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História da Irara e Origem do Animal

Você já ouviu falar da irara? Este animal, de nome científico Eira barbara, é um animal do tipo onívoro, pertencente à família dos engraçados mustelídeos. Ela se parece com uma fuinha, podendo atingir 60 cm de comprimento (sem contar a cauda).

É uma espécie florestal e, no Brasil, ocorre em todos os biomas, estando presente na Amazônia, Mata Atlântica, Pantanal e florestas densas. A irara também é conhecida em solo brasileiro pelos nomes papa-mel e jaguapé.

Parente das ariranhas e das lontras, é a única representante do gênero reconhecido como Eira. Esse termo, aliás, em Guarani, significa “comedor de mel”, prática pela qual ela também é conhecida popularmente.

Deseja conhecer tudo sobre esse animal? Nos acompanhe, então, neste artigo.

Origem da Irara

É por meio dos antigos e atuais registros fósseis, que foi comprovado que a maior parte de todos os gêneros dessa espécie, que são encontrados atualmente na América do Sul, descende dos imigrantes de origem norte-americana.

No entanto, muitos acreditam que o Eira tem a originalidade vinda da América do Norte por conta de um detalhe. Esses animais estão bem mais relacionados, no termo filogenético, com os extintos gêneros: Legionarictis e Trigonictis.

Irara Características

Mas, toda a ancestral população norte-americana do Eira barbara pode ter tido sua origem partindo de outra ancestral população vinda da Eurásia.

A Descrição Física do Animal

A irara é uma doninha do tamanho de um cão de tamanho médio, com cauda longa e espessa. Seu pescoço longo termina em uma cabeça robusta. A cabeça e o corpo variam de 60 a 70 cm de comprimento. Já a cauda chega a medir de 35 a 45 cm. As iraras têm grandes patas traseiras com comprimento variando de 80 a 90 mm e orelhas com cerca de 35 a 40 mm.

As cores podem diferenciar em alguns tons, mas, em geral, esse animal bonitinho tem uma pelagem marrom escuro com uma cabeça um pouco mais pálida. Geralmente, possui uma mancha branca em forma de diamante na garganta. Iraras têm garras longas e caninos pronunciados. Entretanto, são inofensivas, e não oferecem riscos se não se sentirem ameaçadas.

Reprodução das Iraras

Não se sabe muita coisa sobre a reprodução das iraras. Alguns profissionais da área que estudam a espécie acreditam que a gestação da fêmea dura, em média, cerca de 64 até 70 dias.

Quanto ao tamanho das ninhadas, a média é de cerca de 2 a 3 bebês por cada uma das gestações. Os filhotinhos nascem pesando, cada um, cerca de 74 a 92 gramas.

Os lindinhos recém-nascidos abrem os seus olhos pela primeira vez entre os 35 até 58 dias. A mamãe irara coruja cuida ativamente deles por mais ou menos 2 a 3 meses.

Reprodução das Iraras

Alguns acreditam que o ciclo estral do Eira barbara é sazonal. Dessa forma, os nascimentos acabam ocorrendo nos meses de março e julho. Outros acreditam que este animal onívoro é poliestro, portanto, é um tipo de reprodutor não sazonal. Ela experimenta um ciclo estral de cerca de 17 dias, tendo uma boa receptividade de 2 a 3 dias, por cerca de 3 vezes durante o ano.

Nos seus primeiros dias de vida, os filhotes da irara só podem se alimentar com algumas pequenas frutas. A mãe também, em geral, leva um pouco de mel que encontra. Isso porque, seus dentinhos, ainda estão em plena fase de desenvolvimento e a formação não é completa.

É comum a fêmea devolver aos filhotes os restos das frutas que já mastigou anteriormente, fazendo como as aves. Ambas as espécies de animais acabam utilizando do mesmo processo.

Comportamento da Irara

Eira barbara é um tipo de espécie diurna que geralmente vive sozinha ou em pares. Às vezes, porém, a irara é vista em pequenos grupos de 3 a 4 indivíduos, cuja distribuição sexual é desconhecida.

As iraras são tanto terrestres quanto arbóreas. A locomoção terrestre é geralmente composta de movimentos irregulares e saltitantes, com as costas arqueadas e a cauda no chão. Os movimentos arbóreos ao longo dos ramos horizontais são mais fluidos e a cauda é usada como uma haste de equilíbrio.

Uma irara pode saltar por distâncias consideráveis, subir penhascos rochosos e ir de galho em galho nas árvores. Quando alarmado, esse animalzinho faz uma breve corrida e procura proteção na árvore mais próxima. Embora geralmente silenciosas, sabe-se que as iraras dão uivos, rosnados ou emitem alguns sons quando em grupos.

Hábitos Alimentares

A irara é onívora, como dito acima. Ela mostra uma preferência por pequenos mamíferos, o rato espinhoso em particular. Mas, a danadinha, comerá o que estiver disponível.

Os mamíferos são a parte mais abundante da dieta desse animal. Entretanto, também comem quantidades significativas de frutas, invertebrados e répteis, nessa ordem. Já foi demonstrado várias vezes que ocasionalmente essa espécie come favo de mel quando está disponível.

Importância Econômica Positiva e Negativa das Iraras para os Humanos

Já foi verificado que esse bichinho incrivelmente cativante pode ser domesticado. Assim, ele é frequentemente usado por seres humanos como animal de estimação. As iraras já foram muito usadas pelos povos indígenas das regiões onde viviam para controlar roedores.

Devido à proximidade do habitat da irara com o dos seres humanos, especificamente com os agricultores, sabe-se que essa espécie causa alguns danos às plantações vizinhas.

O Eira Barbara ocasionalmente come aves de pequenas e invade campos de milho e açúcar, mas o dano é normalmente mínimo.

Preservação da Espécie

Seu habitat mais comum ocorre do norte da Argentina até o México, sendo bastante vista em áreas naturais e até mesmo as modificados pelo homem. Essa espécie é perseguida pelos humanos por invadir plantações, além de ser um predador natural de aves domésticas.

No Brasil, índios conviviam com esse mamífero por ser um eficiente caçador de roedores. A expectativa de vida é de 18 anos dentro do cativeiro, mas não há informações relevantes sobre os animais selvagens.

Iraras Preservação da Espécie

Classificado como de menor preocupação, a irara não está na lista brasileira de fauna com risco de extinção. Entretanto, é considerada vulnerável em alguns estados como o Rio Grande do Sul. A principal ameaça é perda do habitat, mas também há a perseguição pelos motivos citados acima e muitos atropelamentos.

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