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Tamanduá-Mirim: Características, Nome Científico E Fotos

O Brasil é uma terra fértil e propicia para a sobrevivência de diversos animais. O clima quente e agradável se torna morada das mais variadas espécies, e algumas se tornam cartão-postal do país, inclusive atraindo a atenção de biólogos, cientistas e curiosos.

O tamanduá-mirim com certeza é um desses. Se trata de uma espécie que ficou conhecida como típica do país, embora seja, na verdade, endêmica da América do sul como um todo, ocorrendo em outros países desse continente.

Esse animal vive entre as vegetações, em região de savana, caatinga ou florestas. Precisa das florestas para retirar o seu sustento, e com isso conseguir se manter vivo.

As regiões em que existem ocorrências desse animal são Venezuela, norte da Argentina, sul do Brasil e Uruguai. Geralmente o Tamanduá-Mirim está localizado em altitudes de até 2000 pés.

Embora ele possa habitar savanas e regiões mais secas, parece existir uma preferência pela beirada dos riachos. Talvez por haver uma variedade maior de insetos – o que facilita a variação de cardápio.

No entanto, os tamanduás-mirins têm sofrido consideravelmente com atividades como a agropecuária, que acabam provendo grandes queimadas e reduzindo o local de moradia desse e de outros animais.

Aspectos Físicos Do Tamanduá-Mirim

Felizmente o Tamanduá-Mirim é uma espécie típica brasileira que ainda se mantém muito bem conservada, apesar de a exploração ambiental se tornar cada vez mais acentuada no país.

O nome científico desse animal é Tamandua tetradactyla. É difícil encontrar alguém – ao menos no Brasil – que não saiba identificar um tamanduá-mirim. Ele é reconhecido principalmente pelo formato afunilado de sua boca.

O focinho se parece com um tubo, que é utilizado para conseguir extrair os insetos de cantos, buracos e troncos de árvores. A abertura para sucção é bem pequena, mas maior do que a do tamanduá-bandeira.

O corpo do tamanduá é completamente coberto por um pelo espesso e macio. Esse pelo é responsável por proteger o tamanduá contra as picadas de formiga, quando esse se aventura nos formigueiros em busca de sustento.

Tamanduá-Mirim no Meio do Mato
Tamanduá-Mirim no Meio do Mato

O pelo acaba dificuldade a chegada do inseto até a pele, evitando assim que o tamanduá seja picado. Pode haver algumas variações de cores para o pelo, sendo que o mais comum é que ele seja bege e preto.

Existem também animais com pelagem de cor dourada ou mais para o marrom. A variação geralmente ocorre de acordo com a distribuição geográfica.

São raríssimos os casos de tamanduá-mirim de uma só cor. Mas às vezes acontecem exemplares completamente pretos, por exemplo.

A barriga e o rabo são as únicas partes do corpo do tamanduá que não são completamente cobertas por seus pelos. Você pode perceber algumas falhas nessas partes do corpo.

• Tamanduá-de-Colete:

É comum que ele tenha uma mancha preta parecida com um colete nas costas. Daí veio o nome tamanduá-de-coleira ou tamanduá-de-colete, como ele é conhecido em algumas regiões do Brasil.

Ele conta com 4 patas, todas compostas por dedos e garras (quatro nas patas dianteiras e cinco nas patas traseiras) que são fundamentais na busca por alimentação.

Tamanduá-de-Colete
Tamanduá-de-Colete

Podemos considerá-lo um animal de porte médio. Ele chega a 34 ou 88 centímetros em sua fase adulta – mas isso sem contar a extensão da cauda. O peso varia de 1,5 a 8,4 quilos para exemplares adultos, sendo que as fêmeas são mais leves e menores.

Como É A Reprodução Do Tamanduá-Mirim?

A reprodução desse animal é sexuada, o que significa que o Tamanduá-Mirim precisa de um exemplar e cada sexo para ser gerado.

É muito difícil que dois machos entrem em disputa por uma fêmea. Geralmente o processo de acasalamento é muito tranquilo, sobretudo porque os tamanduás ficam sozinhos grande parte do tempo – raramente se cruzam.

