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Reprodução dos Corais: Filhotes e Período de Gestação

Existe uma extensa gama de animais que não fazem parte dos chamados animais vertebrados, ou seja, os animais protocordados ou invertebrados. Estes animais compreendem o maior número de espécies do reino, variando de tamanho, forma e cor; comportamento; habitat e função. Dentre todos estes animais, podemos destacar um em especial, os corais. No artigo a seguir, saberemos mais a cerca de suas características, como a sua reprodução.

Os Cnidários

Os corais são celenterados (cnidários), pertencentes ao filo Cnidaria. Dentro deste grupo de animais, fazem parte cinco classes de animais, sendo os corais parte da classe Anthozoa, ou também chamados de antozoários. Além dos corais, entre os animais que pertencem a este filo estão as anêmonas-do-mar, as caravelas, as hidras e as medusas (popularmente conhecidas como águas-vivas).

Cnidários
Cnidários

Como características comuns destes animais, estão o fato de que apresentam células nervosas e a uma cavidade digestiva, sendo esta, considerada uma espécie de intestino primitivo.

Características Gerais dos Corais

Os corais são um grupo de animais que vivem predominantemente em ambiente marinho e fazem parte dos animais de vida fixa. Geralmente se encontram em águas tropicais (como Brasil e Austrália), mas podem se desenvolver em ambientes de clima negativo, como as águas da Noruega.

Morfologia

Sua estrutura corporal é formada por pólipos. Essa estrutura é simétrica e tem o formato cilíndrico e oco. Além disso, apresentam uma espécie de “boca”: uma abertura em meio a vários tentáculos formados por nematocistos e que, geralmente está localizada no centro da estrutura. No caso desse cnidário em específico, esses pólipos são muito pequenos, bem menores que as caravelas e as anêmonas.

Anatomia

Em relação à anatomia do coral é importante destacar que em seu interior, apresentam-se uma faringe e estruturas chamadas mesentérios. A faringe deste animal é denominada actinofaringe e é ligada a cavidade digestiva; já os mesentérios, são um conjunto de pequenos filamentos e juntam faringe à parede celular do celenterado.

Recifes de Corais

Diferente de seus parentes que vivem de maneira solitária, os corais na maior parte de suas espécies vivem em conjunto (colônias). Cada indivíduo forma ao seu redor, uma espécie de esqueleto formado de carbonato de cálcio ou matéria orgânica. Da junção destes elementos, é constituída uma extensa formação calcária, os chamados Recifes de Corais. Dentre os recifes de corais mais famosos ao redor do globo é possível destacar:

  • Lagoas da Nova Caledônia
  • Sistema mesoamericano de barreiras de recifes
  • Grande barreira de corais australiana
  • Atol das Rocas
  • Barreira de corais de Andros

Existem ao todo, três tipos de recifes: atóis (oceânico), em franja e em barreira (continentais). Os atóis, são recifes que apresentam o formato circular ou oval, pois se formam ao redor de vulcões marinhos (ou seja, estão submersos) e crescem em direção a superfície, em meio ao oceano. Os recifes em franja se formam seguindo as margens litorâneas e costas marinhas, crescendo sentido praia para o mar; por fim, os recifes em barreira, se formam de forma paralela à costa marinha, causando a formação de um grande “lago” de água salgada, que os separa da areia.

Reprodução dos Corais

A reprodução dos corais pode ser tanto sexuada quanto assexuada; com a liberação ou incubação de óvulos; variando de espécie para espécie de coral. 

Reprodução Sexuada

Quando há a reprodução sexuada, cada pólipo gera um gameta masculino e outro feminino, que são expelidos simultaneamente alguns dias depois da lua cheia. Ao se juntarem (geralmente dentro d’água próximo à superfície ou raramente, no interior do pólipo de gameta feminino), criam um pequeno embrião que mais tarde se transformará em uma Plânula, uma espécie de filhote do pólipo. Este ser vivo vaga pela água até encontrar um local adequado (como outros recifes e superfícies rochosas) para que se transforme em um novo pólipo, e assim, um novo coral. Geralmente, o período de plânula até pólipo, ocorre entre 2 a 3 dias.

Desta reprodução, é de onde saem os diversos corais de colorações diferentes, gerando um ambiente bastante belo a olho nu, quando observamos um recife.

Reprodução dos Corais
Reprodução dos Corais

Reprodução Assexuada

Já a reprodução assexuada (também chamada de fissão binária), ocorre através de brotamento: de um pólipo crescido, se desprende um pedaço de sua estrutura corporal em forma de broto, que eventualmente se fixará em alguma superfície. 

Desse fenômeno, é de onde são formadas as colônias de pólipos (corais) e, assim, a formação de recifes. É importante frisar, que esse processo faz com que não haja a necessidade de fecundação por parte de outro pólipo; e que os novos pólipos são idênticos geneticamente aos pólipos de origem. 

Alimentação dos Corais

A capacidade de se alimentar, através de um aparelho bucal é um importante sinal evolutivo para esta classe de animais. É dessa estrutura, que os corais são capazes de se alimentar e realizar digestão por meio de sua cavidade digestiva. Porém, para que consigam se alimentar, necessitam da constante corrente de água para que se alimentem, respirem e formem seu exoesqueleto.

Geralmente, os corais têm alimentação carnívora e se alimentam de plânctons, zooplânctons e pequenos peixes. Para capturar estes alimentos, de dentro da estrutura que forma o coral, o pequeno pólipo leva seus tentáculos para sua presa e a encaminha para a sua boca, iniciando o processo de digestão. O alimento, já dentro da cavidade, é liquefeito pelas células digestivas do animal. O que não é digerido, é expelido pela boca.

Benefícios dos Corais

Os recifes de corais são extensas estruturas biológicas que levaram milhares de anos para se tornarem o que são hoje em dia. E essa enorme estrutura, é considerada de vital importância para a biodiversidade marinha; sendo que podem ser encontradas, até 4000 espécies de animais em meio a somente um recife de coral. Isso quer dizer que entorno de 30% das espécies de peixes, podem ser encontradas neste habitat, pois, o ambiente promovido pelos corais garante condições únicas de proteção às outras espécies.

São também fontes ricas de uma série de medicamentos, que podem combater doenças como a AIDS, câncer, infecções bacterianas ou virais, artrites e outras patologias. Além disso, estes animais são fontes de renda para bens e serviços, como a pesca (de forma auxiliadora); a constante venda no setor de joalheria; e o turismo local, de forma a ser fomentado pela presença desse ser vivo.

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