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Tipos de Morcegos: Espécies Principais Com Fotos

Calcula-se que haja entre 1.100 e 1.300 espécies (ou tipos) de morcegos em todo o planeta. E algumas das principais famílias e espécies atualmente descritas podem muito bem ser consideradas quase endêmicas do Brasil.

Em praticamente todo o mundo eles são quase uma unanimidade quando o assunto são animais horripilantes, assustadores e ameaçadores do Reino Animal – Talvez por parecerem uma espécie de “elo perdido”, em uma combinação exótica e original entre um mamífero e uma ave.

Mas talvez, quem sabe, o motivo não sejam as doenças que costumam ser associadas a eles, em especial a raiva, que já configurou-se como um verdadeiro flagelo da pecuária em muitos países.

Só que o que muitos não sabem é que, apesar da aparência aterradora, esses animais contam entre as espécies mais importantes da natureza, responsáveis pela polinização e dispersão de sementes de quase metade das espécies vegetais existentes.

Por isso, o objetivo desse artigo é fazer uma lista com algumas das principais espécies ou tipos de morcegos mais importantes da natureza. Alguns deles bastante famosos pelo seu singular apreço por uma dieta à base de sangue, enquanto outros, como típicos insetívoros e frugívoros, configuram-se como verdadeiros controladores de pragas e grandes parceiros do meio ambiente.

1. Família Vespertilionidae

Família Vespertilionidae
Família Vespertilionidae

Essa família é reconhecida pela sua afeição ao ambiente tipicamente urbano. São aquelas espécies que costumamos encontrar em construções abandonadas, sótaos, ruínas, túneis, entre outros ambientes onde eles possam encontrar o agradável bem estar (ao menos para eles) proporcionado pela mais completa escuridão.

São cerca de 300 espécies, essencialmente insetívoras, capazes de produzir um verdadeiro extermínio dos mais diversos tipos de pragas, entre as quais, aranhas, cigarras, gafanhotos, grilos, besouros, entre outras espécies que eles simplesmente varrem em bandos com até milhares de indivíduos.

Dentre as principais espécies, destacam-se o Myotis vivesi, o Antrozous palidus, o Pizonyx, entre outras que distribuem-se por praticamente todo o planeta, em países de clima tropical e subtropical, inclusive no Brasil, onde essa família configura-se como a de maior abrangência dentre todas as que se conhece.

2.Emballonuridae

Emballonuridae
Emballonuridae

Essa é outra família que também caracteriza-se pela facilidade com que as suas espécies habitam ambientes urbanos e rurais.

Nestes, eles podem ser facilmente encontrados em grutas, cavernas e fendas, enquanto no ambiente urbano apreciam o conforto das construções abandonadas, prédios antigos, forros de igrejas, e até mesmo das folhagens de quintais e lavouras.

São cerca de 50 espécies, com características bastante singulares, como um pequeno porte, focinho afilado e longo, olhos grandes, orelhas com um formato meio triangular, entre outras características de uma família de clima essencialmente tropical.

O Balantiopteryx infusca, o Saccolaimus flaviventris e o Saccolaimus mixtus são apenas algumas das centenas de espécies que compõem essa curiosa comunidade.

3.Molossidae

Molossidae
Molossidae

Uma comunidade de animais essencialmente insentívoros, com pequeno porte, pelos curtos, cauda relativamente longa (em relação a outras famílias) e orelhas diminutas – estas são apenas algumas das principais características de uma família que também espalha-se por praticamente todo o mundo.

Os climas tropicais e subtropicais também são os seus preferidos, onde eles distribuem-se em cerca de 10 ou 12 gêneros, com espécies afeitas a um ambiente próximo das cidades, o que os torna bastante comuns em cavernas, fendas, grutas, forros de telhados, igrejas abandonadas, ruínas, entre outros locais semelhantes.

Como é o caso, por exemplo, das espécies Cheiromeles parvidens, Cheiromeles torquatus, do Mormopterus acetabulosus, entre várias outras.

4.Furipteridae

Furipteridae
Furipteridae

Diretamente das regiões conhecidas como “Neotropicais”, como boa parte da América Central, do sul da Flórida, das ilhas caribenhas e de consideráveis trechos sul-americanos, surge essa comunidade com apenas dois gêneros descritos, mas que não deixam de ter as suas singularidades.

Como, por exemplo, a sua original cauda bastante alongada (não ultrapassando o uropatágio), orelhas afiladas, pés curtos e pernas também alongadas, entre outras características de uma comunidade essencialmente insetívora, capaz de realizar um excelente trabalho de controle de pragas de lavouras, como besouros, gafanhotos, cigarras, grilos, entre outras espécies.

Os tipos mais conhecidas dessa família são o Furipterus horren e o Amorphochilus, cujas características dos seus polegares (pequenos e membranosos) é o que mais chama a atenção.

5.Noctilionidae

Noctilionidae
Noctilionidae

Assim como os Furipteridae, os Noctilionidae são espécies típicas das regiões Neotropicais, onde são conhecidos pelos seus hábitos, digamos, bastante incomuns de alimentarem-se também de peixes, que eles atacam semelhantemente ao que faz um pelicano, uma gaivota, ou outra ave qualquer que, supostamente, deveria ser bem mais hábil que eles.

Mas não é o que acontece! Os Morcegos-buldogues (apelido que receberam em razão do seu aspecto físico), diferentemente do que seria de imaginar, por serem munidos de um par de pernas traseiras bastante alongadas, dão um verdadeiro show de habilidade e nenhuma chance de escapatória para uma presa.

O N.leporinus e o N.albiventris são as duas espécies dessa família, que possui apenas dois gêneros, mas que estão entre os mais exóticos e incomuns desse imensa ordem de animais.

6.Phyllostomidae

Phyllostomidae
Phyllostomidae

Essa comunidade bem que poderia ser considerada quase que endêmica do Brasil, tal a quantidade de espécies que espalham-se pelos quatro cantos do país, desde o quase fantástico bioma da Floresta Amazônica, passando por trechos que ainda restam de Mata Atlântica, entre outras vegetações de norte a sul.

Essa é a família dos “morcegos com folha na boca” – uma alusão à curiosa protuberância que eles apresentam nos lábios superiores, e que funciona como uma espécie de “radar”, por meio do qual eles detectam as ondas ultrassônicas que recebem graças ao seu eficientíssimo sistema de “Ecolocalização”

Nessa comunidade estão abrigados os famigerados “morcegos-vampiros” sugadores (ou lambedores de sangue), mas também o singular Artibeus sp., o Macrotus californicus, o Lampronycteris brachyotis, as espécies do gênero Michonycteris, entre inúmeras outras comunidades, que abrigam milhares de espécies, com praticamente todos os hábitos alimentares que são possíveis a um morcego.

7.Mormoopidae

Mormoopidae
Mormoopidae

Por fim, essa outra comunidade constituída por apenas 2 gêneros, e que abriga 6 espécies e 17 subespécies. A sua abrangência também é bastante significativa. Eles podem ser encontrados em praticamente toda a América Central e do Sul, como uma família afeita aos ambientes mais variados, entre os quais, túneis, florestas, prédios abandonados, bueiros, etc.

A Pteronotus davyi, a P.macleayi e a P.parnelii são algumas das principais espécies dessa comunidade com características genéticas consideradas únicas e bastante incomuns dentro dessa ordem de animais.

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