Mas, esses animais não possuem dimorfismo sexual aparente, o que significa que não podemos diferenciar machos e fêmeas apenas à primeira vista.

O pênis do tamanduá-mirim está localizado no ventre, mas em uma região muito próxima ao ânus. Já os testículos são internos, não podendo ser observados.

A inseminação acontece a partir da relação sexual entre um exemplar macho e uma fêmea. Após a fecundação, a fêmea permanecerá grávida por mais ou menos 190 dias – podendo durar um pouco menos do que isso.

As mães geram apenas um filhote por vez, e podem ter até duas gestações ao ano. Apesar de se tratar de uma espécie solitária, que não vive em bando, existe entre os tamanduás mirins o que chamamos de cuidado parental.

Significa que machos e fêmeas permanecem unidos por um determinado período, a fim de garantirem a segurança dos filhotes. Isso pode durar até 1 ano.

Pouco se sabe sobre o período de reprodução das fêmeas. Existem muitas lacunas no que diz respeito ao processo reprodutivo do Tamandua tetradactyla. Esse ainda é um assunto que nos reservará algumas surpresas.

Os filhotes são dependentes da mãe. Eles passam ao menos 6 meses sendo amamentados, e outros 6 sendo carregados no dorso. Somente por volta do primeiro ano de vida é que o animal se torna independente. Nesse momento também o macho abandonará a família.

• Maturidade Sexual:

Tamanduá-Mirim Em Cima da Árvore
Tamanduá-Mirim Em Cima da Árvore

Comparados a outros mamíferos, os tamanduás dessa espécie até que atingem a maturidade sexual rápido, quando chegam ao segundo ano de vida. Nessa faixa etária machos e fêmeas começam a buscar por parceiros sexuais.

Apesar de não ser um animal considerado em risco, o tamanduá-mirim está em constante observação por parte dos estudiosos, e pode aparecer como “vulnerável” em algumas listas.

Isso porque devido à quantidade pequena de filhotes, e também a demora da gestação existe sempre a tensão de que a quantidade de exemplares diminua rapidamente na natureza.

O desmatamento crescente é um problema constante para esses animais. Além disso, a criação de rodovias e estradas muito próximas dos locais onde os tamanduás vivem também é um risco.

Hoje a maior parte de mortes registradas desses animais acontece por atropelamento, quando eles justamente estão tentando atravessar uma estrada.

Tamanduá-Mirim Come Formiga – Mito Ou Realidade?

Ainda que você não seja um especialista em Tamanduá-Mirim, com certeza já ouviu alguma coisa a respeito desse animalzinho. Uma das informações mais difundidas a respeito dele é que o Tamanduá adora formigas.

A primeira coisa importante a saber é que esse animal tem um apetite bem voraz. O tamanduá-mirim pode comer até 9 mil insetos em um mesmo dia! Essa quantidade significa mais ou menos 1,5 kg de cupins ou de formigas!

Ele realmente costuma variar bastante o cardápio, comendo diferentes espécies de insetos. As formigas, no entanto, estão entre os alimentos preferidos dos tamanduás.

Tamanduá-Mirim Comendo Formiga
Tamanduá-Mirim Comendo Formiga

Como necessitam de uma grande quantidade de insetos para se sentirem satisfeitos, os tamanduás passam grande parte do dia justamente procurando por alimentos. Então, a sua atividade se resume no forrageio, fuçando a terra e as árvores em busca de formigas e cupins.

Eles procuram por formigueiros, onde acabam cutucando o espaço com seu focinho alongado, a fim de encontrar alimentos. O pelo espesso protege o animal para que as formigas não o piquem.

O seu apreço por saborear formigas é tamanho que o próprio nome, tamanduá, parece ter um significado referente a isso. Alguns especialistas relatam que a tradução do nome seria “caçador de formigas”.

Com certeza é um nome que vem a calhar, e combina bastante com esse curioso animal brasileiro.

A Incrível Língua Pegajosa

Língua  do Tamanduá-Mirim
Língua do Tamanduá-Mirim

Talvez você esteja pensando que se alimentar de formigas não deve ser uma missão muito fácil. Afinal de contas, como é que o tamanduá consegue encontrar essa quantidade tão grande de insetos para se satisfazer?

