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Tudo Sobre o Golfinho – Características, Nome Científico e Fotos

Que atire a primeira pedra quem nunca se pegou sorrindo ao ver um golfinho na televisão, na internet ou pessoalmente. Esses animais são encantadores, muito inteligentes, e com certeza despertam a curiosidade e o encantamento das pessoas.

Mas, apesar disso muita gente não sabe muita coisa a respeito dos golfinhos. Eles são animais aquáticos que se encaixam na mesma categoria das baleias, a de cetáceos.

São animais de inteligência e graciosidade inigualáveis, mas que também sofrem nas mãos de seu maior predador – o homem! Por isso mesmo existem inúmeras campanhas de preservação e salvação dos golfinhos, lideradas por grupos de ativistas!

Porém, para conseguirmos contribuir com a preservação dessa espécie e com o bem-estar desse animal, também precisamos conhecer um pouco mais sobre ele, entendendo seus hábitos, manias, e modo de vida.

Golfinho – É Peixe ou não é Peixe?

A primeira dúvida que precisamos esclarecer aqui é que o golfinho não é um peixe. Sim, ele nada, tem barbatanas, vive no oceano…mas se trata de um mamífero, assim como suas parentes distantes, as baleias.

A sua subcategoria dentre os cetáceos, também chamada de “família”, é a de Delphinidae. Existem mais de 37 espécies de Delphinidae, o que significa que existem quase 40 tipos diferentes de golfinhos!

• Onde vivem e do que se alimentam os golfinhos?

Os golfinhos vivem nas águas de todos os oceanos, e podem ser encontrados em qualquer parte do mundo. Também existem ocorrências desses animais em alguns rios.

Apesar de serem animais dóceis e muito adaptáveis a convivência com humanos, os golfinhos são caçadores natos. Eles se alimentam essencialmente de peixes que são suas presas preferidas.

O mais comum é que eles cacem em grupo. A preferência é sempre por buscar cardumes variados, o que facilita bastante a alimentação desses animais.

Como dissemos antes, existem mais de 30 espécies diferentes, então é comum encontrar alguns animais com hábitos alimentares diferentes também. Por isso alguns golfinhos acabam preferindo se alimentar de lulas e outros moluscos, além de camarões e crustáceos.

Características Físicas

Os golfinhos são bem característicos. Quando você olha para um deles, consegue identificar quase imediatamente o animal.

Eles possuem dentes visíveis, que são usados para caçar e destroçar seus alimentos. Esses mamíferos possuem 252 dentes! É uma grande quantidade, que é extremamente bem-vinda no reino animal.

Mas, uma curiosidade interessante é que as espécies podem variar muito no que diz respeito ao tamanho. Alguns medem cerca de 1,5 metros, enquanto outros chegam a exorbitantes 10 metros da ponta de seu bico até a extremidade da cauda.

Consequentemente, a pesagem também pode mudar bastante! Um golfinho de menor porte pode pegar 50 quilos e algumas espécies podem chegar até a 700! Uma grande variação para um grupo bem variado de animais.

• Formato característico da cabeça pode variar!
Se você pedir para uma criança desenhar um golfinho, provavelmente ela fará a representação de um animal aquático com um focinho longo, como se fosse um bico.

O que os pequenos não imaginam é que, embora essa seja uma característica bem comum desses animais, existem alguns “modelos” que variam um pouco, e possuem uma face mais achatada.

De qualquer forma, na cabeça dos golfinhos está localizado o depósito de gordura chamado de melão, responsável por fazer aquele formato mais arredondado, também característico da espécie.

Os Golfinhos Enxergam Bem Embaixo da Água?

Muita gente se pergunta se os animais que passam grande parte submersos realmente conseguem enxergar bem, ou são movidos por outros sentidos.

O que descobrimos recentemente a respeito desse assunto é que os golfinhos provavelmente enxergam o mundo exatamente como o ser humano. Isso mesmo! Esses animais extraordinários possuem uma visão muito boa!

Mas, os sons ainda são o método mais convencional para um golfinho se guiar através dos oceanos. Podemos dizer que além dos olhos, eles também “enxergam” através de sua vibração sonora!

Golfinho em Baixo da Água
Golfinho em Baixo da Água

Esse sentido é chamado de “ecolocalização”, que é justamente a capacidade de se localizar através dos sons. Sabe aquele barulhinho que percebemos os golfinhos emitirem, como se fosse um estralo?

É justamente ele que ajuda o golfinho a se guiar durante suas longas jornadas subaquáticas. Mas, as pesquisas nos mostram coisas ainda mais impressionantes.

