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Nomes de Rãs Mais Comuns

As rãs são anfíbios muito comuns aqui no Brasil, especialmente, nas épocas mais chuvosas do ano. São tantas as espécies que muitas têm diversos nomes populares, e são através deles que muitas delas são conhecidas por aí pela maior parte das pessoas.

E são justamente alguns desses nomes que vamos apresentar a seguir, com uma pequena seleção de rãs mais comuns que podemos encontrar até mesmo próximo de nossas casas.

Rã-Marrom (Nome Científico: Leptodactylus Mystacinus)

Essa daqui é uma espécie bem robusta de rã, mesmo tendo apenas uns 5 cm de comprimento, e uma coloração que varia da vermelho ao amarelado (da mistura, surge um tom próximo do marrom que dá nome a ela). Também possui em seu corpo faixas e manchas negras, em especial, nas suas laterais. É bastante encontrada no leste do Brasil, em habitats que variem entre formações abertas a matas ciliares e de galerias e cerrados.

De hábitos, geralmente, noturnos, essa rã pode ser encontrada tanto na terra, quanto na água. Come de pequenos insetos a artrópodes, e possuem uma reprodução ovípara, construindo os seus ninhos no barro, na maioria das vezes, onde as fêmeas depositam de 400 a 500 ovos, sendo que elas são mais vistas do que os machos. Estes, por sua vez, ficam mais escondidos em vegetações rasteiras e em áreas alagáveis.

Rã-Cachorro (Nome Científico: Physalaemus Cuvieri)

Em se tratando desse tipo de anfíbio, é uma rã de médio porte, ficando entre 2 e 3,5 cm. Seu dorso é bem escuro, com tonalidades bem fracas de castanho, cinza ou até mesmo um verde mais voltado pra musgo. Nessa espécie, os machos são um pouco menores do que as fêmeas, além de terem uma garganta mais escura. Interessante notar que a sua vocalização se parece bastante com a de um latido de um cão, e é daí que vem o seu nome popular.

É localizado em praticamente todo o território brasileiro, habitando em formações abertas, cerrados e caatingas. Mas, também pode ser encontrado em matas ciliares de galerias, e em várzeas. De hábitos noturnos, prefere ficar em vegetações baixas (como as gramíneas), principalmente se forem perto de lagos e riachos. Já a sua alimentação se baseia em pequenas aranhas e piolhos-de-cobra, embora comam bastante também larvas de besouros e pequenos insetos em geral. A reprodução é ovípara, ocorrendo, essencialmente, em períodos de chuvas, com as fêmeas colocando até 700 ovos.

Rã-Manteiga (nome Científico: Dermatonotus Muelleri)

Espécie que pode chegar a 5 cm de comprimento, a rã-manteiga possui um focinho pontudo bem característico, e cuja coloração ventral é mosqueada de vermelho e também de branco. Já o dorso é marrom-bronze, com manchas escuras. A sua distribuição geográfica no Brasil vai do Maranhão a São Paulo, habitando florestas abertas e áreas de Restingas litorâneas.

De hábitos noturnos, passa a maior parte do ano sob o solo. Já a sua alimentação é básica e se concentra em pequenos insetos e artrópodes. Possui reprodução ovípara.

Rã-Paulistinha (nome Científico: Leptodactylus Macrosternum)

Aqui temos uma espécie de grande porte em se tratando desse tipo de anfíbio, com ela podendo chegar a 11 cm de comprimento. Espécie que também possui dimorfismo sexual, com os machos sendo maiores do que as fêmeas, além de terem braços mais robustos do que elas. Inclusive, muitas pessoas apreciam esse tipo de rã como alimento em algumas regiões onde é encontrada. No Brasil, são encontrados do sul e sudeste do país.

Habita formações abertas, campos, várzeas e brejos (de onde são bastante encontrados em gramíneas e herbáceas). Alimenta-se, preferencialmente, de insetos, artrópodes e até mesmo de outras espécies de anfíbios. A sua reprodução é ovípara e a mãe possui um cuidado todo especial com a sua cria, seja na forma de ovos ou de girinos. Chegam a abrir pequenas poças de água para que os seus girinos não morram desidratados.

Rã-Pimenta (nome Científico: Leptodactylus Labyrinthicus)

Mais uma espécie de grande porte, esta rã aqui chega a medir 18 cm de comprimento, é interessante notar que o “labyrinthicus” presente em seu nome científico se deve ao fato de ter um par de tímpanos bem visíveis que ficam logo abaixo dos olhos. A coloração do seu corpo é quase que totalmente vermelho-alaranjada, apresentando algumas faixas negras no focinho. Além disso, apresentam dimorfismo sexual, com os machos sendo maiores do que as fêmeas, a ainda possuindo braços mais robustos. O nome pimenta vem justamente do fato de produzir substâncias tóxicas, junto da questão do animal ter uma coloração vermelha.

É muito comum nas regiões de cerrados, caatingas e no sudeste brasileiro. De hábitos noturnos e com uma reprodução inteiramente ovípara, essas rãs gostam bastante de lagos, lagoas, brejos e riachos.

Rã-Assobiadora (nome Científico: Leptodactylus Fuscus)

Também chamada de rã-piadeira, essa espécie pode ser encontrada amplamente não só no Brasil, como em vários países das Américas. Seu habitat natural consiste de florestas secas tropicais e subtropicais a compôs de gramíneas, passando por savanas, e (claro) lugares alagadiços, ou próximo a eles. Trata-se de uma espécie muito pequena, de cerca de 47 mm de comprimento. O dorso é castanho esverdeado.

Com a reprodução ocorrendo, essencialmente, em períodos chuvosos, as fêmeas botam em torno de 250 ovos. Os girinos que nascem ficam sob detritos vegetais, especialmente, após o local ser alagado pelas chuvas, mas, durante a noite, podem ser vistos próximos às margens de lagos e riachos.

Rã-Da-Mata (nome Científico: Haddadus Binotatus)

Por fim, podemos citar como exemplo de nome desse anfíbio a rã-da-mata, uma espécie que é endêmica em todo o Brasil, tendo como habitas naturais florestas subtropicais ou tropicais. No entanto, é um anfíbio ameaçado de extinção devido à perda gradativa de seus habitats. O seu nome popular é devido ao fato dela habitar a nossa Mata Atlântica em geral, cuja distribuição vai do sul do estado da Bahia até o Rio Grande do Sul.

De médio portem essa rã pode medir até 6 cm de comprimento. Já a reprodução é inteiramente terrestre, com os seus avos sendo depositados em meio a folhas e troncos caídos da região onde vive. O desenvolvimento dos girinos dessa espécie é direto, com o ambiente propício para que isso aconteça sejam florestas maduras ou secundárias.

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