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Pinguim Kairuku: Características, Extinção, Nome Científico E Fotos

Animais extintos são espécies que não existem mais no planeta. Seja por seleção natural ou, até mesmo, por intervenção humana. Em alguns casos, a nossa curiosidade aumenta, pois, não tivemos a oportunidade de convivermos com muitas das espécies que já existiram, mas que deixaram seus rastros por fósseis, dna’s, etc. Umas das muitas espécies extintas é o grande Pinguim Kairuku. Mas o que será que aconteceu com esta ave pré-histórica? 

Pinguim Kairuku

Pinguim Kairuku

O Kairuku, ou Kairuku grebneffi, foi uma ave da ordem dos Sphenisciformes, porém de família incertae sedis (ou seja, “com posição incerta”, pois não é possível indicar a posição exata de seu táxon). Seus parentes mais próximos hoje em dia são os Pinguins.

Descoberta da Espécie Kairuku

Este pinguim foi descoberto na Nova Zelândia em 2012. Através de fósseis, paleontólogos e pesquisadores do Museu de Canterbury afirmam que essa ave viveu há 25 milhões de anos, no período Peleoceno – muito tempo depois da extinção dos dinossauros. O país naquele tempo estava submerso, mas a região em que viviam era um lugar atraente para pinguins, por oferecer comida e abrigo adequados para a espécie.

Características da Espécie Kairuku

Ilustração de Dois Kairuku
Ilustração de Dois Kairuku

O Kairuku media um metro e 60 centímetros de altura e pesava de 70 a 80 quilos. Em relação ao tamanho, o animal pré-histórico supera a medida do pinguim-imperador: é quarenta centímetros mais alta que a maior espécie atual.

Os pés eram ferramentas poderosas para a natação dessas aves, mas aparentemente não eram adaptados para que ficassem “em pé” como os pinguins atualmente. Possuíam ainda, um bico alongado e nadadeiras grandes: provavelmente porque eram predadores de peixes maiores.

Extinção da Espécie Kairuku

Pinguim Kairuku Nadando
Pinguim Kairuku Nadando

Os pesquisadores ainda não descobriram o real motivo que ocasionou a extinção da espécie – e provavelmente nunca o saberão. No entanto, a teoria mais aceita, é de que com a chegada de grandes competidores – como focas, baleias e leões marinhos – sua extinção por seleção natural foi acelerada. 

Em compensação, através dela, hoje temos sua versão “atualizada”, que são os pinguins como os conhecemos hoje. Mas quais as características que fazem o pinguim ser como é?

Características Gerais dos Pinguins

Os pinguins, como seu parente pré-histórico, são da ordem dos Sphenisciformes, porém da família Spheniscidae. Existem ao todo 17 espécies de pinguins no planeta, dentre elas, algumas como:

Pinguim-imperador (Aptenodytes forsteri)

Pinguim-rei (Aptenodytes patagonicus)

Pinguim-de-adélia (Pygoscelis adeliae)

Pinguim-gentoo (Pygoscelis papua)

Pinguim-de-barbicha (Pygoscelis antarctica)

Pinguim-saltador-da-rocha (Eudyptes chrysocome)

Pinguim-macaroni (Eudyptes chrysolophus)

Pinguim-africano (Spheniscus demersus)

Pinguim-azul (Eudyptula minor)

Pinguim-de-olho-amarelo (Megadyptes antipodes)

Morfologia

Pinguim Fotografado Com o Filhote
Pinguim Fotografado Com o Filhote

Sua atual morfologia é resultado da adaptação à vida aquática de seus antepassados. Suas asas funcionam como nadadeiras e são inúteis para o voo. Seus ossos não são pneumáticos, mas como as outras aves aquáticas, suas penas são impermeabilizadas por secreção de óleos, as patas possuem membranas que auxiliam na natação e possuem uma espessa camada de gordura isolante que auxilia na conservação de calor do corpo. 

Uma de suas características mais marcantes é o jeito desengonçado de andar, devido às patas curtas.

