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Quais São os Animais Que Vivem Nos Recifes de Corais?

O ambiente marinho é muito complexo, cheio de relações variáveis. Dessa maneira, é comum que as pessoas não entendam ao certo o que acontece com cada animal abaixo da superfície do mar. Afinal, é tudo muito dinâmico, com detalhes que mudam com rapidez extrema.

Talvez o melhor exemplo disso sejam os recifes de corais, áreas do mar em que há o acúmulo de animais dos mais diferentes tipos, junto de algas marinhas e outras plantas. Os recifes possuem enorme complexidade, sendo, por certo, a área mais dinâmica do mar – ao menos pelo que as pessoas têm acesso. Na realidade, com as condições ideias e o avanço do tempo, um recife de coral pode virar uma ilha. Ou, no mínimo, um atol.

Porém, isso depende muito de como se dará a evolução daquele ambiente. Muitos peixes buscam os recifes de corais para achar alimentos de qualidade, pois a dinâmica em rápida mudança do local faz com que os animais tenham grandes chances de comer quando estão por perto. Porém, quais são os animais que vivem em recifes? Você sabe ao certo? Veja abaixo mais informações sobre os tipos diferentes de animais que vivem nos recifes de corais.

Animais Que Vivem Nos Corais

Os peixes são apenas alguns dos seres vivos que habitam os recifes de corais ou vivem nas proximidades de um, já que diversos animais gostam de estar perto de tais ambientes. Porém, além dos peixes, há animais como o ouriço, que ajuda a fazer o processo de limpeza do recife.

Os ouriços costumam comer pequenos vermes que ocupam os recifes, sendo importantes para o funcionamento local. Além disso, ainda que não seja um animal, a alga é parte chave dos recifes de corais. Isso porque as algas fazem fotossíntese com incrível facilidade, gerando energia e oxigênio para a cadeia alimentar.

Portanto, se há algas por perto, as chances de os animais viverem bem naquele ambiente é muito alta. Ademais, com a grande variedade de seres, os vermes e lesmas se proliferam bastante em recifes, ao menos até que outro animal os consuma. É comum que haja, ainda, polvos, moreias e até tubarões em áreas próximas aos recifes de corais.

Vale dizer que, dentre todos os animais que fazem parte de um recife, o mais natural é que cerca de dois terços deles sejam carnívoros, o que transforma esse ambiente em algo completamente hostil e agitado. Para se ter uma ideia, quando programas de televisão desejam filmar cenas de luta e conflitos no fundo do mar, buscam os recifes.

Onde Estão os Recifes de Corais

Os recifes de corais são muito comuns em quase todo o mundo, sendo populares na maior parte dos países. Assim, grande parte do oceano possui essas colônias dinâmicas. Para traduzir isso em número, calcula-se que cerca de 90% das águas de todo o oceano possuam recifes de corais.

O número é absurdo, pois mostra muito bem como é possível encontrar esse ambiente por todas as partes. O mais interessante é que, apesar disso, os recifes de corais são muito mais limitados ou até mesmo inexistentes em grande parte das Américas. No Brasil, por exemplo, a presença de recifes se dá de forma mais agressiva na região Nordeste, mas não é tão grande em outras partes do litoral.

Ásia e África, por outro lado, possuem recifes de corais aos montes, com relações muito complexas dentro deles e extensões quase inacreditáveis. O maior recife do mundo está na Austrália, com cerca de 2 mil quilômetros de extensão ao todo. Logo, entender como se dão as relações nesse ambiente é algo humanamente impossível, já que o recife chega até mesmo a ser completamente diferente de acordo com a parte que se estuda.

Dados Sobre os Recifes de Corais

Todo recife de corais precisa, como o nome já indica, de corais. Corais são animais cnidários, sendo mais comum encontrar esses bichos em colônias. Essas colônias, juntas, foram os recifes de corais e fazem com que toda a mágica aconteça no fundo do mar.

Porém, para que um coral seja capaz de sobreviver, é preciso que a temperatura do local seja de aproximadamente 25 graus Celsius, já que nessas condições não haverá qualquer perda de funcionamento por parte do coral. Acima de 31 graus Celsius, o coral nem consegue existir. Assim, cerca de 75% dos recifes de corais do mundo estão ameaçados, já que a temperatura média dos oceanos sobe em nível alarmante já há alguns anos.

Ademais, dentre todos os recifes do mundo, apenas 25% deles estão em áreas protegidas e, desses, só 6% recebem o auxílio necessário para se manter em boas condições. Por fim, calcula-se que a Austrália movimente cerca de 4 bilhões de dólares por ano com o maior recife de corais do planeta, chamado de Grande Barreira. Esse recife, como já apontado, possui mais de 2 mil quilômetros de extensão e atrai visitantes de todo o mundo, já que possui detalhes que o tornam exclusivo.

Biodiversidade dos Recifes de Corais

A biodiversidade vista nos recifes de corais é única, jamais encontrada em qualquer outro ambiente marinho. Portanto, os recifes funcionam como uma espécie de coração do mar, já que grande parte da atividade se dá nesse tipo de ambiente. Veja abaixo alguns dos seres vivos que podem compor um recife de corais.

  • Peixes;

    Peixes
    Peixes
  • Cianobactérias;

    Cianobactérias
    Cianobactérias
  • Lagostas;

    Lagostas
    Lagostas
  • Camarões;

    Camarão
    Camarão
  • Moluscos;

    Moluscos
    Moluscos
  • Equinodermos;

    Equinodermos
    Equinodermos
  • Tartarugas;

    Tartaruga
    Tartaruga
  • Golfinhos;

    Golfinhos
    Golfinhos
  • Crustáceos.

Todos esses animais interagem de maneira única no local, o que consegue gerar envolvimentos e relações fantásticas, que jamais poderiam ser vistas em outras partes do oceano. Em relação aos peixes, por exemplo, há os pequenos, os grandes, os enormes, os produtores, os consumidores, os carnívoros, mais lentos, os mais rápidos e muito mais.

Crustáceos
Crustáceos

Há todo um mundo dentro dos recifes de corais, ainda que a ciência sequer seja capaz de mapear metade das relações que se dão no ambiente. Se você quer conhecer a fundo o ambiente marinho, a melhor forma de fazê-lo certamente se dá através dos recifes, pois em nenhuma outra parte do oceano será possível acessar tantos animais de tantos tipos diferentes. Afinal, toda a dinâmica marinha está nos recifes.

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