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Meu Cachorro Está Estranhando Todo Mundo. E Agora?

Os cachorros ganharam enorme importância na vida das famílias brasileiras. Esses animais se tornaram tão comuns nas casas que, muitas vezes, as pessoas esquecem que eles precisam de cuidados específicos, principalmente com relação à saúde física e psicológica.

Dessa forma, quando o cachorro começa a estranhar a presença das pessoas e até mesmo atacá-las, a convivência com ele se torna insuportável. Nos próximos parágrafos, você verá possíveis razões para essa mudança de comportamento e o que fazer para lidar com isso.

Cuidado e Atenção

Em entrevista ao G1, o veterinário João Ephraim explicou que ter um comportamento agressivo nem sempre tem a ver com a raça do cachorro, apesar da origem do cão influenciar nesse problema.

Cachorros como pastor alemão, fila brasileiro e rottweiler estão na categoria “cães de guarda”. O veterinário afirma que, esse tipo de animal tende a ser mais agressivo, pois eles já foram naturalmente criados para atacar. No entanto, a forma como um cão é tratado pelo seu tutor é muito mais influente no comportamento do que sua linhagem. Ou seja, uma boa educação é muito importante para que o cachorro se comporte de forma adequada.

Cachorro Bravo

Dessa forma, é preciso manter o foco no comportamento do pet desde sua infância. Ephraim afirma que, o animal que é isolado desde filhote tende a ser mais agressivo, pois não consegue aceitar coisas novas. Por outro lado, quando o pet é criado mais próximo das pessoas, ele tende a ser mais sociável, pois desenvolve uma postura mais tranquila.

Dicas do Profissional

É essencial que o tutor do cachorro acompanhe o comportamento do animal, especialmente se houver mudanças bruscas. Quanto mais rápido as mudanças de comportamento do pet forem detectadas, maior a possibilidade de um tratamento eficaz.

O veterinário João Ephraim explica que, muitas vezes, os tutores veem seus cachorros tentando atacar alguém e, ao invés de simplesmente tirá-los daquele local, os tratam com tapas e outros meios agressivos, o que torna o cachorro ainda mais agressivo. Se um cão apresenta atitudes violentas com frequência, é preciso procurar ajuda de um profissional.

Ephraim explica que a ajuda de um veterinário é importante, pois cada animal tem uma personalidade diferente. Isso significa que não é qualquer pessoa que pode lidar com a bipolaridade dos cães. Até mesmo pessoas que têm experiência com o mundo canino podem apresentar dificuldades nessas situações.

Hipotireoidismo

Em muitos casos, a principal razão de um cachorro agir com agressividade é algum problema em sua saúde. Uma das doenças que mais afeta comportamento de um cachorro é o hipotireoidismo.

Esse problema causa sintomas como agressividade extrema sem motivo aparente, graves fobias e distúrbios de cognição. O hipotireoidismo em cães só pode ser confirmado por meio de um exame de sangue. Esse tipo de procedimento sempre é realizado pelo veterinário.

Hipotireoidismo em Cachorro

Como medida de prevenção, é importante que o dono do cachorro fique atento aos comportamentos dele. Em casos de mudanças bruscas de atitude, procure imediatamente o veterinário. Se a doença for confirmada, o pet precisará de um tratamento especializado.

Função da Tireoide

A tireoide pertence ao sistema endócrino e gera dois hormônios que servem para controlar o metabolismo. Além disso, esses hormônios trabalham no coração, no regulamento do colesterol e faz com que os glóbulos vermelhos (sangue) se desenvolvam. Os hormônios da tireoide são eficazes para que sistemas neurológicos se desenvolvam, isso sem falar de sua importância para o esqueleto.

O hipotireoidismo canino é uma doença hereditária e algumas raças possuem maior possibilidade de sofrer com esse problema. Existem várias razões que levam um cão a desenvolver essa doença e uma das mais comuns é a “tireoidite autoimune”. Nessa situação, o sistema imunológico do pet não aceita a tireoide como parte de seu corpo e resolve atacar a glândula.

Por causa desse ataque, a tireoide se torna incapaz de produzir os hormônios como deveria, o que afeta muito o organismo do cachorro. Isso gera uma série de problemas no animal, especialmente em suas atitudes e reações a estímulos.

Em alguns casos, vítimas do hipotireoidismo apresentam um nível de cortisol (hormônio do estresse) muito acima da média. Isso deixa tanto cães quanto seres humanos sempre tensos e estressados. Essa situação pode levar os pacientes à depressão e, em alguns casos, até mesmo a problemas mentais.

Problemas de Comportamento

Veterinários e outros pesquisadores estudam a relação entre mudanças de comportamento e o hipotireoidismo há 17 anos. Os vários problemas de comportamento dos cães podem ser divididos em três conjuntos: agressão, timidez extrema ou perda de consciência (convulsões).

No caso das agressões, os casos são muito parecidos. Por exemplo, um cão bem educado que, sem explicação, resolve atacar aleatoriamente uma pessoa ou até mesmo outro cachorro. Normalmente, cachorros que agem assim tendem a estranhar a presença de outros animais e pessoas, o que os leva a perder o controle com muita facilidade.

Muitas vezes, esse problema não é tratado como deveria mesmo sendo comum. A falta de cuidado de alguns tutores com o hipotireoidismo canino dificulta ainda mais vida do cachorro. Em muitos casos, os animais simplesmente são abandonados.

O hipotireoidismo também causa um segundo problema: cachorros que adquirem enorme timidez e passam a ter medo de tudo. Apesar da timidez canina não oferecer perigo ao ser humano, lidar com cães muito medrosos pode tornar a convivência muito complicada. Cachorros que agem assim não conseguem executar nenhum tipo de atividade. Isso significa que é quase impossível treiná-los, adestrá-los ou até mesmo brincar com eles.

A última alteração que os pesquisadores observaram nos cães com hipotireoidismo foi a propensão às convulsões. Os veterinários afirmam que estes cachorros aparentam estar totalmente saudáveis por fora, pois seu apetite e energia não apresentam alterações. No entanto, eles podem ter uma convulsão a qualquer momento, sem motivo algum. Existem casos em que eles agem de forma violenta antes ou depois da convulsão.

Cachorros Afetados

Os veterinários afirmam que boa parte dos cães com hipotireoidismo está no meio do caminho entre a juventude e a fase adulta. Ou seja, os cães com esse problema possuem aproximadamente 18 meses de vida. Os profissionais também afirmam que o tamanho do animal não aumenta nem diminui a propensão ao hipotireoidismo. Por outro lado, viver em um ambiente estressante eleva as possibilidades dessa doença.

Sempre leve o seu pet a um veterinário regularmente. Não espere o seu cão apresentar algum problema de saúde para fazer isso. Dessa forma, o profissional realizará exames de rotina e poderá encontrar qualquer tipo de doença ainda em seu início, o que tornará o tratamento mais simples e facilitará a cura.

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