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Porco Doméstico Berkshire: Características, Nome Cientifico e Fotos

A criação doméstica de animais para a pecuária está sempre se renovando através de raças bem interessantes. Como exemplo, podemos citar o porco berkshire, que tem se mostrado um suíno dos mais viáveis em termos de criação.

A seguir, saberemos um pouco mais dele.

Características Básicas do Berkshire

O porco doméstico berkshire, na verdade, é uma raça de suíno britânica, que foi melhorada com o passar dos anos. Foi o resultado do cruzamento de porcos chineses, celtas e napolitanos. Além disso, foi uma das raças mais populares para a produção de bacon durante muitos anos. Os berkshires que são de origem norte-americana são mais altos, longos e delgados do que os ingleses, inclusive.

A aparência desse tipo de porco é bastante atrativa, sendo também um animal bastante vigoroso e rústico, conseguindo se adaptar muito bem a uma criação semi-intensiva. Já em se tratando de cores, berkshire original tinha duas: ou era avermelhado, ou era marrom-arenoso, às vezes, possuindo algumas manchas. Foi somente quando o animal foi introduzido na pecuária britânica que ele adquiriu a cor totalmente preta que lhe é característica hoje em dia. Além disso, os pés são brancos, bem como o nariz e a cauda.

Sua cabeça é curta e larga, da mesma maneira que o seu focinho. Já os seus olhos são grandes, proeminentes e afastados. As orelhas, por sua vez, têm um tamanho médio, sendo um pouco inclinadas para frente, em especial, com o passar da idade. O corpo, como um todo, é longo, largo e profundo, quase cilíndrico. Esses porcos são uma raça que possuem um tamanho de médio a grande porte, onde um adulto pode chegar a ter cerca de 270 kg.

Trata-se também de uma das raças com maior poder de aclimação (ou seja, adaptação), dando-se muito bem em nosso país, e sendo uma opção bem viável para melhorar a forma e a musculatura de nossos porcos comuns.

Já o nome científico do berkshire (Sus scrofa domesticus) se trata, na verdade, de uma nomenclatura usada para designar os porcos domésticos comuns.

A Carne do Berkshire

A carne desse suíno é bastante apreciada pelo sabor, que é bastante suculento. Ela possui um teor de gordura que a torna bem atrativa quando o quesito é cozimento prolongado e em alta temperatura. Além disso, é uma carne com um pH ligeiramente maior do que o normal, o que a torna mais firme, escura e saborosa.

Bom lembrar que a gordura que os porcos armazenam tem muito das características da comida que se alimenta. Como o berkshire possui uma “dieta livre”, com milho, nozes, trevos, maças e leite, consequentemente, a sua carne terá as propriedades dessas substâncias.

Países Criadores do Berkshire

Porcos Berkshire Andando na Grama
Porcos Berkshire Andando na Grama

Como essa raça de porco se originou da Inglaterra, seria lógico que uma das maiores criações desse suíno fosse lá. E, é justamente isso o que acontece. Sendo uma das mais antigas raças de porcos britânicos que se tem notícia, ela foi a primeira raça a registrar pedigrees em livros genealógicos. No entanto, em 2008, ela foi listada como sendo uma espécie ameaçada de extinção, já que menos de 300 porcas reprodutoras existiam no país naquele ano. Mas, numa parceria com o mercado japonês, a população na Inglaterra voltou a crescer.

E, falando no Japão, este é outro país que, ao longo dos anos, tornou-se um dos maiores criadores de berkshire. Desde o final do século XIX, a criação de porcos na terra do sol nascente se ampliou e se proliferou de tal forma que, em certas localidades do país, essa cultura se tornou uma das principais indústrias dessas regiões. A diferença é que os criadores japoneses fazem de tudo para melhorar a qualidade da carne, tanto é que, ao longo do tempo, sub-raças de berkshire foram sendo criadas.

Outros países cuja criação do berkshire é bem acentuada também são a Nova Zelândia, a Austrália e os EUA. Inclusive, neste último, existe a American Berkshire Association, uma organização que dá pedigrees somente a porcos que são importados diretamente de efetivos ingleses ou que sejam associados a importados. Por sinal, alguns fazendeiros preferem importar berkshires japoneses, pois assim eles conseguem o tão cobiçado certificado do Japão para essa raça de suíno.

Além do Berkshire

Fora o berkshire, a suinocultura dispõe de outras raças de porcos, cuja criação também é bastante viável. A seguir, vamos apresentar algumas delas.

Landrace

Tendo uma origem dinamarquesa, essa raça é, simplesmente, a mais produzida no Brasilo. Com uma pele fina e branca, sua carne é magra, o que resulta em ótimos pernis. São suínos com uma boa capacidade de reprodução, amplamente usados com matrizes. O peso pode chegar a 300 kg.

Large White

Large White
Large White

A origem dessa aqui é do norte da Inglaterra. Porco de grande porte, o Large White tem um grande potencial prolífero, com alto ganho de peso diário. É muito comum que essa raça seja usada para a produção de espécies híbridas, como acontece, por exemplo, com o cruzamento de seus machos com as fêmeas da raça Landrace.

Canastrão (Zabumba, Cabano)

Canastrão
Canastrão

Raça nacional, o Canastrão possui uma pele grossa, de coloração preta ou avermelhada, com membros altos e robustos. No entanto, o seu crescimento é tardio, sendo engordados, portanto, apensa no segundo ano de vida. A capacidade reprodutiva é muito boa, sendo criados, geralmente, para a produção de banha.

Nilo Canastra

Nilo Canastra
Nilo Canastra

Outra raça nacional, a Nilo Canastra é um suíno de médio porte, não apresentando pelos, e sim, cerdas esparsas. Não é indicada a sua criação para regiões muito frias. Além disso, apresentam prolificidade e precocidade médias.

Curiosidades

Segundo relatos históricos, essa raça de porco se tornou mais popular entre os britânicos quando as tropas de Oliver Cromwell se alimentavam deles entre um intervalo e outro nas batalhas ocorridas na Guerra Civil Inglesa.

Uma das marcas registradas dos porcos é o seu cheiro, que, pra alguns, é bastante desagradável. Esse odor, na verdade, é produzido por glândulas espalhadas pelo corpo do animal, e que serve como uma espécie de “interação social”. É através desse cheiro que porcos pertencentes a um mesmo grupo se reconhecem.

O personagem Napoleão, um dos protagonistas do clássico “A Revolução dos Bichos”, de George Orwell, era um berkshire.

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