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Lince Pardo: Fotos, Características e Nome Cientifico

Gato-montês ou lince pardo, é um mamífero digitígrado nativo da América do Norte, sendo muito semelhante ao Lince-do-Canadá.

Comparado ao gato doméstico, o lince pardo tem o dobro do tamanho, variando em torno dos 70 cm e pesando mais ou menos 10 kg., possui patas e caudas curtas, pés pequenos, pelos curtos com manchas pretas densas  (que facilitam a camuflagem), de cores que vão do cinza ao marrom, nas costas e branco na barriga, mas também é um felino.

Felino é um termo que reúne uma grande família de animais mamíferos e carnívoros, que vai do seu gatinho até o leão.

Todos desta família tem em comum: garras longas, encurvadas e unhas retráteis (pode ver no seu gato, tem horas que a unha está sob a pele, em outra a unha fica exposta).

Orelhas pontiagudas, bigodes sensíveis (vibrissas – ocorrem nas sobrancelhas e na ponta das orelhas – sensores de presença), olho amarelo com pupila preta, que se dilata a noite.

Os membros superiores tem cinco dedos, e as patas traseiras tem quatro dedos. A família toda compartilha excelente olfato, audição aguda e visão noturna privilegiada.

Língua com papilas salientes e dentes fortes, resistentes e pontiagudo, que facilitam a caça e a dilaceração da carne.

Todos os felinos possuem uma coluna vertebral flexível, que acrescentada aos seus  cerca de 500 músculos, bem controlados, habilidade de corrida e captura de suas presas com incrível velocidade, pular e outras manobras fantásticas, como subir em árvores, muros e etc.

Embora o lince pardo, não seja tão bonzinho e engraçadinho, quanto ao seu gatinho que brinca com a bolinha de lã na sua casa, ele é bem interessante.

Características do Lince Pardo

Aconteceu no Texas, uma família encontrou dois filhotinhos de gato num beco e, penalizados levaram pra casa. Quando foram amamentar os bichinhos, foram atacados a mordidas, e então ao buscarem se informar melhor, constataram tratar-se de filhotes de lince.

Pois é, o filhotinho do lince, assim que nasce, já é uma bolinha de pelo.

Aos dez dias, abre os olhinhos e com um mês já sai perambulando por ai (as fêmeas procriam dentro de tocas ou tocos de árvores), mas ainda mama.

O filhotinho vai mamar só mais um mês e com dois meses, a mãe para de amamentá-lo e ai o bichinho já tem de “meter a cara no mundo”, junto com a mãe,  pra não morrer de fome. Por isso que a duplinha tava lá, no beco do Texas.

Hábitos Alimentares

Daí até os cinco meses é assim, ao lado da mãe (comportamental do lince pardo – as fêmeas criam sozinhas os filhotes), comendo junto com ela:  pequenos mamíferos, roedores, aves, e aprendendo com ela todas as táticas de caça, preferencialmente a noite, inclusive demarcar território.

Sobre os hábitos alimentares do lince pardo, convém ressaltar que seu cardápio é bem adequado as condições existentes: estação do ano, sua localização e escassez de presas, sendo assim pequenos animais domésticos e da pecuária, carcaças abandonadas e até peixes, podem ser incluídos em sua dieta.

Até completar um ano, o “novinho vai dar uns rolezinhos”, mas a mãe vai estar próxima, supervisionando suas andanças, agora, quando fizer um ano, é tipo assim, se vira!

Lince Pardo Caçando
Lince Pardo Caçando

Conservação

As estimativas indicam que pra cada dez filhotinhos que nascem, apenas dois (há controvérsias quanto a esta estatística, entre os vários autores), sobrevivem até a fase adulta.

Enquanto ainda são filhotes, eles são presas fáceis de corujas, águias, raposas e  linces adultos (o canibalismo é praticado em épocas de pouca oferta de alimentos).

Quando estão jovens, e são muito inexperientes, ainda continuarão a ser vítimas de predadores maiores (grandes felídeos), podem se tornar vítimas de espécies concorrentes e mesmo outros linces maiores e mais fortes.

Até chegar a fase adulta ainda terão de sobreviver a  doenças transmitidas por pulgas e carrapatos (suas principais refeições, vivem infestados destes parasitas: coelhos esquilos e lebres), podem ser atropelados em suas andanças (a noite percorrem quase dez quilômetros à procura de caças), podem morrer de fome e podem se tornar vítima de endoparasitas.

Reprodução

Por volta dos dois anos são enfim, plenamente adultos, ufa, agora é só correr pro abraço,  – você que pensa…

A proporção de machos para cada fêmea é dois por um, então o recém chegado tem de esperar a fêmea cruzar com o “seu atual” e entrar na fila, pra tentar cruzar com ela.

Nada é tão ruim que não possa piorar, devemos considerar aqui que o lince pardo é um animal solitário e territorialista, que demarca seu território “assinando” o seu nome nos troncos das árvores com suas garras e  urinando e defecando pra todo lado.

Então o lince precisa esperar que uma fêmea tenha motivos, em virtude de um macho debilitado, ou ferido, ou com idade avançada e resolva “pular a cerca”, ou pode se arriscar e invadir a área do vizinho.

As fêmeas possuem um ciclo estral de 44 dias, então nesse período ela vai “cadastrar” os interessados. Seu cio permanece por dez dias, então nesse período ela acasala, com o melhor avaliado entre os machos pesquisados, que vai cobri-la diversas vezes.

Entre os lince pardos, depois desta primeira cobertura, tanto a fêmea vai aceitar outros machos, como os machos também procurarão outras fêmeas, então nessa fase o nosso lincezinho que a gente acompanhou desde que era uma bolinha de pelo,vai se reproduzir.

Daí, cerca de dois meses depois o nosso bolinha será papai e a cada inverno passará novamente pela mesma experiência até mais ou menos os próximos dez ou quinze anos será assim (não há consenso quanto à sua expectativa de vida).

Entre os lince pardo as fêmeas são menores e mais leves do que os machos, compartilham os mesmos estágios de evolução desde que nascem e até a fase adulta, enfrentando as mesmas dificuldades de sobrevivência, diferente dos machos, entretanto,  elas já podem procriar no primeiro ano de vida e ao contrário de outra espécies de felinos (como as leoas, por exemplo), não andam em grupo com outras fêmeas, e costumam demarcar territórios maiores do que os machos.

Se você viajar para o México, Canadá ou Estados Unidos e encontrar um gatinho perdido, não vá levar pra casa, informe as autoridades, pode ser um lince pardo.

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