É muito simples: ele conta com suas garras afiadas e com sua super língua. Os tamanduás possuem uma língua muito grande. O seu formato também é um tanto curioso.

Elas possuem uma forma roliça com uma espécie de cone na ponta. Alguns cientistas comparam o formato da língua do tamanduá-mirim com um pênis. Além disso, a musculatura mais do que especial permite que a língua se alongue no momento em que é lançada para fora no ato de captura dos insetos.

• Língua Pegajosa:

Para conseguir fixar rapidamente os insetos e trazê-los para a boca o tamanduá-mirim conta com uma saliva grossa e pegajosa que funciona mais ou menos como uma cola. É exatamente como funciona também a língua de outros animais como o camaleão.

Assim o inseto fica grudado e é rapidamente absorvido. Além da saliva os tamanduás possuem ainda pequenos espinhos, como cerdas, em toda a superfície da língua.

Isso também contribui para que os insetos acabem presos, e sejam levados mais facilmente para a boca. Junto com os alimentos, no entanto, o tamanduá acaba ingerindo uma grande quantidade de terra.

Por isso, para diminuir o desagrado dessa situação, eles não possuem muitas papilas gustativas. Quer dizer que os tamanduás não são sensíveis ao gosto da formiga, e apenas se alimentam para sobrevivência.

Já as garras são usadas para fazer furos nos formigueiros, ou para cavar o solo enquanto o tamanduá busca por alimentos.

• Utilidade para os Índios:

As habilidades dos tamanduás em capturarem insetos são tamanhas, que algumas tribos de índios utilizam esse animal como uma espécie de inseticida natural.

Basta soltar um tamanduá na oca para que ele encontre e se livre de todos os insetos, mantendo o local limpo e adequado para uso dos humanos. Demais, não é mesmo?

Tamanduás-Mirins São Banguelas!

Essa talvez seja uma informação que você nunca tenha se deparado antes. Mas esses animais são banguelas, e passam a vida inteira sem nenhum dente na boca!

Tamanduá-Mirin Com o Filhote
Tamanduá-Mirin Com o Filhote

Viver na floresta sem dentes pode ser um tanto complicado – afinal, como é que o tamanduá vai se defender o ataque iminente de seus predadores?

Para isso ele utiliza as suas garras, que são grandes e bem afiadas. A ausência de dentes provavelmente faz parte de um interessante processo evolutivo muito inteligente.

Afinal de contas, os tamanduás não precisam de grande esforço para se alimentar de insetos. Portanto, são os únicos mamíferos terrestres que não possuem dentes – e eles parecem não fazer diferença na vida do tamanduá-mirim.

• A Visão Do Tamanduá:

Além da ausência de dentes existe uma outra coisa que não funciona muito bem no tamanduá-mirim – a sua visão. Eles são praticamente cegos e também não possuem uma audição muito aguçada.

No entanto, compensam esses dois fatores com um olfato muito aguçado, que ajuda o tamanduá a encontrar os alimentos que está procurando. Pesquisas indicam que um exemplar essa espécie pode possuir olfato até 40 vezes mais aguçado do que o do homem.

Hábitos E Comportamentos

O tamanduá-mirim é um animal de hábitos diurnos e noturnos. No entanto, é mais comum que realize suas atividades durante a noite, e prefira dormir durante o dia, quando se acomoda nas copas das árvores.

Se trata de um animal arborícola, que se mantém grande parte do dia em cima das árvores. Ele desce para forragear na terra e procurar alimentos, mas também encontra o que comer nos galhos em que permanece.

Não se trata de uma espécie com grande senso de território. Eles não demarcam os seus espaços como acontece com outras espécies de mamíferos, e tampouco entram em disputas pelo local.

Os tamanduás preferem circular, cobrindo uma grande extensão. Dessa forma estão sempre migrando em busca de mais alimentos.

Tamanduá-Mirin de Pé
Tamanduá-Mirin de Pé

A sua cauda preênsil cumpre um papel importante nesse caso. Ela ajuda o tamanduá a subir e se manter equilibrado em cima das árvores. Por isso você pode ver algumas imagens em que a cauda parece enrolada ao redor dos galhos.