Imagine que cada estalo emitido pelo golfinho é como se fosse o disparo de uma câmera fotográfica. Quando ele faz esse som, portanto, ele recebe de volta uma informação a respeito de um determinado objeto, e pode perceber a presença de seres humanos, predadores e outras coisas.

Essas pesquisas ainda estão caminhando, e demandam muita atenção. Por enquanto sabemos que além de enxergar muito bem através dos olhos, como acontece com outros mamíferos, os golfinhos também usam a sua comunicação sonora como guia.

Exímios Nadadores – Como Eles se Movimentam Embaixo da Água?

A proposta desse conteúdo é tirar todas as suas dúvidas a respeito dos golfinhos, que são animais exuberante e impressionantes. E claro que não podemos deixar de falar a respeito das habilidades para nado!

Você sabia que existe uma modalidade de nado que se chama “golfinho”? A inspiração não é à toa: esses animais são excelentes quando o assunto é se movimentar embaixo da água!

Os golfinhos e movimentam através das nadadeiras e a cauda. As nadadeiras estão posicionadas ao lado de seu corpo, e a cauda está na extremidade. Ela se movimenta para baixo e para cima, impulsionando o animal.

Quanto a velocidade, existem algumas confusões. A verdade é que esses animais são tão enigmáticos, que até mesmo esse dado aparentemente simples pode ter resultados diferentes.

Golfinho se Movimentando na Água
Golfinho se Movimentando na Água

A espécie Delphinus Verdis Delphis, considerada a mais comum, pode alcançar uma média de 40 km/h. Eles também produzem saltos que chegam a até 7 metros de altura!

Para nós os saltos parecem uma forma de se exibir, mas alguns cientistas acreditam que esse é apenas mais um artefato da complexa comunicação travada entre eles.

Basicamente os pesquisadores entendem que quando o golfinho salta, e ao cair de volta na água, ele emite um som que ajuda a alertar os seus colegas de que ainda está aí.

O que se sabe é que eles atingem 96 kg de empuxo, o que seria 3 vezes mais do que o nadador americano Michael Phelps consegue atingir. Ou seja, é um nível superior ao de um campeão olímpico.

O nado é usado para migrar de um local para outro, e para buscar alimentação. Os golfinhos costumam ir através de cardumes, o que facilita e maneira potencial a sua alimentação.

Eles podem se movimentar por centenas de quilômetros, sempre em grupos. Alguns golfinhos, inclusive, são apontados como “gangues”, já que eles buscam por grupos rivais para disputar território. É o caso do chamado “”bottlenose dolphin”, ou, em português, “golfinho Nariz-De-Garrafa”.

Os machos são responsáveis por protagonizar essa disputa territorial, enquanto as fêmeas se ocupam cuidado e alimentando os filhotes, e cuidando uma das outras.

No entanto, um estudo mediado pelo pesquisador americano Richard Connor nos mostra que eles possuem inteligência suficiente para identificar quando outro grupo de golfinhos pode se tornar um aliado, ao invés de um rival.

Esse comportamento tão atípico no mundo animal, e essa capacidade de tomar decisões diferentes nos mostra, mais uma vez, que estamos diante de uma espécie com capacidades excepcionais de raciocínio.

Respiração dos Golfinhos – Entenda Como Funciona!

Assim como as baleias, os golfinhos possuem um furo nas costas que é por onde ele respira. Podemos dizer que aquele é o ‘nariz” dos animais.

Acontece que os golfinhos são mamíferos aquáticos. E uma das características dos mamíferos é o pulmão, órgão responsável pela respiração. Para isso, é preciso “abastecer” esse órgão com oxigênio.

Por isso os golfinhos sobem à tona para respirar. É claro que eles possuem uma capacidade gigantesca de se manter embaixo da água por longos períodos sem se afogarem, mas precisam, de tempos em tempos, emergir na superfície.

Respiração dos Golfinhos
Respiração dos Golfinhos

Quando eles sobem, abastecem e renovam o ar dos pulmões, garantindo que poderão permanecer mais um período submersos. É diferente da respiração de outros animais, que expiram e inspiram o tempo inteiro, fazendo essa renovação em pequenas quantidades.

O buraquinho por onde a respiração acontece é chamado de espiráculo. Os golfinhos possuem apenas um, enquanto as baleias possuem 2 orifícios.

Acontece que quando esses animais emergem, o espiráculo percebe a superfície, e respira com intensidade – exatamente como acontece quando um ser humano está embaixo da água, e sobe assim que seu ar começa a se esvair, sabe?

