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Rã Marrom é Venenosa? Fotos e Características

A ordem dos Anuros ainda é considerada um verdadeiro desafio para a ciência. Ela contempla uma imensa comunidade pertencente à classe Amphibia e possui membros bastante exóticos, como a singular Phyllobates terribilis, considerado o vertebrado mais venenoso do mundo, e também a frágil e discreta rã-marrom (ou Leptodactylus flavopictus), uma rã não-venenosa, e que, como podemos ver nessas fotos, possui todas as características que são tão peculiares nessa extravagante família Ranidae.

Entre essas principais características, estão: uma textura lisa, pernas posteriores bastante longas, ausência de membranas interdigitais, tamanho diminuto, além da preferência por estarem mais próximas dos ambientes pantanosos e encharcados das matas ciliares, florestas alagadas, brejos, charcos, entre outras áreas inundadas.

Essas são espécies típicas dos países tropicais. É nessas regiões que elas encontram as condições ideais para as suas sobrevivências. A saber: clima quente e úmido, chuvas regulares, abundância das suas presas favoritas (os insetos), entre outras características típicas das regiões tropicais e neotropicais do planeta.

As rãs, assim como os demais membros dessa ordem, são espécies bastante ameaçadas de extinção, principalmente devido ao avanço do progresso, que vem ocupando, aceleradamente, os seus habitats naturais, quando não as extingue indiretamente, por meio do extermínio das suas principais presas.

Para o homem, a extinção dessa classe de seres é terrivelmente danosa, pelo simples fato de elas serem excelentes controladoras naturais dos mais diversos tipos de pragas, ao alimentarem-se das mais diversas espécies de moscas, pernilongos, gafanhotos, grilos, besouros, baratas, entre outras espécies semelhantes.

Mas a sua extinção é danosa também pela importante contribuição que elas dão à medicina, por meio das inúmeras substâncias farmacológicas que podem ser extraídas da sua pele e órgãos internos.

Rã Marrom: Fotos e Características de uma Espécie não Venenosa

A rã-marrom é uma espécie não venenosa, cujo nome científico é Leptodactylus flavopictus.

Ela é uma espécie com não mais do que 4cm de comprimento – como podemos ver nessas fotos – , e com as características de um animal carnívoro.

Essa rã pertence ao grupo L. Fuscus, bastante comuns em florestas tropicais, subtropicais, tropicais úmidas, matas ciliares, charcos, brejos, áreas alagadas, florestas inundadas, entre outras regiões com clima quente, úmido e com chuvas abundantes de forma periódica.

Elas também podem ser conhecidas como caçotes ou jias – a depender do seu local de origem – , especialmente nas vegetações que espalham-se por toda a América Centra e do Sul (seu habitat de origem), em países como México, Guatemala, Costa Rica, Bolívia, Colômbia, Venezuela, Paraguai, Brasil, entre outros países desse rico continente.

A rã-marrom é uma das dezenas de espécies do gênero Leptodactylidae – uma comunidade que não caracteriza-se por abrigar espécies venenosas e, como nos mostram essas imagens e fotos, por possuírem uma coloração entre o marrom e o acinzentado.

Mas elas também – como a ágil Leptodactylidae bolivianus e a colombiensis – podem apresentar uma coloração mais para o acastanhado. Enquanto outras, como a extravagante Leptodactylidae bufonius, pode apresentar um tom mais para o esverdeado.

À parte esses detalhes, em todas essas espécies podemos notar praticamente os mesmos caracteres: Pele lisa, dedos compridos, hábitos essencialmente aquáticos, sem membranas entre os dedos, além de alimentarem-se como típicas espécies carnívoras, que não abrem mão de um cardápio à base dos mais variados tipos de insetos que elas possam encontrar em florestas tropicais e subtropicais das Américas Central e do Sul.

O nome, Leptodactylus, significa “dedos esguios (ou finos)”; de lepto (delgado, fino, tênue) + dactylus (dedos); em uma clara alusão a essa parte do seu corpo, que costumava chamar bastante a atenção dos antigos indígenas habitantes do continente americano.

Além de Fotos e Características, Algumas Curiosidades Sobre as Rãs-Marrons

Flavopictus (o nome científico da rã-marrom) é uma referência, feita em latim, à sua característica de apresentar umas espécies de “pintas amarelas” (flavopictus) nas laterais do seu corpo; e que, em contraste com a sua coloração amarronzada, a tornam uma variedade inconfundível em meio à natureza.

Ela é uma daquelas espécies que, de longe, pode ser facilmente identificada; mas talvez nem tanto pelos seus predadores, que costumam “passar batidos” diante dessa espécie de camuflagem que o tom da sua pele adquire em meio à vegetação típica dos seus habitats naturais.

No Brasil, elas costumam habitar trechos de Mata Atlântica entre os estados do Espírito Santo e Santa Catarina; mas também vegetações de restinga do Rio de Janeiro, matas ciliares e matagais dos estados de São Paulo e Minas Gerais, além de algumas regiões alagadiças já nas proximidades do estado da Bahia, onde elas também encontram as condições ideais para sobreviverem.

Dentre as principais características da rã-marrom, estão também o fato de elas não serem espécies venenosas, possuírem um tamanho entre 3 e 5cm, uma coloração entre o marrom-escuro e o bege, partes esverdeadas entre a região do dorso e das patas, duas linhas (também na região do dorso) mais claras e paralelas, entre outras características bastante visíveis nessas fotos.

Elas podem ser encontradas com facilidade em boa parte da América do Sul, em trechos do sudeste da bacia Amazônica, no Equador, Colômbia, Bolívia, Paraguai, Guianas e na Venezuela.

No Brasil, as áreas onde elas distribuem-se com maior abundância são aquelas apontadas nos limites das bacias de Piracicaba, Baixo tietê, Sorocaba, Médio Tietê e Capivari – regiões com características de áreas alagadiças e zonas quentes, com boa umidade, chuvas bastante regulares e, obviamente, com a presença de inúmeras espécies que fazem as vezes de suas iguarias favoritas.

Rã-marrom: Habitat e Ecologia

A Leptodactylus flavopictus ocorre também em regiões de bordas de florestas, florestas primárias (e secundárias), campos abertos (ocasionalmente), em áreas próximas a córregos, riachos e mananciais; e sempre com a característica de um coaxar persistente – logo que surge a noite! – , quando encontram-se confortavelmente acomodadas no subsolo, geralmente em câmaras utilizadas para acolher os ovos resultantes do acasalamento.

Leptodactylus Flavopictus
Leptodactylus Flavopictus

Aliás, sobre isso, como próxima etapa nessa desafiadora luta pela sobrevivência, os girinos que conseguem sobreviver a essa importante fase da eclosão dos ovos, são levados por fortes torrentes, muitas vezes provocadas por chuvas intensas, que os convidam para sobreviver, desde os primeiros segundos de vida, por conta própria.

E para finalizar, uma outra característica interessante dessas rãs-marrons – e que talvez seja o motivo de conseguirem sobreviver com tamanha abundância, como vemos nessas fotos – , é o fato de serem elas altamente adaptáveis ao convívio em ambientes já ocupados e modificados pelo homem, inclusive no que diz respeito às condições do clima, características do ambiente, oferta de presas, entre outras transformações conhecidas como “antrópicas”.

Por isso mesmo, elas não são consideradas ameaçadas de extinção, exatamente pelo fato de se reproduzirem com uma incrível abundância; além do fato, como dissemos, de serem extremamente tolerantes às transformações postas em prática pelo homem, e que tanto as desafiam a continuar existindo nessa nossa tão vasta, rica e complexa biosfera terrestre.

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