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Qual é a Cor do Hipopótamo? E a Cor do Seu Leite?

Também conhecido como hipopótamo-do-nilo, o hipopótamo comum é um mamífero herbívoro e, junto com o hipopótamo-pigmeu, faz parte dos sobreviventes da família Hippopotamidae, já que as outras espécies desse grupo foram extintas.

O seu nome tem origem grega e significa “cavalo do rio”. Esse animal tem parentesco histórico com os cetáceos (baleias, golfinhos entre outros), porém, se separaram biologicamente há mais de 55 milhões de anos. O mais velho fóssil encontrado desse animal tem mais de 16 milhões de anos e pertence à família do Kenyapotamus. Esse animal já foi identificado como peixe-cavalo e cavalo-marinho.

Características Gerais

O hipopótamo-comum é um animal da África subsaariana. Ele chama a atenção pelo fato de ter um torso em formato de barril, uma boca com grandes presas e alta capacidade de abertura e uma estrutura física praticamente sem pelos. As patas desse animal são bem grandes e têm um aspecto colunado. Cada um dos quatro dedos de suas patas tem uma membrana interdigital.

O hipopótamo é o terceiro maior animal terrestre do planeta, com um peso que varia entre uma e três toneladas. Nesse quesito, ele só perde para o rinoceronte-branco e para o elefante. Em média, esse animal tem 3,5 m de comprimento e 1,5 m de altura.

Esse gigante está entre os maiores quadrúpedes que existem e, curiosamente, seu jeito entroncado não o impede de ultrapassar um ser humano em uma corrida. Esse animal consegue dar piques de 30 km/h em curtas distâncias. O hipopótamo é ameaçador, tem um comportamento irregular e agressivo e é um dos gigantes mais perigosos da África. Entretanto, essa espécie corre sério risco de extinção, pois seus habitats estão se perdendo. Além disso, esse animal é muito caçado devido ao valor de sua carne e de seus dentes de marfim.

A parte superior do corpo desse animal possui uma tonalidade que varia entre o roxo-acinzentado e o preto. Por sua vez, a parte inferior e a área dos olhos estão mais próximas do rosa-castanho. Sua pele gera uma substância avermelhada que funciona como filtro solar; isso faz muita gente acreditar que esse animal libera sangue quando transpira, mas isso nunca foi comprovado cientificamente.

Fake News

No ano de 2013, foi amplamente divulgado na web que o leite dos hipopótamos era rosa, mas isso não passa de mais uma notícia mentirosa. Como “uma mentira contada várias vezes torna-se verdade”, muita gente passou a acreditar nessa falsa informação.

A tese para que o leite do hipopótamo seja rosado é a mistura desse líquido com dois ácidos que a pele dele produz. Tanto o ácido hiposudórico quando o nohiposudórico tem tonalidade avermelhada. A função desses ácidos é proteger a pele do animal contra lesões causadas por bactérias e pela exposição solar intensa. Aparentemente, as duas substâncias citadas se transformariam em suor e, ao se misturarem com o leite dentro do organismo do animal, resultariam em um líquido rosado, já que vermelho unido com branco resulta em rosa.

Ilustração do Leite do Hipopótamo - Fake News
Ilustração do Leite do Hipopótamo – Fake News

Apesar de plausível, essa ideia apresenta falhas quando sofre uma análise detalhada. Para começo de conversa, seria preciso um grande volume desses ácidos (suor avermelhado) para que o leite do hipopótamo chegasse ao tom rosa. A possiblidade dessa mistura acontecer é praticamente nula; o leite (branco como qualquer outro) segue um trajeto específico até chegar ao mamilo da fêmea do hipopótamo e, logo em seguida, é sugado pela boca do filhote. Ou seja, não existe tempo hábil para o leite ser preenchido pelo suor vermelho do animal, já que durante o trajeto, esses líquidos não se encontram em momento algum dentro de seu organismo.

Em resumo, a única maneira do leite do hipopótamo ficar rosa seria em caso de sangramento do mamilo ou dos canais produtores de leite, algo que pode acontecer em casos de bactérias e infecções nesses locais. Ainda assim, seria preciso uma enorme quantidade de sangue e isso jamais deixaria o sangue com um tom rosa vívido, como mostrado nas fotos divulgadas em boa parte dos sites que espalharam essa “notícia”. Vale lembrar que não existe base científica que comprove essa informação, o que mostra que tudo não passou de um boato espalhado e compartilhado pela internet.

Reprodução

As fêmeas desse mamífero conhecem a maturidade sexual entre os cinco e os seis anos e sua gestação costuma ser de oito meses. Uma pesquisa sobre o sistema endócrino do hipopótamo apontou que as fêmeas chegam à puberdade quando completam quatro anos de idade. Por sua vez, a maturidade sexual dos machos é atingida a partir dos sete anos. No entanto, eles não se acasalam até ficarem próximos dos 14 anos de idade.

Uma pesquisa científica de Uganda demonstrou que o auge dos acasalamentos ocorreu no fim do verão e período com mais partos aconteceu nos últimos dias do inverno. Assim como grande parte dos mamíferos, a espermatogênese desse animal permanece ativa durante o ano inteiro. Depois de engravidar, a fêmea do hipopótamo fica sem ovular por pelo menos 17 meses.

Esses animais se acasalam debaixo da água e a fêmea fica submersa durante o período do encontro, expondo a cabeça em momentos esporádicos para que possa respirar. Os filhotes nascem debaixo da água e o peso deles pode variar entre 25 e 50 quilos e o comprimento fica próximo dos 127 cm. Eles precisam nadar até a superfície para realizar os primeiros trabalhos de respiração.

Normalmente, a fêmea costuma dar à luz a um filhote por vez, apesar da possibilidade do nascimento de gêmeos. As mães gostam de por os filhotes sobre as suas costas quando a água é profunda demais para eles. Além disso, elas costumam nadar debaixo da água para poder amamenta-los. Entretanto, esses animais também podem ser amamentados em terra caso a mãe resolva sair da água. O filhote de hipopótamo costuma se desmamar entre seis e oito meses após o nascimento. Quando completam o primeiro ano de vida, a maior parte deles já completou o processo de desmame.

As fêmeas costumam trazer consigo de dois a quatro filhotes como acompanhantes. Assim como ocorre com outros mamíferos de grande porte, os hipopótamos desenvolveram uma estratégia de reprodução do tipo K. Isso significa que eles geram uma cria de cada vez, normalmente com um tamanho razoável e com desenvolvimento mais avançado que o de outros animais. Os hipopótamos são diferentes dos roedores, que reproduzem várias crias muito pequenas se comparadas ao tamanho da própria espécie.

Influência Cultural

No antigo Egito, a figura do hipopótamo era ligada ao deus Seti, divindade que era um símbolo de virilidade e força. A deusa egípcia Tuéris também era representada por um hipopótamo e era vista como protetora dos partos e das gestações; naquela época, os egípcios admiravam a natureza protetora do hipopótamo fêmea. No âmbito cristão, o livro de Jó (40:15-24) cita uma criatura cujo nome é Behemoth, que era baseada nos atributos físicos dos hipopótamos.

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