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Lince-Ibérico: Fotos, Curiosidades, Extinção e Nome Cientifico

Há muitas espécies fascinantes de felinos espalhadas pelo mundo, e um das que mais se destacam são os chamados linces-ibéricos, animais realmente muito bonitos e exóticos, e que merecem um texto só pra eles. E eis que aqui está.

Aspectos Gerais do Lince-Ibérico

Com nome científico de Lynx pardinus, esse felino era considerado anteriormente uma subespécie do lince-euroasiático, porém, com o passar do tempo, ele passou a ser considerado como uma espécie apenas separada deste. Inclusive, esses dois tipos de lince percorriam a região da Europa Central durante o período do Pleistoceno (que que compreende entre 2,5 milhões e 11 mil anos atrás). Logo depois, separaram-se, e cada um foi viver em seu próprio habitat, gerando, assim, duas espécies de linces distintas.

Esse animal possui muitas das características básicas que encontramos em outras espécies de linces, como, por exemplo, orelhas bem peludas, pernas um tanto longas e cauda curta, além de um “colar” de pelos que se assemelha bastante a uma espécie de “barba”. Já ao contrário de seus parentes mais próximos, o lince-ibérico possui uma coloração bem peculiar de um castanho-amarelada com algumas manchas.

Em termos de tamanho, o seu comprimento fica entre 85 e 110 cm, onde a pequena cauda acrescenta entre 12 e 30 cm ao seu tamanho total. Já em relação ao peso, esse animal pode pesar cerca de 27 kg. Quanto ao tempo de vida, um lince-ibérico, em meio ao seu habitat natural, pode chegar até os 13 anos de idade.

Trata-se de uma espécie endêmica (até como o próprio nome popular sugere) ali na Península Ibérica, ao sul da Europa. Pelo menos, até o século XIX, ele se encontrava distribuído em toda essa península. No entanto, registros fósseis apontam que a distribuição geográfica desse animal foi bem mais ampla, o que ocorreu mais precisamente no fim do Pleistoceno, numa área total que se entendia até o sul da atual França.

Só que em torno do ano de 1950, houve uma divisão entre duas populações de linces-ibéricos. No entanto, entre 1960 e 1990, estima-se que a população desses felinos tenha diminuído drasticamente em cerca de 80%. Uma tendência que se mantém até os dias de hoje, fazendo com que a sua distribuição seja restrita a apenas duas áreas na Península Ibérica.

Habitat Natural e Mais um Pouco de Sua Descrição Física

A preferência desse felino é por um ecossistema que seja mais ou menos heterogêneo, com pastagens abertas e arbustos densos. Porém, devido à diminuição significativa de seus indivíduos nas últimas décadas, as suas áreas de habitação estão ficando restritas a regiões montanhosas, e em algumas florestas de várzea.

Em termos de aparência física, além das características já mencionadas aqui, o lince-ibérico se diferencia dos seus parentes euroasiáticos por terem um pelo mais curto, já que outros linces estão mais adaptados a ambientes muito frios.Quantos às manchas em seu corpo, geralmente, elas ficam mais intensas no verão.

Por ser um caçador muito habilidoso, o lince-ibérico também passou por certas modificações em seus aspectos físicos para melhorar esse seu “talento”, digamos assim. Por exemplo: o crânio deles é mais encurtado, o que maximiza ainda mais a mordida desses animais, especialmente no que se refere aos dentes caninos. Os seus focinhos também são mais estreitos do que o normal, tendo mandíbulas mais longas.

E, como todos os felinos, esse lince possui pupilas verticais, o que garante uma excelente visão. Especialmente em momentos do dia quando há pouca visibilidade do ambiente. Os seus reflexos também são muito bem apurados, em parte, devido aos seus bigodes, fornecendo dados táteis muito bem detalhados. Isso sem contar que as orelhas fornecem uma audição invejável do ambiente.

Reprodução do lince-Ibérico

A época anual do cio acontece entre janeiro e julho, e durante essa época de acasalamento, a fêmea deixa o seu território em busca de um lince macho. Já o período de gestação dura em torno de 2 meses, com as crias nascendo entre março e setembro. Uma ninhada normalmente possui dois ou três filhotes, mas, pode chegar a ter cinco. Quando nascem, não ultrapassam as 250 g de peso.

Quando completam de sete a dez meses, os filhotes se tornam independentes, permanecendo com a mãe, contudo, até os vinte meses de idade. Até os 23 meses, os machos da ninhada se dispersam, com as fêmeas tomando o seu rumo um pouco mais tarde. A sobrevivência desses animais depende muito da população de coelhos (seu principal alimento) do lugar.

Há casos, inclusive, onde irmãos se tornam violentos uns com os outros, especialmente, entre os 30 e 60 dias de vida, chegando ao ponto de haverem casos registrados onde um filhote é morto por outro. Ainda não se sabe a motivação dessa agressividade, mas, cientistas acreditam que se deva a uma intensa mudança hormonal, mais especificamente, quando a cria muda a sua alimentação, do leite materno para a carne.

Interessante notar ainda que, devido a dificuldade em se encontrar parceiros para o acasalamento, isso faz com que muitos indivíduos acabem ficando com linces aparentados, geneticamente semelhantes. Isso resulta, geralmente, em menos crias, e numa maior taxa de morte não-traumática.

Conservação da Espécie e Perigo de Extinção

Pelo menos, até 2015, o lince-ibérico era considerado uma espécie com alto risco de extinção, mas, hoje em dia, o perigo é menor, porém, ainda existe. Ainda consegue, portanto, ser o felino mais ameaçado do mundo, ao mesmo tempo em que é o carnívoro com maior perigo de extinção da Europa.

Por conta disso, medidas vêm sendo tomadas de maneira sistemática, como a restauração de seus habitats naturais, bem como a indução de uma maior proliferação de coelhos selvagens. Além, claro, de sua criação em cativeiro, para uma posterior soltura na natureza.

Lembrando, inclusive, que a sua caça é, terminantemente, proibida por lei.

Curiosidades

Curiosidades do Lince-Ibérico
Curiosidades do Lince-Ibérico

No ano de 2012, foi anunciado pelos cientistas que o genoma do lince-ibérico foi mapeado, o que levou a uma constatação interessante: a diversidade genética dessa espécie é a mais baixa entre os felinos conhecidos por serem “pobres”, geneticamente falando, como, por exemplo, a chita e o lince-euroasiático da Escandinávia. Isso talvez explique a redução constante de suas populações, bem como o isolamento dos indivíduos dessa espécie.

Por sinal, no ano de 2017, a população total de linces-ibéricos era estimada em 475 espécimes.

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