Animais Marinhos: Lista de A a Z, Grupos e Espécies Ameaçadas no Brasil (2026)

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A biodiversidade dos oceanos é tão vasta que a ciência ainda nem terminou de mapeá-la. Os animais marinhos compreendem mais de 230 mil espécies já descritas, segundo o Censo da Vida Marinha, e estima-se que existam entre 700 mil e 2,2 milhões de espécies no planeta — a maioria ainda desconhecida. Este guia reúne classificação, lista completa de A a Z, espécies nativas do Brasil e o que ameaça esses animais hoje.

Resposta rápida: animais marinhos são todos aqueles que vivem em ambiente de água salgada — oceanos, mares e estuários. Incluem peixes (tubarão, atum), mamíferos (baleia, golfinho, peixe-boi-marinho), répteis (tartarugas marinhas), crustáceos (lagosta, siri) e invertebrados (polvo, água-viva, estrela-do-mar).

O que são animais marinhos?

Animal marinho é qualquer espécie que vive em água salgada — oceanos, mares e estuários. O termo é diferente de “animal aquático”, que é mais amplo e inclui também espécies de água doce.

Essa distinção importa. O pirarucu, o boto-cor-de-rosa e o dourado da Amazônia são aquáticos, mas não marinhos. Vivem em rios — não no mar.

A vida marinha se organiza em três grupos, de acordo com o modo de locomoção:

  • Plâncton: organismos minúsculos que flutuam à mercê das correntes. O zooplâncton (animal) e o fitoplâncton (vegetal) fazem parte desse grupo.
  • Nécton: animais que nadam ativamente — peixes, baleias, tubarões, polvos.
  • Bentos: espécies que vivem no fundo, fixas ou rastejantes — corais, estrelas-do-mar, esponjas.

O oceano também se divide por profundidade. A zona fótica (até 200 metros) recebe luz solar e abriga a maioria das espécies conhecidas. Abaixo disso começa a zona afótica, escura e fria, onde vivem criaturas como a quimera e o peixe-lanterna — adaptadas a pressões que esmagariam qualquer equipamento humano comum.

Classificação: os 7 grupos de animais marinhos

Antes de mergulhar na lista A-Z, vale conhecer os grandes grupos que organizam a fauna oceânica.

1. Mamíferos marinhos

São de sangue quente, respiram pelos pulmões e precisam subir à superfície para tomar ar. Uma camada espessa de gordura (chamada blubber) mantém o calor mesmo em águas geladas.

  • Cetáceos: baleias, golfinhos e botos. A baleia-azul, com até 30 metros, é o maior animal já registrado no planeta.
  • Pinípedes: focas, leões-marinhos e morsas — vivem tanto na água quanto em terra.
  • Sirênios: peixes-bois e dugongos. O peixe-boi-marinho (Trichechus manatus) é classificado como “Em Perigo” pelo ICMBio.

2. Peixes marinhos

Respiram por brânquias — estruturas que filtram o oxigênio dissolvido na água, funcionando como “filtros internos”. Têm escamas, nadadeiras e a maioria é de sangue frio. Dividem-se em peixes ósseos (atum, sardinha, garoupa) e peixes cartilaginosos, cujo esqueleto é de cartilagem (tubarões, raias e quimeras).

3. Répteis marinhos

São ectotérmicos — dependem da temperatura do ambiente para regular o corpo, como uma garrafa térmica que absorve o calor do entorno. As principais espécies marinhas são as tartarugas, as cobras marinhas, a iguana-marinha de Galápagos e o crocodilo de água salgada.

4. Crustáceos

Têm exoesqueleto rígido (uma “armadura” externa), pernas articuladas e corpo segmentado. São os caranguejos, lagostas, camarões, siris, lagostins e cracas.

5. Moluscos

Corpo mole, sem coluna vertebral. Inclui cefalópodes (polvo, lula, nautilus), bivalves (ostra, mexilhão, vieira) e gastrópodes (caramujo-do-mar). O polvo é o invertebrado marinho mais inteligente — abre potes, usa ferramentas e resolve labirintos.