Golfinho se Levantando para Soltar o Ar
Golfinho se Levantando para Soltar o Ar

Mas, a pressão feita pelo “nariz” do golfinho é muito forte, pois o animal passou muito tempo submerso. Então, quando ele finalmente respira, acaba fazendo um “chafariz” com a água que está perto, porque a quantidade de ar a ser solta é muito grande.

Conheça 7 Diferentes Tipos de Golfinhos!

São 37 espécies diferentes. Elas variam em tamanho, formato, hábitos e curiosidades. No entanto, todos os golfinhos costumam ser bem inteligentes, comunicativos e muito habilidosos para a caça! Vamos conhecer um pouco dessas espécies!

• Golfinho Nariz-de-Garrafa:

Esse é o modelo mais comum de golfinho, aquele caracterizado pela sua pele cinza. É um animal muito conhecido, e comumente retratado em filmes e séries, o que o torna ainda mais familiar aos seres humanos.

Se trata da espécie mais conhecida e mais estudada. Ainda assim, somos surpreendidos com frequência com novidades a respeito dessa espécie!

Golfinho Nariz-de-Garrafa
Golfinho Nariz-de-Garrafa

Ficou conhecido por representar no cinema o golfinho “Flipper”. Também é o modelo que mais encontramos em parques aquáticos, aquários e oceanários em todo o mundo.

No Brasil podem ser encontrados em toda a costa, sendo mais comuns na região sul do país – em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, principalmente. Infelizmente esse animal sofre bastante com a poluição das águas e até mesmo com a caça.

• Golfinho-de-Dentes-Rugosos:

Essa espécie é mais comum em águas tropicais, eles vivem em grupos bem pequenos, principalmente quando comparado a outros tipos de golfinhos.

Golfinho-de-Dentes-Rugosos
Golfinho-de-Dentes-Rugosos

O tamanho é mediano, ficando sempre entre 2,4 a 3 metros, e podem pesar até 140 quilos. Possui pares de dentes entre 20 e 27, e que são reconhecidos por pequenas cavidades que se parecem com estrias – daí o seu nome popular.

Essa questão do dente é bem particular, pois os cetáceos possuem dentes lisos, sendo esse o único golfinho com essa característica. No Brasil podem aparecer em uma longa extensão que vai do Rio Grande do Sul ao Ceará.

• Golfinho Listrado:

Uma das características mais importantes desse tipo de golfinho é que ele costuma conviver em grupos bem grandes, chegando até a 500 exemplares.

Golfinho Listrado
Golfinho Listrado

A sua habilidade para caça é exemplar! Ele comumente é encontrado em águas salgadas, dos oceanos Pacífico e Atlântico. Embora venha a superfície com frequência, a preferência é por caças nas profundezas, podendo atingir até 700 metros submersos.

• Golfinhos Cruzados:

Ao contrário do que citamos anteriormente, esse modelo e golfinho já prefere viajar pelas águas em grupos bem menores. São geralmente 5 ou 10 indivíduos – e não mais do que isso.

Golfinhos Cruzados
Golfinhos Cruzados

Eles costumam se enturmar com diferentes tipos de baleias. Por isso, quando vemos esses golfinhos é comum que tenha baleias por perto, e vice-versa.

A sua pele tem uma coloração muito escura, com listras mais claras nas laterais do corpo. É um animal belíssimo, mas que, infelizmente, é vítima da caça irresponsável, o que acaba colocando a espécie em risco.

• Golfinho-Rotador:

Essa talvez seja a espécie mais sociável, e também a mais exibida. Ele adora dar saltos belíssimos na água, e fazer contato com esse animal é algo bem fácil.

Golfinho-Rotador
Golfinho-Rotador

Os grupos se reúnem em centenas, e às vezes milhares de exemplares! Imagine só que interessante ver uma quantidade tão grande desses animais nadando em conjunto!

Se trata de uma espécie considerada pequena. Os machos chegam de 1,80 a 2,10 metros, o que é considerado bem abaixo da média. O peso não passa dos 80 kg por exemplar!

• Golfinho-de-Commerson:

Quem se depara com um desses pode até se assustar, jurando que se trata da temível baleia Orca. A semelhança é clara, sobretudo quando estamos falando de seu aspecto físico!

A sua pele é escura, preta e branca. A cabeça é mais achatada e arredondada, sem o característico “bico” de outros modelos de golfinhos. O que o difere de uma orca à primeira vista é o tamanho, claro.

