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Locomoção dos Bivalves: Como Eles se Locomovem?

A locomoção dos bivalves é incrível! Eles fazem parte de um grande grupo de moluscos que possui conchas compostas de duas metades ou válvulas, por isso são chamados de bivalves. Uma característica comum é o pé grande e carnudo, utilizado para movimentar-se de forma diferente da das quitinas.

Se você quiser saber mais à respeito desses animais maravilhosos, não deixe de ler o artigo que preparamos! Tenha a certeza de que as informações são muito interessantes. Confira!

Como é a Locomoção dos Bivalves?

Os bivalves tendem a ser escavadores, colocando o pé no fundo arenoso ou lamacento de onde vivem. A extremidade incha para ancorar o pé, então o resto do animal é puxado, com o membro estendido novamente. Assim, se dá a locomoção dos bivalves.

Obviamente, esse é um processo muito lento. Não surpreendentemente, os exemplares não comem da mesma maneira que as quitinas mais móveis. Seu manto forma dois sifões. A água, então, é atraída por meio de uma cavidade para outra dentro do manto, onde passa por brânquias igualmente grandes antes de sair pelo outro sifão.

As brânquias não apenas extraem oxigênio da água. Elas são modificadas para filtrar as partículas dos alimentos em suspensão que são passadas à boca.

Como os Bivalves se Fixam em Superfícies bem Acima do Solo?

Muitos já andaram sob um píer na maré baixa, dando uma olhada para cima para ver massas de mexilhões pairando acima das suas cabeças. Esses animais “não se aderem” à superfície das rochas, mas sim, ficam pendurados nas superfícies. Essa se mostra uma boa diferença com bivalves escavadores.

Bivalves em Superfícies Altas
Bivalves em Superfícies Altas

Os filhotes se movimentam usando o pé, mas, quando envelhecem, se estabelecem em um local. Muitos dos bivalves são importantes para nós porque os comemos em grandes quantidades. Assim, entender a locomoção é algo interessante.

Um Pouco Sobre os Bivalves

Bivalves se mostram como uma classe  animal que vive em mares e em águas doces,  possuindo corpos lateralmente compactados. Eles são fechados por invólucros constituídos por duas articuladas partes.

Os bivalves, como grupo, não possuem cabeça, carecendo de alguns órgãos comuns, como a rádula e o odontóforo. Estes incluem  ostras,  vieiras , mexilhões  e diversas outras espécies. A maioria é alimentada com um filtro.

Grande parte da locomoção dos bivalves se dá ao se enterrarem em sedimentos. Assim, eles se tornam relativamente seguros quanto à predação. Outros permanecem no fundo dos mares ou se prendem a rochas e outras superfícies mais duras.

As conchas dos bivalves são compostas de carbonato de cálcio, consistindo em duas partes, geralmente semelhantes, chamadas válvulas. Estas são unidas em torno de bordas por ligamentos flexíveis que, geralmente juntas com “dentes” entrelaçados nas válvulas, forma um tipo de dobradiça.

Esse arranjo faz com que o invólucro se abra e feche sem as partes se soltarem. As conchas são tipicamente simétricas bilateralmente, com as dobradiças nos planos sagitais. Os tamanhos desses animais adultos variam em frações de milímetros a mais de 1,5 metros de comprimento. Contudo, grande parte das espécies não excede 10 cm.

Os bivalves compõem parte das dietas de populações ribeirinhas e costeiras. Os conhecimentos modernos com relação aos ciclos reprodutivos dos moluscos levaram ao desenvolvimento dos incubatórios, bem como de novas técnicas culturais.

Espécies de Bivalves
Espécies de Bivalves

Os animais assim aparecem nos registros fósseis primeiramente no início da era Cambriana, há 500 milhões de anos. No total das espécies vivas conhecidas temos mais ou menos 9.200 exemplares. Mas, o que isso tem a ver com a locomoção dos bivalves? A evolução tem tudo a ver com como os exemplares se deslocam.

Comportamento do Animal

A maior parte dos bivalves adota estilos de vida sedentários ou mesmo sésseis. Eles passam a vida inteira nas áreas em que se estabeleceram quando filhotes.

Como citado acima, tais animais usam o pé musculoso para cavar os substratos em que estão. Para tal, eles relaxam o músculo adutor e abrem a concha para se ancorar na posição. Assim, estendem o pé para baixo nos substratos.

Em seguida, dilatam as pontas dos pés, retraem o músculo adutor para fechar a concha, encurtam os pés e se puxam para baixo. Essa série de ações se repete para aprofundar cada vez mais.

Comportamento dos Bivalves
Comportamento dos Bivalves

Outros bivalves, tal como mexilhões, se ligam nas superfícies duras utilizando fios rígidos feitos de proteínas e queratina. Eles ficam mais expostos ao ataque dos predadores que bivalves escavadores.

Certos tipos de caracóis carnívoros gastrópodes, como búzios, comem bivalves através da perfuração das conchas. A espécie Nucella lamelosa, por exemplo, insere sua probóscide extensível e aspira o que o corpo da presa contém.

O búzio necessita de determinadas horas para penetrar as conchas. Portanto, viver nas zonas litorais é vantagem para bivalves, pois os gastrópodes podem tentar perfurar as conchas apenas quando as marés estão chegando.

Mais Informações Sobre seu Comportamento

Alguns bivalves, que incluem ostras verdadeiras, cimentam-se em rochas, pedras ou conchas maiores mortas. Nas ostras, as válvulas inferiores podem estar quase planas, enquanto as válvulas superiores desenvolvem camadas sobre camadas de materiais córneos finos reforçados com carbonato de cálcio. Às vezes, ostras ocorrem em leitos densos nas zonas neríticas e são alimentados por meio dos filtros.

Os bivalves filtram boas quantidades d’água para se alimentar, bem como respirar, mas não ficam permanentemente abertos. Eles fecham suas válvulas regularmente para entrar no estado de repouso, até mesmo quando estão totalmente submersos.

Nas ostras, seu comportamento acaba seguindo ritmos circatidais e circadianos muito rígidos, segundo as posições mais relativas do sol e da lua. Durante a maré baixa, exibem os períodos de fechamento mais longos que em marés altas.

Muitos desses animais não sésseis usam seu pé musculoso para movimentar ou cavar. Mas os integrantes das famílias de águas doces, Sphaeriidae, são diferentes, pois escalam de maneira bastante ágil as ervas daninhas, utilizando os pés flexíveis e longos.

O molusco Sphaerium corneum, por exemplo, escala as ervas daninhas da água nas margens das lagoas e lagos. Isso acaba permitindo que ele encontre uma boa posição para se alimentar enquanto se move.

Gostou de saber mais sobre a locomoção dos bivalves? Sua forma de vida é bem curiosa, não? Agora, quando encontrar com algum animal da espécie, vai entender como ele chegou ali.

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