Ele costuma subir em árvores para se proteger de ameaças e predadores. É um animal relativamente calmo e tranquilo, mas que acaba se mostrando mais agressivo caso pressinta algum perigo a espreita.

Em alguns momentos os tamanduás também se mantêm ativos durante a noite. Como não enxergam bem nem mesmo durante o dia, se necessário, ele pode forragear também após a baixa do sol.

Qual É A Reação Do Tamanduá Diante De Uma Ameaça?

Mesmo tendo um aspecto fofo o tamanduá é um animal muito astuto. Ele possui diferentes mecanismos de defesa, que inclusive compensam a ausência de audição e visão apuradas.

Além das garras, que são usadas para se defender de diferentes tipos de predadores, o tamanduá também possui uma outra estratégia: a do odor.

Basicamente, ao se sentir ameaçado ele libera um odor através de suas glândulas anais. Esse cheiro é tão forte e tão ruim que acaba afastando os predadores de perto dele.

• Abraço de Tamanduá:

Abraço de Tamanduá
Abraço de Tamanduá

Outra forma de se defender é realizando o famoso “abraço de tamanduá”. Ele usa isso para se livrar de seus predadores, e pode até mesmo matar o adversário.

Nesse caso o tamanduá-mirim vai se apoiar sobre as duas patas traseiras, usando a cauda como suporte para se manter ereto. Então ele abre os braços para, literalmente, agarrar o adversário, usando suas garras para feri-lo.

É um ataque realmente muito poderoso, que pode ter resultados fatais. Considerando que garra do tamanduá é muito resistente e forte você certamente não gostaria de ser envolvido nesse abraço.

É um dos ataques que leva muitos caçadores a matarem tamanduás, pois acreditam que podem agarrar seus cães. De fato, uma vez que a garra é enfiada na pele de outro animal, o tamanduá não consegue mais arrancar, pois ela possui um formato de gancho.

A única forma de encerrar o ataque é rasgando a pele do adversário. E o tamanduá-mirim não vai pensar duas vezes antes de fazer isso para se proteger.

• Indigesto:

Apesar de possuir, sim, muitos predadores, o tamanduá tem muitas chances e sair ileso de uma caça. Isso porque alguns animais consideram que essa espécie é bem indigesta, e não apreciam a sua carne.

O mau cheiro, como dissemos anteriormente, também pode contribuir para que o animal se mantenha vivo por mais tempo.

A Imagem Do Tamanduá-Mirim Feita Por Um Fotógrafo Brasileiro Que Viralizou

O desmatamento da região amazônica é um problema de âmbito mundial, que vem preocupando autoridades e ambientalistas em todo o planeta.

Recentemente, inclusive, o país passou por uma grande queimada, que pode ter proporções desastrosas e foi amplamente debatida em todos os países.

Diante desse fato muitos jornalistas e fotógrafos passaram a registrar a tragédia que estava assolando a maior floresta do planeta, e nesse momento trágico a imagem que viralizou como símbolo de pedido de ajuda foi justamente a de um tamanduá-mirim.

Tamanduá Cego
Tamanduá Cego

A cena capturada pelo fotógrafo especialista de natureza Araquém de Alcântara mostra um tamanduá-mirim cego de braços abertos no meio da queimada, num claro pedido de socorro.

A imagem foi feita em agosto de 2019, e acabou se tornando um dos maiores símbolos da destruição que a região amazônica estava enfrentando naquele período.

Nela, o pequeno animal aparece completamente perdido, com os braços abertos, num sinal de confusão. Ao fundo um cenário devastado pelo fogo compõe a triste realidade registrada pelo fotógrafo.

Quais São As Grandes Ameaças Para Esses Animais?

A perda de habitat com certeza é uma das coisas mais preocupantes quando falamos sobre tamanduás. Esses animais precisam das florestas para sobreviverem, e quanto mais destruímos a natureza, mais ameaçados se tornam.

As queimadas em prol da atividade agropecuária no país têm se mostrado como um fator altamente preocupante, que devasta quilômetros e mais quilômetros de floresta, acabando com o habitat dessas e de muitas outras espécies.