Golfinho-de-Commerson
Golfinho-de-Commerson

Um exemplar adulto pode chegar a 1,70 metros e 902 kg – não mais do que isso. A sua ocorrência é bem rara, sendo localizado apenas em dois locais do planeta: Oceano Atlântico – especificamente na costa da América do Sul –, e na Ilha Kerguélen – que fica próxima à Austrália e África do Sul.

• Golfinho-Liso-do-Sul:

Existe uma coisa a respeito dos golfinhos que não podemos negar: eles são fascinantes! E uma das coisas mais encantadoras a respeito desses animais é justamente o fato de que podem ser completamente diferentes uns dos outros.

Golfinho-Liso-do-Sul
Golfinho-Liso-do-Sul

O Golfinho-Liso-Do-Sul leva esse nome porque não possui a característica nadadeira dorsal! As suas costas são completamente lisas, diferenciando bastantes essa espécie das demais. As cores são lindas, contando com uma tonalidade clara na barriga e as costas com um desenho em preto.

Boto-Cor-de-Rosa – O Golfinho Tipicamente Brasileiro!

Se você é brasileiro com certeza já ouviu falar no Boto-Cor-De-Rosa. Seja pelas lendas ou pelos estudos em biologia, esse animal está presente no imaginário e no conhecimento de todos os brasileiros desde a infância.

Segundo as lendas nortistas, esse animal é capaz de seduzir mulheres ao adotar a figura de um homem encantador. O boto usa roupas completamente brancas, e um chapéu de abas longas para encobrir o seu nariz pontudo.

Segundo a lenda, o homem usa todo o seu encanto para arrastar consigo as moças e donzelas, e as engravida. Por isso, em cidades pequenas e afastadas, durante muito tempo dizia-se que filhos cujos pais são desconhecidos são filhos do boto.

Fantasias a parte, o que sabemos é que essa espécie é muito característica do Brasil. E sim, o boto-cor-de-rosa é um dos golfinhos de água doce!

A sua característica mais importante é a tonalidade, que justamente é rosada, dando a esse animal um aspecto único. Se trata de uma espécie muito característica da região norte do Brasil, e que faz parte de projetos de preservação importantíssimos.

A sua alimentação é feita através da caça de peixes, crustáceos e moluscos. É um animal dócil, que muitas vezes permite a aproximação humana – inclusive é usado como serviço de turismo em alguns locais a possibilidade de nadar com eles.

Saiba Mais Sobre a Impressionante Inteligência dos Golfinhos

Os golfinhos são tidos como alguns dos animais mais inteligentes do planeta. Eles conseguem aprender facilmente comandos, inovam seu comportamento para conseguirem sobreviver no oceano, e são extremamente comunicativos.

Existem relatos até mesmo de golfinhos em vida selvagem que contribuem com o trabalho dos pescadores, encurralando peixes para que sejam capturados mais facilmente – tudo isso em troca de petiscos, é claro.

Estudos apontam que o tamanho e o funcionamento dos cérebros desses animais são mais eficientes do que o dos chipanzés, que são tidos como inteligentíssimos.

O cérebro deles é o terceiro maior do reino animal – o dos seres humanos é o sexto! O córtex associativo – que é a área cerebral responsável pela criatividade e também pelo pensamento associativo – é bem maior do que o das pessoas, o que nos prova que eles podem ser mais criativos e inventivos.

A quantidade de neurônios é outro fator que contribui diretamente para a inteligência deles. Chega a ser 50% maior a quantidade se comparada com o cérebro do homem. Uau.

• Nomes próprios:

Você está redondamente enganado se acha que apenas os seres humanos são capazes de reconhecer os indivíduos de sua espécie a partir de nomes próprios.

Estudos recentes realizados em uma universidade escocesa nos mostram que os golfinhos também põem fazer essa divisão em seus grupos. Os estudos mostraram que uma mensagem gravada entre os golfinhos pode ser reconhecida e decifrada por eles.

Grupo de Golfinhos
Grupo de Golfinhos

Ou seja, eles emitem sons que possuem, de fato, significado para o grupo. Não se trata apenas da repetição do modo de comunicação, mas sim mensagens que podem ser interpretadas pelos animais.

Outra coisa que o estudo atestou é que eles podem se reconhecer quando se enxergam em um espelho. Talvez você já tenha visto um animal como cachorro ou gato completamente confuso quando se olha no espelho.

No caso dos golfinhos não há mistério: eles entendem que aquele reflexo é apenas uma reprodução de sua própria imagem.

