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Quais São os Primeiros Sintomas de Parvovirose Canina?

A Parvovirose Canina, ou Parvo vírus canina, como também é conhecida, é uma doença bastante comum em cães e extremamente contagiosa também. Apesar de as vacinas disponíveis hoje em dia serem capazes de controlar a sua propagação, ainda assim os cães vacinados podem contrair a doença, que pode causar até a morte do animal.

Até hoje não se tem todas as informações a respeito dessa doença, sobre vacina e propagação, mas o que está disponível nós iremos descrever nesse artigo, além de apesentar também quais são os primeiros sintomas de Parvovirose Canina.

Primeiros Sintomas da Parvovirose Canina

A Parvovirose Canina pode se manifestar de duas maneiras diferentes. Uma delas, que é a forma mais comum, é por meio de um problema gastrointestinal bem grave, provocado por um tipo de vírus com grande potencial de levar o animal à morte, caso não seja diagnosticado à tempo, e que também é altamente contagioso.

A outra maneira de manifestação da doença é por um problema no coração, que pode levar a uma miocardite aguda. Normalmente, esse problema provoca a morte súbita nos cães. Os locais favoritos do vírus da Parvovirose são as células de reprodução mais rápida, como é o caso do intestino e da medula óssea, local onde as células do sangue são produzidas.

O principal sintoma apresentado pelo cão com a doença é diarreia, que vem acompanhada de sangue. Além do mais, essa doença também costuma causar forte anemia no animal. Abaixo, listamos os primeiros sintomas apresentados por cães com essa doença:

  • Febre, que acontece somente em alguns casos;
  • Diarreia, com a presença de sangue;
  • Anorexia;
  • Depressão;
  • Vômito;
  • Fraqueza;
  • Falta de apetite e perda repentina de peso;
  • Letargia,
  • Palidez nas mucosas (no interior das pálpebras e também das gengivas) devido à anemia intensa que a doença causa.

O tempo que o vírus leva para se manifestar e começar a apresentar os sintomas varia entre 7 e 14 dias. Esse período é chamado de incubação.

Qualquer um desses sintomas apresentados pelo animal é sinal de alerta, e o mesmo deve ser encaminhado o quanto antes ao médico veterinário. Ainda que não seja constatada a Parvovirose Canina, pode ser que o animal esteja com algum outro problema sério de saúde.

São raros os casos em que um cão adulto apresenta sintomas da doença. Em geral, eles acontecem com mais frequência nos cães com até 6 meses de vida. Enquanto que os casos mais graves da Parvovirose Canina acontecem mais frequentemente em cães bem novinhos, que tenham menos que 12 semanas de vida pois, nessa fase, eles ainda não tomaram todas as vacinas necessárias, e a sua imunidade está bem baixa.

Transmissão da Parvovirose Canina

A transmissão dessa doença acontece através do contato com vômito ou fezes contaminadas com o parvorírus. Pode acontecer também por secreção oculonasal, via respiratória ou se entrar em contato diretamente com outros cães contaminados com a doença.

Os vômitos e fezes de animais infectados precisam ser removidos com água sanitária, pois o vírus da Parvovirose Canina tem a capacidade de sobreviver em um ambiente por meses. Inclusive, ele consegue sobreviver bem em cobertores, no piso, nos recipientes de ração e nas roupas.

Transmissão da Parvovirose Canina
Transmissão da Parvovirose Canina

Como São Feitos o Diagnóstico e o Tratamento da Parvovirose Canina?

O diagnóstico é feito por meio de exames específicos de fezes e de sangue.

Quanto ao tratamento, caso seja comprovado que o cão está mesmo contaminado com a doença, ele precisa, antes de mais nada, ser afastado de outros animais. É preciso mantê-lo isolado. A melhor alternativa para evitar a propagação do vírus e garantir um tratamento adequado ao animal, é interná-lo em uma clínica ou hospital veterinário.

A doença tem cura. Porém, o sucesso no tratamento depende de alguns fatores, como o diagnóstico precoce e a imunidade do animal. Por isso, é fundamental observar bem o cão, o seu comportamento e, ao primeiro sinal de alteração, e surgindo algum dos sintomas descritos acima, é preciso procurar um veterinário para avaliação. Essa doença pode matar o cãozinho.

O tratamento da Parvovirose Canina consiste no uso de antibióticos e de outros medicamentos, que ajudam a evitar que o cão vomite e a doença se agrave. É comum o animal ficar bem desidratado quando está com essa doença. Nesse caso, ele deve ser internado para receber alguns tratamentos específicos para a reposição de líquido, como é o caso de eletrólitos e fluidos.

Sem contar que os cães com a Parvovirose também perdem o apetite. Nesse caso, faz-se necessário o uso de rações especiais, indicadas para os cães em tratamentos, que contém medicamentos e são mais facilmente absorvidas.

Como Prevenir a Parvovirose Canina?

Apesar de não eliminar 100% dos riscos, pois até mesmo os cães que receberam a vacina podem ser contaminados com a doença, a vacinação ainda é a melhor forma de prevenção da Parvovirose Canina.

Ela está inclusa em uma vacina polivalente, que também previne algumas outras doenças. No mercado, é possível encontrar vários fabricantes diferentes.

Se o cão for vacinado até quatro meses de vida, a vacina contra a Parvovirose Canina terá sido administrada nele. Vale lembrar que essa vacina polivalente necessita de reforço anual pela vida inteira do animal. No entanto, é bom verificar com o veterinário se há algum programa de vacinação mais indicado para o seu cãozinho.

Evitar o contato do animal com materiais que cães contaminados tiveram acesso, e não deixar o animal no mesmo ambiente onde vive ou viveu algum contaminado também é uma forma de prevenção. O local e os objetos devem ser evitados por, pelo menos, 2 anos para os cães que ainda estão com a vacinação incompleta.

Antes de jogar fora objetos usados pelo cão contaminados, é importante lavar com água quente, pois pessoas e animais podem ter contato com esses objetos, e acabarem contraindo o vírus. A água quente é uma das poucas opções de produtos capazes de matar o parvovírus.

Outra forma de prevenção da Parvovirose é evitar levar os filhotes a locais abertos por, no mínimo, 21 dias depois de eles terem tomado a 3° dose da vacina. Além de evitar a contaminação pelo vírus da Parvovirose, é uma forma de prevenir contra outras doenças também, como é o caso da cinomose, por exemplo.

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