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História da Mariposa e Origem do Animal

Há diversos insetos interessantíssimos na natureza, pra quem, de repente, pensa que é tudo igual. Peguemos como exemplo a mariposa, que se assemelha bastante às borboletas, porém, são seres únicos em suas características.

A seguir, vamos contar um pouco da história desses incríveis insetos.

As mariposas (chamadas de traças na Europa) são insetos denominados lepidopteros, parentes bem próximos das borboletas (são até bem parecidas com estas, fisicamente falando), mas cujas características incluem serem animais de vôo noturno, com antenas bem grossas (filiformes ou pectinadas) e que pousam de asas abertas, ao contrário das borboletas.

Um Pouco Sobre a Mariposa e Suas Características Básicas?

Interessante notar que o termo “mariposa” se diferencia em alguns lugares. A palavra, por exemplo, tem origem castelhana, sendo a fusão de duas palavras: Maria (Mari) e o verbo posar (em português: pousar). Já em Portugal,  a palavra “mariposa” é mais utilizada para se referir mesmo às borboletas, mesmo que, na prática, sejam insetos distintos. Aqui no Brasil, por sua vez, o termo é mais comumente empregado para designar pequenos insetos chamados de lepismas, ou, como conhecemos: a traca-do-livro.

Bom destacar ainda que os lepidopteros são o segundo maior grupo de insetos que existe, sendo adaptados para viverem em praticamente qualquer ambiente (com exceção dos pólos, evidentemente).

O corpo em si das mariposas é dividido em cabeça, tórax e abdômen, possuindo sempre um par de antenas, um par de olhos e um aparelho sugador para se alimentar quando é preciso (já que algumas espécies, na fase adulta, nem sequer se alimentam.

A Evolução das Mariposas

O ciclo de vida das mariposas é algo fascinante, e que pode explicar bem como se deu a sua linha evolutiva ao longo de milhões de anos. Assim como as borboletas, as mariposas começam na forma de ovos, passa ao estágio de lagarta, transforma-se em uma crisálida, e, por fim, temos uma mariposa completa.

Os exemplares adultos, por exemplo, possuem órgãos reprodutivos que as suas lagartas não possuem, já que o tempo de vida das mariposas, geralmente, é bem curto, muitas vezes, dando somente tempo para se reproduzirem. Ao passo que algumas espécies de mariposas adultas nem boca tem, pois tudo o que elas precisariam comer, já comeram enquanto eram lagartas.

Ao mesmo tempo, lembremos que os evolucionistas afirmam que todos os seres vieram de criaturas unicelulares, e que foram se transformando aos poucos devido a recorrentes mutações (Oi metamorfoses, palavra frequente para designar mariposas é borboletas, já que, de fato, do ovo à fase adulta, eles passam por muitas metamorfoses). Essas transformações se deram graças ao processo que chamamos de seleção natural.

Pois bem, neste caso, como a mariposa evoluiu? Foi através de um ser já adulto, que depois viria a colocar ovos, ou por meio de lagartas, que depois iriam se metamorfosear em mariposas? Na verdade, não foi nenhuma das duas coisas. Isso porque quando a mariposa coloca seus ovos, estes já dispõem de todo o seu DNA, e de como ela começa como uma lagarta, depois, crisálida, e por fim, mariposa. Ou seja, não haveria vantagem evolutiva nenhuma nesse inseto passar por tantas transformações.

A Evolução das Mariposas

Então, como se deu a evolução da mariposa? Bem, não se sabe ao certo. Há mais de 50 anos que livros especializados em biologia tomam como referência a espécie visto betularia para falar de evolução no que diz respeito a esses seres, pois se constatou a modificação da coloração de suas asas no decorrer de mais de dois séculos, devido à Revolução Industrial. Constatou-se, com o passar dos anos, que as mariposas desse tipo que conseguiramse camuflar melhor após a modificação do meio ambiente pela Revolução Industrial, estavam ficando mais numerosas. O que fez com que esse tipo de mariposa explicasse não somente a evolução desse tipo de inseto em si, como também dar suporte em geral à Teoria Evolutiva de Darwin.

Perigo de Extinção Para a Mariposa?

Apesar de ter se adaptado bem a diversas questões naturais no decorrer de sua existência, muitas espécies de mariposas estão ameaçadas de extinção.  Na verdade, está em curso, atualmente, uma extinção em massa de vários insetos pelo mundo todo, como, por exemplo, borboletas e abelhas.

A questão é que muitos desses insetos são importantes para o meio ambiente, como as abelhas, as principais polinizadoras da natureza. E, os números não são pequenos. De acordões com estudo feito pela publicação Biological Conservation, se nada for feito para mudar esse quadro, cerca de 40% das espécies de insetos no mundo desaparecerão nas próximas décadas (incluindo aí as mariposas). Além destas, estão na lista de mais ameaçados borboletas, abelhas, vespas, formigas e besouros do tipo escaravelhos.

As principais causas desse declínio da população de insetos são a perda de habitats naturais devido à expansão da agricultura intensiva, a poluição agroquímica e as mudanças climáticas ocorridas nas mais recentes décadas. Só lembrando que os insetos são a base estrutural e funcional de diversos ecossistemas espalhados pelo mundo, e o desaparecimento deles certamente acarretaria um grave problema.

Caso insetos como a mariposa sumam da natureza, ocorrerá o que os cientistas chamam de “cascata trófica de baixo para cima”, com um desequilíbrio cada vez mais da chamada cadeia alimentar.

Algumas Curiosidades Sobre as Mariposas

No geral, as mariposas são animais noturnos, e com cores mais sóbrias do que as borboletas, por exemplo. Contudo, existem exceções, com algumas espécies voando de dia e sendo bem coloridas.

Fora isso, em alguns lugares as mariposas são chamadas de bruxas, e isso se deve a inúmeras lendas envolvendo esses insetos. Uma dessas lendas é a de que, justamente, algumas feiticeiras tinham a capacidade de se transformarem em mariposas. Há outra mitologias, no entanto, que dizem as mariposas podiam se transformar em beija-flores.

Existe também a crendice de que as mariposas são venenosas. Na realidade, algumas taturanas que se transformam em mariposas posteriormente têm a capacidade de “queimarem” seus agressores por meio de seuso pelos urticantes. Porém, não se trata necessariamente de um veneno de mariposa. Contudo, se uma pessoa sofrer um acidente com uma taturana, pode ter bastante vermelhidão no local do contato e até mesmo febre.

 

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