• Comandos para os golfinhos:

Muitos parques aquáticos em todo o mundo utilizam os golfinhos como atração principal. Apesar de essa ser uma prática muito dúbia, já que usar o animal como atração turística em cativeiro não é algo verdadeiramente nobre, também podemos entender que isso tem relação direta com a inteligência das espécies.

Os golfinhos podem aprender comandos e palavras, exatamente como cachorros adestrados, no entanto de maneira ainda mais precisa. Eles podem aprender o significado de diferentes palavras, identificar objetos e etc.

Eles Também Possuem Sentimentos e Trabalham em Equipe

É uma verdade que os golfinhos são presas fáceis em diferentes países principalmente no Japão. Infelizmente, muitos caçadores ainda ignoram completamente a capacidade de compreensão desses animais.

Golfinhos em Equipe
Golfinhos em Equipe

Mas, é impressionante aprender sobre eles. Você sabia que golfinhos possuem uma forte empatia? Eles conseguem perceber, por exemplo, quando um membro de seu grupo parece ferido e/ou debilitado.

Na maioria das vezes os golfinhos diminuem a velocidade de nado nesses casos, e até mesmo podem alimentar o animal ferido até que ele esteja plenamente recuperado.

Relação com os Filhotes – Cópula, Gestação, Nascimento e Criação

Também podemos perceber um comportamento incrível dos golfinhos com seus filhotes. As mães são exemplares e extremamente cuidadosas, mantendo suas crias sob todo o cuidado durante o tempo que for necessário.

Uma fêmea pode ser cortejada por cerca de 10 machos durante o seu período de reprodução. O macho sempre se posiciona abaixo da fêmea para que ocorra a copula.

A gestação dura 12 meses, um tempo bem longo. As fêmeas não se reproduzem todos os anos, e é comum que nasçam bebês a cada 2 ou três anos. A cria costuma ser de apenas um exemplar do animal por vez.

O mais curioso é que os machos não participam da vida do bebê ativamente, É comum que a criação aconteça apenas ao lado da mãe e de outras fêmeas do grupo.

Quando um golfinho engravida, outras fêmeas se organizam para manter essa mamãe protegida, principalmente porque a gestante tende a nadar mais lentamente.

Filhote de Golfinho com a Mãe
Filhote de Golfinho com a Mãe

Isso faz com que ela se torne uma presa fácil, e outras fêmeas se preocupem com a sua segurança, nadando também mais lentamente, e ao seu redor. esse comportamento se mantém até o dia do nascimento do filhote.

Logo que o bebê nasce, o cordão umbilical se rompe naturalmente. Então acontece um esforço do bando para que o bebê emerja na superfície afim de abastecer o seu corpo com ar – lembre-se que golfinhos armazenam ar para permanecer embaixo da água.

Uma das curiosidades interessantes a respeito desse animal é que se trata da única espécie irracional que mantêm relações sexuais por prazer!

Além deles, esse comportamento só é percebido nos seres humanos. Ou seja, mais um fator que nos prova que esse animal tem pensamento e potencial de decisão muito grandes.

• Leite materno:

Os golfinhos são mamíferos, o que nos indica que precisam de amamentação para sobrevivência. A mãe expele um jato de leite sempre que o filhote se aproxima, permitindo que ele seja nutrido dessa maneira.

Essa será sua fonte de nutrientes durante alguns meses, mas logo ele começará a comer peixes para complementar a alimentação. No entanto, alguns bebês podem mamar por um longo período, chegando até 4 anos.

As mães são extremamente dóceis e carinhosas, adotando um comportamento super protetor com suas crias. É comum que fêmeas entrem em lutas com animais muito mais agressivos e fortes simplesmente para proteger seus filhotes dos predadores.

Mães Podem Chamar os Filhotes Para Afastá-Los de Ameaças!

Anteriormente falamos sobre como os golfinhos são capazes de se comunicar, e embora ainda exista muito a se descobrir a respeito disso, sabemos que a comunicação estabelecida entre eles é extremamente eficiente e inteligente.

Uma das provas a respeito disso é que as mães costumam “chamar” seus filhos quando percebem alguma ameaça. Por exemplo, quando existe a presença de um pesquisador no ambiente.

É muito natural que os bebês tenham curiosidade – como acontece com qualquer filhote, de qualquer espécie – e tentem se aproximar dos humanos para entender melhor o que são.

Mãe com Filhote de Golfinho
Mãe com Filhote de Golfinho

As mães, por sua vez, tendem a emitir sons chamando a cria para perto de si. Em alguns casos elas podem até mesmo empurrar o bebê com o seu corpo, de modo que ele se afaste do mergulhador.