6. Equinodermos

Grupo exclusivamente marinho, com simetria radial (forma de estrela ou bola). Inclui estrelas-do-mar, ouriços-do-mar, pepinos-do-mar e crinoides. Conseguem regenerar membros perdidos.

7. Cnidários e poríferos

Cnidários têm células urticantes nos tentáculos: águas-vivas, corais, anêmonas e caravelas. Poríferos são as esponjas — animais primitivos sem órgãos definidos, que filtram partículas da água pelos poros.

Lista de animais marinhos de A a Z

Pelo menos um animal marinho de cada letra — útil para tarefas escolares, pesquisas e jogos de adivinhação.

A — Água-viva

Água-viva translúcida flutuando no oceano com tentáculos visíveis

Água-viva

A água-viva — ou medusa — parece um saco plástico vivo. Existem mais de 1.500 espécies catalogadas, quase todas marinhas. Os tentáculos injetam veneno ao toque e podem causar queimaduras sérias. A vespa-do-mar australiana (Chironex fleckeri) é uma das criaturas mais venenosas do planeta. Veja como as águas-vivas conseguem se regenerar.

B — Baleia

Baleia jubarte saltando completamente fora d'água no oceano aberto

Baleia jubarte

As baleias são mamíferos cetáceos com 14 famílias e mais de 80 espécies. A baleia-azul (Balaenoptera musculus) é o maior animal já existente — chega a 30 metros e 180 toneladas. No Brasil, a baleia-jubarte (Megaptera novaeangliae) migra todo ano para a costa da Bahia para se reproduzir.

C — Cavalo-marinho e Caranguejo

O cavalo-marinho (Hippocampus) é peixe, apesar do nome. É a única espécie do reino animal em que o macho engravida e dá à luz os filhotes — ele carrega os ovos em uma bolsa ventral. Entenda como funciona essa gestação. O caranguejo é crustáceo, com 10 patas e duas pinças.

D — Dugongo

O dugongo (Dugong dugon) é mamífero sirênio aparentado do peixe-boi. Vive nas águas costeiras do Indo-Pacífico e se alimenta quase exclusivamente de capim-marinho. A IUCN o classifica como vulnerável.

E — Esponja-do-mar

Esponjas-do-mar coloridas fixadas em substrato rochoso no fundo do oceano

Esponjas-do-mar (poríferos)

As esponjas são poríferos — animais primitivos sem tecidos ou órgãos. Filtram a água pelos poros para capturar partículas de alimento, funcionando como coadores naturais. Algumas espécies vivem mais de 200 anos.

F — Foca

A foca é um pinípede do grupo dos focídeos. Tem corpo aerodinâmico, camada grossa de gordura e nenhuma orelha externa visível — ao contrário do leão-marinho. Em terra, locomove-se arrastando-se de barriga. Vive principalmente em regiões frias do Atlântico e Pacífico.

G — Golfinho

Golfinhos nariz-de-garrafa nadando em grupo próximo à superfície do mar

Golfinhos nadando em grupo

Os golfinhos são mamíferos cetáceos da família Delphinidae. Usam a ecolocalização — um sistema parecido com sonar: emitem cliques e interpretam o eco para enxergar presas e obstáculos. Há cerca de 40 espécies marinhas. O boto-cinza (Sotalia guianensis) é a espécie costeira mais comum no Brasil, avistada do Amapá ao Rio Grande do Sul.

H — Hadoque

Hadoque, peixe ósseo de escamas prateadas do Atlântico Norte

Hadoque (eglefim)

O hadoque (Melanogrammus aeglefinus), também chamado de eglefim ou arinca, vive nos dois lados do Atlântico Norte. A IUCN o classifica como vulnerável pela pesca excessiva.

I — Iguana-marinha

A iguana-marinha (Amblyrhynchus cristatus) é o único lagarto que busca alimento no mar. Endêmica das Ilhas Galápagos, mergulha para raspar algas das rochas e tem glândulas nasais que expelem o excesso de sal acumulado no corpo. Está classificada como vulnerável pela IUCN.