Felizmente o tamanduá-mirim encontra-se na lista de animais pouco preocupantes com relação à extinção. Isso significa que ainda existem muitos exemplares na natureza, e que o processo reprodutivo está funcionando.

Mas, nem de longe isso é motivo para simplesmente não nos preocuparmos com eles. Como dissemos antes, eles se reproduzem de maneira bem vagarosa. Dessa forma, os tamanduás podem, sim, desaparecer se não cuidarmos bem da espécie.

Preservação dos Tamanduás
Preservação dos Tamanduás

Outro risco que correm, e que tem ligação direta com essa questão do desmatamento, é o de serem atropelados. Conforme o seu habitat é reduzido por conta das queimadas, os tamanduás-mirins começam a procurar por refúgios.

Nesse momento muitos deles acabam atravessando rodovias, e como são animais muito lentos, são atropelados facilmente nas estradas onde carros e caminhões circulam em altíssima velocidade.

Algumas estradas brasileiras registram cerca de 15 atropelamentos de tamanduás em um período de 3 meses. É um índice bem alarmante, e que realmente deve despertar a nossa atenção para cuidarmos melhor desses animais.

Conheça Os Predadores Do Tamanduá-Mirim

A vida selvagem é muito arriscada. Para animais como o tamanduá-mirim, desprovidos de alguns mecanismos de defesa básica – como audição, visão e dentição – isso pode ser ainda mais complexo.

Esse animal é importantíssimo para o equilíbrio ambiental, principalmente por fazer parte do cardápio preferido de outras espécies. Animais como a onça-pintada, a suçuarana e a jaguatirica adoram caçar o tamanduá-mirim.

Além de ser um animal corpulento, que acaba rendendo uma boa refeição, eles são presas fáceis. Como não são ágeis e não possuem esses mecanismos de defesa que citamos acima, tamanduás são amplamente caçados por outros animais maiores e mais ferozes.

Onça Caçando um Tamanduá
Onça Caçando um Tamanduá

É importante ressaltar que o tamanduá-mirim é protegido por lei. Isso significa que a sua caça por humanos é proibida, e pode render multas e/ou períodos de reclusão ao cidadão que for pego capturando ou caçando essa espécie.

Cães domésticos que acabam entrando na floresta também são ameaçadas para os tamanduás. Muitas vezes eles são mortos pelos cachorros de estimação.

Mesmo parecendo frágil, o tamanduá-mirim pode se defender da maneira que sabe: utilizando suas potentes garras contra o inimigo. Muitas vezes o ataque do tamanduá é fatal, e ele realmente sabe como se proteger.

O tamanduá-mirim é um animal muito curioso. Existem 4 diferentes subespécies desse animal, que compartilham algumas semelhanças, mas que também possuem suas diferenças.

• Tamandua tetradactyla nigra:

• T. tetradactyla quichua

• Tamandua tetradactyla tetradactyla

• T. tetradactyla straminea

Você não encontrará muito material a respeito de cada uma das subespécies. Como dissemos antes, os tamanduás ainda precisam ser amplamente pesquisados, e muitas lacunas existem na catalogação desse animal.

Posso Ter Um Tamanduá De Estimação?

Talvez você esteja lendo esse conteúdo e realmente tenha se encantado com os tamanduás. Não é para menos; se trata de um animal verdadeiramente interessante além de ser uma gracinha.

No Brasil cada vez mais pessoas optam por ter animais de estimação que fogem do tradicional “cão e gato”. Mas, se o seu desejo é ter um tamanduá-mirim, pode desistir da ideia.

Ter um tamanduá de estimação não é aconselhável, e nem mesmo autorizado por lei. Ainda que você venha a resgatar esse animal de uma situação de perigo, o mais indicado é sempre buscar ajuda para entregá-lo a um órgão responsável.

Tamanduá no Colo de uma Pessoa
Tamanduá no Colo de uma Pessoa

Tamanduás precisam de espaço, são animais que precisam da floresta e da liberdade para viver. Além disso, diante de uma ameaça o tamanduá-mirim pode se mostrar um tanto agressivo.

Além da possibilidade de atacar pessoas com suas garras ele também pode soltar um odor pelo ânus que chega a ser 40 vezes mais forte que o cheiro de um gambá. Ele também tem forte odor em sua urina e fezes.