Elas ainda podem emitir sons mais suaves e dóceis, como quem realmente conversa com um bebê. Também é perceptível toques mais gentis das nadadeiras, como se acariciando a cria.

A amamentação é um dos momentos mais íntimos, e consequentemente mais difíceis de serem registrados. Isso porque é muito comum que a mãe fique extremamente alerta nesse momento, e fuja com o filhote diante de qualquer sinal de presenças estranhas.

Conheça a Espécie Mais Rara de Golfinho!

Se você chegou até aqui podemos dizer que realmente já está se tornando um grande conhecedor de golfinhos. E como tal você não pode deixar de conhecer a espécie de golfinho mais rara – e infelizmente ameaçada de extinção.

Estamos falando do Phocoena sinus, também conhecido como Vaquita, ou boto-do-pacífico. Esse animal vive na costa californiana, entre os Estados Unidos e o México. É considerado um modelo pequeno, pois não mede mais do que 1,5 metros.

Isso é considerado bem pouco principalmente quando o colocamos em comparação com outros cetáceos, como a exuberante baleia Azul e seus 33 metros de comprimento.

As previsões eram de que a Vaquita estria completamente extinta até meados de 2018. A espécie resistiu, mas não há grandes esperanças de que dure por muito mais tempos. Estima-se que atualmente existam menos de 20 exemplares no mundo.

Muitas vezes esses animais morrem não por serem exatamente o alvo dos pescadores, mas por ficarem presos em suas redes. Assim como acontece com as outras espécies de golfinhos, as vaquitas precisam emergir para respirar.

Acontece que quando encontram redes no caminho ficam presas, e o deposito de ar acaba. Com isso, o animal entra em falência.

A marca registrada da espécie é o círculo preto ao redor dos olhos. Isso contribui para que o boto-do-pacífico tenha uma aparência ainda mais encantadora. Mas, graças aos descuidos e descasos humanos, não teremos mais esse animal entre nós.

A Orca é um Golfinho!

Você com certeza já ouviu falar das Orcas. Elas ficaram muito populares por conta do filme Free Willy, que mostra um desses animais desenvolvendo uma amizade com um garoto.

Embora seja tratada como uma baleia, as Orcas são uma das espécies de golfinhos! Ela é considerada a espécie de maior tamanho, chegando até a 10 metros de comprimento.

É muito comum que esse animais seja treinado para apresentações em parques e eventos aquáticos, o que acaba tirando um pouco de seus instintos naturais. Acontece, por exemplo, em parques como o Sea World.

Baleia Orca
Baleia Orca

Uma das coisas que deixa claro que a Orca é um golfinho, até mesmo se você não for um grande especialista, é o fato de que elas possuem dentes! As baleias possuem cerdas, mais ou menos como vassouras – existem algumas que possuem dentes, mas são poucas!

Elas são responsáveis por filtrar a água e os alimentos que esses animais gigantescos ingerem. Já os dentes são usados para caça, que é justamente o que os golfinhos – incluindo as Orcas – fazem para se alimentar!

• Baleia assassina?

Se você é um leitor mais atento deve ter parado para pensar: se Orcas são golfinhos, porque são chamadas de “baleias assassinas”, já que uma das características dos golfinhos é a sua capacidade de socializar?

Existem muitas teorias para isso. Uma delas é de que provavelmente os esquimós foram os primeiros a “pintar” essa imagem agressiva da Orca. Isso porque eles ficavam impressionados ao presenciarem esses animais e alimentando de focas, leões marinhos e outros animais grandes.

Isso acabou se alastrando, e elas ganharam “fama de má” até mesmo no cinema, com filmes Orca – a Baleia Assassina. Mas não é bem assim que as coisas acontecem de verdade.

Os raríssimos casos em que esses animais atacaram e mataram seres humanos foram registrados apenas em cativeiro. No entanto, é possível entender que esses animais são colocados em condições de extremo estresse quando são aprisionados.

Tudo isso fica muito claro no documentário “BlackFish” (2013), que conta justamente a história da Orca Tilikum, que era usada como atração nos parques aquáticos dos Estados Unidos, e acabou matando um treinador.

No entanto, o documentário – não indicado para pessoas muito sensíveis – mostra também as condições deploráveis as quais os animais são submetidos para aprenderem os truques, como por exemplo a própria privação de alimentos.

Dito isso, esclarecemos que não, as Orcas não são baleias e tampouco assassinas. São uma espécie de golfinho que vivem normalmente em seu habitat, que demonstram inteligência – inclusive emocional – e que precisam de preservação e respeito.