J — Jamanta

Jamanta planando nas águas azuis do oceano com a boca aberta filtrando plâncton

Jamanta (Mobula birostris)

A jamanta (Mobula birostris) é a maior raia do planeta — até 7 metros de envergadura e mais de 1 tonelada. Apesar do tamanho, é completamente inofensiva: alimenta-se filtrando plâncton, assim como as baleias-azuis.

K — Krill

O krill (Euphausia superba) é um crustáceo minúsculo — parente do camarão — que forma cardumes gigantescos no Oceano Antártico. É a base da cadeia alimentar polar: baleias, focas e pinguins dependem dele para sobreviver.

L — Leão-marinho

O leão-marinho é um pinípede do grupo dos otarídeos. Tem orelhas externas visíveis e usa as nadadeiras dianteiras para se locomover em terra. Vive em colônias barulhentas no litoral rochoso.

M — Marlim

Marlim azul saltando do mar com o bico longo e corpo azul-metálico

Marlim azul

O marlim é um peixe ósseo da família Istiophoridae, com mandíbula superior alongada como uma lança. Atinge 4 metros e mais de 800 kg. É encontrado no litoral do Espírito Santo, Bahia e Rio de Janeiro.

N — Narval

Narval macho com a presa em espiral emergindo do mar gelado do Ártico

Narval — o unicórnio do mar

O narval (Monodon monoceros) é uma baleia dentada de porte médio que vive nas águas geladas do Ártico. O macho exibe uma presa única em espiral que pode chegar a 3 metros — daí o apelido “unicórnio do mar”.

O — Ouriço-do-mar

Ouriço-do-mar preto com espinhos longos fixado em recife de coral

Ouriço-do-mar

O ouriço-do-mar é um equinodermo exclusivamente marinho, parente da estrela-do-mar. Mede de 3 a 10 cm e tem o corpo coberto por espinhos calcários que servem de defesa. Controla o crescimento de algas nos recifes de coral — sem ele, as algas sufocam o coral.

P — Polvo

O polvo é um molusco cefalópode com oito tentáculos cobertos de ventosas. É o invertebrado mais inteligente do oceano: abre potes com tampas rosqueáveis, resolve labirintos e usa cascas de coco como ferramentas. O polvo-mímico vai além — imita o formato e o comportamento de outros animais para escapar de predadores.

Q — Quimera

Quimera fantasma, peixe cartilaginoso de cabeça grande nas profundezas do oceano

Quimera (tubarão-fantasma)

A quimera é um peixe cartilaginoso da ordem Chimaeriformes — parente distante de tubarões e raias. Vive nas profundezas, abaixo de 500 metros. Pelo aspecto incomum, ganhou o apelido de “tubarão-fantasma”.

R — Raia

A raia é um peixe cartilaginoso de corpo achatado. As nadadeiras peitorais se fundiram ao tronco, formando um “manto”. Existem mais de 600 espécies — da arraia-pintada à raia-elétrica, que produz descargas de até 200 volts para paralisar presas.

S — Siri

Siri-azul com carapaça azul-esverdeada e garras abertas em praia brasileira

Siri-azul

O siri é um crustáceo decápode da família Portunidae. Suas patas traseiras são achatadas em forma de remo — o que o torna excelente nadador, diferente do caranguejo, que prefere andar. O siri-azul é abundante no litoral brasileiro.

T — Tubarão e Tartaruga-marinha

O tubarão existe em mais de 500 espécies — do minúsculo tubarão-pigmeu (20 cm) ao tubarão-baleia (até 18 metros). As tartarugas-marinhas são répteis ancestrais que vivem no oceano há mais de 100 milhões de anos. Cinco das sete espécies do mundo desovam no litoral brasileiro. Saiba mais em tartarugas marinhas no Brasil: espécies e conservação e entenda como ocorre a reprodução dos tubarões.

U — Ubarana

A ubarana (Elops saurus) é peixe ósseo de água salgada, com corpo prateado e alongado que passa dos 90 cm. É comum no litoral brasileiro e muito procurada na pesca esportiva pela resistência na linha.