Tudo isso nos faz entender que essa não é uma espécie adequada para criação como pet. A melhor forma de apreciar os tamanduás é mesmo indo até um local onde eles vivam livres e em segurança.

Jamais procure por compra e venda desses animais, e caso venha a se deparar com um anúncio, o correto é fazer imediatamente a denúncia, pois se trata de um caso de crime ambiental.

O Tamanduá-Mirim É A Menor Espécie Que Existe?

O tamanduá-mirim recebeu esse nome pelo seu tamanho. Em comparação ao tamanduá-bandeira, por exemplo, ele é bem menor. Mas não se engane! Essa não é a menor espécie de tamanduá!

Apesar de ter proporções bem pequenas, existem outros tamanduás que são ainda menores do que o mirim. É o caso do tamanduá-seda, que é bem pequenininho.

O tamanho do tamanduá-mirim é um dos motivos pelos quais ele prefere viver em regiões arborizadas. Em florestas esse animal consegue se esconder mais facilmente, já que é uma presa fácil para muitos predadores.

Movimentação E Tempo De Vida

Ao observar um tamanduá-mirim caminhando, você poderá perceber que ele parece meio desengonçado. Realmente esse animal não tem muita habilidade para caminhar no chão. Ele tem muito mais agilidade quando está em árvores.

Mas, se for necessário o tamanduá-mirim vai utilizar suas 4 patas para caminhar. Ele não consegue correr ou trotar, como faz o seu parente, o tamanduá-bandeira.

Ao se sentir ameaçado, o tamanduá-mirim ficará apoiado sobre as suas patas traseiras, em uma posição de ataque, pronto para o abraço de tamanduá.

Já nas árvores eles se mexem com destreza. Embora não seja rápido, usando a cauda como apoio, ele consegue se locomover de maneira suave e tranquila pelos galhos.

O motivo pelo qual não conseguem andar com facilidade no chão é que podem se perfurar com suas próprias garras durante o caminhar. As unhas são muito longas e afiadas, e o tamanduá-mirim não encontra uma forma de se movimentar que não seja incomodada por essa parte do seu próprio corpo.

• Nadadores:

Eles também podem nadar com certeza facilidade, embora isso não seja comum. Os tamanduás em geral nadam apenas quando se deparam com uma ameaça e precisam atravessar ou entrar na água. Algumas vezes também podem nadar para se refrescar.

• Tempo de vida:

A estimativa de vida de um animal como esses varia muito, e tem diversos motivos para isso. Em média eles vivem de 9 a 14 anos. Mas tudo vai depender das condições e conservação do ambiente.

Tamanduá Mirim Com a Língua de Fora
Tamanduá Mirim Com a Língua de Fora

Em cativeiro eles acabam chegando à idade mais avançada, no entanto inquestionavelmente um animal criado em cativeiro não é tão feliz quanto aquele que consegue aproveitar o seu habitat.

Existem registros de tamanduás que viveram até os 20 anos. Mas isso deve ser tratado como uma situação de exceção, e não a regra.

Tamanduás E Preguiças – Um Parentesco Distante

Ao observar um tamanduá por algum tempo você com certeza poderá reparar que ele possui algumas semelhanças com um outro animalzinho muito conhecido no Brasil: o Bicho-Preguiça.

Ambos fazem parte da ordem de Xenarthra, que também inclui os tatus. No entanto, a separação dessas espécies aconteceu há muitos anos, e hoje elas são quase que completamente diferentes.

Bom, inegavelmente podemos perceber que os tamanduás caminham calmamente, exatamente como o bicho preguiça. Também é verdade que ambos os animais possuem garras grandes e afiadas – o que facilita para que se locomovam pelas árvores.

Bicho Preguiça
Bicho Preguiça

• Coluna reforçada:

Mas, uma característica que preguiças e tamanduás mirins compartilham, e que talvez seja a mais importante, é a formação de sua coluna. As duas espécies possuem colunas reforçadas, com uma estrutura óssea muito resistente e forte.

Estima-se que a separação das duas espécies aconteceu entre os períodos Paleoceno e Eoceno, há 65 milhões de anos. Por isso hoje resguardam tão poucas semelhanças entre si.

