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O Que é Eluviação do Solo? Como Funciona?

Você já ouviu falar da Pedologia? Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, essa ciência não é o estudo dos pés ou de doenças adquiridas em crianças e adolescente.

Por incrível que pareça, essa ciência consiste em tudo relacionado ao Solo. Dentre os itens nos estudos da pedologia, está a análise de sua formação e origem.

E nela consiste a pequisa dos seus processos pedogenéticos, como a eluviação do solo. Mas afinal, como funciona esse processo?

Formação Específica do Solo

Considerado um dos principais recursos naturais de nosso planeta, o solo é o resultado de do intemperismo e da decomposição de rochas originárias (Rochas Mãe) e materiais orgânicos durante bilhões e bilhões de anos desde a origem da Terra. Em uma análise mais profunda, este processo é chamado pedogênese: rocha mãe e as interferências do tempo.

Pedogênese

Esse processo é formado por quatro etapas:

  1. Rocha Mãe em processo de desintegração pelas ações de agentes naturais externos (como o vento e a chuva, por exemplo);
  2. Como resultado, há o acumulo de material orgânico acima do novo solo formado sob a rocha mãe;
  3. Este material orgânico se decompõe, fornecendo nutrientes ao solo, ao mesmo tempo, em que um novo horizonte de solo (camada de terra formada por processos químicos físicos e biológicos) se forma;
  4. Já mais avançado, o solo é formado por vários horizontes, onde sob a sua superfície, existe solo bastante enriquecido com material orgânico, bastante propício para o plantio

A fase quatro representa um solo antigo, que apresenta uma estrutura mais estabilizada e com todos os tipo de horizonte. Já solos mais jovens, ainda estão em processo de formação, com poucos horizontes formados em sua estrutura. Os tipos de horizonte são:

  • Horizonte R: Rocha Mãe (rocha sem nenhum tipo de alteração, totalmente virgem);
  • Horizonte C: Camada com substância minerais, com pouca alteração;
  • Horizonte B ou E: Esta camada é formada por pouca matéria orgânica, mas com compostos como quartzo e ferro. Vegetais com raízes profundas podem atingir essa camada;
  • Horizonte A: este horizonte está mais próximo à camada da superfície. Contém húmus e rochas modificadas. É nele onde se fixam a maioria das raízes e é habitat de microorganismos que realizam a decomposição;
  • Horizonte O: é a superfície propriamente dita; tem a cor mais escura e é bem drenado.
Pedogênese

Estes horizontes são a herança, ou a linha do tempo na história do solo terrestre. E este processo é algo completamente dinâmico: o solo está em constante modificação, seja na formação de horizontes, ou seja, na modificação de sua textura.

Classificação dos Solos

Para entender melhor como são formados os solos, é preciso analisar sua classificação. Essa classificação é diretamente interligada a Influências Externas a sua formação ou pela sua Origem.

Influências Externas

Na classificação do solo pelas suas influências externas, podem ser apontadas três categorias de solos, que são eles:

Solos Zonais

Solos antigos, com maiores horizontes e por este motivo, são mais profundos. Podemos enumerar os Latossolos, Pódzois, Pradarias e Desérticos.

Solos Zonais

Solos Intrazonais

São solos também muito desenvolvidos, porém, têm forte influência de fatores naturais externos e o ambiente em que está inserido. Dentre eles estão solos Salinos (ou Halomórficos) e solos Hidromórficos.

Solos Intrazonais

Solos Azonais

São considerados rasos e, por isso, tem pouco desenvolvimento. Podem ser classificados como solos Aluviais e Litossolos.

Solos Azonais

Origem

Por outro lado, os solos podem ser classificados quanto a processo e resultado de suas transformações, a partir de sua origem. Podem ser solos aluviais e eluviais:

Solos Aluviais

São solos que se transformaram, com o auxílio de rochas e sedimentos provindos de outros locais. Podem ser formados pela ação de influências externas (e naturais) como a chuva, pela movimentação da água de rios e pela ação do vento.

Solos Aluviais

Solos Eluviais

Estes solos são formados por rochas que estão situadas em um mesmo lugar de formação. Essas rochas se decompuseram e se formaram no mesmo ambiente que se transformaram em um novo solo. Neste caso, para que haja a criação deste tipo de solo, ocorrem quatro fenômenos que criam as modificações no solo, chamados processos gerais: adição, transformação, translocação e remoção (onde ocorrem a eluviação do solo).

Solos Eluviais

Eluviação do Solo

Estes processos gerais ocorrem por consequência das mudanças ao decorrer da formação do solo. Na Adição, o solo recebe itens externos a sua formação de origem (como matéria orgânica e mineral; gases, poeira e água), trazidos por eventos naturais. Quando há Remoção, ocorre o inverso da adição e o solo perde nutrientes, líquidos, gases, dentre outros. 

 

No processo de Translocação, os materiais do solo (como a argila e alguns solutos) mudam de lugar sem sair do horizonte em que estão, devido ao caminho de insetos e o ressecamento de raízes. Já na Transformação, ocorrem reações físicas, químicas e biológicas dos materiais que formam a estrutura do solo.

Como Funciona?

Fora os processos de adição, transformação e translocação, é no processo de remoção que ocorre a eluviação do solo. Ao analisar a palavra eluviação, no latim elavere, percebemos que a letra “e” quer dizer “fora” e o verbo “lavere” significa “lavar, limpar”. Ao levarmos esse significado para um termo pedológico, caso alguma camada (ou horizonte) do solo tenha um processo de eluviação, ele sofrerá carência de material orgânico (tanto em profundidade, quanto na superfície rasa), realocando-a para o horizonte abaixo. E isso ocorre devido ao processo de lixiviação do solo.

Lixiviação

A lixiviação é um processo erosivo do solo (que ocorre em superfícies sem quaisquer culturas plantadas que o protegeriam), pelo escoamento de água entre o horizonte superficial para horizontes mais profundos. Ocorre com uma maior frequência em zonas equatoriais e tropicais, onde a incidência de chuva é maior e mais intensa.

Como o próprio nome do processo de eluviação já diz, as chuvas tendem a “limpar ou lavar” o solo, levando seus nutrientes a caminho para os lençóis freático, localizados abaixo ao mais profundo horizonte. Com o passar do tempo, esse fenômeno acarreta perda de material orgânico do solo, levando a infertilidade de um solo antes fértil. Na maior parte das vezes, este fenômeno ocorre devido à prática da agropecuária; caso não seja feito o tratamento correto para a reinserção de nutrientes necessários ao solo, ele se tornará inapto para futuras plantações.

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