V — Vaca-marinha (peixe-boi-marinho)

A vaca-marinha é outro nome popular para o peixe-boi-marinho (Trichechus manatus). Esse mamífero sirênio pesa até 600 kg, vive no litoral norte e nordeste do Brasil e come plantas aquáticas. Nada devagar — o que o torna vulnerável a colisões com barcos. O ICMBio o classifica como “Em Perigo”.

X — Xaréu

Cardume de xaréu prateado em águas tropicais do litoral nordeste do Brasil

Xaréu

O xaréu (Caranx hippos) é peixe ósseo da família Carangidae, abundante no nordeste brasileiro. Mede cerca de 1 metro e tem coloração que varia entre marrom-escuro e prateado.

Z — Zooplâncton

Zooplâncton visto em microscópio: copépodes e larvas translúcidas flutuando na água do mar

Zooplâncton ao microscópio

O zooplâncton reúne pequenos animais que flutuam à deriva — copépodes, larvas de peixes e krill. Invisíveis a olho nu em sua maioria, são a base de toda a cadeia alimentar oceânica. Baleias que pesam 180 toneladas filtram toneladas de zooplâncton por dia para sobreviver.

Animais marinhos do Brasil: espécies nativas e endêmicas

O Brasil tem um dos litorais mais ricos em biodiversidade marinha do mundo. São 8.500 km de costa que abrigam espécies encontradas somente aqui — ou que usam o litoral brasileiro como rota de migração e reprodução.

Boto-cinza

O boto-cinza (Sotalia guianensis) é o único golfinho exclusivamente costeiro do Brasil. Vive em estuários, baías e enseadas — e é comum na Baía de Guanabara (RJ) e em Cananéia (SP). Diferente do boto-cor-de-rosa, que vive em rios amazônicos, o boto-cinza é marinho.

Cinco tartarugas que desovam no Brasil

Brasil é um dos poucos países onde desovam cinco espécies de tartarugas marinhas: a tartaruga-verde, a tartaruga-de-couro, a tartaruga-de-pente, a tartaruga-cabeçuda e a tartaruga-oliva. O Projeto Tamar monitora ninhos e filhotes desde 1980.

Recifes de coral do Nordeste

Os recifes de coral do Nordeste brasileiro são os únicos recifes verdadeiros do Atlântico Sul. Abrigam centenas de espécies de peixes, crustáceos e equinodermos exclusivos da região. Saiba sobre as ameaças em recifes de coral do Brasil.

Tubarão-martelo

O tubarão-martelo (Sphyrna lewini) forma cardumes ao largo do litoral nordeste. A cabeça em “T” (chamada cefalofólio) aumenta a área dos sentidos eletromagnéticos — o que o torna caçador preciso. Está classificado como “Em Perigo Crítico” pela IUCN.

Arraia-jamanta do Atlântico

A jamanta (Mobula birostris) frequenta as águas de Abrolhos (BA) e Fernando de Noronha. Mergulhadores brasileiros têm avistamentos frequentes nas épocas de água mais quente.

Animais marinhos ameaçados no Brasil em 2026

Em abril de 2026, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) publicou a Portaria nº 1.666, atualizando a Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção para peixes e invertebrados aquáticos. O documento proíbe captura, transporte e comercialização das espécies listadas.

O Brasil tem ao menos 159 espécies marinhas ameaçadas, segundo o ICMBio. Os casos mais graves:

  • Tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea) — a maior tartaruga do mundo, classificada como “Criticamente Em Perigo” no Brasil. Os maiores vetores de ameaça são a retirada ilegal de ovos e a pesca incidental em redes de arrasto.
  • Peixe-boi-marinho (Trichechus manatus) — “Em Perigo”. Sofre com colisões com embarcações e perda de manguezais, seu habitat costeiro.
  • Tubarão-martelo (Sphyrna lewini) — “Em Perigo Crítico” no Atlântico Sul. A sobrepesca para comércio de barbatanas é a principal causa.
  • Cavalo-marinho-amarelo (Hippocampus reidi) — “Vulnerável”. É capturado ilegalmente para aquariofilia e medicina alternativa.
  • Mero (Epinephelus itajara) — “Vulnerável”. Foi superexplotado por décadas. A pesca está proibida desde 2002, mas a recuperação das populações é lenta.