Veja a Lista com os Golfinhos e suas Classificações!

Agora que você já sabe que as Orcas não são baleias, e sim golfinhos, é importante saber também que existem golfinhos que não são, exatamente golfinhos. Eles não entram na “família Delphinidae”. Aqui separamos 30 espécies de golfinhos que são divididos em 11 grupos.

1. Cephalorhynchus:

Golfinho-de-commerson, Cephalorhynchus commersoni;

Golfinho-de-Commerson
Golfinho-de-Commerson

Golfinho-chileno, Cephalorhynchus eutropia;

Golfinho-Chileno
Golfinho-Chileno

Golfinho-de-heaviside, Cephalorhynchus heavisidii;

Golfinho-de-Heaviside
Golfinho-de-Heaviside

Golfinho-de-hector, Cephalorhynchus hectori;

Golfinho-de-Hector
Golfinho-de-Hector

2. Globicephala:

Baleia-piloto-de-peitorais-longas, Globicephala melas;

Baleia-Piloto-de-Peitorais-Longas
Baleia-Piloto-de-Peitorais-Longas

Baleia-piloto-de-peitorais-curtas, Globicephala macrorhynchus;

Baleia-Piloto-de-Peitorais-Curtas
Baleia-Piloto-de-Peitorais-Curtas

3. Grampus:

Golfinho-de-risso, Grampus griséu;

Golfinho-de-Risso
Golfinho-de-Risso

4. Steno:

Golfinho-de-dentes-rugosos, Steno bredanensis;

Steno Bredanensis
Steno Bredanensis

5. Sousa:

Golfinho-corcunda-do-atlântico, Sousa teuszii;

Golfinho-Corcunda-do-Atlântico
Golfinho-Corcunda-do-Atlântico

Golfinho-corcunda-do-índico, Sousa plúmbea;

Golfinho-Corcunda-do-Índico
Golfinho-Corcunda-do-Índico

Golfinho-corcunda-indopacífico, Sousa chinensis;

Golfinho-Corcunda-Indopacífico
Golfinho-Corcunda-Indopacífico

6. Sotalia:

Boto-cinza, Sotalia guianensis;

Boto-Cinza
Boto-Cinza

Tucuxi, Sotalia fluviatilis;

Sotalia Fluviatilis
Sotalia Fluviatilis

7. Tursiops:

Golfinho-roaz ou Golfinho-nariz-de-garrafa, Tursiops truncatus;

Golfinho-Roaz
Golfinho-Roaz

Golfinho-flíper-comum, Tursiops aduncus;

Tursiops Aduncus
Tursiops Aduncus

8. Stenella:

Golfinho-pintado-pantropical, Stenella attenuata;

Stenella Attenuata
Stenella Attenuata

Golfinho-pintado-do-atlântico, Stenella frontalis;

Stenella Frontalis
Stenella Frontalis

Golfinho-rotador, Stenella longirostris;

Stenella Longirostris
Stenella Longirostris

Golfinho-clímene, Stenella clymene;

Stenella Clymene
Stenella Clymene

Golfinho-listrado, Stenella coeruleoalba;

Stenella Coeruleoalba
Stenella Coeruleoalba

9. Delphinus:

Delfim-comum ou Golfinho-comum-de-bico-curto, Delphinus delphis;

Golfinho-Comum-de-Bico-Curto
Golfinho-Comum-de-Bico-Curto

Golfinho-comum-de-bico-longo, Delphinus capensis;

Golfinho-Comum-de-Bico-Longo
Golfinho-Comum-de-Bico-Longo

Golfinho-comum-de-bico-muito-longo, Delphinus tropicalis;

Golfinho-Comum-de-Bico-Muito-Longo
Golfinho-Comum-de-Bico-Muito-Longo

10. Orcinus:

Orca ou Baleia-assassina, Orcinus orca;

Baleia-Assassina
Baleia-Assassina

11. Lagenorhynchus:

Golfinho-de-bico-branco, Lagenorhynchus albirostris;

Golfinho-de-Bico-Branco
Golfinho-de-Bico-Branco

Golfinho-de-laterais-brancas-do-atlântico, Lagenorhynchus acutus;

Golfinho-de-Laterais-Brancas-do-Atlântico
Golfinho-de-Laterais-Brancas-do-Atlântico

Golfinho-de-laterais-brancas-do-pacífico, Lagenorhynchus obliquidens;

Golfinho-de-Laterais-Brancas-do-Pacífico
Golfinho-de-Laterais-Brancas-do-Pacífico

Golfinho-do-crepúsculo, Lagenorhynchus obscurus;

Golfinho-do-Crepúsculo
Golfinho-do-Crepúsculo

Golfinho-de-peale, Lagenorhynchus australis;

Golfinho-de-Peale
Golfinho-de-Peale

Golfinho-ampulheta, Lagenorhynchus cruciger;

Golfinho-Ampulheta
Golfinho-Ampulheta

É importante ressaltar que os tipos podem variar bastante no que diz respeito a comportamento, hábitos alimentares, quantidade de exemplares em um bando e etc. Tudo isso faz com que entendamos como, de fato, os golfinhos representam uma espécie muito rica.