Outra semelhança que os animais classificados como Xenarthra compartilham é o fato de não possuírem dentes. São todos nativos do continente americano, e não existem ocorrências naturais na Ásia, Europa, África e Oceania.

O Estômago Do Tamanduá É Reforçado Também

A natureza é realmente perfeita. Prova disso é como o processo evolutivo ajuda os animais a se adaptarem em seus ambientes e as mais diversas condições, fazendo com que as espécies se mantenham vivas.

O tamanduá-mirim é um animal muito adaptável. Ele pode ser visto em regiões mais úmidas e arborizadas e também na savana, caatinga e outros locais mais hostis e secos. Mas, em qualquer uma dessas condições ele vai se alimentar de insetos.

Ainda que varie procurando por vermes e outros bichos, o tamanduá vai sempre incluir cupins e formigas em sua dieta. No entanto, eles não possuem dentes para mastigar esses insetos, então possuem um estômago reforçado para a digestão.

Tamanduá Mirim Procurando Alimento
Tamanduá Mirim Procurando Alimento

Os sucos gástricos são liberados para triturar os mais de 9 mil insetos que um tamanduá-mirim pode comer em um mesmo dia. Com isso facilita um pouco a digestão, fazendo com que o animal consiga aproveitar os nutrientes do seu alimento e defecar aquilo que não for útil.

Carne De Tamanduá – Pode Ou Não Pode Comer?

Os tamanduás são animais que contribuem de maneira ativa com a manutenção do seu meio ambiente. Eles se alimentam de insetos, impedindo a infestação, e contribuindo para que flores e plantas cresçam saudáveis.

Mas, são muitas as ameaças enfrentadas por esses animais, sobretudo quando o ser humano está nas redondezas.

Além de matarem os tamanduás por acreditarem que eles são uma ameaça para seus cães, muitos caçadores procuram esse animal para se alimentar de sua carne.

A verdade é que a carne de tamanduá não é autorizada para consumo no Brasil. Esses animais são protegidos por lei, e sua caça não deve acontecer.

Tamanduá Bandeira
Tamanduá Bandeira

Além disso, o tamanduá é recusado por muitos predadores naturais que consideram a sua carne pouco saborosa. Qual seria a justificativa do ser humano para caçar um animal como esse?

Além da multa, quem é pego caçando ou consumindo animais silvestres protegidos pode ser colocado em prisão pelo tempo de 6 a 12 meses – com possibilidade de agravamento de pena.

• Couro:

Outro fator que leva à caça de tamanduá é o uso de seu couro e da cartilagem da cauda. No entanto, não há qualquer motivo para esse tipo de coisa, e a caça vem sendo amplamente combatida.

Tamanduá-Mirim É Visto Em Vitória (Es) Depois De Mais De 10 Anos!

Pode até parecer clichê, mas é preciso reforçar sobre o quanto é importante preservar o meio ambiente e os animais. Os tamanduás-mirins não figuram entre as espécies gravemente ameaçadas, mas isso não deve ser motivo para relaxamento.

Em Vitória, no Espírito Santo, por exemplo, esses animais simplesmente desapareceram há mais de 10 anos. Bom, ao menos era isso o que pensavam os biólogos e estudiosos locais.

Em 2019, uma fêmea remanescente de tamanduá-mirim surpreendeu a todos ao aparecer na cidade, que não via um exemplar dessa espécie há uma década. Se tratava de uma fêmea adulta, que no momento em que foi encontrada estava bastante assustada.

Felizmente ela foi resgatada por especialistas e liberta em local seguro, no parque da Fonte Grande. O processo foi acompanhado e realizado por especialistas.

Tamanduá-Mirim em Cima do Telhado
Tamanduá-Mirim em Cima do Telhado

O aparecimento do animal com certeza traz alegria, e até esperanças de que outros exemplares tenham voltado a viver no estado, aumentando assim a distribuição e a manutenção da espécie.

No entanto, não podemos negar que é altamente preocupante um local não ver um animal que antes era comum durante toda uma década. Com certeza essa foi uma segunda chance que ganhamos para que cuidemos e nos preocupemos devidamente com o tamanduá-mirim.

