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Quanto Tempo Dura O Vírus Da Cinomose? Como Combater?

Em épocas de frio, somos levados a nos manter mais quietos e aquecidos. Armazenar energia comendo alimentos mais pesados e tomar bebidas (quentes), para nos aquecer. E além disso, ingerirmos líquidos em abundância, para fortalecer a nossa imunidade e evitarmos alguma doença desta época, como resfriados ou gripes. E esse tratamento deve ser o mesmo para os cães, que têm grandes chances de contrair um vírus muito perigoso, a Cinomose. Mas o que é essa doença e como combater?

Cinomose
Cinomose

Características do Vírus da Cinomose

A cinomose é uma doença viral, causada pelo vírus CDV (Canine Distemper Virus) do gênero Morbillivirus, membro da família dos paramixovírus (Paramyxoviridae), que é parte da ordem dos Mononegavirales. É mais conhecido por afetar os cachorros, mas também afeta outros animais carnívoros como Lobos, Raposas, Leões, Furões, Guaxinins, Focas, dentre outros animais.

O vírus – ou a partícula viral -, se caracteriza por seu formato esférico, com diâmetro entre 100 a 700 nano milímetros; com genoma composto por uma fita simples de RND, com a polaridade negativa. É considerada uma doença multissistêmica, com possibilidades de evolução em grau agudo, subagudo e crônico.

Este vírus se dá bem em ambientes e climas frios e secos, conseguindo sobreviver durante meses em temperaturas negativas. Entretanto, não suporta calor e umidade, por isso, é inativado após meia hora de exposição a temperaturas acima de 50°. Em temperatura ambiente, consegue se manter vivo por até três horas.  

Transmissão e Contágio do Vírus da Cinomose

A cinomose se concentra no ar (ambiente), em objetos, alimentos ou nas secreções de algum animal infectado, sejam elas nasais, respiratórias, oculares, urinárias ou digestivas. Logo, o contágio da doença é ocasionado pela presença do cachorro em algum local infectado, ou pelo contato em objetos e secreções de outro animal com o vírus.

Todas as espécie de cachorro tem grandes chances de contrair o vírus, mas alguns são mais suscetíveis ao desenvolvimento da doença, como filhotes e idosos (pois são animais que estão em um estágio da vida em que o sistema imunológico é bastante frágil); e cachorros que não foram vacinados ou não receberam as doses certas para proteção contra a doença.

Ilustração do Vírus da Cinomose
Ilustração do Vírus da Cinomose

Há casos em que, ainda que o animal esteja infectado e não tenha desenvolvido a doença, é um agente transmissor para outros animais: normalmente o vírus só é eliminado – e de maneira orgânica e lenta -, via secreções corporais,  depois de um total de 90 dias depois da infecção.

Sintomas do Vírus da Cinomose

A célula viral da cinomose se propaga por meio das células sanguíneas, estas levam os vírus até os sistemas nervoso central, digestivo e respiratório do cachorro. O nível de severidade da doença é proporcional a condição atual do sistema imunológico do animal infectado. 

Entre 3 a 6 dias após o contágio – caso este tenha sido via inalação aerossol-,  o vírus se replica primeiramente atingindo o sistema respiratório, aparecendo os primeiros sintomas do animal, que são: franqueza, elevação da temperatura, falta de apetite, secreção nasal e ocular; e tosse com a presença de catarro. Geralmente, o animal fica de 1 a 2 dias nesse estado.

Sintomas do Vírus da Cinomose
Sintomas do Vírus da Cinomose

Após isso, o vírus se encaminha para outros órgãos, como baço, fígado, estômago, intestino e medula óssea; ocasionando o aumento e a associação de sintomas, como:

  • Vômito
  • Diarreia
  • Tiques nervosos
  • Falta de coordenação
  • Paralisias
  • Convulsões

Caso o animal tenha sintomas que acometem o sistema nervoso, é possível que haja sequelas durante o resto da vida, ainda que seja feito o tratamento adequado. 

Qual o Tratamento para a Cinomose?

Ao primeiro sinal dos sintomas da doença, o cuidador deve levar o animal ao veterinário o mais rápido possível. Como não há um remédio que acabe com o vírus da cinomose, o tratamento é voltado para o combate aos sintomas, após um exame detalhado por um médico veterinário.

O veterinário receita antitérmicos, expectorantes e anti bióticos, para o tratamento do sistema respiratório prejudicado. Geralmente o animal é internado para tratar do vômito e diarreia, com a aplicação de soro por via intravenosa. Para os sintomas neurológicos, é necessário que o cuidador providencie cuidados pós tratamento, como o uso de remédios anticonvulsivantes (para controle de crises) e sessões de fisioterapia veterinária, para reverter o quadro da falta de coordenação motora.

É importante que o cuidado se inicie durante a decorrência dos primeiros sintomas, a fim de que a doença não chegue ao estágio avançado da fase neurológica, período que pode levar o animal a óbito.

Prevenção Contra o Vírus da Cinomose

Vacinas

É possível curar um animal que esteja infectado pela doença. Mas a melhor solução para evitar a transmissão e o contágio da cinomose, é a prevenção por meio de vacinas.

As vacinas contra a cinomose são as polivalentes óctupla (ou V8), déctupla (V10) e elevencell (V11). A primeiras doses de ambas devem ser injetadas quando o animal é filhote, após este completar 45 dias. 

São três doses, com o espaçamento de 21 dias entre uma e outra. Caso não sejam administradas com o tempo e intervalo corretos, é necessário repetir as três doses do tratamento, para que a proteção tenha efeito. Depois das primeiras doses, o animal deve ser vacinado de ano em ano até o final da vida, de modo a manter a proteção

Cachorro Com Cinomose
Cachorro Com Cinomose

É extremamente importante que o cachorro não seja vacinado caso esteja infectado. O motivo de tal precaução, é que o efeito da vacina atrapalha a ação natural dos anticorpos na luta contra os sintomas do vírus; sobrecarregando o sistema imunológico do animal.

Vá com frequência ao veterinário para consultas de rotina.

Contato e Higiene

Caso seu animal seja um filhote, evite tirá-lo de casa (ou se aproximar de outros animais) antes da terceira dose. O pequeno animal ainda não está totalmente protegido da cinomose e também de outras doenças infecciosas.

Ainda que seu animal esteja vacinado, todo cuidado é pouco. Evite sua aproximação com animais que estejam infectados; e o seu contato a ambientes onde a probabilidade de exposição ao vírus é grande. Mantenha o ambiente onde o animal vive constantemente limpo. Lave roupas, caminhas e brinquedos.

Renove sempre ração e água; tendo sempre o hábito de manter seus vasilhames higienizados.

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