De Malabar (Índia), os portugueses conseguiam cerca de 2 milhões de kg, anualmente.

Malefícios que a Pimenta Pode Promover ao Ser Humano

Todo mundo já ouviu falar que a ingestão de pimenta em excesso pode causar sérios prejuízos ao corpo, pois sempre conhecemos alguém que exagera nas doses, ou faz uso diário de pimenta, não é mesmo?

Infelizmente, o uso contínuo de pimenta pode ser prejudicial ao corpo, especialmente se for a pimenta-preta, em grãos ou moída, ou a vermelha. A pimenta industrializada contém menores dosagens de piperina, mas não a excluem completamente, não obstante ter doses altas de sódio e conservantes.

Segundo a US National Library of Medicine, o uso de pimenta causa problemas na mucosa intestinal, resultando em problemas gástricos imperceptíveis de serem sentidos, mas geneticamente comprovados.

Alguns desses efeitos, após a ingestão de cerca de 1,5g de pimenta-preta (a mais utilizada na cozinha), resultam em um excessiva produção de secreção parietal, assim como produção excessiva de pepsina, perda de potássio e exfoliação de células gástricas.

Entretanto, estudos mais aprofundados sobre a ingestão de doses relativamente altas ainda não foram realizadas no sentido anatômico.

Benefícios Que a Pimenta Pode Promover ao Ser Humano

Os efeitos positivos da pimenta no corpo humano promovem uma absorção mais fácil dos alimentos, já que a pimenta promove secreções excessivas de componentes que irão ajudar na dissolução de alimentos ingeridos, além de promover um aquecimento que permite que os carboidratos sejam dissipados, ao invés de acumulados em forma de gordura, assim como aumentar a temperatura e, consequentemente, acelerar o metabolismo.

A pimenta também auxilia na digestão dos alimentos, atuando com efeitos carminativos, não obstante apresentar propriedades anti-hemorrágicas através de pequenas doses de vitamina K e magnésio, que permite ao corpo que nutrientes como ácido ascórbico e tiamina sejam filtrados exclusivamente para o controle da região intestinal.

As pimentas também apresentam características antibióticas, antioxidantes e anti-inflamatórias, segundo um artigo de 2010, publicado pelo Nutrition Today.

Além dos benefícios ao corpo, as pimentas agregam muito valor visual aos pratos que são produzidos com suas enormes variedades.

Podemos concluir, dessa forma, que a pimenta apresenta benefícios e malefícios, e que aquela velha história sobre “tudo o que é demais faz mal” cai muito nesse caso.

A pimenta deve ser usada com moderação, e a partir do momento que elas começam a fazer parte diária, com possíveis exageros, muitas reações microrgânicas irão ocorrer no corpo que, a passos lentos não irão se manifestar, mas que no futuro podem se tornar um problema grave.

Variedades de Pimentas e a Escala Scoville. Já Conhece?

Existe uma variedade bem grande de pimentas, onde as especiarias culinárias se abstém apenas a alguns tipos específicos, mas a variedade vai bem além, onde pimentas famosas aparecem, e essa fama se dá devido ao teor de “ardimento” que as mesmas possuem.

Variedade de Pimentas
Variedade de Pimentas

Há um elemento, chamado de capsaicina, que é o responsável pela sensação de ardor que as pimentas promovem, e através da análise do teor de capsaicina presente numa pimenta, é possível determinar o quão ardida ela é.

Observe abaixo a tabela com o nível de capsaicina das pimentas, indo do tipo de pimenta mais fraca até o tipo de pimenta mais forte que existe no mundo.

Pimentão na Escala de Scoville

Através dessa tabela, é possível analisar que o pimentão, fruto altamente presente na culinária, não possui uma dose significativa de capsaicina, ou seja, não ardem, enquanto, antagonizando-a, existe a capsaicina pura, que é a extração pura do elemento, mas não pode ser considerada uma pimenta, já que a natureza não produz esse produto de forma única, ou seja, a pimenta com o ácido nordihydroguaiarético, presente na planta Larrea tridentata, encontrada no México, é a mais forte que existe. Esse tipo de ácido é tóxico ao ser humano, podendo levar a óbito se ingerido em grande quantidade.

Curiosidades Sobre a Pimenta

  • A famosa pimenta-preta, que no Brasil é chamada de pimenta-do-reino, provém da planta Piper nigrum, e a mesma cresce em grãos, que são colhidos e secados.
  • A pimenta é nativa da Índia, País que é internacionalmente conhecido como tendo as receitas mais picantes dos continentes, seguido do México, local onde se encontra a Larrea tridentata, fruto de onde vem o ácido nordihydroguaiarético, que contém as doses mais altas de capsaicina na natureza.
  • A escala Scoville foi inventada em 1912, por um farmacêutico chamado Wilbur Scoville, que desenvolveu um método de quantificação de capsaicina presente nas pimentas, sendo esse o elemento principal que confere o ardor das mesmas.

  • O País que mais consome pimenta no mundo não é a Índia e nem o México, mas os Estados Unidos, que abraçam 18% de todo o consumo de pimenta mundialmente.
  • Apesar de conterem nutrientes importante, como as vitaminas A, B, C e K, as pimentas são agressivas ao corpo, principalmente ao sistema digestivos, que produz excessos de mucosas para que a capsaicina não agrida as paredes intestinais, que caso venha a ocorrer, provocam micro sangramentos.

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