A cor de sua penugem auxilia na camuflagem que utilizam para confundir os predadores: o dorso preto, quando visto de cima, desaparece quando estão nadando em profundidade. Já o peito branco é confundido com a luz da superfície, quando visto de baixo. Um fato curioso em relação às penas do pinguim é que fazem a muda da penugem duas vezes por ano. Nesses períodos, eles não entram na água.

Alimentação dos Pinguins

Alimentação dos Pinguins
Alimentação dos Pinguins

A alimentação dessas aves varia de acordo com os gêneros. Em sua maioria, comem peixes, mas a complementam com algumas espécies de moluscos (polvos, lulas, etc). Mas há espécies como as do gênero Pygoscelis, que comem somente o plâncton das águas. 

É importante destacar que por serem bons nadadores(atingem uma velocidade de até 10 m/s embaixo d’água) e possuírem a visão adaptada ao mergulho, tornam-se exímios pescadores.

Comportamento e Habitat dos Pinguins

Essas aves ocorrem principalmente na Antártida, mas algumas espécies também ocorrem nas regiões das Ilhas Malvinas e Galápagos. São animais que vivem em colônias, chamadas pinguineiras, e estas, chegam a reunir mais de 150 mil animais. São aves muito mansas e atacam somente quando alguma ameaça se aproxima de seus ovos ou filhotes.

Habitat dos Pinguins
Habitat dos Pinguins

Também são indicadores das mudanças climáticas globais e da saúde ambiental local: atualmente o frágil estado de conservação da maioria das populações de pinguins se tornou o espelho das condições dos oceanos e seus grandes problemas.

Reprodução dos Pinguins

Os pinguins são monogâmicos, ou seja, são fiéis a seus parceiros pelo resto da vida. No período de reprodução das espécies, o mesmo casal se une a cada estação. O encontro é marcado pela dança nupcial, que representa a união do casal: o pinguim-macho oferece pedras para a construção do ninho, caso a fêmea aceite, ocorre a cópula.

Quando a fêmea põe um ovo, este demora cerca de 5 a 6 semanas para eclodir. Durante esse período, machos e fêmeas se revezam na busca de alimento, para que o ovo nunca fique sozinho. Após o nascimento dos pequenos pinguins, os pais os auxiliam na alimentação (através de comidas já digeridas pelos pais) e ficam sempre protegidos do ataque de gaivotas e de outros pinguins.

Reprodução dos Pinguins
Reprodução dos Pinguins

Quando os filhotes crescem e trocam as pequenas penugens por penas, é que os pais os ensinam a nadar e deixam que eles procurem alimento sozinhos. A partir daí os filhotes se tornam independentes.

Outros Animais Extintos do Mundo

Enquanto algumas espécies quebram recorde em quantidade de indivíduos por espécies, muitos animais estão em perigo de nunca mais procriarem, como os próprios pinguins. Interferência humana e natural do habitat, caça ilegal e tráfico de animais são alguns dos motivos que têm colocado muitos animais em extinção no mundo hoje. Veja abaixo uma lista de alguns animais que foram ou estão em perigo de extinção:

Extintos

  • Tigre-dente-de-sabre
  • Tilacino;
  • Mamute
  • Bandicoot-pés-porco;
  • Mastodonte
  • Norfolk Kaka;
  • Rinoceronte Negro do Oeste Africano;
  • Tigre-do-cáspio;
  • Antílope Azul;
  • Foca-monge-do-caribe;
  • Quagga;
  • Periquito-das-Seychelles;
  • Wallaby-rabo-de-prego-crescente;
  • Wallaby-toolache;
  • Dugongo de Steller;
  • Cervo de Schomburgk;
  • Bilby-pequeno;
  • Emu-negro ou The King Island Emu
  • Em Extinção
  • Condor californiano;
  • Elefante de sumatra;
  • Golfinho vaquita;
  • Gorila-das-montanhas;
  • Iguana da jamaica;
  • Lêmure de barriga vermelha;
  • Leopardo-de-amur;
  • Orangotango de bornéu;
  • Panda gigante;
  • Papagaio kakapo;
  • Pinguim-africano;
  • Rinoceronte-de-java;
  • Saola
  • Tigre-de-bengala;
  • Tigre siberiano

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