Como E Onde Ele Dorme?

Especialistas observam que os tamanduás cada vez mais mantém atividades tanto durante o dia quanto durante a noite. Mas, como que esses animais dormem?

Depois de forragear e encontrar a quantidade de alimentos que precisava, o tamanduá-mirim vai procurar um local seguro para dormir.

Geralmente ele escolhe as copas de árvores, e se aproveita de buracos feitos por outros animais para se aconchegar.

Buracos cavados por tatus, por exemplo, podem se tornar a morada ideal para um tamanduá que quer tirar um cochilo. Mas, como não possui uma boa audição eles não dormem por períodos muito longos.

É comum que o tamanduá tire apenas um cochilo para descansar e já se mantenha novamente em alerta. Assim diminui as chances de ser surpreendido por um predador na calada da noite.

Taxonomia

Veja agora as informações científicas mais importantes e a classificação desse animal.

• Reino: Animalia

• Filo: Choradata

• Classe: Mammalia

• Ordem: Xenarthra

• Família: Myrmecophagida

Esse Animal Representa Alguma Ameaça Aos Seres Humanos?

Tamanduás-mirins não representam qualquer ameaça aos seres humanos. Não são animais agressivos, não destroem plantações e não transmitem doenças.

Na verdade, somos nós que ameaçamos constantemente a existência dessa e de outras espécies, não o contrário.

Como dito anteriormente, o ataque de um tamanduá-mirim só acontecerá se ele se sentir amplamente ameaçado. Mas, mesmo antes de partir para o “baraço de tamanduá” ele demostrará a sua tensão ficando sob duas patas e emitindo uma espécie de “soluço”.

Ao perceber esse comportamento, o mais adequado é mesmo sair de perto e remover também os cães que estiverem com você. Assim evitará qualquer ataque e manterá todos em segurança.

Se for o caso de o tamanduá estar ameaçado, e você estiver tentando de alguma forma ajudá-lo, tente contato com o corpo de bombeiro ou a zoonose local. Qualquer órgão que possa lhe orientar e atender será útil nesse momento.

Mas, tirando esse momento em que o tamanduá acaba se armando para o ataque quando está ameaçado, não há qualquer outro risco que ele ofereça. Muito pelo contrário!

Tende a ser um animal muito calmo, que se adapta rapidamente a convivência humana, e que não demonstra comportamento agressivo.

Relembre As Maiores Curiosidades Sobre O Tamanduá-Mirim!

Agora você já sabe praticamente tudo a respeito do tamanduá-mirim. Vamos relembrar quais foram as curiosidades que descobrimos nesse conteúdo exclusivo?

• Cegos e surdos:

Tamanduás não possuem boa audição nem boa visão. Eles se valem, porém, de um olfato que chega a ser 40 vezes mais apurado do que o dos seres humanos.

• Animal solitário:

Você nunca verá os tamanduás-mirins em bandos. Eles são animais solitários, que só se encontram no período de acasalamento, que geralmente se inicia no outono.

• Apetite voraz:

Eles chegam a comer 1,5 quilos de insetos por dia! É uma quantidade muito grande, que pode somar até 9 mil formigas ou cupins.

• Abraço fatal:

Para se proteger contra seus predadores o tamanduá-mirim faz o que muita gente chama de “abraço de tamanduá”. Ele aguarda a aproximação de seu adversário com os braços abertos.

Quando este se aproxima ele simplesmente agarra, cravando suas unhas na pele do predador.

• Lenta reprodução:

Embora atualmente ele não esteja em risco de extinção, os tamanduás-mirins são observados por conta de seu processo lento de reprodução. Uma fêmea pode dar à luz a no máximo 2 filhotes por ano, sendo que nem todas as crias sobrevivem.

Ocorrências de gêmeos são muito raras, mas podem acontecer de vez em quando. Mesmo assim especialistas trabalham com a possibilidade do menor número, e entendem que esse pode ser um fator preocupante.

O tamanduá-mirim não é tão majestoso quanto o tamanduá-bandeira, mas com certeza é uma espécie de extrema importância e relevância para a fauna mundial. Espalhe conhecimentos e fatos a respeito desse animal, e contribua com a sua preservação.

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