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Tudo Sobre a Pantera Negra Animal: Que Espécie é essa?

Quando nos referimos a pantera negra, não estamos falando das várias referências culturais a ela por todo o mundo. Pantera negra sempre povoou as imaginações da sociedade de muitas formas, com destaque mais recente para o ressurgimento no cinema do emblemático personagem super herói da Marvel. Em se tratando da espécie animal, no entanto, a qual pantera negra estamos nos referindo?

Melanismo nas Espécies Diversas

Se procurar em nosso blog, verá que já existem outros diversos artigos explicando que a pantera negra não se trata de uma espécie específica. Diversas espécies de felinos na verdade podem ser a pantera negra devido a um processo natural de mutação chamado melanismo.

Logo você compreenderá então que a pantera negra pode até nem ser uma pantera. A expressão ‘pantera’ vem do latim ´panthera’, referência a uma categoria taxonômica de espécies de felinos em particular. Porém, o uso do termo é comum também ao nomear outros felinos, em especial esses melaníticos como ´pantera negra.

Quem é a Pantera Negra

Panthera onca é um exemplo comum onde o melanismo é recorrente e o surgimento de animais negros são comuns. Essa espécie nativa da América do Sul, do bioma mata atlântica no Brasil, volta e meia surge nos holofotes e captações fotográficas com a ‘pantera negra’. Tais animais, no entanto, podem nascer de uma mesma ninhada onde os irmãos são todos nascidos com as cores padrões da onça.

Se examinada de perto, será possível perceber que tal pantera negra na verdade possui as mesmas rosetas padrões da espécie que muitas das vezes apenas está escondida na densa pelagem mais enegrecidas desses animais. De acordo com a posição em que se encontrarem no foco de luz, é possível enxergar os padrões camuflados. Essa mutação não ocorre apenas nessa espécie.

Há relatos de outras ‘panteras negras’ também em sete das nove espécies de pantheras no mundo, os leopardos, como os leopardos africanos, os leopardos do extremo oriente, os leopardos asiáticos, etc. Também outros felinos e até outras espécies animais podem nascer com a mutação melanítica.

Leucismo

Leucismo é a definição comum para o resultado fenótipo de alterações na pigmentação de células ou migração da crista neural para a epiderme, pêlos ou penas durante o desenvolvimento do animal. Isso acaba formando (no caso da pigmentação subdesenvolvida) ou animais manchados (quando somente um subdesenvolvimento parcial ocorrer) ou animais inteiramente brancos quando as células de pigmentação forem insuficientes.

Visto que as células de pigmentação são diferentes das células precursora predominante, o leucismo ocasionará uma possível redução em todos os tipos de pigmento. As situações mais comuns de leucismo não são a completa ausência de células de pigmento mas a hipopigmentação localizada ou incompleta.

Pantera Negra e Filhote
Pantera Negra e Filhote

Nestes casos mais recorrentes, O que se vê como resultando são manchas irregulares no animal que, de outra forma, teria coloração e padrões normais. Esta mutação leucítica parcial resulta no efeito “malhado”; já deve ter reparado comumente espécies que nascem, as vezes em uma mesma ninhada, com esse efeito malhado, com deficiência no padrão de cores da espécie.

No caso de panteras negras, a mutação é exatamente o contrário dessa condição. Aqui é a célula precursora predominante quem dita a modificação de pigmentação, resultando numa predominância de melanismo e, consequentemente, potencializando a pelagem enegrecida no animal.

Melanismo

O melanismo, seja qual for o mecanismo, é um excesso de origem genética da produção de melanina , um pigmento preto. Pode, portanto, ser considerado como o fenômeno oposto do leucismo e do albinismo , que são devidos à falta ou ausência de melanina e outros pigmentos, também de origem genética, que dão animais de coloração muito clara. ou inteiramente branco.

Um dos casos mais conhecidos de melanismo entre o público em geral nos animais é, sem dúvida, a pantera negra. Quando se trata de outros animais selvagens que panteras, deveríamos nomeá-los por seus próprios nomes (tigre preto, jaguar preto, etc), mas ficou habitual referir-se a todos como pantera negra. A coloração melanítica do pêlo ocorre como um polimorfismo comum em 11 de 37 espécies de felinos e atinge alta freqüência populacional em alguns casos, mas nunca atinge a fixação completa.

A pantera negra, uma forma melânica de leopardo, é comum na floresta equatorial da Malásia e na floresta tropical nas encostas de algumas montanhas africanas, como o Monte Quênia. O serval também tem formas melânicas em certas áreas da África Oriental.

Melanismo da Pantera
Melanismo da Pantera

No gato mourisco, a coloração varia de marrom escuro e cinza a avermelhado claro. Formas melânicas da onça-pintada é comum em certas partes da América do Sul. Em 1938 e 1940, dois linces pardos melanistas foram capturados vivos na Flórida sub-tropical.

O melanismo em leopardos é herdado como um traço recessivo monogênico, mendeliano, relativo à forma manchada. Emparelhamentos de animais negros têm um tamanho de ninhada significativamente menor do que outros pares possíveis.

Acredita-se que o melanismo em leopardos esteja causalmente associado a uma vantagem seletiva para a emboscada. Outras teorias são de que genes para melanismo em felinos podem fornecer resistência a infecções virais, ou uma adaptação em alta altitude, já que o pelo preto absorve mais calor.

A palavra “melanismo” é deduzida de uma palavra grega que significa pigmento negro. O pseudo-melanismo, também chamado de abundismo, é outra variante da pigmentação, caracterizada por manchas escuras ou listras aumentadas, que cobrem uma grande parte do corpo do animal fazendo parecer melanítico.

O melanismo relacionado ao processo de adaptação é chamado de adaptativo. Mais comumente, os indivíduos escuros tornam-se mais aptos a sobreviver e se reproduzir em seu ambiente, já que são mais camuflados.

Isso faz com que algumas espécies sejam menos visíveis para os predadores, enquanto outras, como as panteras negras, a usam como uma vantagem de forrageamento durante a caça noturna. Tipicamente, o melanismo adaptativo é hereditário: Um gene dominante, que é total ou quase inteiramente expresso no fenótipo, é responsável pela quantidade excessiva de melanina.

Foi demonstrado que o melanismo adaptativo ocorre em uma variedade de animais, incluindo mamíferos como esquilos, muitos felinos e canídeos e cobras de corais.

Tudo Sobre a Pantera Negra

Portanto, para descrever um artigo falando tudo sobre a pantera negra, não falaríamos de uma espécie só mas de várias. Os melaníticos negros moram em habitats diferentes, tem comportamentos de forrageamento peculiares, dietas variadas e hábitos reprodutivos desiguais. Talvez a única coisa que possuem em comum é a predação humana causando a extinção de todos.

Uma pantera negra é tipicamente uma variante melanítica de várias espécies de gato maior. Panteras negras selvagens na América Latina são onças pretas (Panthera onca), na Ásia e na África são leopardos pretos (Panthera pardus), e na América do Norte podem ser onças negras ou possivelmente pumas negros (Puma concolor).

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