Os Golfinhos na Cultura Humana – Relembre Algumas Vezes em que esse Animal foi Retratado!

Não podemos negar que os golfinhos são encantadores. E por isso mesmo ainda temos muito a descobrir a respeito desses animais. Até hoje os cientistas não conseguiram decifrar absolutamente tudo a respeito deles – e com certeza ainda vamos nos surpreender muito com eles.

Mas, não podemos deixar de lembrar das inúmeras vezes em que os golfinhos foram personagens importantes de filmes jogos e outras coisas. Pelos olhos humanos, esse animal encantador se tornou bem popular!

• Flipper (1196):

Um dos filmes mais emblemáticos, em que conhecemos a história de um menino que desenvolve uma forte amizade com um golfinho de nome Flipper. A história segue os moldes de Free Willy, que também fez um grande sucesso com o público.

• Free Willy (1993):

Agora você já sabe que a Orca é um golfinho, e não uma baleia. Em 1993 o filme mostrou a amizade entre um garoto e a Orca Willy, que vivia presa em um cativeiro.

• Winter, O golfinho (2011):

Mais recentemente conhecemos a história de Winter, um golfinho que tem a sua cauda amputada por conta de um acidente, e que depois disso cria fortes laços com um garoto e um biólogo que decidem ajuda-lo.

• Ecco – The Dolphin:

Ecco é um antigo jogo criado para o videogame em que você controlava um golfinho que misteriosamente se perde de toda a sua família. A missão do controlador é justamente usar o sonar do animal para coletar pistas e encontrar o seu bando.

Os Golfinhos e a Relação com Seres Humanos

Filmes, jogos, e até elemento para tatuagem eles á foram – essa foi uma moda dos anos 2000. Os golfinhos são animais que estão muito bem inseridos na cultura humana.

Hoje, infelizmente, eles também são vítimas das mais diversas formas de exploração. Em países asiáticos os golfinhos são caçados para substituir a carne de baleia, já que a fiscalização em cima dessa caça é mais acirrada.

Nos Estados Unidos e em outros países eles são retirados de seu habitat natural para participarem de shows em parques aquáticos, e muitas vezes morrem por conta de depressão e outras doenças.

No Brasil, a exploração também é uma realidade. Existem locais em que os golfinhos são cercados e confinados para que as pessoas possam mergulhar com eles – prática amplamente combatida pelos protetores e ambientalistas locais.

Além disso, eles ainda sofrem com outros fatores como a poluição dos oceanos, as redes de pescas, as embarcações em alto mar – que muitas vezes atropelam e matam esses animais.

Tudo isso nos leva a questionar: como estamos tratando esses animais?
Existem espécies de golfinhos que claramente estão prestes a desaparecendo planeta terra. Pode até ser que isso não pareça grave e preocupante agora, mas para cada espécie extinta ocorre uma desordem no ciclo natural da vida marinha.

E esse desequilíbrio pode ser fatal.

Buscar informações a respeito da vida animal, sua importância, hábitos e meios de preservação é importantíssimo. E uma das coisas com as quais você pode contribuir, por exemplo, é evitar qualquer tipo de entretenimento que envolva exploração animal.

Observar golfinhos, mergulhara com eles em espaços abertos, avistá-los com binóculos – tudo isso é válido e pode ser uma experiencia mágica.

Mas se a atração envolve confinamento, maus-tratos, privação alimentar, qualquer tipo de produto que deixe o animal dopado e outras coisas desse tipo, deve ser evitada.

Procure sempre entender como você pode contribuir para o bem-estar de outros seres vivos, preze pela preservação dos ambientes, mantenha as praias e oceanos limpos. Somos parte fundamental de todo esse equilíbrio, e com certeza podemos diminuir os impactos causados pela vida humana.

Os golfinhos também são parte essencial dessa complexa engrenagem que chamamos de planeta terra. E é nosso dever manter esses animais em plena segurança.

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