As maiores ameaças aos animais marinhos em 2026

Poluição plástica

Estima-se que 8 a 10 milhões de toneladas de plástico entrem nos oceanos a cada ano (PNUMA, 2023). O plástico não se biodegrada — fragmenta-se em microplásticos que são ingeridos por zooplâncton, peixes e baleias. Saiba mais sobre poluição plástica nos oceanos.

Acidificação e aquecimento dos oceanos

Os oceanos absorvem cerca de 25% do CO₂ emitido pela queima de combustíveis fósseis. Isso aumenta a acidez da água — processo chamado acidificação dos oceanos — e dificulta a formação de conchas e esqueletos calcários. Afeta ostras, corais, ouriços e moluscos. O aquecimento causou o quarto evento global de branqueamento de corais, confirmado em 2024. Entenda o branqueamento de corais e leia sobre acidificação dos oceanos.

Sobrepesca

Mais de um terço dos estoques pesqueiros mundiais estão sobreexplotados, segundo a FAO. No Brasil, a pesca ilegal ainda ameaça tubarões, garoupas e raias — cujas populações levam anos para se recuperar.

Degradação de habitat costeiro

A destruição de manguezais, recifes e pradarias marinhas remove berçários essenciais de diversas espécies. O Dia Mundial dos Oceanos, celebrado em 8 de junho, é uma das principais datas de mobilização para reverter esse cenário.

Como ajudar a preservar os animais marinhos

Ações simples têm impacto real. Escolhas diárias somam:

  • Substituir plástico descartável (canudos, copos, sacolas) por alternativas reutilizáveis.
  • Não jogar lixo na praia — nem bituca de cigarro, que libera substâncias tóxicas na areia e na água.
  • Não comprar souvenirs de coral, conchas grandes ou cavalos-marinhos secos.
  • Participar de mutirões de limpeza de praia organizados por entidades como o Instituto Lixo Zero.
  • Apoiar o Projeto Tamar, o Instituto Baleia Jubarte e o Aquasis — organizações que monitoram espécies ameaçadas no litoral brasileiro.
  • Consumir frutos do mar com certificação de pesca sustentável (procure o selo MSC).

Perguntas frequentes sobre animais marinhos

Quais são os principais animais marinhos?

Os mais conhecidos incluem baleia, golfinho, tubarão, polvo, lula, água-viva, tartaruga-marinha, estrela-do-mar, ouriço-do-mar, cavalo-marinho, raia, foca, leão-marinho, peixe-boi-marinho e crustáceos como caranguejo, lagosta e camarão.

Quantas espécies de animais marinhos existem?

Mais de 230 mil espécies já foram descritas, segundo o Censo da Vida Marinha. A estimativa é que existam entre 700 mil e 2,2 milhões de espécies marinhas no planeta — a maioria ainda desconhecida da ciência.

Qual é o maior animal marinho?

A baleia-azul (Balaenoptera musculus) é o maior animal marinho — e o maior animal que já existiu no planeta. Chega a 30 metros de comprimento e 180 toneladas.

Qual é a diferença entre animal marinho e animal aquático?

Animal marinho vive em água salgada (mares e oceanos). Animal aquático é o termo mais amplo e inclui também espécies de água doce, como pirarucu, boto-cor-de-rosa e tucunaré, que vivem em rios e lagos.

Quais animais marinhos estão em risco de extinção no Brasil?

Segundo o ICMBio e a Portaria MMA nº 1.666 de abril de 2026, são ao menos 159 espécies marinhas ameaçadas. Entre as mais críticas: tartaruga-de-couro, peixe-boi-marinho, tubarão-martelo, mero e cavalo-marinho-amarelo.

Tubarão é peixe ou mamífero?

Tubarão é peixe — peixe cartilaginoso, da classe Chondrichthyes. Tem brânquias, nadadeiras e esqueleto de cartilagem. Não é mamífero: não amamenta filhotes nem respira pelos pulmões.