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Pepino Do Mar, Peixe Agulha E O Inquilinismo

Uma das coisas mais comuns de ser ver na natureza é a cooperação mútua entre dois organismos vivos. Direta ou indiretamente, muitos seres se ajudam de alguma forma, o que mostra bem que todos dependem de todos, mesmo que só um pouco. Uma dessas relações é entre o pepino do mar e o peixe agulha, num processo que chamamos de inquilinismo.

Esclareceremos essa questão melhor a seguir, inclusive, com alguns exemplos bem práticos de relações biológicas além da que faz parte o pepino do mar e o peixe agulha.

O Que É Inquilinismo?

O inquilinismo nada mais é do que uma relação ecológica onde uma espécie qualquer extrai benefícios de outra espécie, seja para proteção, transporte ou mesmo apenas para suporte. E, as espécies que participam dessa relação podem ser tanto de origem animal, quanto vegetal. Só que o mais importante do inquilinismo é que uma espécie não cause prejuízo à outra, mesmo se aproveitando dela de alguma forma.

Um bom exemplo de inquilinismo é o que é feito por algumas espécies de orquídeas e bromélias, por exemplo. Isso porque elas usam troncos de árvores para obter suporte para o seu desenvolvimento, além de se aproveitarem de material orgânico que cai da copa dessas árvores. E, principalmente: sem prejudicá-las.

Outro bom exemplo é o que acontece entre as rêmoras e os tubarões, já que elas possuem uma ventosa na parte superior da cabeça que usam para se fixarem na parte inferior do corpo desses grandes predadores. Assim, as rêmoras estão devidamente protegidas, já que os tubarões têm pouquíssimos predadores naturais, e ainda conseguem transporte e alimento de graça (os restos que os tubarões comem).

Porém, o exemplo que vamos abordar aqui, neste texto, é aquele que diz respeito entre o pepino do mar e os peixes agulhas, ou, mais precisamente, sobre o inquilinismo.

Pepino Do Mar E Peixe Agulha: Uma Relação De Inquilinismo

Os peixes agulhas do gênero Fierasfer possuem um corpo bem alongando, com escamas pequenas e boca bem comprida. Na verdade, o seu formato parece com de um boco bem afiado com dentes pontiagudos, e essa característica tão esguia e fina na sua aparência dele não é à toa.

Sendo peixes bem velozes, eles se alimentam de outros peixes menores, como, por exemplo, a sardinha e o arenque. E, sim, o peixe agulha também tem os seus predadores naturais, e quando é perseguido por eles, recorre ao pepino do mar que estiver mais próximo, e se esconde em seus ânus, ficando, dessa forma, acomodado em seu tudo digestivo como forma de proteção.

Ok, não é necessariamente uma tática agradável para nenhum dos animais, porém, ao menos, funciona como forma de preservação do peixe agulha, já que os predadores dele não são os mesmos do pepino do mar. Este, por sua vez, apesar da situação estranha de ter um peixe em seu tubo digestivo, não sofre mal algum nesse processo.

Com isso, a própria expectativa de vida do peixe agulha aumenta de uma forma considerável, e como isso não influencia nem positiva, nem negativamente, a vida do pepino do mar, este continua sua rotina tranquilamente.

Algumas Outras Características Do Peixe Agulha

Esses peixes são, na verdade, animais pelágicos, ou seja, são seres que vivem em regiões marinhas onde não são dependentes dos fundos oceânicos. Algumas espécies conseguem viver somente em águas salgadas, enquanto que outras podem viver também em águas doces.

São peixes, via de regra, bem finos, com uma circunferência de diâmetro que, muitas vezes, não passa de alguns poucos centímetros. Eles possuem uma única barbatana dorsal que está localizada na região anterior do dorso.

A alimentação desse peixe varia bastante, indo de simples plâncton, a outros peixes pequenos, e até mesmo crustáceos e cefalópodes. Esse cardápio se justifica por conta de seu longo e fino bico, que é cheio de pequenos afiados dentes.

Hoje em dia, esses animais se encontram ameaçados de extinção segundo estimativas de especialistas, nem tanto por conta de predadores naturais (já que o pepino do m,ar, literalmente, ajuda-o nisso), mas, devido à poluição e à pesca indiscriminada.

Outras Formas De Relações Entre Os Seres Além Do Inquilinismo

A natureza é repleta de relações ecológicas entre os seres, algumas que são benéficas somente pra uns, para ambos, ou até mesmo maléficas para alguma das partes. Ou seja, podemos classificar essas relações de duas formas: ou como positivas (com benefícios para um ou mais partes) ou como negativas (com prejuízo para, pelo menos, um dos lados envolvidos).

Existe, por exemplo, o que chamamos de protocooperação, que é quando dois seres cooperam um com o outro em nome do bem-estar de ambos. Podemos citar a relação entre o pássaro palito e o jacaré. O primeiro retira os resíduos de carne existentes entre os dentes do réptil. Ou seja, enquanto um tem alimento de sobra, o outro consegue ter a dentição mais limpa.

Outra relação biológica bastante comum entre seres é o mutualismo. Na realidade, esse é um dos tipos de relação mais importantes que existem, porque não permite somente que os seres se beneficiem, como também sobrevivam. Exemplo? O que acontece entre algas e fungos. Enquanto eu as primeiras produzem alimento através de um processo totalmente fotossintético do qual o fungo precisa. Já este absorve a umidade e a matéria orgânica aproveitada pelas algas.

Inquilinismo
Inquilinismo

Podemos citar também o comensalismo, que é o ato de compartilhar o mesmo alimento, como é o caso entre leões e hienas. Enquanto que os rei da selva caçam sua presa e devoram parte dela, as hienas ficam à espreita até que os leões fiquem saciados, deixando as sobras para elas.

E, sim, tem uma relação biológica considerada ruim, que é o parasitismo, quando um ser tira vantagem de outro, trazendo-lhe algum prejuízo. E, um ótimo exemplo disso é quando piolhos e carrapatos se encontram parasitando seres vivos (como os próprios humanos). Sem contar que existe uma divisão, onde temos os ectoparasitas (no caso de piolhos e carrapatos) e os endoparasitas, que são aqueles que se instalam dentro dos seres vivos, como os vermes.

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